FCMSCSP promove seminário sobre “Células Tumorais Circulantes:onde estamos?”

Dr. Ludmilla Thomé Domingos Chinen

Amanhã, dia 1º/8, das 12h às 13h30, o Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizará a palestra “Células Tumorais Circulantes: onde estamos?”, ministrada pela Dra. Ludmilla Thomé Domingos Chinen, pesquisadora da Fundação Antônio Prudente.

O encontro será realizado na Sala 11 da Técnica Cirúrgica e é coordenado pela Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP.

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Julho Verde: Assista a Vídeos de Um Minuto sobre a Campanha para Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço

Campanha Julho Verde alerta para prevenção do câncer de cabeça e pescoço
Iniciativa da SBCCP e ACBG Brasil informa sobre tumores que registram mais de 43 mil novos casos no Brasil este ano.

Veja vídeos de 1 minuto cada um sobre o tema produzidos pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com os professores Antonio José Gonçalves e Antonio A. T. Bertelli:

Você sabe o que é o câncer de cabeça e pescoço?
https://www.youtube.com/embed/YP4N9S03fI8?rel=0

Diagnóstico em fase inicial está relacionado com maiores índices de cura e menor morbidade
https://www.youtube.com/embed/53ilLTQ6pLc?rel=0

Rouquidão persistente 15 dias pode ser câncer de laringe?
https://www.youtube.com/embed/NUhwC6mIoGw?rel=0

Ferida na boca que não cicatriza pode ser câncer de boca?
https://www.youtube.com/embed/wYRHr2gfMFA?rel=0

Tabagismo como fator de risco para tumores de cabeça e pescoço
https://www.youtube.com/embed/2L0RlSn_sv0?rel=0
Etilismo associado ao tabagismo como fatores de risco para tumores de boca e faringe
https://www.youtube.com/embed/w8OQrFH9V5o?rel=0
Exposição solar como fator de risco para tumores de lábio e pele
https://www.youtube.com/embed/DOpyXLCCdTw?rel=0

HPV como fator de risco para tumores de orofaringe
https://www.youtube.com/embed/rsjHXC745yM?rel=0

Nódulo na tireoide não é sinônimo de câncer 
https://www.youtube.com/embed/0NehyeIZoow?rel=0
Sequelas dos tratamentos cirúrgico e radioterápico 
https://www.youtube.com/embed/1r1kCYqIrK4?rel=0
Nódulo cervical poder ser sintoma de câncer 
https://www.youtube.com/embed/i_Z1wnF6dYE?rel=0
O câncer de cabeça e pescoço ocorre 7 vezes mais em homens
https://www.youtube.com/embed/YBzxnaQ0Ibk?rel=0
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) promove ainda, dia 27/7, Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço, transmissão ao vivo, das 13h às 14h00, sobre o tema com a participação dos professores Antonio A. T. Bertelli e Antonio José Gonçalves. A transmissão será no endereço: https://www.facebook.com/faculdade.santacasasp e permite participação dos internautas.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e a Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG Brasil) realizam pelo segundo ano consecutivo a campanha nacional de conscientização para prevenção sobre os tumores de cabeça e pescoço, que atingem boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago cervical, tireoide e seios paranasais. O #JulhoVerde divulga informações sobre esses tipos de cânceres, que têm como principais fatores de risco o tabagismo, o consumo de álcool, as infecções por HPV e o excesso de exposição solar. São cerca de 10 mil mortes por ano no país, só para os cânceres de laringe e cavidade oral. Os sobreviventes enfrentam perdas significativas na qualidade de vida durante e após o tratamento.

Em 2018, o tema escolhido para o #JulhoVerde da SBCCP foi “Quem ama inclui” – #EntreNessa – devido às sequelas psicológicas e funcionais irreversíveis, que prejudicam a qualidade de vida do paciente e a reinserção na sociedade. O Brasil registra a cada ano cerca de 40 mil novos casos desses tumores malignos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Os números correspondem a 4% de todos os tipos da doença, sendo terceiro mais incidente entre os homens brasileiros. No Brasil, o câncer de boca chega a ser o 3º tipo de tumor mais frequente em algumas regiões, ocorrendo 7 vezes mais em homens do que em mulheres. O tabagismo está relacionado a 97% dos diagnósticos de câncer de laringe. O álcool associado ao fumo aumenta o risco em 10 vezes para câncer nessa região. A infecção pelo HPV (papilomavírus humano) tem contribuído com o aumento na incidência da doença em jovens nos últimos anos em virtude da falta de uso de preservativos na prática do sexo oral. Esta é uma tendência mundial, que também já é identificada no Brasil.

