1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo

No dia 19 de maio, sábado, das 8h às 18h, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e o Departamento de Otorrinolaringologia da ISCMSP realizam o 1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo, no Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio da FCMSCSP). As inscrições vão até o dia 18/5, sexta-feira.

Voltado para alunos de graduação em todas as áreas, profissionais de saúde (otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, professores de canto ou cantores) e demais interessados no tema. O objetivo é oferecer mais informações sobre a importância dos cuidados com a voz para atores, artistas, cantores, professores e demais profissionais que utilizam a voz como meio de comunicação.  O evento é coordenado pela Prof.ª Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, fonoaudióloga e pelo Prof. Dr. André de Campos Duprat, otorrinolaringologista, ambos professores da FCMSCSP e pela Prof.ª Renata Santos Bittencourt Silva, médica do Departamento de Otorrinolaringologia da ISCMSP.

Conheça a programação e inscreva-se no 1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo

1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo
Data: 19 de maio de 2018, sábado
Horário: das 8h às 18h00
Local: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 – Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio da FCMSCSP).

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Infecção dos ouvidos em crianças: saiba os cuidados necessários

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Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, professor titular e diretor do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP

Popularmente conhecida por infecção dos ouvidos, a otite média aguda acomete a orelha média e é muito mais frequente em crianças, principalmente em bebês. Isso acontece em virtude de uma formação anatômica do canal auditivo. Os quadros alérgicos e infecções das vias aéreas superiores, mais prevalentes nos períodos de tempo seco e frio, como resfriados, sinusites, rinossinusites, rinites, são as principais causas das otites médias agudas em bebês e crianças.

De acordo com Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, professor titular e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, as crianças de 0 a 3 anos de idade têm maior propensão a desenvolver a otite média aguda porque elas têm a tuba auditiva – canal que comunica o ouvido com o nariz – mais horizontalizado e mais largo. “É muito mais fácil qualquer processo vindo do nariz chegar até a orelha média e desencadear uma infecção”, afirma.

Além disso, segundo o Dr. Dolci, existem crianças que são denominadas como “criança catarral”, que são aquelas que têm repetidos episódios de otite na primeira infância. Algumas com episódios a cada 2 meses e com secreção. São as otites médias supuradas. “São crianças que têm, geneticamente, a característica de serem alérgicas à poeira, ácaro, fungo, pelo de animal, alimentos e têm quadros repetidos de obstrução nasal, levando também ao desenvolvimento da otite”, explica o professor.

Com o tratamento adequado e acompanhamento, os episódios evoluem para a cura, fechando a membrana rompida muito rapidamente. Nesses episódios, a recomendação é afastar a criança da creche ou da escola, porque nesse ambiente sempre há uma criança com quadro viral, como afirma o professor: “O processo, geralmente, é contínuo. As crianças saram e voltam a ter esses quadros. Portanto, a criança catarral, que já tem maior propensão a desencadear a otite, sofre repetidos episódios.”

O especialista ressalta ainda que é fundamental tratar a infecção, pois ela pode evoluir para casos mais graves e complicações intracranianas como meningite, abscesso cerebral. De acordo com ele, não é muito comum que esses quadros evoluam dessa forma, porém os casos também não são raros.

Para a prevenção, é fundamental identificar os fatores que provocam reação alérgica e tratar sempre que esse quadro aparecer, com acompanhamento médico. “Cirurgia é sempre a última opção. Somente é recomendada para crianças que têm adenoidites de repetição, uma hipertrofia ou aumento muito grande da adenoide, que impede de respirar adequadamente”, explica o professor. “Isso porque a partir de 7 ou 8 anos as crianças que apresentaram episódios repetidos de otite já passam a ter uma melhora muito expressiva, com queda brutal na frequência do quadro”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 92, em 12/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Sinusite: especialista alerta que se não for tratada adequadamente, pode evoluir para doenças graves

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, otorrinolaringologista, professor e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, otorrinolaringologista, professor e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A sinusite é caracterizada por um processo inflamatório dos seios da face. Também conhecida por “rinossinusite”, por acometer o nariz, pode ter origem viral, bacteriana ou fúngica. A bacteriana, principalmente, pode se apresentar nos tipos aguda e crônica. A primeira é caracterizada por crises entre 1 dia e 3 meses e a segunda por episódios recorrentes acima desse período.

“A sinusite crônica ainda pode ser caracterizada por aparições com e sem pólipo. É importante observar, pois são situações com evoluções muito diferentes. O indivíduo que apresenta sinusite crônica com pólipo tem maior dificuldade para ficar curado”, afirma o Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor do curso de Graduação em Medicina e professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Comumente confundida com rinite alérgica por compartilhar sintomas, o paciente com sinusite apresenta: nariz entupido, secreção amarelada em um dos lados ou ambos os seios da face e voz anasalada. Em alguns casos, o indivíduo apresenta febre, porém sempre baixa.

