Cultura, espiritualidade e resiliência

Dr. José Toufic Thomé

Após 19 dias de apreensão e horas de delicada operação de resgate, os 12 adolescentes e o treinador do time de futebol amador “Javalis Selvagens”, foram resgatados da caverna de Tham Luang, e encaminhados ao hospital. O mundo respirou aliviado, e apesar da morte do ex-mergulhador da marinha tailandesa, durante as ações pré-resgate, o desfecho da crise que começou em 23 de junho chegou a um desfecho feliz.

O grupo resgatado, assim como os seus familiares e amigos próximos, afetados por momentos de enorme pressão emocional, receberão suporte em Saúde Mental. Os protocolos que serão oferecidos terão entre os objetivos, a prevenção do desenvolvimento de transtornos e adoecimento psíquico, e deverão ter os fatores humanos integrados ao acompanhamento oferecido, com atenção permanente às manifestações de subjetividade de cada pessoa afetada. E isso porque vivências disruptivas exigem reflexão sobre o modo como o ambiente irrompe no psiquismo humano, e devem ser analisadas em termos das reações pessoais dos danificados e do seu impacto psicológico.

Na história dos “meninos presos na caverna”, há particularidades que merecem atenção. E não apenas por conta do desfecho exitoso, com a existência de situações inesperadas, como por exemplo, a falha nas bombas de sucção nas horas finais da operação. A presença do treinador espiritualizado e na função de “cuidador”, oferecendo suporte emocional durante os dias em que o grupo esteve incomunicável e sem recursos, representa um diferencial para a sobrevivência dos meninos. E também a Cultura Tailandesa, revelada em ações de amparo simultâneo às pessoas afetadas, direta e indiretamente, pela “quase tragédia”, são dois elementos positivos em favor do resultado alcançado.

Independente da religião professada, em situações de crise e desastres, as pessoas espiritualizadas e que desenvolveram a capacidade de refletir sobre as adversidades, buscam respaldo no conhecimento para enfrentar a situação concreta e disruptiva. Essas pessoas tendem a usar essa habilidade como ferramenta emocional que as auxiliará na tomada de decisões. E nesse contexto o destino parece ter selecionado bem o treinador assistente Ekkapol “Ake” Chantawong, de 25 anos. Antes de se dedicar ao esporte, Ake foi monge budista por uma década. E na situação vivenciada pelo grupo, os princípios filosóficos ligados à compreensão e superação do sofrimento (As Quatro Nobres Verdades da doutrina do Budismo), praticados por ele, foram elementos importantes para que o grupo se mantivesse unido, motivado e, na medida do possível, calmo, diante da adversidade. Ake conseguiu que o grupo vivesse as experiências emocionais como formas de enfretamento e não de desistência da vida. E foi ele quem estimulou a capacidade de resiliência do grupo, na violenta experiência que viveram.

Em muitos momentos dessa história, a cultura tailandesa (antiga e influenciada por inúmeros povos orientais), pode contribuir para a solução da crise. A solidariedade, a capacidade de aceitar auxílio sem tender à vitimização, e a percepção do bem social como um valor superior aos desejos individuais, foram notáveis dentro e também fora da caverna. Nas ações da equipe de gestão de crise, por exemplo: houve atenção às famílias afetadas, quando os nomes dos primeiros jovens resgatados não foram revelados, até que todos estivessem fora de perigo. Assim como a cuidadosa restrição à imprensa, na saída da caverna, ajudou a desestimular exposições exageradas e potencialmente nocivas aos afetados pelo evento.

Por fim, a noção de pertencimento que é ensinada às crianças tailandesas, e a concepção de sucesso como objetivo a ser alcançado em grupo, foram aliadas dos garotos. Sabedoria que permitiu que se mantivessem focados para superar a adversidade, e ainda serão elementos importantes, como facilitadoras do trabalho de suporte em Saúde Mental, a ser empreendido.

Prof. Dr. José Toufic Thomé é Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Psiquiatra e Psicoterapeuta Psicodinâmico especialista em situações de crises e transtornos da contemporaneidade, Presidente da Unidade Brasil da Rede Ibero-Americana de Ecobioética – Cátedra UNESCO de Bioética e Presidente da Secção Psiquiatria em Desastre e Crises da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA na sigla em inglês).

