Disciplina de Genética e Evolução Humana oferece ao enfermeiro noções básicas sobre a área

Decio Altimari, professor da FCMSCSPA relação entre o enfermeiro e o paciente é uma questão fundamental no tratamento de um doente. É necessário que o profissional trate de maneira humanizada os indivíduos que necessitam de cuidados ou, até mesmo, de atendimento assistencial, oferecendo atenção e confiança.

De acordo com o Dr. Decio Altimari, professor da disciplina Genética e Evolução Humana do curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o enfermeiro tem um papel muito importante frente ao doente, visto que ele fica mais tempo com o paciente do que o próprio médico.

“Ele cria uma relação mais humanizada e próxima e, inúmeras vezes, é questionado sobre doenças e tratamentos. Cabe ao enfermeiro saber lidar com essas situações e ter noções básicas de determinadas áreas para auxiliar de maneira correta o paciente”, afirma.

Dessa forma, uma das disciplinas do curso de Enfermagem da Faculdade Santa Casa de São Paulo é Genética e Evolução Humana, que busca oferecer ao enfermeiro noções da área para que, então, o profissional possa interagir com o paciente no caminho para o diagnóstico e o tratamento de sua doença.

Segundo o Dr. Altimari, o enfermeiro deve conhecer os mecanismos e ferramentas que a genética oferece. Durante as aulas, são apresentados conceitos fundamentais como: o que são anomalias, más formações congênitas, sua causas, entre outros.

“Se um casal vai até um hospital porque são pais de uma criança com algum problema congênito, quem dará o diagnóstico será o médico. Porém, de modo geral, as conversas com o enfermeiro envolvem perguntas como: por que aquilo aconteceu e quais serão os cuidados. Dessa forma, o conhecimento do profissional de enfermagem deve ser sólido para corresponder às necessidades dos pacientes, em relação a diversos questionamentos”, declara.

Outro aspecto destacado pelo professor é a linguagem próxima ao universo dos pacientes utilizada pelos enfermeiros, fator que contribui na troca de informações. “Já encontrei muitos ex-alunos que me disseram que as informações recebidas nesta disciplina foram úteis no cotidiano profissional. Mas isso não se restringe a essa área, o curso inteiro oferece todo o suporte necessário para que o enfermeiro seja um excelente profissional. Inclusive, muitos de nossos formados ocupam postos de comando e desempenham importantes atividades em grandes hospitais”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 35, em 25/2/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Disciplina do curso de Enfermagem prioriza a relação entre o enfermeiro e o paciente

O enfermeiro é indispensável em inúmeros campos e não se limita aos cuidados técnicos com os pacientes, mas também na promoção do relacionamento, sobretudo com pacientes no setor da saúde mental. De acordo com Zélia Nunes Hupsel, professora assistente do curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a ação de cuidar do paciente é um processo interacional dinâmico, em que cada um dos envolvidos se relaciona de determinada forma e atribui um significado às relações que estabelece. Assim, o enfermeiro deve entender e compartilhar essa experiência que envolve inúmeros fatores de interação nos níveis biológico, psicológico e sociológico.

“Em nossas atividades assistenciais é importante fomentar a saúde mental, o que significa qualidade de vida. É preciso entendê-la como um conceito aberto, no sentido de que os significados e práticas mostram grande variação, pois não é possível determinar um padrão unificado de normalidade no espectro da saúde mental, que significa buscar viver a vida na sua plenitude, respeitando códigos de ética, a legislação da sociedade e os direitos do outro”, afirma.

Como forma de capacitar os futuros enfermeiros para estabelecerem o relacionamento efetivo, fundamental na assistência dos pacientes, no segundo semestre do curso de graduação em Enfermagem da Faculdade Santa Casa de São Paulo, é oferecida a disciplina Ações Interpessoais Básicas em Saúde Mental.

“Trabalhamos temas como cidadania e construção de laços sociais sadios com o objetivo de estimular e capacitar o aluno a comunicar-se de forma efetiva com seus pacientes, estabelecer a relação de ajuda e refletir sobre os aspectos que podem facilitar ou dificultar os relacionamentos interpessoais”, explica.

Somado a isso, segundo a professora, o programa apresenta conteúdo sobre conceitos básicos de saúde mental, adaptação, relação de ajuda, dignidade humana, igualdade de direitos, reconhecimento e a valorização das diferenças e das diversidades. Além de temas como características biopsicossociais e culturais dos diferentes sujeitos e seus contextos, relação entre o meio natural, socioeconômico e o cultural, relacionamento interpessoal terapêutico, assertividade, comunicação terapêutica, medidas terapêuticas de enfermagem, situações de crise, relacionamento interpessoal em situações específicas e fundamentos de dinâmica grupal.

“É uma disciplina muito abrangente, utilizamos como método de ensino aulas expositivas, seminários, estudos dirigidos, exposição de filmes e discussão das vivências”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 30, em 13/11/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.