Enfermagem em Saúde Coletiva: nova especialização da FCMSCSP

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Prof.ª Dra. Lívia Keismanas de Ávila, coordenadora do programa de Pós-graduação em Enfermagem em Saúde Coletiva da FCMSCSP

Estão abertas até o dia 21/8, segunda-feira, as inscrições para o curso de Pós-graduação em Enfermagem em Saúde Coletiva. A nova especialização da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo tem como objetivo permitir o desenvolvimento de competências técnicas, políticas e administrativas de enfermeiros para o trabalho na Atenção Primária à Saúde, no Sistema Único de Saúde, contribuindo para o desenvolvimento das práticas de enfermagem em Saúde Coletiva e da saúde como um direito humano no país.

De acordo com a Prof.ª Dra. Lívia Keismanas de Ávila, coordenadora do programa, na saúde coletiva o profissional enfermeiro possui papel específico e, para tanto, necessita continuamente de instrumentos para praticar a interdisciplinaridade na saúde, a fim de assumir os desafios de transformação e consolidação da saúde como um direito universal.

“O curso de Pós-graduação em Enfermagem em Saúde Coletiva oferecido pela FCMSCSP se destaca no mercado de formação lato sensu, pois foi concebido para a formação de enfermeiros no âmbito do gerenciamento do serviço e na assistência de enfermagem em saúde coletiva, ampliando a formação do profissional para todas as configurações de modelos tecno-assistenciais em saúde vigentes”, afirma.

Ainda segundo a professora, o curso possibilitará ao enfermeiro que atua ou pretende atuar em atenção primária à saúde, o aprimoramento de competências e habilidades na gestão de serviços de saúde na atenção básica: “Além disso, o curso também promoverá a capacitação na assistência, considerando o reconhecimento dos problemas e necessidades de saúde da população, dos processos de produção e reprodução social, o processo de trabalho da enfermeira e sua articulação com as práticas sociais.”

Serviço
Inscreva-se aqui: Enfermagem em Saúde Coletiva
Coordenação: Prof.ª Dra. Lívia Keismanas de Ávila
Supervisão Técnica: Prof.ª Dra. Maria Fernanda Terra
Vagas: 40
Prazo para inscrições: até 21 de agosto de 2017
Carga horária total: 420 horas
Duração: 18 meses
Horário: 2 vezes por semana – às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h00
Investimento total: 18 parcelas de R$ 480,00
Para Ex-alunos da FCMSCSP e Funcionários da ISCMSP (10% de desconto): 18 parcelas de R$ 432,00.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 116, em 1º/8/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

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Quem avisa amigo é

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Dr. Renato Pescarolo Zan, professor do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP

Com o objetivo de integrar e divulgar as atividades desenvolvidas na promoção, prevenção, atendimento e reabilitação das vítimas de acidentes e violências, foi criado o Núcleo de Acidentes e Violências da Santa Casa de São Paulo (AVISA).

De acordo com o Dr. Renato Pescarolo Zan, professor do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP e presidente do AVISA, a criação de um núcleo de acidentes e violências na instituição foi o resultado dos esforços e do idealismo de alguns professores da FCMSCSP, a fim de gerar a adoção de comportamentos e de ambientes seguros e saudáveis com mobilização da sociedade e da mídia colaborando no planejamento e execução das Políticas Públicas: “Nosso propósito é congregar os profissionais e serviços de saúde da Irmandade e da Faculdade, além de acompanhar ocorrências das causas externas em todos os setores envolvidos no atendimento das vítimas e notificando, adequadamente, as autoridades competentes”, conta.

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Atualmente, os membros do AVISA realizam reuniões mensais com representantes de departamentos e setores da ISCMSP e da FCMSCSP desenvolvem parcerias com entidades públicas e privadas, além de realizar, anualmente, o evento “Dia de Atenção ao Trauma – Dia T”, que traz seminários, simpósios, cursos e campanhas que abordam os temas acidentes e violência, os quais constituem, em todo mundo, um crescente problema de saúde pública.

“No Brasil, acidentes e violência são responsáveis pela terceira causa de morte na população em geral e a primeira causa entre pessoas de 1 a 39 anos de idade. Considerando essa ‘epidemia’, a FCMSCSP, por meio de seus responsáveis, requer que professores e alunos participem e contribuam ativamente das ações desenvolvidas pelo Núcleo de Violência e Acidentes da Santa Casa de São Paulo (AVISA), contando com o apoio das atuais diretorias de cursos da FCMSCSP”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 111, em 23/5/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

Alunos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP apresentam trabalhos em congressos internacionais

Igor-e-Luca-Medicina-Faculdade-Santa-CasaNo início de 2017, estudantes do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram do “Pesquisadores do Futuro”, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP.

