Alunos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP apresentam trabalhos em congressos internacionais

Igor-e-Luca-Medicina-Faculdade-Santa-CasaNo início de 2017, estudantes do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram do “Pesquisadores do Futuro”, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP.

Dentre os participantes, estão os alunos Igor Prado Generoso, do 2º ano, e Luca Fasciolo Maschião, do 3º ano, que passaram três meses na University of California, em São Francisco (EUA). Na oportunidade, os estudantes desenvolveram dois projetos, sob a orientação da Dra. Maria Amélia Veras, professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP.

Igor abordou o tema “Prevalência de sífilis e HIV entre homens que fazem sexo com homens de São Paulo”, comparando dados de 2011 com 2016: “Quase não existem dados nacionais sobre sífilis entre esse público; com a comparação de dados de 2011, pudemos observar como essas doenças estão se comportando nessa população, se há um aumento ou queda nas infecções”, afirma o aluno.

Luca, por sua vez, tratou do tema “Uso de hormônio e acesso a esse serviço entre mulheres trans de São Paulo”. O projeto tem como objetivo caracterizar os fatores associados com o uso de hormônios sem prescrição por mulheres transexuais e travestis no estado de São Paulo. “Sabemos que a hormonoterapia é uma das maiores demandas dessa população, que, por diversos mecanismos, não tem acesso a serviços de saúde capacitados. Isso frequentemente leva ao uso sem prescrição ou supervisão médica, o que pode acarretar em diversas complicações de saúde”, conta o estudante.

Segundo os estudantes, o envolvimento no Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT (NUDHES), coordenado pela Dra. Prof.ª Maria Amélia Veras, foi a principal motivação para desenvolverem essas pesquisas.

“Pelo grupo, tive oportunidade de entrar em contato com a realidade das mulheres transexuais e travestis, observando a precariedade de sua condição social, mas também admirando sua resiliência e orgulho por suas identidades, lutando num mundo que as discrimina e as marginaliza sistematicamente. A pesquisa foi o caminho que encontrei para contribuir com essa luta”, comenta Luca.

“No grupo, quando estudamos doenças, nossas pesquisas são sempre voltadas para aspectos sociais, vulnerabilidades e prevenção. No momento que iniciei a pesquisa, muito se falava de sífilis na população geral, portanto achei que seria interessante trazer essa discussão para a população de homens que fazem sexo com homens também”, afirma Igor.

Reconhecimento
Entre os dias 23 e 26 de julho, Luca apresentará seu trabalho na 9ª IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), a maior conferência científica de Aids, HIV e temas relacionados, que acontecerá em Paris. Igor, por sua vez, terá seu trabalho apresentado na World STI and HIV Conference, conferência internacional organizada pela ISSTDR (International Society for Sexually Transmitted Diseases Research), que ocorre de dois em dois anos em diversos países. Neste ano, a conferência será realizada no Rio de Janeiro e acontecerá juntamente com o congresso da Sociedade Brasileira de Aids.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 110, em 9/5/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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FCMSCSP promove a 4ª Jornada de Intercâmbios

jornada-intercambios-fcmscspCom o objetivo de esclarecer aos estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) as diversas modalidades de intercâmbio hoje oferecidas pela Instituição durante a graduação, inclusive sobre os métodos de seleção e as experiências proporcionadas no exterior, o Núcleo de Relações Internacionais da Faculdade, o Departamento Científico Manoel de Abreu e o Centro Acadêmico Manoel de Abreu organizaram a 4ª Jornada de Intercâmbios da FCMSCSP. Haverá ainda o encerramento do Projeto Pesquisadores do Futuro – Edição 2015/16. Nesta ocasião, os alunos beneficiados pelo projeto contarão suas experiências.

O evento, que será realizado no dia 6 de julho de 2016, quarta-feira, das 17h às 19h00, nos Auditórios Emílio Athié e Paulo Augusto Ayrosa Galvão, contará com a presença de alunos dos três cursos de graduação da Faculdade Santa Casa de São Paulo (Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia), assim como a dos professores pertencentes ao Núcleo de Relações Internacionais da FCMSCSP e de representantes da Diretoria da Faculdade.