“A sinusite também acomete crianças, que compartilham sintomas dos adultos e tosse. É importante ficar atento aos sintomas, pois em quadros diagnosticados como sinusite, apresentar febre alta, pode significar evolução para um caso mais grave. Ela pode evoluir para uma complicação orbitária (nos olhos), com inchaço e vermelhidão e, se extremo, pode provocar cegueira” explica o professor. “Além disso, também pode ter evolução para complicação intracraniana como meningite, por exemplo. E não são casos raros. Por isso, sempre que uma crise de resfriado durar mais de 10 dias, é necessário procurar um profissional para o tratamento adequado”, alerta.

O especialista comenta que a sinusite é um processo inflamatório com início, meio e fim. Portanto, é incorreto dizer que uma pessoa possui a disfunção. “Pessoas que possuem rinite alérgica e não a tratam, que têm desvio do septo ou que trabalham em ambientes como frigoríficos, chapa, minas de carvão ou escritórios com ar condicionado forte têm maior facilidade de desenvolver a doença. Porém, não são pacientes que necessariamente terão episódios recorrentes”, afirma.

Para o tratamento da sinusite viral, são indicados medicamentos descongestionantes, analgésicos e a limpeza do nariz com soro fisiológico. “Na situação bacteriana, é necessário o antibiótico. Se aguda, com amoxicilina e, em alguns casos, com corticoide. Na sinusite crônica, é necessário verificar a origem do problema. Assim, o processo é, na maior parte das vezes, cirúrgico com limpeza dos seios da face”, comenta o Dr. Dolci.

Para prevenir possíveis crises, o professor indica lavar sempre a região do nariz com soro e evitar permanecer muito tempo em locais fechados sem circulação do ar ambiente. “Se o soro da farmácia for caro, o ideal é ferver 1 litro de água com 1 colher pequena de sal. Depois de morna, aplicar no nariz. Isso evita que os processos de inflamação iniciem”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 63, em 22/4/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Curso de Morfologia para Residentes de Otorrinolaringologia

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por intermédio de seu Departamento de Morfologia, acaba de anunciar o lançamento da segunda edição do Curso de Morfologia para Residentes de Otorrinolaringologia. A novidade, no ano em que a Faculdade Santa Casa de São Paulo completa 50 anos, é que o programa também será aberto para residentes de outras instituições e para médicos otorrinolaringologistas, interessados em participar do curso.

Um dia por mês, com início em março e término em junho

Ao todo, o curso terá 20 horas-aula e será oferecido em quatro encontros presenciais. Dessa forma, os residentes em Otorrinolaringologia e médicos otorrinolaringologistas poderão planejar, com antecedência, a participação no programa, sem prejuízo às demais atividades de sua rotina diária.

Curso de Morfologia

Com a coordenação da Dra. Bianca Maria Liquidato e Dra. Mirna Duarte Barros, professoras da Faculdade Santa Casa de São Paulo, o Curso de Morfologia para Residentes de Otorrinolaringologia prevê aulas expositivas e aulas práticas com peças anatômicas dissecadas e pranchas com fotomicroscopias de histologia, embriologia e neuroanatomia. “É uma forma de promovermos a revisão e a atualização para os residentes de Otorrinolaringologia sobre os temas de Morfologia relacionados a essa especialidade”, explica a Dra. Bianca M. Liquidato.

O corpo docente do programa é formado por professores doutores da Faculdade Santa Casa de São Paulo. “Este curso, desenvolvido a partir da ampla experiência e vivência de nossos professores na área de Morfologia, é reconhecido pela qualidade que caracteriza outros programas oferecidos pela Instituição. Será uma experiência enriquecedora receber residentes de outras instituições, que estejam em seu 1º ano de residência, e médicos otorrinolaringologistas nesta 2ª edição do Curso de Morfologia, pois queremos compartilhar com todos o que há de melhor em nosso conhecimento e vivência prática”, conclui Dra. Mirna Barros.

Confira a programação:

Data Horário Tema Carga horária
20/3, quarta-feira (MANHÃ)
  • 9h às 11h
  • 11h às 12h
  • Aula teórica: Embriologia da face e arcos faríngeos
  • Aula prática: Pranchas de Embriologia
3h
17/4, quarta-feira (MANHÃ / TARDE)
  • 9h às 12h
  • 13h às 17h
  • Aula teórica: Anatomia e Histologiados Sistemas Respiratório e Digestório
  • Aula prática: Peças anatômicas, pranchas e lâminas
7h
8/5, quarta-feira (MANHÃ / TARDE)
  • 9h às 12h
  • 13h às 17h
  • Aula teórica: Anatomia Topográfica da Região Parotídea e Pescoço
  • Aula prática: Peças anatômicas
7h
5/6, quarta-feira (MANHÃ)
  • 9h às 11h
  • 11h às 12h
  • Aula teórica: Morfologia da orelha, via auditiva e via vestibular
  • Aula prática: Peças anatômicas e pranchas de Neuroanatomia
3h

 Corpo docente

Professores doutores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (em ordem alfabética): Antonio Cardoso Pinto, Bianca Maria Liquidato, Celina S. B. Pereira, Daniella Franco Curcio, Ieda Millas, Maria de Fátima P. Carvalho e Mirna D. Barros.

