“A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo me escolheu”

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João Carlos Chazanas

João Carlos Chazanas, ex-aluno do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP, é otorrinolaringologista, diretor social da Associação dos ex-alunos da Santa Casa de São Paulo (Aeasc) e fala ao Conectar sobre a relação que mantém até hoje com os colegas de turma, com a Faculdade, e como a Instituição contribui para o seu desenvolvimento profissional.

Conectar: Como foi sua escolha para a Medicina?
João: Muito difícil de lhe dizer, foi meio que natural, com certa influência do meu irmão mais velho que estudava medicina. Mas acho que desde o primeiro colegial era carreira que eu gostava e queria seguir, acredito que tinha uma imagem diferente de hoje em dia.

Conectar: Quando decidiu que faria o curso na FCMSCSP?

João: Na verdade, foi a Faculdade que me escolheu. A FCMSCSP sempre foi uma instituição de renome, desde a sua fundação em 1960, porque tem grandes professores, grandes profissionais, tem uma grande estrutura. Foi uma felicidade incomensurável meu ingresso.

Conectar: Por que optou por Otorrinolaringologia?
João: Quando comecei o 6º ano, queria uma carreira que fosse mista: cirúrgica e clínica. Passei no estágio da Otorrino, já tinha passado no 4º ano e passei novamente, desde então tive contato com a especialidade. A Faculdade tinha e tem até hoje um Departamento de Otorrinolaringologia que é muito bem estruturado, muito forte, e isso também pesou.

Conectar: Hoje, qual a sua relação com a Faculdade?
João: Tenho uma ligação muito forte com a Instituição, faço parte da Associação dos ex-alunos. A FCMSCSP é uma família. Na profissão da gente isso não é tão difícil de acontecer, porque são grupos pequenos, passamos muito tempo juntos, período integral. Quando entramos, já sentimos a diferença, ao menos era assim quando entrei pela primeira vez na Faculdade, há 36 anos. Não tem aula sobre isso, ninguém te ensina.

Conectar: Como funciona a Aeasc?
João: A Associação dos ex-alunos da Santa Casa de São Paulo tem por objetivo manter a nossa estrutura, a história, a nossa família. Toda família, por maior que seja, tem aqueles que você se relaciona mais e os que se relaciona menos, mas todos vestem a mesma camisa e empunham a mesma bandeira. Nós tínhamos um objetivo nobre que era a manutenção de uma área, desapropriada pela prefeitura, para a prática de esporte e reunião social na Barra Funda, isso unia a nossa diretoria, mas infelizmente nós perdemos o espaço. Antigamente, bem no início, quando fundamos a Aeasc, ajudei minimamente, mas apoiei o pessoal mais velho, que participava de reuniões semanais, depois mensais. A associação é relativamente atuante na sua área, sem interesse político nenhum.

Conectar: Já pensou em voltar para a Faculdade?
João: A relação com a Santa Casa é de amor à camisa, isso tem tão pouco e tem diminuindo tanto no mundo. Sempre me cerquei do melhor, os melhores da turma são meus amigos, tenho vontade de voltar, para fazer uma assistência voluntária, ajudar na formação dos alunos, dentro do que eu sei fazer. Eu iria. Sinto falta, é uma questão de tempo para eu voltar para um ambiente que é como a extensão da minha casa.

Conectar: Quais dicas você daria para quem deseja cursar Medicina?
João: Bom, hoje em dia, a pessoa que entra nessa profissão tem que ter mais paixão ainda e respeito pelos mestres. Meu conselho seria: valorize a Instituição que você está entrando, dê valor que você dá para a sua casa. Certamente há outras instituições importantes, mas a FCMSCSP faz parte do hospital-escola mais antigo do estado de São Paulo, tem uma raiz, tem história, exemplos de vida, tem que valorizar.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 72, em 25/8/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Sinusite: especialista alerta que se não for tratada adequadamente, pode evoluir para doenças graves

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, otorrinolaringologista, professor e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, otorrinolaringologista, professor e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A sinusite é caracterizada por um processo inflamatório dos seios da face. Também conhecida por “rinossinusite”, por acometer o nariz, pode ter origem viral, bacteriana ou fúngica. A bacteriana, principalmente, pode se apresentar nos tipos aguda e crônica. A primeira é caracterizada por crises entre 1 dia e 3 meses e a segunda por episódios recorrentes acima desse período.

“A sinusite crônica ainda pode ser caracterizada por aparições com e sem pólipo. É importante observar, pois são situações com evoluções muito diferentes. O indivíduo que apresenta sinusite crônica com pólipo tem maior dificuldade para ficar curado”, afirma o Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor do curso de Graduação em Medicina e professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Comumente confundida com rinite alérgica por compartilhar sintomas, o paciente com sinusite apresenta: nariz entupido, secreção amarelada em um dos lados ou ambos os seios da face e voz anasalada. Em alguns casos, o indivíduo apresenta febre, porém sempre baixa.

“A sinusite também acomete crianças, que compartilham sintomas dos adultos e tosse. É importante ficar atento aos sintomas, pois em quadros diagnosticados como sinusite, apresentar febre alta, pode significar evolução para um caso mais grave. Ela pode evoluir para uma complicação orbitária (nos olhos), com inchaço e vermelhidão e, se extremo, pode provocar cegueira” explica o professor. “Além disso, também pode ter evolução para complicação intracraniana como meningite, por exemplo. E não são casos raros. Por isso, sempre que uma crise de resfriado durar mais de 10 dias, é necessário procurar um profissional para o tratamento adequado”, alerta.

O especialista comenta que a sinusite é um processo inflamatório com início, meio e fim. Portanto, é incorreto dizer que uma pessoa possui a disfunção. “Pessoas que possuem rinite alérgica e não a tratam, que têm desvio do septo ou que trabalham em ambientes como frigoríficos, chapa, minas de carvão ou escritórios com ar condicionado forte têm maior facilidade de desenvolver a doença. Porém, não são pacientes que necessariamente terão episódios recorrentes”, afirma.

Para o tratamento da sinusite viral, são indicados medicamentos descongestionantes, analgésicos e a limpeza do nariz com soro fisiológico. “Na situação bacteriana, é necessário o antibiótico. Se aguda, com amoxicilina e, em alguns casos, com corticoide. Na sinusite crônica, é necessário verificar a origem do problema. Assim, o processo é, na maior parte das vezes, cirúrgico com limpeza dos seios da face”, comenta o Dr. Dolci.

Para prevenir possíveis crises, o professor indica lavar sempre a região do nariz com soro e evitar permanecer muito tempo em locais fechados sem circulação do ar ambiente. “Se o soro da farmácia for caro, o ideal é ferver 1 litro de água com 1 colher pequena de sal. Depois de morna, aplicar no nariz. Isso evita que os processos de inflamação iniciem”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 63, em 22/4/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.