A programação do evento pode ser conferida no Portal FCMSCSP: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Ainda caloura, Giuliana Olivi Tanaka, hoje aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, se encantou com a oportunidade de conseguir um intercâmbio e pelo desejo de experimentar o que seria uma pesquisa em uma instituição no exterior. E, por meio do Pesquisadores do Futuro 2014/2015, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP, a estudante teve a oportunidade de conhecer outra cultura, pessoas novas, aprender e vivenciar uma nova rotina durante o período que estudou, com a colega de graduação, Stéfany Franhan Barbosa de Souza, no Institut de Prestacions D’Assistència al Personal (Pamem); Parc Sanitari pere Virgili de Barcelona e Consorci Sanitari del Maresme, ambos em Barcelona, na Espanha.

Conectar: Pode nos contar, brevemente, como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Giuliana: O programa é uma verdadeira experiência de vida. É maravilhoso de todas as formas possíveis. Viver essa conquista nos oferece a oportunidade de crescer, não apenas no conhecimento na área de pesquisa e no meio médico. Mas crescer como pessoa. Conviver com uma cultura diversa e nova rotina, um modo novo de agir diante do que sempre se está acostumado. É incrível como conseguimos absorver um aprendizado, literalmente, que se leva para vida. Você muda, passa a perceber seu modo de pensar e agir diferente. Vê novos caminhos para trilhar, pessoal e profissionalmente. E ainda mais, enxerga a possibilidade de trazer o melhor que viu para si, que pode se estender para seu meio de trabalho, para as pessoas com quem convive, com desejo de trazer novos desenvolvimentos para a área profissional.

Conectar: Durante os meses em que ficou no programa, qual foi o maior desafio que enfrentou? Como você lidou com ele?
Giuliana: O estágio foi um desafio como um todo. Depois da euforia de conseguir a vaga tão desejada, começou a preocupação com a ideia de viajar pela primeira vez por um período longo, sob minha própria responsabilidade. O conhecimento de representar a Faculdade perante outra instituição e o desafio de ter que tomar a decisão na escolha da hospedagem, na passagem e no cuidado com si próprio. A impressão era: “sou a maior protagonista pelas minhas escolhas, pela responsabilidade e suas consequências”. É um desafio abrir-se ao “novo”, aceitar conhecê-lo e entendê-lo. Outro ponto é a língua. Quando estamos acostumados com a língua do país de origem, os desafios diários são outros. Quando se experimenta, de repente, uma língua diversa da sua, que agora é o meio que deve se expressar corriqueiramente, isso exige um esforço próprio maior, principalmente no início. Mas, com o tempo, você descobre o quanto é capaz de aprender e fazer novas conquistas.

Conectar: Como você definiria o programa Pesquisadores do Futuro?
Giuliana: A iniciativa, antes de tudo, é uma imensa oportunidade. E é um grande privilégio para aqueles, que assim como eu, puderam experimentar a maravilha que é a troca de experiências e o aprendizado, que se leva para a vida. Aumenta-se o networking, constroem-se novas pontes entre as pessoas que conhece, compartilha-se aprendizado. Você passa a entender, literalmente, o que significa “voltar diferente”. Não apenas expande sua visão sobre a área de estudo, mas enriquece seu conhecimento sobre diversos campos, inclusive da vida pessoal.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomendaria a esses colegas?
Giuliana: Aconselharia: mantenha-se sempre aberto a novas descobertas; conheça pessoas novas e suas formas de pensar e agir. Pois, acredito que essa é a possibilidade de criar relações saudáveis, que te ajudam a crescer e expandir sua visão como estudante e futuro profissional. Aceite que descobrir o “novo e diferente” é a melhor forma de reter novos aprendizados. Não tenha medo de querer saber mais, de se abrir ao diferente. Quando estamos em um meio diverso do nosso, as oportunidades estão por todo lado e o aprendizado também.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Giuliana: Gostaria de deixar uma mensagem à Comissão organizadora do programa e, depois, aos estudantes que planejam pleitear a bolsa e têm desejo de vivenciar o intercâmbio. Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade que tive, pelos vários motivos que já mencionei anteriormente. Se não fosse pela visão altruísta e verdadeira dos professores que organizam e se preocupam em manter a iniciativa para garantir a sua manutenção, não teríamos a oportunidade de crescermos com essa experiência incrível, e compartilhá-la posteriormente, com quem convive conosco, e para com o desenvolvimento de nossa profissão.