Segundo o INCA, estima-se que serão mais 6.250 novos casos de câncer de pele só em 2018. O melanoma cutâneo é um dos que mais mata no Brasil e um dos fatores é a intensa exposição solar. “A Campanha Julho Verde é a oportunidade de trazer ao conhecimento da sociedade brasileira, a realidade da prevalência do câncer de cabeça e pescoço e alertar as autoridades sanitárias para a necessidade de identificação de casos iniciais que repercutirão nos resultados de tratamento”, explica Dr. Luís Eduardo Barbalho de Mello, médico-cirurgião e presidente da SBCCP.

Os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no princípio da doença. O diagnóstico das lesões iniciais é fundamental para garantir que os índices de cura se aproximem de 100%. Com o seu desenvolvimento, alguns sinais e sintomas podem aparecer, como manchas brancas na boca, dor local, lesões com sangramento ou cicatrização demorada, nódulos no pescoço, mudança na voz e rouquidão, e dificuldade para engolir.

“Por estas razões, nosso objetivo é alertar sobre os fatores de risco, muito presentes entre a população brasileira, e falar da importância do diagnóstico precoce. Em 60% dos casos, a doença já está mais avançada quando é descoberta”, destaca a presidente e fundadora da ACBG Brasil, Melissa A. R. Medeiros. As chances de cura são maiores se a doença for detectada no início. Com o autoexame, por exemplo, é possível e identificar se existem feridas na boca que não cicatrizam há mais de duas semanas ou inchaços no pescoço.

Além das terapias tradicionais, nos últimos anos algumas drogas promissoras têm conseguido melhorar o prognóstico dos pacientes, com uma ação mais eficiente e menos agressiva ao organismo, como as imunoterapias e terapias-alvo. A conscientização sobre essas doenças também reforça o trabalho de entidades como a SBCCP e ACBG, pelo maior acesso a tratamentos inovadores e suporte ao paciente pós-terapias. Em 2017, a campanha #JulhoVerde foi destaque em veículos de comunicação em 23 estados brasileiros, com presença em emissoras de rádio, TV e grandes portais de notícias.

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Infecções por HPV acometem cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil

Dra. Luisa Lina VilaO HPV (Papilomavírus Humano) provoca, em média, 250 mil mortes por câncer de colo do útero a cada ano no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Dra. Luisa Lina Villa, professora-adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV, a doença também pode causar câncer no pescoço, vagina, pênis e ânus. A Dra. afirma que: “Informações do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, e projeções de estudos epidemiológicos, apontam que no Brasil há cerca de 30 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Por ano, surgem 20 mil novos casos de câncer do colo de útero, causando a morte de oito mil mulheres, pois elas são diagnosticadas tardiamente”.

O vírus é causador de tumores benignos e malignos e pode ser transmitido pelo contato, sendo a relação sexual a principal forma de transmissão. As áreas mais atingidas são: o colo do útero, ânus, pênis, vulva, paredes internas da vagina, além da cavidade oral e orofaringe. Nas mulheres, além das verrugas genitais – que também acometem os homens –, é o causador de diversos graus de neoplasia no colo do útero, responsável pelo câncer do colo uterino.

De acordo com a Dra. Luisa, o uso do preservativo não protege o indivíduo totalmente, pois outras partes do corpo ficam expostas. Ela destaca, ainda que: “a melhor forma de prevenção é se vacinar. A droga protege a pessoa do vírus que causa a maioria das verrugas e também 70% dos cânceres de colo de útero, 50% de pênis e vulva e quase 80% da doença no ânus”.

Sobre os sintomas, a professora explica que, em algumas semanas após contrair o vírus, poderão surgir papilomas ou verrugas, que apesar de benignas são altamente contagiosas. “Além disso, sinais como o prurido nas áreas genital ou anal, dor na relação sexual e sangramento devem levar o indivíduo a se consultar com um médico. Porém, às vezes, não há nenhum indício, então, as pessoas continuam transmitindo o vírus”, comenta.

Dra. Luisa afirma que, de acordo com estudos científicos, está comprovado que homens e mulheres, de nove a 26 anos, devem tomar a vacina. Não há tratamento para o HPV, o indivíduo deve observar as infecções, sendo que, mais de 80% delas, são eliminadas espontaneamente. “Muitas pessoas estão infectadas e não vão apresentar doença alguma. Já outras podem desenvolver algum tipo de tumor maligno ao longo de vários anos. As visitas regulares ao médico são uma ótima forma de saber se o HPV adquirido causou algum problema. Caso apareça alguma verruga ou tumor, há tratamentos que geram grande possibilidade de cura, desde que a detecção seja precoce. A melhor forma de prevenção é a informação”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 10, em 7/2/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br