Problemas renais atingem 10% da população mundial, segundo Sociedade Brasileira de Nefrologia

Dr. Luiz Antonio Miorin, nefrologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Luiz Antonio Miorin, nefrologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Responsáveis pela regulagem de todo o volume circulante de sangue e, indiretamente, também pelo controle da pressão arterial, os rins funcionam como filtro, deixando o sangue mais livre de impurezas provenientes do metabolismo dos alimentos ingeridos.

Ao nascer sem um deles ou perder em virtude de algum fator ambiental, o indivíduo precisa redobrar cuidados com a saúde. Isso porque um único órgão fica responsável por toda essa atividade do organismo. Segundo o Dr. Luiz Antonio Miorin, nefrologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, quando a atividade dos rins é prejudicada, alguns cuidados adicionais devem ser tomados. Quanto mais saudável o indivíduo levar a vida, menores são as chances de perder a função renal cuja reserva nessa condição está diminuída.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 10% da população mundial e do Brasil apresentam algum grau de disfunção renal, com pouca ou nenhuma sintomatologia nas fases iniciais da doença. Principal causadora, a diabetes, seguida de hipertensão e glomerulonefrites, em geral, envolvendo doenças imunológicas, a disfunção pode provocar a perda de um ou dos dois rins, pois agridem o tecido como um todo. Quando há apenas um rim, a perspectiva é que a evolução seja mais rápida já que há menos tecido funcionante. De acordo com o Ministério da Saúde, 6,9% da população brasileira tem diabetes e 24,1% hipertensão arterial.

Ao longo da vida, os rins sofrem uma diminuição natural de sua capacidade. De acordo com o Dr. Miorin, a partir dos 40 anos de idade, o tecido renal sofre uma cicatrização natural e diminui 0,5 cm por década. Apesar disso, o funcionamento do organismo também diminui o ritmo, o que não causa grandes transtornos.

“O problema, de fato, acontece quando o indivíduo não mantém uma vida saudável. Quando ele ingere muito álcool, fuma, se torna obeso, controla mal a pressão arterial ou usa substâncias que afetam o funcionamento renal, o que acelera esse processo de envelhecimento natural”, explica.

Os principais fatores ambientais que diminuem a durabilidade dos rins são: diabetes, hipertensão, tabagismo, obesidade e alcoolismo, excesso de sal e falta de atividade física. Além disso, doenças inflamatórias imunológicas, baixo peso ao nascer, tumores renais ou traumas também podem acarretar a perda de um ou dos dois rins.

“O ideal é sempre manter uma vida saudável, com alimentação balanceada e atividade física. Isso auxilia no bom funcionamento do corpo, de forma geral, mas, especialmente, dos rins. Se, por algum motivo, a pessoa fica com apenas um rim, essa prática torna-se imprescindível, já que ocorreu diminuição da reserva renal”, finaliza o professor.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 56, em 16/12/2014. Assine nossa newsletter:
http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Inscrições abertas para o curso de pós-graduação em Enfermagem em Nefrologia

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo está com inscrições abertas até 8 de agosto para o curso de Especialização em Enfermagem em Nefrologia. O programa visa especializar profissionais nos âmbitos da assistência, gestão, ensino e pesquisa relacionados à disfunção renal.

Entre os objetivos do curso está a potencialização dos conhecimentos teórico-práticos para o planejamento, implementação e avaliação da assistência de enfermagem aos pacientes com nefropatias. A assistência sistematizada e humanizada ao paciente fundamenta-se no pensamento crítico e na tomada de decisão em relação aos cuidados especializados. Somado a isso, o conteúdo das disciplinas envolve aspectos emocionais, éticos, filosóficos e humanos na atenção aos pacientes, família e equipe de trabalho na Unidade de Terapia Renal Substitutiva (TRS), incluindo a hemodiálise convencional, diálise peritoneal, terapia de reposição renal contínua (TRRC).

O Curso oferecerá 180 horas de prática clínica que atende às exigências da Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (SOBEN).

Maria Angela ReppettoOs candidatos serão selecionados mediante análise curricular, redação sobre um tema e entrevista, de acordo com as professoras Dra. Maria Angela Reppetto (foto) e Me. Graziela Ramos Barbosa de Souza, coordenadora e supervisora técnica do Curso de Especialização em Enfermagem em Nefrologia, da instituição.

 

Serviço:

Curso: Pós-graduação em Enfermagem em Nefrologia

Período de inscrição: até 8/8/2014

Processo Seletivo: Prova – 13/8/2014 e Entrevista – 14 e 15/8/2014

Matrícula: 1º, 2 e 3 de setembro de 2014

Início das aulas: 16/9/2014

Duração do curso: 15 meses (incluindo entrega do TCC)

Vagas: 24

Investimento: 15 parcelas de R$ 678,00

* Para ex-alunos da FCMSCSP e funcionários da ISCMSP, 15 parcelas de R$ 542,40.

Para mais informações, acesse www.fcmsantacasasp.edu.br.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 43, em 18/6/2014. Assine nossa newsletter:
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