Nova versão do app iPancreas conta com atualizações

grupo-estudos-pancreatite-agudaNo dia 19/4, quarta-feira, alunos e professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram do relançamento do aplicativo iPancreas para celular, criado pelo Grupo de Estudos da Pancreatite Aguda, composto por estudantes do 3º, 4º, 5º e 6º anos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP. Voltado a médicos e a estudantes de Medicina, o aplicativo tem como objetivo tornar o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento da pancreatite aguda mais fácil, acessível e padronizado, evitando complicações da doença.

O app, que havia sido lançado pela primeira vez em 2015, agora conta com atualizações que irão auxiliar ainda mais os pacientes com pancreatite aguda. Dentre as novidades, está um banco de imagens. Nesse banco, são colocadas fotos com casos de pancreatite aguda para ajudar as pessoas a identificarem a doença. Além disso, para o grupo, o aplicativo traz uma nova ferramenta online, voltada para a pesquisa: “As mudanças são tanto nas ferramentas, que todos podem usar, quanto para as ferramentas para o nosso grupo de pesquisa. O desenvolvimento do app foi feito exclusivamente pelos alunos da FCMSCSP. Esse é um legado que nós vamos deixar para a Instituição e também é uma forma de divulgarmos a FCMSCSP dentro e fora do Brasil”, afirma Ângelo Chelotti, aluno do 6º ano do curso de Graduação em Medicina e desenvolvedor do aplicativo.

“Acreditamos que o iPancreas facilita muito o nosso estudo e aprendizado, além de promover ferramentas muito importantes para os residentes e o serviço de saúde”, afirma o Dr. Tercio de Campos, professor do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP e idealizador do projeto.

Baixe o iPancreas
ipancreas-logoO app iPancreas apresenta para o usuário diversos recursos, como as opções de consulta sobre critérios diagnósticos para a pancreatite aguda, a classificação de gravidade, calculadoras de scores de gravidade (SOFA, Marshall, APACHE II, Balthazar, Ranson, Balthazar-Ranson, classificação de Atlanta 2013, critérios de gravidade) e ainda um fluxograma para a conduta passo a passo para a pancreatite aguda, com a possibilidade de salvar os dados de cada paciente.

Interessado no aplicativo? Faça download do iPancreas na Google Play Store (Android) ou na Apple Store (iOS).

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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Aplicativo administra cuidados com a saúde de pessoas com síndrome de Down

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Dra. Carla Franchi Pinto, professora do Departamento de Ciências Patológicas da FCMSCSP

Com o objetivo de manter o debate sobre soluções que possam melhorar a vida de pessoas com síndrome de Down, um grupo formado por professores e alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, desenvolveu o Elo21, um aplicativo que funciona como uma agenda virtual para administrar os cuidados com a saúde de crianças e demais pessoas com síndrome de Down, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. O desenvolvimento do app teve ainda a parceria do Ambulatório Multidisciplinar de Orientação à síndrome de Down, do Departamento de Pediatria da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

O Elo21 funciona de forma simples e exige apenas que se preencha a data de nascimento e o sexo da pessoa com síndrome de Down. Posteriormente, os pais ou responsáveis podem incluir todas as informações passadas pelos médicos e os resultados de exames feitos. Segundo a Dra. Carla Franchi Pinto, professora do Departamento de Ciências Patológicas da FCMSCSP, uma das responsáveis pelo desenvolvimento do Elo21, a ideia surgiu do desejo em apoiar as famílias na gestão da saúde dessas pessoas.

“Acompanhando essas famílias, sentimos que para ter um resultado melhor era preciso ter um canal único de comunicação para uso de todos os profissionais da rede de atendimento às pessoas com síndrome de Down e seus familiares. Com os dados das consultas e exames inseridos no aplicativo, é possível perceber como está a evolução dessas pessoas, em cada área”, afirma a geneticista.

