Aluno da Medicina da FCM/Santa Casa é eleito Embaixador Jovem da International AIDS Society

O NUDHES (Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT+) da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo teve quatro trabalhos aprovados para apresentação no maior congresso de HIV/AIDS do mundo, o AIDS 2018, que acontece em Amsterdã, Holanda, de 23 a 27 de julho.

O evento recebe aproximadamente 20 mil pessoas, reúne os maiores pesquisadores e as maiores descobertas relacionadas ao assunto e é marcado por diversas atividades com a comunidade, como intervenções, festas e protestos. Mais informações sobre o evento em http://www.aids2018.org/ e no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Dl-r5XU5b6k

Os trabalhos aprovados por alunos de graduação da Medicina e por Maria Amélia Veras, coordenadora geral do HUDHES foram:

– HIV Care cascade among transwomen living with HIV in São Paulo, Brazil
Aline Rocha, Erin Wilson, Caitlin Turner, Gabriela Bellini, Igor Prado, Maria Amélia Veras

– Sex work is associated with sexual violence and HIV among transwomen in São Paulo, Brazil
Gabriela Bellini, Erin Wilson, Caitlin Turner, Aline Rocha, Maria Amélia Veras

– HIV treatment cascade among MSM in Brazil
Igor Prado, Claudia Barros, Inês Dourado, Laio Magno, Mark Guimarães, Carl Kendall, Lígia Kerr, Rosa Mota, Luís Brígido, Maria Amélia Veras

– Understanding barriers, working alongside the community: a formative study for the implementation of a peer-navigation intervention among transwomen living with HIV in São Paulo, Brazil
Gustavo Saggese, Daniel Barros, Maria Amélia Veras

Os dois primeiros trabalhos foram produzidos durante o intercâmbio Pesquisadores do Futuro 2018, juntamente com pesquisadores do Departamento de Saúde Pública de São Francisco, e são considerados portanto fruto do programa.

Os alunos Igor Prado e Gabriela Bellini ganharam bolsa da International AIDS Society para participar, que inclui inscrição e passagem de avião. Além disso, tornaram-se membros da International AIDS Society (Sociedade Internacional de AIDS), a principal organização de HIV/AIDS do mundo. que reúne pesquisadores, profissionais de saúde, políticos e militantes.

Igor Prado foi eleito Embaixador Jovem da International AIDS Society. Ao todo, a sociedade terá na conferência 30 embaixadores de 21 países diferentes. Como embaixador, além de ter acesso VIP em vários eventos da conferência, participará de oficinas sobre escrita científica e terá reuniões particulares com membros da sociedade para falar sobre seu currículo e carreira.

“Irei ainda aprender como conseguir financiamento para nossas atividades em relação ao HIV, como ser um líder e uma voz jovem nessa área, além de também conhecer vários pesquisadores importantes, como Françoise Barré-Sinoussi, ganhadora do Prêmio Nobel que descobriu o vírus do HIV. Os embaixadores terão a oportunidade de conversar por 1 hora com os principais palestrantes da conferência”, conta.

Foi ainda criado um Instagram do NUDHES (@nudhes.sp) para conseguir uma melhor comunicação das atividades desenvolvidas e para divulgar conteúdo sobre prevenção de HIV e resultados de pesquisa. ”Durante a conferência, serão divulgados nesse espaço todos os destaques do evento, com o objetivo de interagir com as pessoas e mostrar o trabalho”, indica o estudante.

Sobre o NUDHES (https://www.nudhes.com/)

O NUDHES foi formado e registrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq em 2014, a partir da experiência de pesquisadores e de servidores da área de saúde e assistência social com a população LGBT.

O que nos une é o compromisso de fazer pesquisas e produzir conhecimentos que identifiquem os determinantes sociais, culturais e individuais que tornam a população LGBT mais vulnerável.

É sabido que, no contexto de extrema desigualdade social vigente no Brasil, como em outros países do mundo, a população LGBT é especialmente atingida, somando-se às desigualdades sociais e econômicas, o estigma e discriminação relacionados à sua sexualidade.

