Consumo incorreto de shakes pode ocasionar desnutrição e perda da massa muscular

Os shakes se tornaram uma opção para quem busca perder peso. Os produtos, que viraram moda, prometem emagrecimento rápido e saudável, e visam substituir as refeições diárias. Porém, as substâncias contidas nestes preparados podem oferecer riscos à saúde.

O Dr. João Eduardo Nunes Salles, profesDr. João Eduardo Nunes Salles, professor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulosor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, afirma que o emagrecimento prometido pelas bebidas pode vir acompanhado da redução de nutrientes, minerais e vitaminas importantes para o corpo.

“Devido à falta de substâncias, o consumo do shake pode causar desnutrição e a perda não só de massa gorda, mas também da massa muscular. Existem muitos produtos no mercado que não contemplam os macronutrientes, compostos por carboidratos, proteínas e gorduras. Além disso, eles podem ocasionar diminuição dos micronutrientes, que são as vitaminas e os minerais”, declara.

Segundo o especialista, esses nutrientes não podem ser suspensos ou substituídos da dieta. Para ele, os shakes constituem uma opção de perda de peso, desde que não sejam, exclusivamente, o único plano alimentar.

“Antes de consumir o produto, o indivíduo deve verificar quais são os componentes dessa bebida e se oferece as substâncias necessárias para o corpo humano. Outra questão é que ela não deve substituir todas as refeições. O interessante é substituir no máximo uma. Afinal, uma dieta saudável não deixa de lado a pirâmide alimentar”, explica.

A pirâmide alimentar é composta por:

• Carboidratos – pães, massas, arroz, batata, cereais, entre outros.

• Verduras e legumes – são alimentos que contêm ferro, fibras, sais minerais e vitaminas.

• Frutas – são ricos em várias vitaminas.

• Carnes, ovos e grãos – feijão, lentilha, grão-de-bico, nozes, castanhas, entre outros.

• Laticínios (leite e derivados) – são ricos em minerais e proteínas.

• Lipídios (óleos e gorduras) e açúcares – manteigas, maionese, creme de leite, doces em geral, entre outros.

O endocrinologista indica o shake para aqueles que não conseguem tomar café da manhã, ou têm dificuldades em almoçar por causa do tempo e acabam ingerindo alimentos não saudáveis. “Existem pessoas que substituem o almoço por um salgado ou fast food, então por que não tomar um shake? Há produtos no mercado que contemplam os macronutrientes, basta saber escolher”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 37, em 25/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Especialista alerta: a cada 60 segundos uma pessoa tem um membro amputado por causa do diabetes

De acordo com o Dr. João Eduardo Nunes Salles, professor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, atualmente, o Brasil conta com 13,5 milhões de diabéticos dos quais 50% não sabem que possuem a doença. “No mundo, a cada 60 segundos uma pessoa tem um membro do corpo amputado por conta do problema. Para realizar o tratamento correto, devem ser ampliadas a conscientização e a procura pelo exame diagnóstico”, afirma.

O professor explica que os primeiros sintomas da doença são: perda de peso, aumento da frequência urinária e do apetite, cansaço muscular, turvação visual e infecção de urina e/ou ginecológicas. “Quando a glicose fica elevada há o comprometimento dos vasos sanguíneos da retina, o que leva a menor irrigação do local e, consequentemente, afeta a visão. Hoje, o diabetes é a maior causa de cegueira do mundo”, declara.

Segundo o Dr. Salles, o número de crianças diabéticas, principalmente do tipo 1, também aumentou. “Nesses casos, os portadores desse tipo de diabetes precisam de injeções diárias de insulina, pois sua produção pelo organismo é insuficiente”, explica.

Já o tipo mais comum é o 2 que ocorre geralmente em pessoas obesas. Nessa situação, há a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pelo excesso de peso. “O grupo de risco inclui indivíduos com mais de 40 anos, com circunferência abdominal maior que 102 centímetros para homens e 88 para mulheres, triglicérides elevado, colesterol bom baixo e hipertensão arterial”, enfatiza.

Para o especialista, a gravidade do diabetes está relacionada ao seu controle. “Não existe diabetes mais ou menos grave, existe a controlada e a descontrolada. É importante ressaltar que com o tratamento correto, a pessoa pode levar uma vida normal”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 30, em 13/11/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.