Angelo Chelotti Duarte, aluno do 6º ano do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP, foi um dos programadores do Elo21: “Eu já havia desenvolvido outros aplicativos voltados para pediatria, dentro da FCMSCSP, o que me levou a ser convidado para o projeto do app. Sempre gostei de tecnologia e pretendo continuar a usá-la como ferramenta na medicina. É gratificante poder desenvolver uma solução eficaz, sabendo das reais necessidades dos pacientes”, afirma o estudante.

app-elo-21-sd-faculdade-santa-casaA Dra. Carla destaca ainda a praticidade que a tecnologia trouxe para os usuários do Elo21, que contam com todo o histórico médico da pessoa com síndrome de Down em um
único lugar. “O aplicativo é também uma forma de facilitar a vida dos pais e responsáveis que não precisam mais carregar vários papeis e documentos para todas as consultas. Agora, eles têm tudo isso em um único lugar”, explica.

Além disso, o app é muito importante para a área científica, pois pode ajudar na coleta de dados para pesquisas, terapias e atendimentos à saúde: “Quanto mais usuários do aplicativo tivermos, mais fácil será detectar se está havendo alguma falha no atendimento em alguma especialidade médica e também verificar o que está acontecendo em determinada região, para poder exigir melhoras. O Elo21 também é uma forma de melhorar a saúde pública”, finaliza a Dra. Carla.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 107, em 28/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

FCMSCSP conta com novo curso

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Prof. Dr. David Calderoni, coordenador da especialização em Psicopatologia e Saúde Pública

O novo curso de Pós-graduação em Psicopatologia e Saúde Pública da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo tem como objetivo desenvolver profissionais da área da saúde por meio de elementos históricos e atuais para fundamentar e estabelecer um campo de diálogo entre a psicofarmacologia, a psiquiatria e a psicanálise, sobre as formas de diagnóstico e tratamento do sofrimento psíquico, proporcionando instrumentos teóricos e práticos para a pesquisa, a intervenção e o ensino na área da saúde mental e respectivas políticas públicas.

Uma qualidade decisiva do curso, segundo o professor, é o corpo docente. Isso porque as disciplinas presentes no programa conseguiram reunir renomados especialistas em áreas distintas – tais como fenomenologia, psicanálise e humanização em saúde. “Essa união promove um clima de grande abertura ao diálogo que dá o tom das aulas e que se expressa na grande variedade de linhas e temas das monografias dos alunos, sem perda de rigor. Cada cabeça, uma sentença, rimando liberdade e excelência”, finaliza.

Serviço
Inscreva-se aqui: Pós-graduação em Psicopatologia e Saúde Pública
Coordenação: Prof. Dr. Guilherme Peres Messas, Prof. Dr. David Calderoni e Prof.ª Maria Lúcia de Moraes Borges Calderoni

Vagas: 55
Prazo para inscrições: até 5 de março de 2017
Carga horária total: 490 horas
Duração: 18 meses
Horário: às segundas e quintas-feiras, das 19h às 22h30
Atividades presenciais em equipamentos de saúde mental pública: quartas-feiras, das 14h às 17h, até o cumprimento da carga horária requerida (8 encontros ao longo do ano letivo)
Investimento total: 16 parcelas mensais de R$ 790,00

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 105, em 2/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

 

Saúde: novas oportunidades de evolução da carreira

HomeroO aumento da utilização e a popularização dos exames de diagnóstico por imagem exigem profissionais altamente especializados. Porém, de acordo com o Dr. Homero Melo, diretor dos cursos de tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, há uma carência de pessoas qualificadas para este segmento no mercado de trabalho, deficiência que pode resultar em diagnósticos imprecisos.

“A área de tomografia computadorizada e a ressonância magnética, assim como as demais áreas da radiologia, apresentaram grande expansão nos últimos anos. Com a atual defasagem de profissionais especialistas, todas as iniciativas que capacitem esta mão de obra serão bem-vindas, pois também abrem novas oportunidades de evolução da carreira no mercado da saúde”, afirma o Dr. Melo.

Dessa forma, a Faculdade Santa Casa de São Paulo lança a pós-graduação lato sensu em Tecnologia em Diagnóstico por Imagem Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética. Com duração de 12 meses, o curso é direcionado a tecnólogos em radiologia, biomédicos, médicos, médicos veterinários e demais profissionais graduados com interesse na área.

