Geriatria tem amplo mercado de atuação para os especialistas

Atualmente, no país, os idosos correspondem a 11,34% da população, ou seja, 22,9 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, segundo a entidade, a perspectiva é de que esse número mais que triplique nos próximos 20 anos. Por conta deste cenário, a especialização em Geriatria tem se tornado cada vez mais requisitada no Brasil. Porém, a quantidade de profissionais ainda é insuficiente, pois dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) revelam que existe uma média de apenas um geriatra para cada 20 mil idosos, em todo território nacional.

Dr. Milton Gorzoni, professor adjunto de Clínica Médica da FCMSCSP

Dr. Milton Gorzoni, professor adjunto de Clínica Médica da FCMSCSP

“Em função dos avanços científicos e da maior longevidade da população, o mercado para médicos que pretendem atuar em Geriatria é amplo. Inclusive, esta necessidade contribuiu para reformular a grade curricular do curso de Medicina. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por exemplo, em 2015, esta matéria deixará de ser optativa e passará a ser obrigatória”, afirma o Dr. Milton Gorzoni, professor adjunto de Clínica Médica da FCMSCSP.

Após concluir a graduação, os alunos que desejam seguir esta carreira precisam fazer duas residências: primeiramente, em clínica médica, para ter uma visão geral da Medicina, e depois em Geriatria, para compreender a saúde do idoso. Ambas têm duração de dois anos.

“Esta área requer um cuidado redobrado no atendimento. É preciso avaliar quais remédios o paciente toma, quais são as contraindicações, e se a prescrição de dois ou mais medicamentos irá interferir e causar um novo sintoma”, declara o professor.

Medicina preventiva

Outro aspecto relacionado à saúde do idoso diz respeito à prevenção de doenças, ou seja, na busca por um envelhecimento saudável. “O ideal é que, aos 40 anos, as pessoas já se conscientizem e procurem um clínico geral para fazer um check-up, cujo objetivo é verificar se não há fatores de risco que resultem no desenvolvimento de doenças crônicas. Exames para aferir a pressão, verificar as taxas de colesterol e diabetes, entre outros, passam a ser fundamentais”, esclarece o especialista.

Para as mulheres, é essencial a realização da mamografia anual e, no caso dos homens, o exame de próstata. “Trata-se de uma avaliação pré-geriátrica. Somado a isso, é preciso manter uma boa alimentação, com uma dieta equilibrada, evitar o consumo excessivo de álcool, e não fumar. Sobretudo, a prevenção é a melhor maneira de manter a independência do idoso em suas atividades cotidianas”, finaliza o Dr. Gorzoni.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 51, em 7/10/2014. Assine nossa newsletter:
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Importância da disciplina de Geriatria acompanha envelhecimento da população mundial

Dr. Milton Luiz Gorzoni - FCMSCSPDe acordo com o IBGE, 7,4% da população brasileira é idosa, isso representa 14,9 milhões de pessoas. Em 2060, serão 58,4 milhões, ou seja, 26,7% da população do país. O aumento do número de pessoas na terceira idade é uma das razões da importância da disciplina de Geriatria, é o que explica o Dr. Milton Luiz Gorzoni, professor adjunto do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

“A disciplina de Geriatria ainda é optativa, porém, a partir de 2015, fará parte da grade curricular do curso de Medicina. Isso vai ao encontro do envelhecimento da população mundial”, diz.

Segundo o Dr. Gorzoni, a disciplina visa, primeiramente, orientar e formar o aluno para que ele possa reconhecer doenças e situações peculiares dos idosos. O objetivo é minimizar o grau de dependência de outras pessoas e ainda colaborar para que tenham uma vida mais saudável.

“Sempre citamos que a área engloba os cinco ‘is’, que são doenças relacionadas ao: intelecto, imobilidade, instabilidade, incontinência e iatrogenia, que é o uso excessivo de remédios”, fala o especialista.

O professor conta ainda que existe uma carência de geriatras no Brasil. “O país possui 5.570 municípios, e o número de profissionais na área está por volta de 1.000. Precisamos de mais pessoas atuando neste setor”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 26, em 17/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.