Professores e alunos da Fonoaudiologia participam de evento em Curitiba

Professores e alunos da Fonoaudiologia participam de evento em Curitiba

De 10 a 13 de outubro ocorreram o XXVI Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, o III Congresso Ibero-Americano e o VI Encontro Sul-Brasileiro de Fonoaudiologia, em Curitiba, PR. O tema central foi “Comunicação e direitos humanos: democratização do acesso às práticas fonoaudiológicas”. Acesse imagens aqui.

Houve participação de vários professores do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) em palestras, fóruns de discussão, além de apresentações de trabalhos com os alunos.

A professora Ana Luiza Navas, diretora do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP, participou da Conferência Magna com o tema “O desafio da internacionalização da Produção Científica em Fonoaudiologia”.

Além disso, a professora Tania Lago, docente do Curso de Medicina participou na mesa de “Direitos humanos: formação em saúde” a convite da Comissão de Ensino da SBFa que é coordenada pela prof.ª Marina Padovani.

O trabalho da aluna de 4º ano Nathalia Ribeiro de Brito, orientado pela Prof.ª  Ana Luiza Navas, intitulado “A influência do aprendizado da linguagem escrita no desempenho em habilidades fonológicas”, recebeu o prêmio de excelência em Fonoaudiologia na área da Linguagem.

Na ocasião, alunos do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa de São Paulo participaram da gincana estudantil ‘Você é quem faz a Fonoaudiologia’, apresentando com vídeo as diversas atividades que promovem a integração entre alunos, professores e profissionais dos cursos de fonoaudiologia, medicina, enfermagem e Tecnologia em Radiologia e Sistemas Biomédicos: Coral Canta Santa, Santa Maluquice, Projeto Colinho, PECA, SALIS, Feira da Saúde, Grupo de pais ouvintes e filhos surdos, Grupo de caminhada de idosos e Elaboração de jogos do curso de fonoaudiologia.

Além disso, foi criado o perfil “Santa em Ação”, no Instagram para compartilhamento de fotos tiradas durante as atividades de integração. A equipe do “Santa em Ação” (alunos da Fonoaudiologia Santa Casa) venceu a gincana em empate com a Universidade Federal de Pernambuco.

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Informação é uma das principais armas contra o Mal de Parkinson

Foi comemorado no dia 11 de abril o Dia Mundial de Conscientização sobre o Mal de Parkinson, doença que já afeta cerca de 200 mil brasileiros. A data especial é usada para a divulgação de informações e procedimentos que ajudem a população a entender um pouco melhor o Parkinson, mostrando como deve ser feita a ‘prevenção’ e tratamento da doença.

Atualmente, com o aumento da população idosa no país, faixa etária mais afetada pelo Parkisionismo, a comunidade da saúde tem tido uma atenção especial com essa patologia. Segundo alguns dados da Associação Mundial de Neurologia, cerca de 3% da população mundial com mais de 80 anos apresenta a doença, o que, com o crescimento da 3ª idade no Brasil, pode representar alguns milhões de pacientes até o ano de 2050.

Bastante conhecido pelos sintomas de tremor e/ou espasticidade de mãos e braços, o Mal de Parkinson implica em várias outros problemas que aumentam ao longo dos anos, mas que, por meio de um tratamento adequado, pode ser tratado de forma eficaz e reduzir os problemas em geral.

O Conectar convidou a especialista Marina Padovani, Fonoaudióloga e docente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para falar sobre o assunto. Confira alguns pontos que podem ser de fundamental importância para profissionais da área da saúde!

Aumento da população idosa, primeiros sintomas e prevenção da doença.

Para a Fonoaudióloga Marina Padovani, professora doutora da FCMSCSP, o aumento da população idosa pode sim representar mais casos de Parkinson, já que o mal acomete principalmente a população entre 50 e 70 anos de idade.

Apesar da previsão, ainda não é possível fazer um trabalho de ‘prevenção’ eficaz, já que há uma grande gama de fatores que causam o mal de Parkinson, e em sua maioria, são fatores que não ‘há prevenção possível’, como problemas genéticos e neurológicos.

No que tange os sintomas da doença, hoje já sabemos que as disfunções motoras são uma das maneiras de se identificar um paciente com Parkinson. De acordo com a Prof.ª Marina, fatores como alteração de olfato, problemas no sono e depressão podem ser reflexos da doença.

De acordo com a professora, apesar de não ser possível realizar uma profilaxia completa, pesquisas atuais tentam diagnosticar o problema antes dos sintomas aparecerem e, dessa forma, possibilitar frear o desenvolvimento da doença o mais rápido possível.

Avanço nos tratamentos atuais e novos procedimentos.

No campo de pesquisa atual a cobiça de pesquisadores e cientistas é o controle da produção de dopamina no cérebro humano. Estudos com substâncias como a glucosilceramida, lípidio que pode aumentar o acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro, estão sendo desenvolvidos para se tentar aumentar o controle e prevenção do Mal de Parkinson. Segundo esse último estudo, publicado na revista Neuron, o controle da glucosilceramida poderia ser uma maneira de diminuir a queda de produção de dopamina no cérebro, mesmo quando o paciente apresenta fatores genéticos para o desenvolvimento do Parkinson.

Além dos avanços no campo da pesquisa, algumas técnicas já conhecidas continuam ajudando o controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida do parkinsoniano. Segundo a Prof.ª Marina Padovani , ‘há muitos avanços, tanto na área medicamentosa, com novos medicamentos que auxiliam no aproveitamento e duração da dopamina, bem como o cirúrgico, com a implantação do marca-passo cerebral (estimulação cerebral profunda) em larga escala pelo país’.

De acordo com a professora, há uma série de outros tratamentos que tratam cada dificuldade do paciente com Parkinson. Exemplo deste fato é o Método Lee Silverman de tratamento vocal, técnica que é utilizada há mais de vinte anos no auxílio da comunicação vocal dos pacientes.

Independência e vida plena são possíveis para idoso com Parkinson?

Atualmente, as ciências da saúde como um todo tem atuado tentando garantir a ‘independência’ e acessibilidade de pacientes que enfrentem doenças degenerativas. Casos como autismo e Síndrome de Down representam bem esse movimento que tenta dar mais liberdade para os pacientes.

No caso do Parkinson, essa melhora na qualidade de vida é completamente possível. De acordo com Marina, o curso da doença costuma ser lento e progressivo, o que permite a médicos e outros profissionais da saúde tomarem uma série de atitudes que ‘amenizam’ as consequências da doença.

Para a Prof.ª Marina, um bom ajuste medicamentoso aliado a um trabalho de fonoaudiologia e fisioterapia precoce é a melhor maneira possível de se manter uma vida funcional do paciente por muito tempo, garantindo sua independência, qualidade de vida e saúde emocional.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 125, em 13/4/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.