Terapia fonoaudiológica contribui para melhora da qualidade de vida do paciente com Mal de Parkinson

O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso central, inibindo a produção de dopamina. Com isso, as células situadas na região do cérebro são afetadas, danificando diretamente o sistema motor do paciente, o que causa tremores, lentidão nos movimentos, rigidez muscular, e alterações na fala e na escrita. Segundo estimativa da Associação Brasil Parkinson, o Parkinson acomete entre 200 e 400 mil brasileiros.

Dra Michele DevidoA doença não é fatal, nem contagiosa e não diminui a capacidade intelectual do indivíduo. Contudo, apesar de avanços no tratamento, não há cura. “Dificuldades na capacidade verbal e no processo de deglutição podem ser sequelas comuns apresentadas pelos pacientes. Com isso, surge o risco de algum alimento, ao ser ingerido, ir para o pulmão e causar uma pneumonia aspirativa”, afirma a Dra. Michele Devido dos Santos, professora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Com a progressão do Mal de Parkinson, a articulação do paciente fica comprometida, o que prejudica sua comunicação, e também pode haver alteração da intensidade da voz, deixando-a mais baixa. Para conseguir melhorar sua qualidade de vida, a consulta ao fonoaudiólogo é importante para o processo de reabilitação, pois ele será o responsável pela avaliação e análise da terapia a ser utilizada.

“Quanto mais cedo a terapia for iniciada, mais duradouro será o resultado e menores serão os riscos de um agravamento clínico por uma broncoaspiração por exemplo. O objetivo principal do trabalho junto ao fonoaudiólogo é melhorar a qualidade de vida destes pacientes em relação à comunicação e ensinar técnicas e manobras adequadas para engolir os alimentos de forma mais segura”, explica a Dra. Michele.

A professora destaca que, para atuar na área de Fonoaudiologia, o profissional precisa ter aptidão para compreender de forma abrangente os aspectos neurológicos. “É fundamental entender sobre a doença e as limitações do paciente. O tratamento fonoaudiológico engloba as áreas de fala, voz e disfagia”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 47, em 12/8/2014. Assine nossa newsletter:
http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Brasil sedia o II Fórum Mundial de Dislexia

Com o objetivo de discutir e trocar experiências sobre políticas públicas relacionadas à dislexia, o Brasil receberá o II Fórum Mundial de Dislexia. A expectativa é que aproximadamente 400 especialistas da área participem do encontro, que acontecerá de 17 a 20 de agosto, em Belo Horizonte (MG).

“As palestras irDra. Ana Luizaão abordar, de maneira geral, os principais avanços para o entendimento do distúrbio nas suas bases neurofisiológicas, seus impactos na aprendizagem, e o progresso das pesquisas realizadas na área da genética. Sobretudo, o encontro discutirá ainda as causas e o tratamento da dislexia”, explica a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e membro da comissão organizadora do evento.

Outro aspecto importante do fórum será a discussão de como se encontra atualmente o processo de estruturação de políticas públicas para auxiliar os educadores, dentro das instituições de ensino, a identificar a dislexia e apoiar os alunos que possuem este distúrbio. “Na Inglaterra e nos Estados Unidos, por exemplo, as crianças diagnosticadas com distúrbios de aprendizagem passam a integrar um programa especial de acompanhamento escolar desde o início da alfabetização. Os professores adaptam o que for preciso para atender as necessidades desses alunos. Além disso, também são realizados tratamentos, como a terapia fonoaudiológica”, declara a professora.

No Brasil, nesse sentido, foi criado o Projeto de Lei 7081/2010 com a finalidade de instituir, no âmbito da educação básica, a obrigatoriedade da manutenção de programa de diagnóstico e tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e da dislexia. Essa iniciativa foi aprovada no Senado. Agora, encontra-se em análise para aprovação na Câmara dos Deputados.

Durante o evento, a Dra. Ana Luiza coordenará o debate “Como a ciência e a tecnologia estão impulsionando o ensino inovador”, que apresentará palestras das especialistas Marialuisa Martelli, professora titular em La Sapienza, em Roma, na Itália, e Teija Kujala, professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Helsinki, na Finlândia. A sessão ocorrerá no dia 20 de agosto, a partir das 8h30.

A programação do encontro conta com a presença do Dr. Johannes Ziegler, diretor do Laboratório de Psicologia Cognitiva da Aix-Marseille Université, da França, entre outros especialistas.

Serviço:
II Fórum Mundial de Dislexia
Data: 17 a 20 de agosto de 2014
Local: Universidade Federal de Minas Gerais – Centro de Atividades Didáticas 1
Endereço: Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha – Belo Horizonte (MG)
Mais informações: http://dislexiabrasil.com.br/wdforum2014/

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 46, em 29/7/2014. Assine nossa newsletter:
http://www.fcmsantacasasp.edu.br.