Medicina: chegou a hora de escolher a residência médica

Dr.-José-Eduardo

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci

Nesta edição, o Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor do Curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, esclarece algumas das principais dúvidas sobre a residência médica. Confira!

Conectar: Qual o papel do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)?
Dr. Dolci: Trata-se de uma prova obrigatória para todo egresso de Medicina do estado de São Paulo, temos hoje no estado mais de 50 escolas de Medicina. Então, todo o aluno formado em qualquer escola precisa prestar essa prova. Ao realizar essa avaliação, o futuro médico não é impedido de exercer a Medicina se ele não passar. Entretanto, ele é obrigado a fazer a prova, do contrário, ele não teria um registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). O objetivo dessa prova é avaliar as escolas que oferecem a Graduação em Medicina, como o aluno está sendo formado nas escolas. O Cremesp envia para as escolas o resultado das provas, notificando o desempenho dos alunos nas diversas áreas da Medicina, apresentando um panorama do ensino.

Conectar: E se o residente vier de outro estado ou for de outro estado precisa fazer o exame?
Dr. Dolci: Mesmo que seja de outro Estado, é necessário prestar a prova do Cremesp, para ter o registro no CRM. A avaliação acontece sempre no final de outubro. A pessoa que não faz a prova recebe um registro provisório, mas precisa justificar o porquê não a realizou e, no ano seguinte, precisa fazer.

Conectar: E se egresso de Medicina não tem o CRM ele pode fazer a residência?
Dr. Dolci: Todas as residências oficiais no estado de São Paulo estão exigindo o registro no CRM. Esta foi uma proposta implantada há 10 anos, não era obrigatória, mas tornou-se há três anos. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo sempre mandou um número muito grande de alunos para o exame e sempre foi muito bem nas provas.

Conectar: Como é a preparação para o exame de residência?
Dr. Dolci: Existem cursinhos preparatórios, porém a vivência e a experiência no internato são muito mais importantes. A prova é um teste e o aluno precisa saber a teoria e a prática, por isso toda prova de residência precisa ter teste teórico e prático para mensurar como foi o internato deste futuro médico. Na Faculdade Santa Casa de São Paulo insistimos para que os alunos aproveitem o 5º e 6º anos, os plantões voluntários e os plantões obrigatórios para atividades complementares, pois isso tem um peso e faz uma diferença muito grande.

Conectar: A maioria dos alunos chega no 6º ano sabendo em qual área seguirá?
Dr. Dolci: Isso sempre foi um dilema, muitas vezes, eles chegam ao 6º ano e não sabem o que fazer, e na medida em que vão passando nas especialidades eles vão se apaixonando.É hilário, por exemplo, passam na Dermatologia e decidem, na sequência passam na Oftalmologia e acham que é aquilo. Por isso, o eletivo ajuda, pois são  sete semanas dentro de uma especialidade ou área.

Conectar: Como funciona a residência?
Dr. Dolci: Cada hospital, principalmente os universitários, costuma ter todas  residências em todas as  especialidades. A residência é regulamentada Conselho Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação (MEC). Por exemplo, a residência em otorrinolaringologia inscrita no MEC tem que cumprir um programa, com um número de professores, carga horária, apresentando quais são os direitos e as obrigações dos residentes, o conteúdo teórico e pratico a ser cumprido (cirurgia, procedimentos, entre outras). Tem prova para passar de ano na residência. Na especialidade de otorrinolaringologia tem prova todo mês, além da nota de conceito mensal. No final do ano, o médico possui 24 notas e, para passar, a média dele tem de ser sete.

Conectar: O residente é remunerado?
Dr. Dolci: Ele recebe uma bolsa cujo recurso vem do MEC ou da Secretaria da Saúde do Estado, cerca de 60% dos residentes na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo recebem bolsas do MEC ou da Secretaria da Saúde e o restante é pago pela Santa Casa.

Conectar: E quem não passa como residente há outra escolha?
Dr. Dolci: Há o curso de especialização, que também é registrado e reconhecido pelo MEC. Para isso, ele presta outra prova. Passando, ele tem a mesma formação do residente, mas não recebe por isso.

Conectar: E para os que não desejam fazer residência?
Dr. Dolci: Não precisa fazer, mas a partir de 2018, com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), todos os médicos deverão fazer residência. Hoje, quem não faz pode exercer a medicina como clinico ou ainda pode seguir na medicina da família, que é muito necessária à população brasileira.

