Osteoporose atinge especialmente mulheres a partir dos 50 anos de idade

Dr. Robert Meves, ortopedista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Robert Meves, ortopedista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A osteoporose é uma fragilidade óssea caracterizada, principalmente, pela diminuição do estrogênio ou da vitamina D no organismo. Geralmente assintomático, o distúrbio atinge muito mais mulheres do que homens a partir dos 50 anos de idade. Isso porque há, nessa idade, uma desaceleração na produção do hormônio feminino, fator que desregula a absorção do cálcio, principal sustento dos ossos.

Nos homens, ainda que mais raro, a osteoporose pode ser causada por problemas metabólicos, falta de vitamina D, de cálcio ou desnutrição. Há ainda casos em que tumores ósseos ou o hiperparatireoidismo desencadeiam a fragilidade.

Em crianças, a disfunção é mais rara. Apenas aquelas que têm deficiência da vitamina D apresentam o quadro.

“O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, exame que avalia a densidade dos ossos. Quando essa se encontra abaixo de 2.5, desvio padrão da população normal, detecta-se então a fragilidade. A ausência dessa análise pode levar a grande morbimortalidade, ou seja, risco de morte, especialmente após fraturas”, explica o Dr. Robert Meves, ortopedista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Entre as medidas preventivas da osteoporose estão a prática de exercícios físicos – especialmente musculação – aliada a uma dieta balanceada rica em cálcio, ferro e vitamina D. Além disso, é recomendado 10 a 15 minutos de exposição a luz do sol todos os dias no período da manhã.

A dica do Dr. Meves é evitar o tabagismo e o consumo excessivo de cafeína. Segundo ele, tais hábitos são prejudiciais à manutenção da saúde dos ossos.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 54, em 18/11/2014. Assine nossa newsletter:
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