“A Faculdade Santa Casa de São Paulo abriu meus horizontes”

Dr. Dino MartiniO Dr. Dino Martini Filho é chefe do departamento de Anatomia Patológica da Santa Casa de São Paulo e diretor do departamento de Ciências Patológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, na qual se formou em Medicina, em 1971. O Ex-Santa conta ao Conectar a importância que o curso teve nas etapas de evolução de sua carreira, além de deixar uma mensagem aos atuais alunos da Instituição.

Conectar – Como o senhor descreve a época em que cursava a graduação na Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Dino – A graduação na Faculdade foi um dos momentos mais importantes e felizes da minha vida. Eu tive a sorte de conhecer professores que marcaram minha trajetória. Essa Instituição sempre me proporcionou um ambiente muito agradável e construtivo, abrindo meus horizontes. Aqui, eu adquiri uma nova identidade, sou o “Dino da Santa Casa”, algo maravilhoso.

Conectar – O curso tomava muito tempo de sua rotina?
Dr. Dino – Sim, o curso requer muita dedicação. No tempo em que era residente, em tempo integral, tinha hora para entrar, mas não tinha para sair.

Conectar – O senhor sempre sonhou em ser médico?
Dr. Dino – Desde os meus cinco anos de idade! Eu sempre me senti atraído pela área biológica, porém gostava muito do universo da mecânica. Desde os sete anos, eu tenho uma oficina em casa, em que construí muitas máquinas. Quando era adolescente fiquei um pouco em dúvida se queria ser engenheiro, mas a Medicina sempre falou mais alto.

Conectar – Quais desafios o senhor enfrenta hoje na área em que atua?
Dr. Dino – Atualmente, o maior desafio da anatomia patológica é o conhecimento do ponto de vista molecular, pois a Medicina quer entender essa questão e suas alterações.

Conectar – A Faculdade está completando 50 anos em 2013. Qual mensagem o senhor gostaria de deixar aos alunos da Instituição?
Dr. Dino – Quero dizer que a Faculdade tem que ser uma diversão, e sempre falo isso em aula. A graduação, com toda sua carga de trabalho e desgaste físico que promove, tem que proporcionar a felicidade. Se isso não existir, desista!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 18, em 28/5/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Cuidando da Pessoa com Estoma

Nesta terça-feira, dia 11/6, os alunos da disciplina optativa “Cuidando da Pessoa com Estoma”, do curso de Graduação em Enfermagem, receberam as professoras convidadas Roberta Oliveira Barbosa Ribeiro, psicóloga, e Joana D’Arc Dias Souza, musicoterapeuta.

No encerramento da atividade, sob a coordenação da Profª Luzia Nahoyo Oka Horiuchi, os alunos relataram a experiência do uso, por 24 horas, de uma bolsa de colostomia. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo agradece a presença das professoras convidadas para esta aula.

Cuidando da Pessoa com Estoma

Dr. Maffei: homenagem ao professor

Dr. MaffeiO saudoso Prof. Walter Edgard Maffei (1905-1991) será homenageado por seus alunos no próximo dia 3 de julho de 2013, quarta-feira, das 17h30 às 19h00. Na oportunidade, será realizado o evento “Última Aula do Prof. Maffei no Juqueri – Uma homenagem de seus alunos“, com a apresentação aos participantes de um vídeo com a aula proferida pelo Dr. Maffei, além da abertura de um espaço para debate.

O encontro faz parte das atividades comemorativas do cinquentenário da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com a coordenação da Dra. Carmen Lucia Penteado Lancellotti, uma das ex-alunas do Prof. Maffei, e realização da Liga de Neurociências. Local: Auditórios Emilio Athié e Paulo A. Ayrosa Galvão.

Consumo de cigarro reduz expectativa de vida e afeta a saúde

Dr. Roberto StirbulovO tabagismo é um importante indicador no monitoramento dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis. Segundo o Prof. Dr. Roberto Stirbulov, coordenador da disciplina Sistema Respiratório da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, os principais males causados pelo consumo de cigarro são as doenças cardiovasculares, tais como infarto, acidente vascular cerebral e acidente vascular periférico, lesões que podem levar a amputação de membros do corpo humano, além da doença pulmonar obstrutiva crônica e o câncer de pulmão.

“Existem inúmeras doenças que são relacionadas ao cigarro. As mulheres que fumam, por exemplo, são mais propensas a ter câncer de mama, doenças da pele e até problemas no sistema reprodutor”, de acordo com o Dr. Stirbulov.

O especialista explica que a dependência química e psicológica causada pelo tabaco é intensa e rápida, variando sempre para cada indivíduo. “Não existe uma resposta matemática. Após 6 meses fumando, algumas pessoas têm dependência química, enquanto outras, em apenas 1 mês, já estão dependentes”, afirma.

O cigarro contém mais 5 mil substâncias que podem ocasionar a diminuição na sobrevida, indivíduos que param de fumar desaceleram essa queda. Após 5 anos sem fumar, o pulmão recupera sua constituição normal. O Dr. Stirbulov destaca que o tratamento para parar de fumar é extremamente difícil e complexo, mas possível. “Existe a abordagem cognitiva comportamental, que trata as dependências psicológicas, e a terapêutica, que reduz a síndrome de abstinência. É um tratamento que dura mais de 12 semanas e sempre precisa de auxílio médico. Essa é uma das doenças mais complexas de se tratar”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 18, em 28/5/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ambulatório Social: iniciativa de alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Neste sábado, dia 23 de março, alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizarão o Ambulatório Social. O objetivo é atender a população de baixa renda. A iniciativa ocorre a partir das 9h, na Paróquia Santa Cecília (Largo Santa Cecília, 202), em São Paulo (SP). A ação é idealizada pelo Projeto dos Primeiro-Anistas (PIPA) e integra as atividades de recepção dos calouros à Instituição.