Também quero dividir com os estudantes a minha visão sobre os momentos de tensão e expectativa que se criam quando se está pleiteando a bolsa. Não há regra nem modelo a seguir para conquistar a vaga para o intercâmbio. O mais importante para mim foi o desejo verdadeiro de conhecer a pesquisa no exterior dentro da área que busquei o estágio. O envolvimento com a pesquisa dentro da própria Santa Casa de São Paulo é essencial para o amadurecimento em entender o que significa, na prática, estar envolvido em um projeto de pesquisa. Tenha confiança em si e acredite na possibilidade de conquistar, com desejo verdadeiro, essa oportunidade maravilhosa. E boa sorte!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 80, em 16/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: 60 dias imersos em renomados centros de estudo e pesquisa

Giulia Siqueira-Galfano

Giulia Siqueira Galfano

Denominando como: “uma oportunidade incrível” a experiência adquirida nos 60 dias em que conheceu – por meio do Programa Pesquisadores do Futuro da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –, o Dana-Farber Cancer Institute – Harvard Medical School, Giulia Siqueira Galfano, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ainda teve a sorte de ser selecionada com as colegas Livia Maria Gruber Holland (também do 4º ano) e Giuliana D’Amaro (3º ano). “Não tenho do que reclamar; foi bom em todos os aspectos: o curso, as acomodações”, comenta Giulia.

A futura médica ainda menciona que estava bem amparada, não somente pelos recursos que o programa Pesquisadores do Futuro ofereceu à aluna e às colegas de curso, mas também pelos orientadores, sem contar a experiência adquirida no trabalho realizado no renomado instituto americano de pesquisa e tratamento de câncer.

“O Dana-Farber é um instituto de Câncer ligado ao Boston Children’s Hospital. Lá pudemos observar na prática a integração da pesquisa com a clínica. Os médicos estavam sempre atualizados e aplicando os mais novos tratamentos. Consegui perceber na prática a importância da pesquisa clínica, não só para o meio acadêmico, mas também para os pacientes. Destaco a importância do intercâmbio de conhecimento entre diferentes centros ao redor do mundo”, finaliza a futura médica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 79, em 2/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: apoio fundamental para a pesquisa na área da saúde

Tamara-dos-Santos-Domingues

Tamara dos Santos Domingues

Nem sempre considerada uma condição nata para o indivíduo, o interesse pela pesquisa pode ser despertado a qualquer instante e, geralmente, surge durante a vida acadêmica. “Fui me interessando pela área de pesquisa, então identifiquei no programa Pesquisadores do Futuro uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre essa área”, revela Tamara dos Santos Domingues, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Tamara, por meio do programa Pesquisadores do Futuro, ficou por dois meses estudando na University of Minnesota, EUA “Tive a chance de entrar em contato com o funcionamento de pesquisa dentro de uma grande universidade em um país onde essa área é reconhecidamente valorizada. Trabalhei com coleta de dados de epidemiologia em câncer infantil e, para isso, tive de estudar sobre o assunto para entender melhor sobre a oncologia pediátrica. Portanto, com certeza me acrescentou conhecimento acadêmico e, além disso, foi uma verdadeira experiência de vida para amadurecimento e crescimento pessoal”, completa a aluna.