Dentre os participantes, estão os alunos Igor Prado Generoso, do 2º ano, e Luca Fasciolo Maschião, do 3º ano, que passaram três meses na University of California, em São Francisco (EUA). Na oportunidade, os estudantes desenvolveram dois projetos, sob a orientação da Dra. Maria Amélia Veras, professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP.

Igor abordou o tema “Prevalência de sífilis e HIV entre homens que fazem sexo com homens de São Paulo”, comparando dados de 2011 com 2016: “Quase não existem dados nacionais sobre sífilis entre esse público; com a comparação de dados de 2011, pudemos observar como essas doenças estão se comportando nessa população, se há um aumento ou queda nas infecções”, afirma o aluno.

Luca, por sua vez, tratou do tema “Uso de hormônio e acesso a esse serviço entre mulheres trans de São Paulo”. O projeto tem como objetivo caracterizar os fatores associados com o uso de hormônios sem prescrição por mulheres transexuais e travestis no estado de São Paulo. “Sabemos que a hormonoterapia é uma das maiores demandas dessa população, que, por diversos mecanismos, não tem acesso a serviços de saúde capacitados. Isso frequentemente leva ao uso sem prescrição ou supervisão médica, o que pode acarretar em diversas complicações de saúde”, conta o estudante.

Segundo os estudantes, o envolvimento no Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT (NUDHES), coordenado pela Dra. Prof.ª Maria Amélia Veras, foi a principal motivação para desenvolverem essas pesquisas.

“Pelo grupo, tive oportunidade de entrar em contato com a realidade das mulheres transexuais e travestis, observando a precariedade de sua condição social, mas também admirando sua resiliência e orgulho por suas identidades, lutando num mundo que as discrimina e as marginaliza sistematicamente. A pesquisa foi o caminho que encontrei para contribuir com essa luta”, comenta Luca.

“No grupo, quando estudamos doenças, nossas pesquisas são sempre voltadas para aspectos sociais, vulnerabilidades e prevenção. No momento que iniciei a pesquisa, muito se falava de sífilis na população geral, portanto achei que seria interessante trazer essa discussão para a população de homens que fazem sexo com homens também”, afirma Igor.

Reconhecimento
Entre os dias 23 e 26 de julho, Luca apresentará seu trabalho na 9ª IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), a maior conferência científica de Aids, HIV e temas relacionados, que acontecerá em Paris. Igor, por sua vez, terá seu trabalho apresentado na World STI and HIV Conference, conferência internacional organizada pela ISSTDR (International Society for Sexually Transmitted Diseases Research), que ocorre de dois em dois anos em diversos países. Neste ano, a conferência será realizada no Rio de Janeiro e acontecerá juntamente com o congresso da Sociedade Brasileira de Aids.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 110, em 9/5/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Dr. José Cássio de Moraes, professor da FCMSCSP, comenta os movimentos antivacina

Dr. José Cassio de Moraes

Prof. Dr. José Cássio de Moraes

Após uma explosão no número de casos de sarampo na Itália, Alemanha e Portugal, o tema dos movimentos antivacina voltaram à pauta. Esses grupos são contrários à prevenção por imunização por diversos motivos, que vão desde razões filosóficas ao embasamento incorreto de informações.

Para falar sobre esse assunto, o Dr. José Cássio de Moraes, professor adjunto do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo concedeu entrevista à Agência Ansa, principal agência de notícias italiana.

Clique aqui para conferir a matéria na íntegra.

Febre amarela: conheça os sintomas da doença

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Dra. Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP 

A febre amarela possui dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos, silvestre e urbano, e tem grande importância em saúde pública por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas. Até 5 de abril deste ano, foram confirmados 586 casos de febre amarela no Brasil nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Pará. Esse é o maior surto da doença no país, desde 1980, segundo o Ministério da Saúde.