Ambulatório Social - FCMSCSPCom a supervisão de médicos e residentes do Hospital de Ensino da Santa Casa de São Paulo, os estudantes da Faculdade irão proporcionar à comunidade um panorama sobre a sua condição de saúde, além de fornecer informações e orientações. “É um evento muito importante, pois as pessoas terão acesso a exames básicos. Somado a isso, os primeiro-anistas terão a oportunidade de exercer na prática ações que são fundamentais ao aprendizado do profissional da área médica”, diz João Pedro de Souza Cabral Simões, aluno do 3º ano do curso de Medicina e integrante da coordenadoria cultural do Centro Acadêmico Manuel de Abreu (CAMA).

Durante a iniciativa, os pacientes preencherão uma ficha de inscrição e serão direcionados a seis estações, que prestarão atendimentos diferentes:
– Identificação do paciente;
– Teste de glicemia;
– Medida de altura e de peso dos pacientes (cálculo do IMC);
– Aferição de pressão arterial;
– Orientações ginecológicas para as mulheres;
– Orientações gerais, em que o paciente terá uma visão sobre seu estado de saúde.

“Tenho orgulho de ser vinculado à Faculdade Santa Casa de São Paulo e à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo”

Dr. Tsutomu AokiEsta declaração é do Dr. Tsutomu Aoki, professor adjunto de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que também atua como presidente da Comissão de Ética Médica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Chefe da Clínica de Infertilidade Conjugal da Santa Casa de São Paulo. Em entrevista ao Conectar, o Ex-Santa, fala sobre sua formação na Instituição de ensino e como o conhecimento adquirido é aplicado em sua carreira como professor e médico.

Conectar: O que o senhor pode relatar de sua graduação na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP?
Dr. Aoki: Ingressei no curso de Medicina, em 1966, e me formei em 1972, na turma V. Tinha o sonho de ser médico e a Instituição me forneceu todos os subsídios para concretizá-lo. A Faculdade vinha com um projeto inovador, em que o aprendizado era realizado junto ao paciente. Foi a primeira a instituir o regime de internato para o quinto e sexto ano. Essa foi umas das razões da minha escolha, além, claro, de considerar a tradição da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Conectar: O que motivou o senhor a escolher o curso de Medicina?
Dr. Aoki: Quanto eu era adolescente li um livro chamado “A Cidadela”, do autor Archibald Joseph Cronin, que relatava a história de um médico que se formou em Londres e foi para o Norte da Grã Bretanha para trabalhar no campo. Como sou da cidade de Lins, localizada no interior de São Paulo, sempre me imaginei que como médico, na Faculdade Santa Casa de São Paulo, poderia aprender tudo sobre a área, retornar ao campo e trabalhar pela comunidade. Não fui para o interior, mas trabalho como se tivesse ido, em tempo integral na nossa Santa Casa.

Conectar: Como era atuar em uma época em que não existiam grandes recursos tecnológicos?
Dr. Aoki: Imagine que em 1972, ano de minha formatura, não existia nem ultrassonografia, cujo primeiro aparelho chegou a São Paulo no ano de 1973, nem ressonância magnética e endovascular. Iniciava-se a endoscopia ginecológica – laparoscopia, histeroscopia e salpingoscopia que, a partir de 1985, viria a ser a videoendoscopia, utilizada até os dias de hoje. Nessa época fui convidado a trabalhar na infertilidade conjugal. Ao longo desses 40 anos de carreira, tive a oportunidade de realizar quase todos os tipos de cirurgias de infertilidade e reprodução assistida, tendo o privilégio de acompanhar toda a evolução desse setor médico.

Conectar: Como é ser professor de uma Instituição em que o senhor foi aluno?
Dr. Aoki: Eu adoro estar em contato com os alunos e dividir com eles o que eu aprendi na Faculdade e em minha carreira. Quero reforçar que o atendimento médico não deve ser restrito somente do ponto de vista físico, mas também do emocional, do social e do espiritual. Eu estimulo os meus alunos a terem uma visão holística do paciente para o diagnóstico e conduta terapêutica. É assim que eu enxergo o exercer da Medicina. Tenho muito orgulho de ser vinculado à Faculdade Santa Casa de São Paulo e à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Conectar: Qual mensagem o senhor gostaria de deixar aos alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP?
Dr. Aoki: Amanhã, serei cuidado por esses alunos, no sentido genérico. Todos eles devem ter a consciência de que estão em uma das melhores Faculdades do país. Para vencer na carreira, só depende da vontade individual, com dedicação total aos estudos, aos pacientes, especializando-se e ter paixão pelo que faz.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 12, em 5/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br

Concerto beneficente: “As quatro estações portenhas, de Astor Piazzolla”

Convite Pró-Ela

Em março, a Santa Casa de São Paulo realizará, em parceria com a Art Invest, o concerto beneficente “As quatro estações portenhas, de Astor Piazzolla”, executado pela Orquestra Cantilena Ensemble, liderada por Maria Fernanda Krug. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo é uma das apoiadoras desta iniciativa.

Será no dia 5, às 20h30, na Sala São Paulo – Praça Júlio Prestes, 16, Centro – São Paulo (SP). O ingresso pode ser adquirido por solicitação ao e-mail contato@proela.org.br ou tel. (11) 3598-4260.

Toda a verba arrecadada reverterá em benefício do Projeto Pró Ela, cujo objetivo é humanizar o atendimento às pacientes do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo.

Para mais informações, acesse: proela.org.br