O programa fornece os princípios físicos empregados na formação das imagens e de funcionamento dos equipamentos. Além disso, a pós-graduação capacita os profissionais para orientação do paciente quanto aos procedimentos, identificação dos meios de contraste utilizados em tomografia computadorizada e ressonância magnética e suas implicações, conhecimento dos protocolos de aquisição, aplicação do processamento digital das imagens e conhecimento dos fatores que afetam a qualidade dos exames.

“Essa especialização vem com a proposta de aprimorar a qualidade dos exames, principalmente, na aplicação médica, além de facilitar o laudo e a conduta clínica”, enfatiza o Dr. Melo.

O processo seletivo será realizado por meio de análise curricular e entrevistas. As inscrições podem ser feitas pelo site da Faculdade: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Serviço:
• Curso: Especialização lato sensu em Tecnologia em Diagnóstico por Imagem Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética
• Período de inscrição: de 20/6/2013 a 7/8/2013
• Processo Seletivo: 12/8/2013 a 15/8/2013
• Divulgação dos aprovados: 20/8/2013
• Período de matrícula: 21/8/2013 e 22/8/2013
• Início das aulas: 29/8/2013
• Duração do curso: 12 meses
• Investimento: 12 parcelas mensais de R$ 596,00
• Vagas: 30

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 21, em 10/7/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br

Dr. Osmar Monte, vice-diretor da Faculdade, reflete sobre o papel do professor

Está na hora de “aprender a aprender”

*Por Dr. Osmar Monte

Poucas pessoas sabem, mas vestes talares, de uso característico pelos clérigos, têm sua origem nos trajes sacerdotais da antiga Roma. No ambiente acadêmico, fazem parte do cerimonial, sendo adotadas pelas universidades europeias a partir do século XIII, com o aparecimento da figura do reitor. Símbolo de poder e de posição hierárquica, as vestes talares têm o objetivo de destacar as pessoas que as utilizam das demais, dando-lhes especial representatividade. No Brasil, as vestes talares foram herança da Universidade de Coimbra. São formadas por 3 peças: a Samarra usada sobre a beca preta, o Capelo usado sobre a cabeça e o colar doutoral.

samarrasAs Samarras são específicas nas cores das áreas do conhecimento. A de cor branca é exclusiva do reitor e a dos doutores na cor de sua área do conhecimento. Essas são algumas das representações da importância dos acadêmicos. Aproveitamos esse momento para fazer uma reflexão: como definir a palavra professor?

Segundo o Dicionário Aurélio, professor é aquele que professa ou ensina uma ciência, arte ou técnica. Poderíamos dizer também que esse profissional, por conhecimento adquirido ou experiências vividas, pode ser mentor ou orientador para outras pessoas que desconhecem os fatos, acontecimentos ou os conhecimentos dos mais variados ramos da ciência.

O professor necessita conhecer profundamente o que leciona e os conhecimentos científicos básicos da matéria que ministra. Procurar bibliografias atualizadas, ler e estudar continuamente. A informação hoje fica ultrapassada em pouco tempo.

O conceito de professor sempre esteve associado ao saber. Na representação social, o bom acadêmico é aquele que domina o conteúdo e o sabe transmitir, e, ainda, para exercer sua função, é necessário que esteja em sala de aula, ou algum outro espaço físico que a substitua. Portanto, nesta visão, para adquirir conhecimentos, o aluno necessita frequentar uma escola e ter “bons” professores.

No entanto, com o avanço da tecnologia da informação, o conhecimento vem se desvinculando do espaço físico chamado escola e da figura do professor. Televisão, aberta ou por assinatura, vídeos, softwares multimídia e internet, estão levando a informação para além dos muros da escola.

Pensando na informática, em especial na web, podemos dizer que o conhecimento passou a morar na ponta dos dedos de qualquer cidadão. Esta transformação social leva-nos a repensar a atividade do professor.