As consequências para a sua saúde são inúmeras, resultando em comprometimento da saúde mental, risco aumentado para infecções sexualmente transmitidas e de serem vitimadas por um espectro amplo de violências que podem chegar à morte.

O Núcleo trabalha para que os resultados das suas pesquisas e intervenções possam informar políticas públicas e programas e para que sejam um instrumento de ativismo e subsídio para transformação das condições de vida e de saúde das pessoas LGBT, com vistas a uma vida em que a diversidade e os direitos humanos sejam respeitados.

Sobre Igor Prado
Estudante de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Pesquisador de Iniciação Científica e membro do Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde da População LGBT. Membro associado da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). Realizou em 2017 intercâmbio de pesquisa em Saúde Pública e HIV na Universidade da Califórnia São Francisco (UCSF) e Departamento de Saúde Pública de São Francisco (SFDPH) com bolsa pela Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho (FAVC).

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Alunos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP apresentam trabalhos em conferência internacional

O AIDSImpact é uma conferência internacional, a qual acontece a cada dois anos, tendo como foco pesquisas e avanços na área de ciência comportamental e psicossocial no enfrentamento à epidemia de HIV/AIDS, discutindo prevenção, tratamento e cuidados para comunidades globais e também locais.

Em 2017, a conferência ocorreu na Cidade do Cabo, na África do Sul, com o tema: “O que será necessário para acabar com a epidemia?” Para este evento, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo contou com a apresentação de trabalhos desenvolvidos pelo Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT+ (NUDHES), coordenado pela professora Maria Amélia de Sousa Mascena Veras e representado na conferência pelo acadêmico do curso de graduação em Medicina Igor Prado Generoso.

Os trabalhos apresentados foram:

Transgender people access to education in São Paulo, Brazil: vulnerabilities and exclusion
Autores: Igor Prado Generoso, Luca Fasciolo Maschião, Aline Borges Moreira da Rocha, Erin C. Wilson, Sean Arayasirikul, Gustavo Santa Roza Saggese, Maria Amélia Vera

Post-exposure prophylaxis use among men who have sex with men in São Paulo: highly concentrated among the most educated and unrelated to number of partners
Autores: Igor Prado Generoso, Luca Fasciolo Maschião, Aline Borges Moreira da Rocha, Maria Amélia Veras

Ambos os trabalhos tratam de aspectos sociais sobre as populações mais afetadas pela epidemia no Brasil, como acesso à educação e à saúde. O trabalho “Transgender people access to education in São Paulo, Brazil: vulnerabilities and exclusion” foi desenvolvido em parceria com os alunos de Iniciação Científica da Faculdade juntamente com pesquisadores do Departamento de Saúde Pública de São Francisco, resultado do contato estabelecido no programa de intercâmbio “Pesquisadores do Futuro”, projeto coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP e com apoio da Mantenedora da Instituição, Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 121, em 8/12/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Alunos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP apresentam trabalhos em congressos internacionais

Igor-e-Luca-Medicina-Faculdade-Santa-CasaNo início de 2017, estudantes do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram do “Pesquisadores do Futuro”, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP.

Dentre os participantes, estão os alunos Igor Prado Generoso, do 2º ano, e Luca Fasciolo Maschião, do 3º ano, que passaram três meses na University of California, em São Francisco (EUA). Na oportunidade, os estudantes desenvolveram dois projetos, sob a orientação da Dra. Maria Amélia Veras, professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP.

Igor abordou o tema “Prevalência de sífilis e HIV entre homens que fazem sexo com homens de São Paulo”, comparando dados de 2011 com 2016: “Quase não existem dados nacionais sobre sífilis entre esse público; com a comparação de dados de 2011, pudemos observar como essas doenças estão se comportando nessa população, se há um aumento ou queda nas infecções”, afirma o aluno.