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Instabilidade psicológica da adolescência favorece uso de álcool e drogas

Prof. Dr. Guilherme Messas, docente e coordenador do curso de pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP

É um dado consistente no mundo, e seguramente no Brasil também, que o período de maior risco para o uso de álcool e drogas é a adolescência. Sabe-se, por exemplo, que quanto mais cedo se inicia o uso de substâncias, maior o risco de uma pessoa se tornar dependente ou de desenvolver algum transtorno mental mais tarde na vida, seja afetivo ou cognitivo.

Esse conhecimento, no entanto, tem pouco valor para modificar o comportamento do próprio adolescente. Um importante motivo para a baixa influência da informação no comportamento do adolescente é a instabilidade psicológica característica deste período da vida.

O universo mental do adolescente é recheado de variações emocionais, de incertezas sobre a própria identidade e de baixa capacidade de reconhecer as próprias emoções. Essa atmosfera de indeterminação favorece o uso de álcool e drogas, pois estas substâncias de certo modo se encaixam com facilidade no modo como essa faixa etária vive o próprio mundo interior.

Em suma, é muito importante que os pais saibam que o uso de álcool e drogas na adolescência brota de necessidades e estilos psicológicos próprios da idade e que não necessariamente se relacionam com problemas psicológicos.

Prof. Dr. Guilherme Messas, Psiquiatra especialista em Álcool e Drogas, é Professor e Coordenador do Programa de Duplo Diagnóstico em Álcool e Outras Drogas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Coordenador da Câmara Temática Interdisciplinar sobre Drogas do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

Álcool: o inimigo silencioso

Prof. Dr. Guilherme Messas, docente e coordenador do curso de pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP

No Brasil discute-se com muita frequência o problema do uso de drogas. Essa discussão, muitas vezes controversa e acalorada, é justificada e necessária. Entretanto, quero defender aqui que estamos, como país, negligenciando a principal discussão de saúde pública. A principal droga que compromete e provoca danos à nossa população é o álcool, droga legal, que pode ser comprada em nosso país em praticamente qualquer local, a qualquer hora do dia e na quantidade que se queira. Inclusive por menores, em franco desrespeito à lei.

Mais urgente e importante para o Brasil do que a discussão sobre drogas ilícitas é a regulação da droga lícita mais nociva para a sociedade, que é o álcool. Para que avancemos, como um país que se preocupa com a saúde de seus cidadãos, é fundamental que estabeleçamos regras para o consumo do álcool. Estas regras visam à limitação da quantidade de álcool ingerida e, com isso, reduzem a chance de doenças físicas e mentais, da violência doméstica, do abuso infantil, da perda de produtividade acadêmica, etc. Todos esses problemas têm forte associação com o uso de álcool.

O melhor modo de controlar o uso de álcool é pela regulação ambiental. Medidas como o controle das horas do dia em que se pode vender álcool e a abolição de sua publicidade são as primeiras a ser tomadas e têm que ser reforçadas na agenda de saúde pública, sem hesitação. É tempo de ajustarmos nossas decisões políticas às verdadeiras necessidades de nossos cidadãos.

Prof. Dr. Guilherme Messas, Psiquiatra especialista em Álcool e Drogas, é Professor e Coordenador do Programa de Duplo Diagnóstico em Álcool e Outras Drogas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Coordenador da Câmara Temática Interdisciplinar sobre Drogas do Conselho Regional de Medicina de São Paulo. 

FCMSCSP tem inscrições abertas para novo curso de Pós-graduação em Psicossomática

Até o dia 4 de abril de 2018, estão abertas as inscrições para o novo curso de Pós-graduação em Psicossomática da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Com taxa de inscrição no valor de 90 reais, o programa da FCMSCSP é voltado para médicos, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, educadores físicos, psicopedagogos, nutricionistas e dentistas formados com registros ativos em seus respectivos conselhos de classe.

Segundo o Dr. Artur Zular, supervisor técnico do curso de pós-graduação em Psicossomática, neste curso os alunos irão aprender a relação profissional-paciente com foco na pessoa e não nas doenças. “Hoje, esgotados os inequívocos avanços que a tecnologia nos trouxe, o principal diferencial do profissional para melhor conduzir o diagnóstico e a terapêutica eficiente é saber lidar com pessoas, entender que o corpo não é um aglomerado de órgãos mas, sim, um complexo sistema modulado por eixos psicobioneuroimunológicos, onde as emoções têm papel preponderante na eclosão dos processos adaptativos, eustress/distress e no desencadeamento de disfunções e inúmeras doença”.