Para ela, o maior desafio foi, com certeza, o de ficar sozinha. “Sempre fui uma pessoa muito apegada a amigos e família, então ir para outro país sem ter ninguém que eu conhecesse foi um pouco assustador no começo”, lembra Tamara. Para lidar com o receio, a estudante conta que buscou enxergar as vantagens da oportunidade, como o aprimoramento do idioma inglês, o crescimento pessoal e o amadurecimento.

Aos colegas que vierem a passar pela experiência, a futura médica aconselha que aproveitem ao máximo todos os momentos e oportunidades que surgirem nos dois meses do Programa. “O sucesso desse intercâmbio depende muito da iniciativa de cada aluno que participa, então faça valer a pena, porque a saudade que vem depois é grande. Lembre-se que o programa Pesquisadores do Futuro é uma oportunidade de ter uma visão diferente sobre pesquisa e sobre Medicina em geral, além de toda a experiência pessoal de se passar um tempo em um lugar completamente diferente daquele a que estamos acostumados”, conclui.

No próximo boletim

Mirna Mansour Abou Rafée, aluna do 4º ano do curso de Graduação em  Fonoaudiologia irá relembrar os dias em que estudou na Yale University, em New Haven, Connecticut, Estados Unidos.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: uma forma de aprimorar ainda mais o conhecimento na área da saúde

Jorge-Michel-Antonopoulos

Jorge Michel Antonopoulos

Após conversar com colegas que já participaram de intercâmbios, Jorge Michel Antonopoulos, aluno do 3º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, resolveu concorrer à bolsa Tide Setúbal pelo Programa Pesquisadores do Futuro. Já interessado na International Agency for Research on Câncer (IARC), em Lyon, França, Jorge Michel embarcou para a Europa para viver uma nova experiência. Confira!

Conectar: Por que optou pela IARC?
Jorge: Me interessei bastante pela IARC/WHO (CIRC/OMS) ou Centro Internacional de Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial da Saúde. Não é uma faculdade ou instituição de ensino, trata-se de um complexo com diversas divisões, como epidemiologia, genética, entre outras, que visa realizar estudos moleculares e populacionais a respeito de diversas patologias que podem influenciar no desenvolvimento do câncer. Sendo assim, me interessei tanto pelo assunto de estudo quanto por aquilo que a instituição poderia oferecer. Além de trabalhar em laboratórios de medicina molecular, tive a oportunidade de assistir palestras de grandes pesquisadores de outras instituições, sobre suas pesquisas, por exemplo: Universidade de Madrid, Universidade de Paris, Harvard, MIT etc.

Conectar: Como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Jorge: A experiência foi muito ampla. Desde trabalhar em laboratório até ter a oportunidade de assistir palestras dos mais variados temas com profissionais de importantes centros de pesquisa, a IARC proporcionou uma experiência única no mundo da pesquisa. Nos laboratórios, por mais que já tenha visto a matéria de medicina molecular, pude aprender conceitos novos, dos quais nem sequer sabia da existência, além de aprimorar o conhecimento que já tinha a respeito de sequenciamento, técnicas de extração e amplificação de material genético (PCR). No fim do estágio, também pude conhecer e discutir sobre o ELN (Electronic Laboratory Notebook). Assim como na FCMSCSP, na IARC todos os procedimentos em laboratório devem ser registrados. Há aproximadamente quatro anos, a IARC desenvolveu um sistema eletrônico para esses registros, facilitando a correção do conteúdo, o seu acesso controlado e o compartilhamento de dados. Conversei com os desenvolvedores da ideia, que me auxiliaram a desenvolver uma máquina virtual do mesmo sistema (ELN-VM ou Electronic Laboratory Notebook – Virtual Machine).