Conectar: E quanto à obrigatoriedade, como será? Com esse novo formato, quanto tempo levará a residência?
Dr. Dolci: A proposta da nova Diretriz Curricular para os Cursos de Medicina é a residência para 100% dos formandos em medicina a partir de 2018. Todo médico que se formar deverá ficar um ano em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Sobre o tempo de residência, depende da especialização, se optar, por otorrinolaringologia, por exemplo, ele segue um ano na UBS e mais três em residência na área de otorrinolaringologia. No caso de uma especialidade como cirurgia vascular, por exemplo, deverá fazer um ano na UBS, mais dois de cirurgia geral e só depois disto poderá fazer a área específica, que é a vascular, por mais dois ou três anos.

Conectar: O que a Faculdade faz para auxiliar o futuro médico?
Dr. Dolci: Na FCMSCSP, nós preparamos o aluno de Graduação de maneira global. Desde o primeiro ano, nos preocupamos com a humanização, o aluno é inserido em um hospital desde o primeiro dia de aula. Desde  o início ele tem aulas de propedêutica, de cuidados de enfermagem , de psicologia  e contato com os pacientes. Levamos  isso muito a   sério  procuramos não perder este referencial desde 1963, ano da abertura da nossa escola. É o nosso  diferencial. Tenho a convicção de que ao terminar o curso, o aluno passa do status de estudante para médico e de jovem para homem ou mulher maduros, pois procuramos dar uma série de exemplos para que ele se transforme em um bom médico e entenda o sentido da profissão que escolheu.

No próximo boletim:

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em ‪‎Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, falará sobre as possibilidades para a carreira de um fonoaudiólogo. Acompanhe!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Quero estudar Medicina. Por onde começo?

vestibular medicina faculdade santa casaHabitualmente, o curso de Graduação em Medicina é um dos mais concorridos em processos seletivos. É também uma das carreiras que exige alta dedicação do estudante, com duração regular de 6 anos para formação. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, já são 47 turmas de médicos formados, desde a criação do curso em 1963. Na Instituição, valores como a humanização estão sempre presentes, o que faz a FCMSCSP estimular, entre seus futuros médicos, a prática constante de ações sociais para desenvolver cidadãos mais conscientes. Com quase 10 mil horas de duração, com ênfase, principalmente, em atividade prática e, em especial, junto ao paciente, o currículo da Faculdade para o estudo da Medicina está, assim, voltado à formação do médico generalista, humanista, com visão crítica e reflexiva, totalmente atualizado com o mercado.

São muitos os reconhecimentos da qualidade do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP, como ser considerado o melhor dentre as instituições particulares do país, de acordo com o Ranking Folha RUF 2014. Devido à grande procura pelo programa e visando esclarecer as principais dúvidas dos candidatos que procuram a Faculdade, o Boletim Conectar relacionou, nesta edição, algumas das principais informações a respeito do tradicional curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Acompanhe:

Como faço para participar do Processo Seletivo?
Desde julho de 2017, para ingressar no curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo é necessário prestar o Vestibular pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp).

Qual a relação da FCMSCSP com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP)?
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo ou apenas “Santa Casa de São Paulo” – como é mais conhecida e que também é uma instituição privada – cede hospitais, enfermarias, laboratórios, instalações e equipamentos, para as aulas práticas de todas as áreas, além de fornecer estágio e posterior residência aos alunos da FCMSCSP (a residência, neste caso, também é aberta a alunos graduados em Medicina de outras instituições, mediante seleção para todos).

Quando acontece o Vestibular?
Para obter a resposta correta, é fundamental que o candidato interessado acompanhe o calendário oficial da Vunesp – Vestibular 2018, no site www.vunesp.com.br.

Como o curso de Medicina está estruturado na FCMSCSP?
O curso exige extrema dedicação, no total são 6 anos de curso, sendo que as aulas acontecem de segunda a sexta-feira, em tempo integral. Nos dois primeiros anos, o aluno se dedica ao Estudo do Homem Normal, ou seja, aprendem sobre a função e comportamento do homem como um ser bio-psico-social; nos dois anos seguintes o ensino é focado no Estudo da Doença com foco na doença, terapêutica e tratamento; e, nos dois últimos anos, o aluno passa pelo Estudo do Doente, uma espécie de internato pré-profissional na ISCMSP. Além disso, nos dois últimos meses, o aluno faz Estágio Eletivo, escolhendo uma das áreas da Medicina – cirúrgica, clínica, pediátrica, tocoginecológica ou qualquer outra especialidade – para reforçar sua formação.

Há atividades extracurriculares?
Na FCMSCSP existem iniciativas como o Programa de Integração dos Primeiro-Anistas (PIPA), com ações sociais para a população; o  Programa Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), que leva atendimento médico a regiões carentes do estado de São Paulo, com a integração de alunos de outros cursos; o Programa Santa Maluquice, que leva distração e alegria para as crianças internadas no complexo hospitalar da Santa Casa de São Paulo; as Ligas Acadêmicas, que tratam de áreas específicas da saúde; além de diversos meios para intercâmbios que são coordenados pelo Núcleo de Relações Internacionais da FCMSCSP, responsável por parcerias com Harvard University, University of California, Yale University, University of Toronto e tantas outras.

Onde obtenho mais informações?

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 67, em 16/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. Última atualização realizada em 24/7/2017.

PECA 2014 em São Sebastião (SP): atendimento já começou

Alunos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia já estão em ação no Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA 2014), em São Sebastião (SP).

 

Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA) chega a São Sebastião (SP) dia 22

Revista APM - dezembro 2013 - PECA Projeto Expedições Científicas e AssistenciaisNesta semana, professores e estudantes dos cursos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo viajam a São Sebastião, no litoral paulista, para a 10ª edição do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA). Em 2014, a iniciativa tem o patrocínio da Associação Paulista de Medicina (APM), Biosat, Endocardio, Hospital Samaritano, Instituto do Sono e da Pfizer, com o apoio da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Samsung, Prefeitura de São Sebastião e Urubupungá e colaboração da Wickbold.

Entre os dias 22 e 29 de janeiro, os participantes irão manter a estrutura de um ambulatório na cidade visitada, em que os pacientes deverão passar por uma triagem para avaliação dos sinais vitais, como pressão arterial, temperatura e peso e teste de diabetes. Além de atendimento e consultas em diversas especialidades, o PECA prevê a realização de cirurgias, a disposição de medicamentos receitados no local, o encaminhamento de pacientes com doenças de maior complexidade, palestras e oficinas sobre temas diversos.

Para conhecer a história do Projeto, confira a reportagem da edição de dezembro de 2013 da Revista da APM, assinada por Adriane Pancotto. Clique aqui para conferir.

Edição 2014 do PECA leva serviços de saúde gratuitos à cidade de São Sebastião (SP)

Com o objetivo de promover ações de atenção à saúde em municípios do Estado de São Paulo, a 10ª edição do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), organizada pelos alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, volta à cidade de São Sebastião, no litoral paulista. A iniciativa acontecerá de 22 a 29 de janeiro, na Escola Municipal do Bairro da Topolândia.

O PECA teve início em 2004 e é fruto de parcerias estabelecidas entre a Instituição de ensino e a prefeitura da cidade. Em média, a equipe envolvida no projeto é composta por 250 pessoas, contando com alunos e professores da Faculdade Santa Casa de São Paulo, dos cursos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia, além de médicos e de outros profissionais da área saúde da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Pelo segundo ano consecutivo no município, os participantes estruturam um ambulatório na cidade, em que os pacientes passam por uma triagem para avaliação dos sinais vitais como pressão arterial, temperatura e peso, além de teste de diabetes. Os moradores da região apresentam suas queixas e são examinados. A partir do quadro clínico definido, a equipe decide para qual área serão encaminhados.

Além de consultas em diversas especialidades, o projeto engloba a realização de cirurgias, a disposição de medicamentos receitados no local de atendimento, o encaminhamento de pacientes com doenças de maior complexidade, palestras e oficinas sobre temas diversos.

Imagem: PECA 2013

Desenvolvimento do sistema de saúde local

Os alunos participantes também estudam as condições de saúde da população atendida. Há um trabalho de investigação sobre a realidade sanitária do local, diferenças sociais, econômicas e culturais, e a influência no processo saúde-doença. Outra vertente do PECA é o estímulo à produção de trabalhos científicos com temas relacionados à experiência vivida, assim como a entrega de um relatório à prefeitura para contribuir com o sistema de saúde local.

“Como já estivemos lá, a ideia é rever a maior parte das pessoas que foram atendidas na edição passada e verificar se houve alguma evolução e como está contexto atual dessa população”, afirma o Dr. Paulo Carrara, chefe do departamento de Medicina Social da Faculdade Santa Casa de São Paulo e orientador do PECA.

De acordo com Dov Lagus Rosemberg, tesoureiro do PECA 2014 e aluno do curso de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo, além de levar cuidados com a saúde para a população, a iniciativa agrega conhecimento aos alunos, pois é possível acompanhar o processo completo de atendimento ao paciente. “Podemos conhecer a realidade dessas pessoas fora do ambiente hospitalar, o que, com certeza, é uma experiência engrandecedora”, diz

A edição 2014 do PECA tem o patrocínio da Associação Paulista de Medicina (APM), Biosat, Endocardio, Hospital Samaritano, Instituto do Sono e da Pfizer. O evento é apoiado pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Samsung, Prefeitura de São Sebastião e Urubupungá e conta com a colaboração da Wickbold.

 Com informações da Fran Press Assessoria de Imprensa