A internet vem ocupando lugar de destaque entre as novas tecnologias, não sem motivos. Uma de suas características é a facilidade e rapidez com que a informação é disponibilizada. Uma pesquisa, pode ser divulgada logo após sua finalização, e milhares de pessoas terão acesso à ela logo em seguida. Na área médica, temos como resultado a possibilidade de um profissional saber hoje tudo o que foi descoberto ontem, sem ter que esperar a publicação da pesquisa em revistas especializadas, que, geralmente, possuem tiragens periódicas.

A liberdade de expressão que a internet oferece é outro fator a ser considerado. Se antes as editoras decidiam o que seria, ou não, publicado e divulgado, hoje, temos uma infinidade de artigos, poesias, contos e relatos de experiências disponíveis na web. Outra vantagem é que na rede não é necessário esperar nova edição para acrescentar ou atualizar dados, isto é feito de forma imediata, e no número de vezes necessário.

Na educação, a internet pode ser vista como uma poderosa ferramenta na mão de alunos e professores. No entanto, o acadêmico deve pensar diante de tão poderosa ferramenta, qual papel ele irá agora representar.

Poderíamos pensar que será apenas um papel coadjuvante, mas estaríamos errados, pois é passado ao professor o papel muito mais difícil que é o de ser orientador, o de guiar o aluno rumo ao conhecimento correto e isso depende de seu próprio conhecimento e experiência, fatos inatos da profissão.

Podemos afirmar que o conhecimento está em uma grande nuvem, podendo ser acessada por qualquer pessoa, mas a partir do momento que o aluno tem em suas mãos uma ampla fonte de informações, não cabe mais ao professor transmitir o que sabe, mas ajudá-lo a localizar o que precisa. Diante de tanto conteúdo é necessário que o estudante aprenda a distinguir o que é importante, necessário e tem valor, para que informações transformem-se em conhecimento. O aluno deve encontrar no professor o apoio para “aprender a aprender”.

A mudança de papel nem sempre é fácil ao professor, acostumado a oferecer um conteúdo por ele dominado. Na rede, o aluno pode descobrir assuntos não listados no currículo, obrigando o professor a “pesquisar e trazer a resposta na próxima aula” um número cada vez maior de vezes. O medo de o aluno ter mais informações que ele próprio assusta, pois ainda está acostumado a ser o dono do saber.

A educação, que antes hierarquizava conteúdos e exigia pré-requisitos, hoje precisa conviver com a não linearidade, pois atualmente o hyperlink dá ao aluno a possibilidade de decidir por quais caminhos navegar. A internet permite que a pessoa se envolva com determinado assunto em ritmo e interesse próprios. O conhecimento que antes vinha na sequência “família, escola, universidade”, agora pode partir de qualquer lugar como, por exemplo, pesquisar um animal e chegar a escritores, passando pelas páginas do habitat, habitantes, história, cultura e literatura. Além disso, o computador permite ter várias janelas de conhecimento abertas simultaneamente.

Desta forma, o conhecimento não será obtido na inércia de um aluno frente a um livro, mas na sua interação com textos, imagens, sons e vídeos. A interpretação individual sobre um tema é que o levará a decidir por qual hyperlink continuar navegando, fazendo com que necessidades e interesses individuais sejam considerados.

Neste momento, o professor também é aluno diante das novas tecnologias, tornando-se necessário que ele aprenda a utilizá-las para que possa fazer uso com seus alunos. Na realidade, o professor deve desaprender a ensinar para aprender a aprender junto de seus alunos.

Dr. Osmar Monte

O professor tem que saber o porquê da escolha da profissão. Ser esse profissional requer: dedicação, atenção constante aos pontos formativos de nossa conduta, domínio da vontade para dar o exemplo, maturidade emocional, fundamentação pedagógica das atitudes que toma, respeito aos pontos discordantes, não se esquecer das diferenças individuais, fazer do trabalho escolar uma unidade de ação e não um inoportuno individualismo de ação.

Agora refletimos sobre o que escreveu Sir Isaac Newton:

“Se vi mais longe, foi por me haver colocado nos ombros de gigantes”.
(Sir Isaac Newton, 1643-1727)

Enfim, o que é ser um professor? A resposta deve ser encontrada em cada um de nós.

*Dr. Osmar Monte é vice-diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo