Síndrome do pânico: conheça os sintomas

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Ana Paula Sabatini, professora do curso de Pós-graduação em Neuropsicologia da FCMSCSP

Chamada de Transtorno de Pânico na linguagem psiquiátrica, a Síndrome do Pânico faz parte do grupo dos Transtornos de Ansiedade e classifica-se por ataques de pânico recorrentes e inesperados. Por ataque de pânico, entende-se um sentimento repentino de medo ou desconforto intenso frequentemente associado à sensação de desastre iminente, cujo pico ocorre em minutos e é acompanhado por sintomas físicos, entre eles: taquicardia, sudoreses, tremor, falta de ar, náusea, dor torácica, tontura e parestesias, entre outros. Para caracterizar a Síndrome do Pânico, os ataques devem ser recorrentes.

De acordo com Ana Paula Sabatini, psicóloga (CRP 06/61783) e professora do curso de Pós-graduação em Neuropsicologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, esses ataques são classificados como inesperados, pois não estão associados a nenhum fator ou ambiente estressor, apesar de poderem ocorrer também em situações específicas. “É importante ressaltar que tais ataques geram preocupação sobre suas consequências e/ou a pessoa tende a mudar sua rotina para evitar os ataques. Relatos de pacientes evidenciam que as crises geram um aumento tão intenso da pressão arterial, que podem dar a sensação de um infarto e sensação iminente de morte, embora o risco real seja mínimo”, explica.

Os primeiros sintomas, segundo a psicóloga, costumam aparecer na adolescência ou idade adulta, sendo mais comum entre 20 e 24 anos e em mulheres (proporção de duas mulheres para cada homem). Além disso, o transtorno acomete pessoas com perfil mais controlador e perfeccionista, que geralmente são muito produtivas e com necessidade constante de serem reconhecidas e aprovadas pelos outros. “Emocionalmente, são pessoas mais frágeis que também apresentam certa dependência em relação ao outro. As crises, embora geralmente não sejam desencadeadas por um motivo identificável, também podem aparecer em situações em que a pessoa perceba um desafio com o qual não consegue lidar”, esclarece.

O tratamento para o Transtorno de Pânico, que de acordo com a professora pode estar associado a outras patologias, como o Transtorno Depressivo e o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), é realizado com o uso de medicamentos e terapia.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 91, em 28/6/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Contato com animais pode ser benéfico no tratamento de diversas doenças

A relação com os animais pode ir muito além da afetividade e do carinho. O simples contato com os bichos pode melhorar a vida de pessoas com doenças como depressão, paralisia cerebral, câncer, autismo, Alzheimer, síndrome do pânico e Parkinson.

Cães, gatos, aves e cavalos podem ser aliados nos trabalhos de psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas e médicos. A iniciativa, quando realizada regularmente, é chamada de TAA (Terapia Assistida por Animal). Quando é esporádica recebe o nome de AAA (Atividade Assistida por Animais).

Dr. Rogério Pecchini, chefe do departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloDe acordo com o Dr. Rogério Pecchini, professor de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e diretor do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo, os animais são eficazes para aumentar a autoestima e a sociabilidade de indivíduos com distúrbios de comportamento, por exemplo, visto que trabalha o contato pessoal e a afetividade.

“Comprovações científicas mostram que a terapia com bichos pode ser positiva em alguns tipos de doenças. A melhora do paciente com a presença deles está relacionada a uma série de fatores como: alteração de ambiente, desenvolvimento do carinho e mudança nas relações interpessoais”, explica.

Dr. Pecchini afirma que a reabilitação não se restringe apenas ao contato com os cachorros. “Por exemplo, a equoterapia, em que são utilizados cavalos, melhora a parte motora e a sociabilidade de crianças com Síndrome de Down”, declara.

Para o professor, crianças que estão passando por algum tipo de doença e têm contato com cachorros, apresentam resultados no humor e no bem-estar. “Isso também ajuda a aumentar a recepção ao tratamento, algo que pode ser visto claramente. Quando os animais chegam ao ambiente em que os pacientes estão, há uma alegria enorme por parte dos pequenos que estão hospitalizados”, diz.

Somado a isso, o Dr. Pecchini explica que o animal tem um importante papel na vida da garotada: “Aquelas que são criadas com animais apresentam maior relação afetiva com as outras pessoas. Já as crianças um pouco mais velhas podem criar também um senso de responsabilidade. Não há nada comprovado sobre isso, mas observamos muitos casos”, finaliza. O professor indica cachorros de raças dóceis e ressalta a importância da higienização, alimentação e imunização do animal.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 43, em 18/6/2014. Assine nossa newsletter:
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