Transmitida pela picada de mosquitos transmissores infectados, no ciclo urbano a transmissão ocorre através do Aedes aegypti infectado e, no ciclo silvestre no Brasil, o principal mosquito é o Haemagogus janthinomys. “No ciclo da febre amarela silvestre, os principais hospedeiros são os macacos e o homem torna-se um hospedeiro acidental. Já no ciclo urbano, os homens são os únicos hospedeiros do vírus”, afirma a Dra. Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Após a picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela, demora, em geral, de 3 a 6 dias para iniciarem os primeiros sintomas, podendo chegar até a 15 dias. “São considerados suspeitos de febre amarela indivíduos com quadro febril agudo, com até 7 dias, de início súbito, acompanhado de icterícia – condição que causa uma coloração amarelada da pele – e manifestações hemorrágicas; além de residentes de áreas de risco para febre amarela, de locais com ocorrência de doenças em macacos ou isolamento de vírus em vetores nos últimos 15 dias e não vacinados contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado”, esclarece.

Quando esses sintomas são apresentados, a Dra. Ione explica que é fundamental procurar um médico que pedirá exames laboratoriais específicos, para confirmar ou não o caso, e exames complementares para iniciar o tratamento clínico. “O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que deve ser hospitalizado e permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.”

Como forma de evitar a doença, além das medidas para eliminação de criadouros de mosquitos nas cidades, individualmente, pode-se utilizar repelentes, telas – mesmas medidas para evitar dengue, chikungunya e zika. De acordo com a Dra Ione, a vacinação na febre amarela é uma grande arma para o controle da doença. “A vacina contra febre amarela faz parte do calendário vacinal para os habitantes de grande parte das regiões do país. Para as áreas indenes, a vacina é recomendada para aquelas pessoas que pretendem viajar para regiões onde há risco de transmissão da doença”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Cuidados contra o mosquito Aedes aegypti ao viajar no verão

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Prof.ª Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP

Durante a temporada de calor e chuvas, o aumento da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya, exige atenção e cuidados redobrados. Isso porque dois fatores são propícios à proliferação do mosquito: a temperatura média de 30°C durante o verão e o acúmulo de água parada por conta das chuvas. E para quem estiver na praia ou no campo durante as férias, os cuidados com a prevenção devem permanecer.

Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados em dezembro do último ano, os casos de zika e dengue devem se manter estáveis este ano enquanto deve haver um crescimento significativo de casos de infecção pelo vírus chikungunya. Os casos confirmados da doença aumentaram quase 16 vezes de 2015 para 2016 (de 8.528 para 134.910) e os de suspeitas, quase dez vezes (de 26.763 para 251.051).

A Dra. Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo recomenda algumas medidas para quem for viajar para o campo ou para praia – ambientes em que o calor pode ser muito intenso nessa época do ano: “Podem ser usados repelentes aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e mosquiteiros. É interessante também verificar se há criadouros próximos ao local onde ficará hospedado para a eliminação desses focos”, afirma.

Com as crianças, idosos e gestantes, o cuidado precisa ser ainda mais intenso: “Nessas populações, o vírus pode evoluir para formas mais graves, principalmente para gestantes, que devem usar roupas que diminuam a exposição da pele, com mangas mais longas e calças”, complementa a professora.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 104, em 14/2/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Faculdade Santa Casa de São Paulo será representada na 21ª Conferência Internacional de Aids

Gustavo Santa Roza Saggese

Gustavo Saggese, pesquisador pós-doutorando da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A Prof.ª Dra. Maria Amélia de Sousa Mascena Veras, professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e Gustavo Santa Roza Saggese, pesquisador pós-doutorando da FCMSCSP, irão representar a Instituição na 21ª Conferência Internacional de Aids (International Aids Conference), que ocorrerá entre os dias 18 e 22 de julho, em Durban, na África do Sul.

Dos quatro resumos de trabalhos submetidos ao evento, a FCMSCSP teve três aprovados para serem apresentados durante a conferência, que é considerada a mais importante do mundo nessa área do conhecimento. Os trabalhos selecionados abordam as vulnerabilidades, direitos humanos e dificuldades no acesso à saúde enfrentados por travestis, transexuais e transgêneros a partir dos resultados do Projeto Muriel, que tem por objetivo conhecer melhor a realidade dessa população no estado de São Paulo.

O principal objetivo da 21ª Conferência Internacional é reunir especialistas de todo o mundo para o avanço do conhecimento sobre HIV, além de apresentar novas pesquisas, promover e reforçar colaborações científicas e comunitárias de todo o mundo. Participando pela primeira vez do Congresso, o pesquisador Gustavo Saggese diz que essa é excelente oportunidade para apresentar dados sobre essa população para a comunidade científica no exterior: “Esses são dados importantes e ter a oportunidade de conversar internacionalmente e divulgar o que tem sido feito no Brasil pode contribuir de maneira significativa para a construção de redes que auxiliem na formulação de políticas específicas para a população trans no país.”

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 86, em 19/4/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.