 Público-alvo

  • Residentes de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo e também de outras instituições
  • Médicos Otorrinolaringologistas

Vagas limitadas

Inscrições até 15/3/2013 pelo site www.fcmsantacasasp.edu.br.

Investimento

Valor integral: R$ 772,00

Associados da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial) contam com desconto de 30% sobre o valor integral. Total: R$ 540,00

Obs.: o pagamento poderá ser realizado em duas parcelas de igual valor, sendo a 1ª com vencimento até 15/3/2013 e a 2ª até 30/4/2013.

Concluída a 9ª Edição do Projeto de Expedições Científicas e Assistenciais (PECA) da Faculdade Santa Casa de SP

Alunos dos cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizaram a 9ª edição do Projeto de Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), em São Sebastião (SP), entre os dias 24 e 29 de janeiro de 2013.

Nesta reportagem, exibida em 31/1/2013 no Bom Dia São Paulo (Rede Globo), foram apresentados alguns exemplos de atendimento entre as especialidades de Clínica Médica, Ginecologia, Pediatria, Psiquiatria, Urologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Dermatologia, Neurologia, Psicologia, Nutrição, Odontologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Enfermagem e Fonoaudiologia disponíveis durante este grande mutirão da saúde.

Estudantes da Faculdade Santa Casa de SP levam saúde à população

Até a próxima terça-feira, dia 29/1, alunos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo continuam o atendimento à população de São Sebastião (SP) nas atividades previstas no Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA). Confira mais detalhes na reportagem da TV Vanguarda, exibida no sábado, dia 26/1. Clique aqui.

Projeto Expedições Científicas e Assistenciais - PECA 2013

Alunos da Faculdade Santa Casa de SP promovem mutirão de saúde em São Sebastião

Os alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP, com apoio da prefeitura de São Sebastião e da Santa Casa, promovem de 23 a 30 de janeiro um mutirão para atender a população desta região do litoral norte de São Paulo, localizada a cerca de 180 quilômetros da capital. Parte do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), a ação realiza cerca de 700 atendimentos, entre consultas médicas, cirurgias gerais, pequenos procedimentos, exames laboratoriais e de imagem.

A 9ª edição do PECA, que conta ainda com o patrocínio do Instituto do Sono da Unifesp, copatrocínio da Pfizer e colaboração da Associação Paulista de Medicina (APM), Audibel, Urubupungá, Samsung e Instituto do HPV é realizada com a participação de 160 alunos da FCMSCSP – sendo 115 do curso de medicina, 25 estudantes de enfermagem e 20 de fonoaudiologia. Durante seis dias (24 a 29), haverá atendimento nas especialidades de Clínica Médica, Ginecologia, Pediatria, Psiquiatria, Urologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Dermatologia, Neurologia, Psicologia, Nutrição, Odontologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Enfermagem e Fonoaudiologia.

Além das consultas, a ação prevê outras atividades. Por exemplo, enquanto aguardam atendimento, os pacientes poderão participar de ações preventivas, com rodas de discussão sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a Aids; gravidez na adolescência; dengue e câncer de pele. Haverá visitas médicas domiciliares à população e, no dia 24/01, será realizado um curso sobre Visita Domiciliar para profissionais de saúde da região. Outra atividade, voltada para médicos, permite que estes profissionais participem de cirurgias com o objetivo de aperfeiçoamento da técnica de operação por vídeo.

Em 2012, o PECA atendeu 542 pacientes na cidade de Votuporanga. Entre atendimentos e retornos foram feitos um total de 1.729 consultas, 22 cirurgias, 42 consultas fisioterápicas, 36 atendimentos fonoaudiológicos, 123 atendimentos odontológicos e 23 consultas da equipe de psicologia, além dos 256 atendimentos da área de enfermagem e 15 consultas com equipe de nutrição.

Para o professor Paulo Carrara de Castro, do Departamento de Medicina Social da FCMSCSP, é essencial ressaltar que o PECA é uma iniciativa dos alunos, que terão despertada toda uma consciência de responsabilidade social ao entrar em contato com diferenças sociais e culturais e a influência desses fatores no processo de saúde e doença da comunidade. “O projeto permitirá oferecer assistência para uma população bem diferente daquela que demanda a Santa Casa de São Paulo”, conta. Para o diretor da FCMSCSP, Dr. Valdir Golin, é uma opção de vida louvável e uma vivência singular. “Eles deixaram as férias de lado para se dedicar ao trabalho voluntário, que muito irá contribuir para a formação nas áreas da saúde, mas acima de tudo, a humana”, conclui.

 

Confira como foi a ação realizada em 2012: