Verão exige atenção redobrada com a pele

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Dr. Marcus Maia, professor da disciplina de Dermatologia da FCMSCSP

Durante o verão, aumentam as atividades ao ar livre, as idas à praia e à piscina. Por isso, os cuidados com a pele devem ser redobrados e intensificados. A exposição solar intensa e descuidada pode acarretar em diversos problemas como queimaduras, envelhecimento precoce da pele e até mesmo o câncer de pele, o mais comum entre os brasileiros. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são registrados cerca de 135 mil novos casos de câncer de pele por ano no país.

Para o Dr. Marcus Maia, professor da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a principal forma de proteção é o uso do protetor solar e a reaplicação diversas vezes ao dia, principalmente após entrar e sair da água. “O simples fato de entrar na água já faz com que você perca cerca de 50% da proteção do filtro solar. Então, o ponto principal é reaplicar corretamente a cada uma hora e sempre que sair da água”, afirma.

O dermatologista destaca que pessoas do grupo de risco precisam investir ainda mais em proteção. Além das crianças, compõe o quadro pessoas com pele clara, cabelos e olhos claros, com muitas pintas e sardas e pessoas com histórico de câncer de pele na família. Por conta da pigmentação da pele, essas pessoas estão mais propensas a desenvolver problemas de pele e câncer do que pessoas de pele negra. Por isso, adicionalmente ao filtro solar, Dr. Maia recomenda a utilização de roupas especiais com proteção contra os raios UVA e UVB e chapéus – principalmente nas crianças.

Mesmo ficando embaixo do guarda-sol e em dias em que o sol não está tão forte, o conhecido mormaço já é suficiente para queimar a pele e pode causar os efeitos do sol forte. “O mormaço queima quase a mesma coisa que o sol, pois as nuvens claras não têm força suficiente para proteger dos raios ultravioleta. Por isso, não basta ficar embaixo de guarda-sol. É importante lembrar que a luz é refletida na areia e queima praticamente da mesma forma. As pessoas não devem abrir mão da utilização do filtro solar”, enfatiza o Dr. Maia.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 104, em 14/2/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Dermatologista dá dicas para manter a pele saudável neste verão

Alguns cuidados são necessários para manter a saúde durante o verão, principalmente, em relação à pele para aqueles que pretendem aproveitar a estação para se bronzear. Ressecamento, manchas, envelhecimento e até mesmo câncer são algumas das consequências da exposição ao sol sem Dra. Ida Duarte, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Pauloproteção e em excesso. De acordo com a Dra. Ida Duarte, dermatologista e professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a orientação quanto ao horário ideal para tomar sol é muito importante. Indica-se até às 10h30 e, à tarde, a partir das 16h, pois estes horários apresentam menor quantidade de emissão de raios ultravioleta B, os quais resultam em queimaduras e podem levar à formação do câncer de pele.

O uso do protetor solar também é primordial para a prevenção, mas é necessário adequar este tipo de proteção à localização na pele. Por exemplo, o protetor para o rosto deve indicar menor oleosidade para que se possa evitar a obstrução dos poros da pele, já o de uso corporal deve ser de acordo com o tipo de pele (mista, seca ou oleosa). Homens com muito pelo no corpo podem utilizar protetores líquidos ou em gel.

A escolha do tipo de roupas e acessórios também é fundamental, bem como o uso de óculos e chapéus, principalmente nas praias. Existem tecidos que proporcionam maior proteção ao sol, como algodão e poliéster, entre outros, que impedem a penetração de raios ultravioleta. “Evite ainda tomar diversos banhos ao dia. Use pouco sabonete e se banhe em água morna para não ressecar a pele. Valem ainda as recomendações de beber muita água, o que irá contribuir para a saúde no geral, e analisar as condições de balneabilidade da praia que irá frequentar, pois o risco de infecções e bactérias aumenta muito no verão”, fala a Dra. Ida. A especialista ressalta também que, além de queimadura, a exposição excessiva ao sol pode causar manchas escuras e bolhas na pele. Caso ocorra algum problema epidérmico, a pessoa deve procurar imediatamente um médico para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 8, em 12/12/2012. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.