Conectar: Como você definiria o Programa Pesquisadores do Futuro?
Jorge: Trata-se de um projeto muito interessante, mas consegui compreender mesmo o seu funcionamento quando comecei meu trabalho na IARC. Antes de viajar, não tinha ideia de quão importante e interessante é a IARC. Sabia que a experiência seria muito boa, mas não fazia ideia que ao final do período gostaria de permanecer mais tempo e inclusive voltar à IARC para uma pós-graduação.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomenda?
Jorge: Com certeza é inviável ir à IARC sem conhecer técnicas de laboratório, informática básica, inglês e francês. No meu grupo (GCS), tudo está relacionado à PCR e sequenciamento, ou à programação em UNIX, para o desenvolvimento de softwares de estatística. E, durante os intervalos, todos falavam francês. Embora saber programação não seja absolutamente essencial, saber como fazer um PCR (e como funciona) bem como um sequenciamento e análise dos resultados, torna sua experiência completa. Tive a sorte de me enquadrar em quase todos os itens, exceto pelo francês, pois eu tinha pouco conhecimento da língua no início, mas ao final do período, fui capaz de compreender e interagir.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Jorge: Em relação à cidade de Lyon, talvez valha a pena descrever algo. Trata-se da segunda maior cidade da França, é extremamente segura e acessível. O transporte público é muito eficiente e há diversos locais para se visitar. Está localizada na região centro-sul da França, estando muito próxima da Itália (Turim), Suíça (Genebra), Espanha (Barcelona). Todos os locais são acessíveis via TGV (trem bala) e durante os fins de semana você pode visitar esses países bem como a região sul da França, como, por exemplo, Avignon ou Annency. Lyon é a capital gastronômica da França também e tem a maior concentração mundial de restaurantes com três estrelas Michelin.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: oportunidade de mergulhar em uma nova cultura

Rodrigo-Salmeron-de-Toledo-Aguiar

Rodrigo Salmeron de Toledo Aguiar

Não há melhor definição para um programa de intercâmbio, como o Pesquisadores do Futuro, do que a palavra de quem já vivenciou a experiência na prática: “A iniciativa foca em levar alunos para ter contato com importantes pesquisadores no exterior. Esse contato desenvolve o pensamento crítico do aluno, como também o ensina melhor as etapas de uma pesquisa e como realizá-la. O estudante consegue destinar 100% do seu tempo à pesquisa no programa, o que, com certeza, aumenta a produtividade e o aprendizado”, define Rodrigo Salmeron de Toledo Aguiar, aluno do 4º ano de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O futuro médico teve a oportunidade de conhecer e estudar no St. Michael’s Hospital, University of Toronto, a maior universidade do Canadá. “A experiência foi muito além das minhas expectativas. Consegui vivenciar outro sistema de saúde, avançar nos meus conhecimentos na área científica, conhecer médicos e pesquisadores de outro país, mas de uma forma mais intensa do que eu poderia imaginar. Acrescentou-me, principalmente, na melhora do vocabulário médico em inglês, além do avanço no conhecimento de realizar uma pesquisa e provável publicação”, comenta o aluno sobre a vivência.

Para Rodrigo, nos meses em que ficou no programa, um dos muitos desafios enfrentados foi o de administrar o seu tempo para a organização de todas as leituras necessárias – tanto a de artigos científicos quanto a de livros em temas diversos – que a experiência internacional lhe proporcionava para, em uma etapa seguinte, escrever um artigo científico.

Edição 2015/2016
Administrado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI), o Programa Pesquisadores do Futuro já selecionou os novos participantes para o ano 2015/2016. Para os colegas que estarão embarcando na experiência, Rodrigo recomenda: “Não se inibam quando tiverem dúvidas; o programa serve para aprender. Também falem ao máximo o inglês para treiná-lo. Corram atrás dos orientadores para usufruírem 100% do tempo no exterior produzindo”. Confira no Portal da FCMSCSP a relação dos alunos participantes nesse novo período.

 

No próximo boletim

Jorge Michel Antonopoulos, aluno do 3º ano de Graduação em Medicina, comenta a sua experiência no International Agency for Research on Câncer (IARC), Lyon, França.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 75, em 6/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.