Para o Dr. Artur, neste campo, a graduação não é suficiente para habilitar os profissionais em todas as suas necessidades, o volume de informação é muito grande e a prática profissional após a formatura é solitária e angustiante, muitas vezes gerando doença em quem cuida. Estas questões são alvo de atenção no curso, que gera vínculos atemporais entre os alunos e, também, com os professores, experts em ensinar e especialistas em acolher, com holding e handling winicotianos.

O curso é resultado de 52 anos de prática didática da psicossomática brasileira, através da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática – Regional São Paulo, sendo supervisionado pelo próprio Dr. Artur Zular, reconhecido como um dos mais respeitados nomes da Psicossomática no país, presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática – SP e diretor científico do comitê multidisciplinar de medicina psicossomática da Associação Paulista de Medicina.

“Além do que, este é o primeiro curso no país e, talvez, no mundo, a ter aulas teóricas e práticas juntando alunos de todas as áreas da saúde, atendendo em conjunto os pacientes em um ambulatório didático, sob a supervisão de profissionais altamente capacitados. Haverá discussão de casos nas unidades de terapia intensiva, maternidade, pronto socorro, trauma e cirurgia, pediatria, etc. A monografia terá uma atenção especial por parte dos professores orientadores e, para os que tiverem interesse, grupos de pesquisa e clínica serão formados para darem continuidade a seus projetos”, ressalta o professor.

Serviço
Inscreva-se aquiPós-graduação em Psicossomática
Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Riyoiti Uchida
Supervisão Técnica: Dr. Artur Zular
Vagas: 65
Prazo para inscrições: até 4 de abril de 2018
Carga horária total: 480 horas
Duração do curso: 28 meses (incluindo a entrega da monografia)

Horário do Curso:
Um final de semana por mês, sendo:
– Sábado: conteúdo teórico, das 9h às 18h00
– Domingo: prática ambulatorial, das 8h às 17h00
– As aulas práticas serão realizadas no CAISM – Rua Major Maragliano, 241, Vila Mariana (SP)

Investimento total:
Matrícula: R$ 500,00
28 parcelas de R$ 1.200,00

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 122, em 12/1/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

FCMSCSP recruta voluntários para pesquisa sobre problemas com uso de maconha

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Dr. Guilherme Messas, professor de Pós-graduação da FCMSCSP

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo está recrutando pacientes para o Programa de Duplo Diagnóstico em Saúde Mental (Produd), realizado no Centro de Atenção Integrado à Saúde Mental (Caism Santa Casa).

Os voluntários devem apresentar ou ter apresentado problemas com uso de maconha, tais como: ideias ou sentimentos estranhos; perda de controle do pensamento; crises de pânico; tristeza muito intensa; pensamentos ou tentativa de suicídio; perda de motivação; problemas na escola ou no trabalho.

O Programa de Duplo Diagnóstico em Saúde Mental tem como objetivo desenvolver as melhores práticas no tratamento e pesquisas relacionadas ao uso de drogas. “O tema tem ganhado cada vez mais relevância e os últimos estudos mostram o potencial de danos que a maconha pode causar. No entanto, os tratamentos na área ainda não estão tão avançados. Queremos trazer as melhores soluções para os usuários que sofrem com os efeitos do uso da substância”, afirma o Dr. Guilherme Messas, professor de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do projeto.

Os interessados em participar dos testes podem entrar em contato pelo e-mail produd.fcmscsp@gmail.com. O programa é gratuito.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 118, em 12/9/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Ex-Santa lança livros didáticos na área de Psiquiatria

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Dr. Marcos de Jesus Nogueira, ex-aluno do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP

O Dr. Marcos de Jesus Nogueira é formado pela 5ª turma do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Foi professor instrutor do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP até o ano de 1984. Atualmente, é diretor do Instituto Integrado de Psiquiatria e Psicologia de Araraquara (IIPP). No interior de São Paulo, também exerce a profissão em clínica privada.

Com o objetivo de tornar a literatura médica mais didática, escreveu três livros na área de Psiquiatria. Em entrevista ao Boletim Conectar, o ex-Santa falou sobre o que o motivou a escolher o curso de Medicina da FCMSCSP e sobre suas obras.