Luca, por sua vez, tratou do tema “Uso de hormônio e acesso a esse serviço entre mulheres trans de São Paulo”. O projeto tem como objetivo caracterizar os fatores associados com o uso de hormônios sem prescrição por mulheres transexuais e travestis no estado de São Paulo. “Sabemos que a hormonoterapia é uma das maiores demandas dessa população, que, por diversos mecanismos, não tem acesso a serviços de saúde capacitados. Isso frequentemente leva ao uso sem prescrição ou supervisão médica, o que pode acarretar em diversas complicações de saúde”, conta o estudante.

Segundo os estudantes, o envolvimento no Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT (NUDHES), coordenado pela Dra. Prof.ª Maria Amélia Veras, foi a principal motivação para desenvolverem essas pesquisas.

“Pelo grupo, tive oportunidade de entrar em contato com a realidade das mulheres transexuais e travestis, observando a precariedade de sua condição social, mas também admirando sua resiliência e orgulho por suas identidades, lutando num mundo que as discrimina e as marginaliza sistematicamente. A pesquisa foi o caminho que encontrei para contribuir com essa luta”, comenta Luca.

“No grupo, quando estudamos doenças, nossas pesquisas são sempre voltadas para aspectos sociais, vulnerabilidades e prevenção. No momento que iniciei a pesquisa, muito se falava de sífilis na população geral, portanto achei que seria interessante trazer essa discussão para a população de homens que fazem sexo com homens também”, afirma Igor.

Reconhecimento
Entre os dias 23 e 26 de julho, Luca apresentará seu trabalho na 9ª IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), a maior conferência científica de Aids, HIV e temas relacionados, que acontecerá em Paris. Igor, por sua vez, terá seu trabalho apresentado na World STI and HIV Conference, conferência internacional organizada pela ISSTDR (International Society for Sexually Transmitted Diseases Research), que ocorre de dois em dois anos em diversos países. Neste ano, a conferência será realizada no Rio de Janeiro e acontecerá juntamente com o congresso da Sociedade Brasileira de Aids.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 110, em 9/5/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

FCMSCSP promove a 4ª Jornada de Intercâmbios

jornada-intercambios-fcmscspCom o objetivo de esclarecer aos estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) as diversas modalidades de intercâmbio hoje oferecidas pela Instituição durante a graduação, inclusive sobre os métodos de seleção e as experiências proporcionadas no exterior, o Núcleo de Relações Internacionais da Faculdade, o Departamento Científico Manoel de Abreu e o Centro Acadêmico Manoel de Abreu organizaram a 4ª Jornada de Intercâmbios da FCMSCSP. Haverá ainda o encerramento do Projeto Pesquisadores do Futuro – Edição 2015/16. Nesta ocasião, os alunos beneficiados pelo projeto contarão suas experiências.

O evento, que será realizado no dia 6 de julho de 2016, quarta-feira, das 17h às 19h00, nos Auditórios Emílio Athié e Paulo Augusto Ayrosa Galvão, contará com a presença de alunos dos três cursos de graduação da Faculdade Santa Casa de São Paulo (Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia), assim como a dos professores pertencentes ao Núcleo de Relações Internacionais da FCMSCSP e de representantes da Diretoria da Faculdade.

A programação do evento pode ser conferida no Portal FCMSCSP: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Ainda caloura, Giuliana Olivi Tanaka, hoje aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, se encantou com a oportunidade de conseguir um intercâmbio e pelo desejo de experimentar o que seria uma pesquisa em uma instituição no exterior. E, por meio do Pesquisadores do Futuro 2014/2015, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP, a estudante teve a oportunidade de conhecer outra cultura, pessoas novas, aprender e vivenciar uma nova rotina durante o período que estudou, com a colega de graduação, Stéfany Franhan Barbosa de Souza, no Institut de Prestacions D’Assistència al Personal (Pamem); Parc Sanitari pere Virgili de Barcelona e Consorci Sanitari del Maresme, ambos em Barcelona, na Espanha.

Conectar: Pode nos contar, brevemente, como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Giuliana: O programa é uma verdadeira experiência de vida. É maravilhoso de todas as formas possíveis. Viver essa conquista nos oferece a oportunidade de crescer, não apenas no conhecimento na área de pesquisa e no meio médico. Mas crescer como pessoa. Conviver com uma cultura diversa e nova rotina, um modo novo de agir diante do que sempre se está acostumado. É incrível como conseguimos absorver um aprendizado, literalmente, que se leva para vida. Você muda, passa a perceber seu modo de pensar e agir diferente. Vê novos caminhos para trilhar, pessoal e profissionalmente. E ainda mais, enxerga a possibilidade de trazer o melhor que viu para si, que pode se estender para seu meio de trabalho, para as pessoas com quem convive, com desejo de trazer novos desenvolvimentos para a área profissional.

Conectar: Durante os meses em que ficou no programa, qual foi o maior desafio que enfrentou? Como você lidou com ele?
Giuliana: O estágio foi um desafio como um todo. Depois da euforia de conseguir a vaga tão desejada, começou a preocupação com a ideia de viajar pela primeira vez por um período longo, sob minha própria responsabilidade. O conhecimento de representar a Faculdade perante outra instituição e o desafio de ter que tomar a decisão na escolha da hospedagem, na passagem e no cuidado com si próprio. A impressão era: “sou a maior protagonista pelas minhas escolhas, pela responsabilidade e suas consequências”. É um desafio abrir-se ao “novo”, aceitar conhecê-lo e entendê-lo. Outro ponto é a língua. Quando estamos acostumados com a língua do país de origem, os desafios diários são outros. Quando se experimenta, de repente, uma língua diversa da sua, que agora é o meio que deve se expressar corriqueiramente, isso exige um esforço próprio maior, principalmente no início. Mas, com o tempo, você descobre o quanto é capaz de aprender e fazer novas conquistas.

Conectar: Como você definiria o programa Pesquisadores do Futuro?
Giuliana: A iniciativa, antes de tudo, é uma imensa oportunidade. E é um grande privilégio para aqueles, que assim como eu, puderam experimentar a maravilha que é a troca de experiências e o aprendizado, que se leva para a vida. Aumenta-se o networking, constroem-se novas pontes entre as pessoas que conhece, compartilha-se aprendizado. Você passa a entender, literalmente, o que significa “voltar diferente”. Não apenas expande sua visão sobre a área de estudo, mas enriquece seu conhecimento sobre diversos campos, inclusive da vida pessoal.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomendaria a esses colegas?
Giuliana: Aconselharia: mantenha-se sempre aberto a novas descobertas; conheça pessoas novas e suas formas de pensar e agir. Pois, acredito que essa é a possibilidade de criar relações saudáveis, que te ajudam a crescer e expandir sua visão como estudante e futuro profissional. Aceite que descobrir o “novo e diferente” é a melhor forma de reter novos aprendizados. Não tenha medo de querer saber mais, de se abrir ao diferente. Quando estamos em um meio diverso do nosso, as oportunidades estão por todo lado e o aprendizado também.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Giuliana: Gostaria de deixar uma mensagem à Comissão organizadora do programa e, depois, aos estudantes que planejam pleitear a bolsa e têm desejo de vivenciar o intercâmbio. Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade que tive, pelos vários motivos que já mencionei anteriormente. Se não fosse pela visão altruísta e verdadeira dos professores que organizam e se preocupam em manter a iniciativa para garantir a sua manutenção, não teríamos a oportunidade de crescermos com essa experiência incrível, e compartilhá-la posteriormente, com quem convive conosco, e para com o desenvolvimento de nossa profissão.

