Câncer do colo do útero: prevenção e tratamento

Dra. Luisa Lina Villa, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV

Dra. Luisa Lina Villa, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV

Desde março de 2014, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o HPV (papilomavirus humano) no calendário oficial de imunização. A vacina protege de vários tipos de câncer do colo do útero e é aplicada em 3 doses.

Como o assunto tem gerado polêmica, o programa “Edição Saúde” (Mega TV) produziu uma série de reportagens para esclarecer dúvidas a respeito, com a participação de especialistas, entre as quais a Dra. Luisa Lina Villa, coordenadora do Instituto do HPV. Confira, no link a seguir, mais informações sobre o câncer do colo do útero – prevenção e tratamento.

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HPV: papilomavírus humano

Dra. Luisa Lina VillaA Dra. Luisa Lina Villa, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV, participou, em 30/5, do programa Câmara em Pauta, exibido pela TV Câmara Guarulhos, que abordou o tema HPV e a eficácia da vacina contra o papilomavírus. Também estiveram presentes para o debate o Dr. Ricardo Palacios, gerente de pesquisa clínica do Instituto Butantan,  e a Dra. Heloisa Helena, médica e diretora da região do Centro de Saúde de Guarulhos.

Infecções por HPV acometem cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil

Dra. Luisa Lina VilaO HPV (Papilomavírus Humano) provoca, em média, 250 mil mortes por câncer de colo do útero a cada ano no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Dra. Luisa Lina Villa, professora-adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV, a doença também pode causar câncer no pescoço, vagina, pênis e ânus. A Dra. afirma que: “Informações do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, e projeções de estudos epidemiológicos, apontam que no Brasil há cerca de 30 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Por ano, surgem 20 mil novos casos de câncer do colo de útero, causando a morte de oito mil mulheres, pois elas são diagnosticadas tardiamente”.

O vírus é causador de tumores benignos e malignos e pode ser transmitido pelo contato, sendo a relação sexual a principal forma de transmissão. As áreas mais atingidas são: o colo do útero, ânus, pênis, vulva, paredes internas da vagina, além da cavidade oral e orofaringe. Nas mulheres, além das verrugas genitais – que também acometem os homens –, é o causador de diversos graus de neoplasia no colo do útero, responsável pelo câncer do colo uterino.

De acordo com a Dra. Luisa, o uso do preservativo não protege o indivíduo totalmente, pois outras partes do corpo ficam expostas. Ela destaca, ainda que: “a melhor forma de prevenção é se vacinar. A droga protege a pessoa do vírus que causa a maioria das verrugas e também 70% dos cânceres de colo de útero, 50% de pênis e vulva e quase 80% da doença no ânus”.

Sobre os sintomas, a professora explica que, em algumas semanas após contrair o vírus, poderão surgir papilomas ou verrugas, que apesar de benignas são altamente contagiosas. “Além disso, sinais como o prurido nas áreas genital ou anal, dor na relação sexual e sangramento devem levar o indivíduo a se consultar com um médico. Porém, às vezes, não há nenhum indício, então, as pessoas continuam transmitindo o vírus”, comenta.

Dra. Luisa afirma que, de acordo com estudos científicos, está comprovado que homens e mulheres, de nove a 26 anos, devem tomar a vacina. Não há tratamento para o HPV, o indivíduo deve observar as infecções, sendo que, mais de 80% delas, são eliminadas espontaneamente. “Muitas pessoas estão infectadas e não vão apresentar doença alguma. Já outras podem desenvolver algum tipo de tumor maligno ao longo de vários anos. As visitas regulares ao médico são uma ótima forma de saber se o HPV adquirido causou algum problema. Caso apareça alguma verruga ou tumor, há tratamentos que geram grande possibilidade de cura, desde que a detecção seja precoce. A melhor forma de prevenção é a informação”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 10, em 7/2/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br