Boletim Conectar: Como o senhor decidiu seguir a carreira na área médica? E quais os motivos o levaram a estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
Dr. Nogueira: As pessoas mais realizadas são aquelas que ajudam os outros, principalmente na saúde. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, além de ser muito prestigiada, tinha em seu curso a proposta pioneira de contato direto com os pacientes desde a primeira aula.

Boletim Conectar: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória acadêmica e profissional.
Dr. Nogueira: Ingressei na residência em Psiquiatria na própria Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, logo após, ocupei a função de Professor Instrutor do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP com a coordenação do Prof. Enzo Azzi durante seis anos. Em seguida, me mudei para o interior paulista trabalhando em clínica privada, com a finalidade de criar meus filhos fora de São Paulo, por razões de saúde.

Boletim Conectar: Alguma lembrança marcante de sua turma?
Dr. Nogueira: O espírito de união e a dedicação que o grupo vivia.

Boletim Conectar: Comente sobre suas três obras: “O Uso de Psicofármacos – um guia”, “Diagnóstico Psiquiátrico – um guia” e “Exame das Funções Mentais – um guia”.
Dr. Nogueira: São obras que abordam de maneira completa e essencial todo o conteúdo conceitual atualizado da psicopatologia, diagnóstico e da psicofarmacologia de forma a servir ao estudante e ao médico clínico em suas atividades diárias no estudo e no trabalho.

Boletim Conectar: Quais suas motivações para escrever sobre os temas abordados em seus livros?
Dr. Nogueira: Quando precisamos consultar a literatura de nossa especialidade, nem sempre é uma tarefa fácil e rápida para fazê-lo e, a maioria das vezes, o texto trabalhoso é pouco atrativo para realizar esta busca. Nestes livros, é possível encontrar este conteúdo de forma agradável, organizada, pedagógica e até mesmo divertida pelas técnicas de comunicação gráfica e pelos cartuns utilizados.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Depressão atinge cada vez mais crianças no Brasil

img4Um dos distúrbios que mais provoca discussões no meio científico, a depressão, também pode ser observada em crianças. Conhecida por “mal do século XXI”, o estado anormal de comportamento e a perda do interesse em atividades cotidianas podem ser sentidos na fase infantil. Porém, os sintomas podem ser diferentes da depressão apresentada por adultos, fato que muito dificultou o reconhecimento do mal nessa fase. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno já é apontado como principal causa na incapacidade de conclusão de tarefas rotineiras entre crianças e jovens de 10 a 19 anos.

“A criança que sofre de depressão pode se apresentar mais irritada, mais agitada, inquieta ou irrequieta do que habitual. Ela também pode se desinteressar pelas atividades da escola ou de lazer, parecer cansada o tempo todo e, algumas vezes, apresentar perda de sono e alterações de apetite. Esses são sintomas comuns em crianças deprimidas e bastante diferentes dos apresentados pelos adultos”, explica a Dra. Anne Maia, psiquiatra e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ela explica que nem sempre o quadro de depressão infantil tem relação com algum episódio estressor, mas pode acontecer sem que haja algo pontual. “É importante comentar que a depressão é multifatorial. Por isso, nem sempre é possível identificar um ponto de início do distúrbio. A ‘tendência a deprimir’ também pode ser um traço herdado”, afirma.

Para o diagnóstico é fundamental que os pais, professores e parentes mais próximos da criança observem qualquer comportamento incomum, além do desinteresse por atividades de lazer e da falta de reação frente a uma situação em que é contrariada. Assim como outros distúrbios, nessa fase, é importante que haja uma detecção precoce para evitar possíveis complicações.

“As abordagens terapêuticas para a criança deprimida devem ser as mais amplas possíveis. Com o avanço nas formulações dos antidepressivos (com menos efeitos colaterais e mais seguros), hoje o tratamento da depressão infantil já é realizado com psicoterapia e psicofarmacoterapia. Conjugadas, essas medidas comprovadamente auxiliam na melhora dos sintomas e do desempenho escolar”, explica.

Além do tratamento medicamentoso, a Dra. Anne acrescenta que o suporte familiar é indispensável na recuperação da criança. Segundo ela, esse apoio e orientação também são medidas de prevenção para eventuais recaídas ou continuidade do problema na fase adulta.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 64, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.