Também quero dividir com os estudantes a minha visão sobre os momentos de tensão e expectativa que se criam quando se está pleiteando a bolsa. Não há regra nem modelo a seguir para conquistar a vaga para o intercâmbio. O mais importante para mim foi o desejo verdadeiro de conhecer a pesquisa no exterior dentro da área que busquei o estágio. O envolvimento com a pesquisa dentro da própria Santa Casa de São Paulo é essencial para o amadurecimento em entender o que significa, na prática, estar envolvido em um projeto de pesquisa. Tenha confiança em si e acredite na possibilidade de conquistar, com desejo verdadeiro, essa oportunidade maravilhosa. E boa sorte!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 80, em 16/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: 60 dias imersos em renomados centros de estudo e pesquisa

Giulia Siqueira-Galfano

Giulia Siqueira Galfano

Denominando como: “uma oportunidade incrível” a experiência adquirida nos 60 dias em que conheceu – por meio do Programa Pesquisadores do Futuro da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –, o Dana-Farber Cancer Institute – Harvard Medical School, Giulia Siqueira Galfano, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ainda teve a sorte de ser selecionada com as colegas Livia Maria Gruber Holland (também do 4º ano) e Giuliana D’Amaro (3º ano). “Não tenho do que reclamar; foi bom em todos os aspectos: o curso, as acomodações”, comenta Giulia.

A futura médica ainda menciona que estava bem amparada, não somente pelos recursos que o programa Pesquisadores do Futuro ofereceu à aluna e às colegas de curso, mas também pelos orientadores, sem contar a experiência adquirida no trabalho realizado no renomado instituto americano de pesquisa e tratamento de câncer.

“O Dana-Farber é um instituto de Câncer ligado ao Boston Children’s Hospital. Lá pudemos observar na prática a integração da pesquisa com a clínica. Os médicos estavam sempre atualizados e aplicando os mais novos tratamentos. Consegui perceber na prática a importância da pesquisa clínica, não só para o meio acadêmico, mas também para os pacientes. Destaco a importância do intercâmbio de conhecimento entre diferentes centros ao redor do mundo”, finaliza a futura médica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 79, em 2/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: apoio fundamental para a pesquisa na área da saúde

Tamara-dos-Santos-Domingues

Tamara dos Santos Domingues

Nem sempre considerada uma condição nata para o indivíduo, o interesse pela pesquisa pode ser despertado a qualquer instante e, geralmente, surge durante a vida acadêmica. “Fui me interessando pela área de pesquisa, então identifiquei no programa Pesquisadores do Futuro uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre essa área”, revela Tamara dos Santos Domingues, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Tamara, por meio do programa Pesquisadores do Futuro, ficou por dois meses estudando na University of Minnesota, EUA “Tive a chance de entrar em contato com o funcionamento de pesquisa dentro de uma grande universidade em um país onde essa área é reconhecidamente valorizada. Trabalhei com coleta de dados de epidemiologia em câncer infantil e, para isso, tive de estudar sobre o assunto para entender melhor sobre a oncologia pediátrica. Portanto, com certeza me acrescentou conhecimento acadêmico e, além disso, foi uma verdadeira experiência de vida para amadurecimento e crescimento pessoal”, completa a aluna.

Para ela, o maior desafio foi, com certeza, o de ficar sozinha. “Sempre fui uma pessoa muito apegada a amigos e família, então ir para outro país sem ter ninguém que eu conhecesse foi um pouco assustador no começo”, lembra Tamara. Para lidar com o receio, a estudante conta que buscou enxergar as vantagens da oportunidade, como o aprimoramento do idioma inglês, o crescimento pessoal e o amadurecimento.

Aos colegas que vierem a passar pela experiência, a futura médica aconselha que aproveitem ao máximo todos os momentos e oportunidades que surgirem nos dois meses do Programa. “O sucesso desse intercâmbio depende muito da iniciativa de cada aluno que participa, então faça valer a pena, porque a saudade que vem depois é grande. Lembre-se que o programa Pesquisadores do Futuro é uma oportunidade de ter uma visão diferente sobre pesquisa e sobre Medicina em geral, além de toda a experiência pessoal de se passar um tempo em um lugar completamente diferente daquele a que estamos acostumados”, conclui.

No próximo boletim

Mirna Mansour Abou Rafée, aluna do 4º ano do curso de Graduação em  Fonoaudiologia irá relembrar os dias em que estudou na Yale University, em New Haven, Connecticut, Estados Unidos.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.