Estudo desenvolvido pela Faculdade mostra que 70% dos gays de São Paulo já sofreram agressão

Sete em cada dez homossexuais na cidade de São Paulo já sofreram algum tipo de agressão (verbal, física ou sexual), revela pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa e do Centro de Referência e Treinamento em DST, do governo paulista.

A pesquisa, denominada “Sampacentro”, foi realizada no centro da cidade de São Paulo entre novembro de 2011 e janeiro de 2012, e abordou 1.217 gays em 92 lugares, entre casas noturnas, saunas, cinemas e na rua. As professoras da Faculdade Maria Amélia Veras e Gabriela Junqueira Calazans são as coordenadoras desta pesquisa.

Dos entrevistados, 62% relataram ter sofrido agressões verbais, 15%, agressão física e 6%, sexual. Há ainda relatos de ameaças de chantagem, extorsão e constrangimento no local de trabalho.Dos entrevistados, 62% relataram ter sofrido agressões verbais, 15%, agressão física e 6%, sexual. Há ainda relatos de ameaças de chantagem, extorsão e constrangimento no local de trabalho.

Os dados também apontam uma alta taxa de prevalência do vírus HIV, de 16%, entre os entrevistados que aceitaram fazer o teste da Aids (776). Em 2010, um levantamento nacional, feito nas principais capitais, mostrou uma prevalência média de infecção de 10,5% entre os gays.

Na faixa etária de 18 a 19 anos, a taxa foi de 5%. Entre 20 e 24 anos, de 6,7%, e entre 25 a 39 anos, de 16,6%. “Nos inquietou muito a alta taxa de prevalência entre os jovens. Essas pessoas estão sujeitas a situações de extrema violência e isso as deixa mais vulneráveis [à infecção do HIV]”, disse Paulo Teixeira, coordenador do programa estadual DST/Aids. Para ele, a pesquisa reforça a necessidade de o governo e a sociedade intensificarem a luta contra o preconceito e reforçarem a prevenção em relação ao HIV.

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