Vitiligo e psoríase não são doenças contagiosas

Rosana Lazzarini, professora de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloA falta de conhecimento pode provocar constrangimentos ou desconforto para os indivíduos acometidos por determinadas doenças. Pessoas com psoríase ou vitiligo, por exemplo, podem sofrer preconceito e discriminação, tendo em vista que, além de enfrentar os sintomas causados pelas enfermidades, podem acabar sendo vítimas de exclusão.

O vitiligo é uma doença cutânea, em que ocorre perda do pigmento em certas áreas da pele, resultando em manchas brancas irregulares, por acometer as células produtoras de melanina, destruindo-as. O problema atinge principalmente as áreas do rosto, cotovelos, joelhos, mãos, pés e órgãos genitais. De acordo com Rosana Lazzarini, professora de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, trata-se de uma doença do sistema imunológico, cujo diagnóstico baseia-se exclusivamente nos aspectos clínicos.

“Apesar de ser uma dermatose benigna, traz grandes danos psicológicos aos portadores. O tratamento é muito difícil e está relacionado com a tentativa de repigmentar as áreas da pele que perderam a cor normal. Uma das estratégias utilizadas é o uso da fototerapia. Este procedimento é fundamentado no uso da radiação UV de forma terapêutica, em cabines específicas. A doença não é contagiosa e não há método preventivo”, afirma.

Já a psoríase causa vermelhidão e irritação em determinadas regiões do corpo. Os sintomas incluem pele com eritema e descamação. Para a professora, essa é uma doença comum na pratica diária do dermatologista. Trata-se de um problema crônico que alterna entre períodos de calmaria e exacerbação, podendo se manifestar em áreas localizadas ou de forma mais extensa, comprometendo toda a pele.

“Apesar de acometer 5% da população mundial, muitas pessoas e até alguns médicos não conhecem a doença, o que causa transtornos aos pacientes, como a piora provocada pelo uso de medicações inadequadas, como os corticosteroides sistêmicos”, explica.

Fatores psicológicos e o uso de certos remédios podem piorar o quadro da psoríase. O tratamento da doença pode ser realizado com medicamentos sistêmicos ou de uso tópico, além da fototerapia. Assim como o vitiligo, ela também não é contagiosa.


Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 40, em 9/5/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Faculdade Santa Casa apoia o 10º Encontro Municipal de Psoríase

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo é uma das apoiadoras do 10º Encontro Municipal de Psoríase, evento que tem como objetivo conscientizar profissionais e estudantes da área da saúde quanto à doença e seu tratamento.

Na ocasião, acontecerá também o 3º Curso de Capacitação em Psoríase para médicos e estudantes de medicina, além do 1º Curso de Capacitação em Psoríase em odontologia. Ainda serão contemplados protocolos nas áreas de enfermagem, fisioterapia, nutrição e podologia.

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Serviços
Data: 4 de agosto de 2012 (sábado)
Horário: das 8h30 às 17h
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Centro – São Paulo