Saiba como evitar erros com a pele no inverno

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Dr. Marcus Maia, professor de Dermatologia da FCMSCSP

Diferente do que se pensa, os cuidados com a pele no inverno são tão importantes como no verão. Isso porque, nesta época do ano, a transpiração do corpo – que produz hidratação natural – é menor e pode causar ressecamento da pele. No inverno, por exemplo, um dos erros mais comuns e que prejudicam a pele são os banhos quentes e prolongados.

De acordo com o Dr. Marcus Maia, professor de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a combinação de banhos escaldantes e uso exagerado de sabonete pode desidratar completamente a pele. “O mais indicado é tomar um banho morno, rápido e usar pouco sabonete. Fazer isso é muito difícil, mas é preciso quebrar um hábito de tomar banhos muito quentes”, conta. Para aqueles que possuem a pele mais seca, o dermatologista recomenda ainda usar hidratantes após o banho.

Outro erro recorrente é não usar protetor solar, uma vez que a radiação do sol (infravermelha) é menos intensa nessa época, mas a radiação ultravioleta, que causa danos à pele, contínua. No entanto, Dr. Marcus afirma que essa deve ser uma preocupação especial das pessoas que possuem pele e olhos claros e quem trabalha em ambientes onde a exposição ao sol é mais forte: “Esses fatores dependem do seu tipo de pele, depende do lugar em que você está. Se for para a praia, por exemplo, e tiver uma pele mais sensível, é essencial se proteger.”

Os lábios também são grandes prejudicados durante o frio. O contato com o vento e o tempo seco os ressacam e, na tentativa de hidratá-los, outro erro é cometido: o de passar a língua para “umedecer” os lábios. “A saliva funciona como um ‘detergente’. Evite passar a língua nos lábios, isso agrava a situação e os deixa ainda mais ressecados. Nesse caso, utilize hidratantes labiais”, recomenda o médico.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 91, em 28/6/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Vitiligo e psoríase não são doenças contagiosas

Rosana Lazzarini, professora de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloA falta de conhecimento pode provocar constrangimentos ou desconforto para os indivíduos acometidos por determinadas doenças. Pessoas com psoríase ou vitiligo, por exemplo, podem sofrer preconceito e discriminação, tendo em vista que, além de enfrentar os sintomas causados pelas enfermidades, podem acabar sendo vítimas de exclusão.

O vitiligo é uma doença cutânea, em que ocorre perda do pigmento em certas áreas da pele, resultando em manchas brancas irregulares, por acometer as células produtoras de melanina, destruindo-as. O problema atinge principalmente as áreas do rosto, cotovelos, joelhos, mãos, pés e órgãos genitais. De acordo com Rosana Lazzarini, professora de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, trata-se de uma doença do sistema imunológico, cujo diagnóstico baseia-se exclusivamente nos aspectos clínicos.

“Apesar de ser uma dermatose benigna, traz grandes danos psicológicos aos portadores. O tratamento é muito difícil e está relacionado com a tentativa de repigmentar as áreas da pele que perderam a cor normal. Uma das estratégias utilizadas é o uso da fototerapia. Este procedimento é fundamentado no uso da radiação UV de forma terapêutica, em cabines específicas. A doença não é contagiosa e não há método preventivo”, afirma.

Já a psoríase causa vermelhidão e irritação em determinadas regiões do corpo. Os sintomas incluem pele com eritema e descamação. Para a professora, essa é uma doença comum na pratica diária do dermatologista. Trata-se de um problema crônico que alterna entre períodos de calmaria e exacerbação, podendo se manifestar em áreas localizadas ou de forma mais extensa, comprometendo toda a pele.

“Apesar de acometer 5% da população mundial, muitas pessoas e até alguns médicos não conhecem a doença, o que causa transtornos aos pacientes, como a piora provocada pelo uso de medicações inadequadas, como os corticosteroides sistêmicos”, explica.

Fatores psicológicos e o uso de certos remédios podem piorar o quadro da psoríase. O tratamento da doença pode ser realizado com medicamentos sistêmicos ou de uso tópico, além da fototerapia. Assim como o vitiligo, ela também não é contagiosa.


Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 40, em 9/5/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Dermatologista dá dicas para manter a pele saudável neste verão

Alguns cuidados são necessários para manter a saúde durante o verão, principalmente, em relação à pele para aqueles que pretendem aproveitar a estação para se bronzear. Ressecamento, manchas, envelhecimento e até mesmo câncer são algumas das consequências da exposição ao sol sem Dra. Ida Duarte, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Pauloproteção e em excesso. De acordo com a Dra. Ida Duarte, dermatologista e professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a orientação quanto ao horário ideal para tomar sol é muito importante. Indica-se até às 10h30 e, à tarde, a partir das 16h, pois estes horários apresentam menor quantidade de emissão de raios ultravioleta B, os quais resultam em queimaduras e podem levar à formação do câncer de pele.

O uso do protetor solar também é primordial para a prevenção, mas é necessário adequar este tipo de proteção à localização na pele. Por exemplo, o protetor para o rosto deve indicar menor oleosidade para que se possa evitar a obstrução dos poros da pele, já o de uso corporal deve ser de acordo com o tipo de pele (mista, seca ou oleosa). Homens com muito pelo no corpo podem utilizar protetores líquidos ou em gel.

A escolha do tipo de roupas e acessórios também é fundamental, bem como o uso de óculos e chapéus, principalmente nas praias. Existem tecidos que proporcionam maior proteção ao sol, como algodão e poliéster, entre outros, que impedem a penetração de raios ultravioleta. “Evite ainda tomar diversos banhos ao dia. Use pouco sabonete e se banhe em água morna para não ressecar a pele. Valem ainda as recomendações de beber muita água, o que irá contribuir para a saúde no geral, e analisar as condições de balneabilidade da praia que irá frequentar, pois o risco de infecções e bactérias aumenta muito no verão”, fala a Dra. Ida. A especialista ressalta também que, além de queimadura, a exposição excessiva ao sol pode causar manchas escuras e bolhas na pele. Caso ocorra algum problema epidérmico, a pessoa deve procurar imediatamente um médico para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 8, em 12/12/2012. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.