Conheça a origem do Outubro Rosa

Laço cor-de-rosa é um símbolo internacional usado por indivíduos, empresas e organizações na luta e prevenção do câncer de mama

O movimento popular conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo e o nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama.

Este movimento nasceu nos Estados Unidos (EUA), onde, no mês de outubro, vários estados tinham ações isoladas referentes ao câncer de mama e mamografia. Posteriormente, com a aprovação do Congresso Americano, outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de- rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

A popularidade do Outubro Rosa conquistou o mundo de forma elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos e culturas.

Os principais focos da campanha são:

  • Divulgar informações gerais sobre câncer de mama;
  • Promover o conhecimento e estimular a postura de atenção das mulheres em relação às suas mamas e à necessidade de investigação oportuna das alterações suspeitas;
  • Informar sobre as recomendações nacionais para o rastreamento e os benefícios e os riscos da mamografia de rotina, possibilitando que a mulher tenha mais segurança para decidir sobre a realização do exame.

Em comemoração ao Outubro Rosa, o serviço de Quimioterapia Ambulatorial da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo realiza no dia 30/10, das 9h às 11h40, uma palestra com o tema “Saúde da Mulher”, ministrada pela Dra. Marineide Prudêncio do Departamento de Oncologia Clínica da ISCMSP e coordenadora do evento. Após a palestra, acontece uma apresentação do Ballet Cisne Negro, no local XXXXX

Por dia, o serviço de Quimioterapia Ambulatorial da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, em média, 45 pacientes.

Texto elaborado por Caroline Souza Gomes Bernardo, na disciplina Estágio Curricular em Enfermagem II, do 8º semestre, do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP, durante o estágio no Unidade de Quimioterapia/Hemocentro, supervisionado pela Prof.ª Mestra Luzia Nahoyo Oka Horiuchi.

Referências: Gazeta do Povo. Você conhece a história do outubro rosa? [online]. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/voce-conhece-historia-outubro-rosa/; Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva [online]. Disponível em: http://www.inca.gov.br/wcm/outubro-rosa/2015/movimento-outubro-rosa.asp
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Seminário “Desenvolvimento de novos radiofármacos para diagnóstico por PET/CT em oncologia”

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Dr. Emérson Soares Bernardes

Em mais uma edição dos seminários promovidos pelo Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, na segunda-feira, dia 4/9, das 12h às 13h30, será apresentada a palestra “Desenvolvimento de novos radiofármacos para diagnóstico por PET/CT em oncologia”. 

O convidado desta edição é o Dr. Emérson Soares Bernardes, Pesquisador Colaborador no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).

O encontro será realizado na Sala 2 do Auditório Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão, rua Dr. Cesário Motta Jr. 112, Vila Buarque – São Paulo (SP) e é coordenado pela Prof.ª Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP.

Inscrições no local.

Doença Falciforme: entre as principais doenças genéticas do mundo

Dr. Rodolfo CançadoO Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, 19 de junho, é uma importante data no calendário da saúde, com reconhecimento pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o Ministério da Saúde, anualmente 3.500 crianças no Brasil nascem com anemia falciforme, uma doença hereditária que está entre as principais doenças genéticas do mundo. A identificação pode ser feita por intermédio do teste do pezinho no recém-nascido.

Para conhecer mais detalhes, confira esta reportagem com a participação do Dr. Rodolfo Cançado, professor adjunto da disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: clique aqui.

Chances de cura do linfoma de Hodgkin chegam a 90%

Dr. Carlos Sérgio ChiattoneO linfoma de Hodgkin é um câncer nos linfócitos, que integram o sistema imunológico do corpo humano. De acordo com o Dr. Carlos Sérgio Chiattone, chefe da disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a doença de Hodgkin faz parte dos mais de 40 tipos de linfomas existentes.

“Linfoma é o nome genérico dos cânceres nas células do sistema imunológico. Por elas estarem espalhadas pelo organismo, este tipo de câncer pode ocorrer em qualquer lugar do corpo humano. Geralmente, os linfomas se manifestam nos gânglios linfáticos, em que o paciente pode apresentar aumento dos nódulos em regiões como o pescoço, virilha e axilas”, comenta.

Segundo o especialista, muitas vezes, esses nódulos são acompanhados de sintomas como febre, suor noturno, perda de peso e coceira no corpo, sinais comuns de qualquer outra doença. Além disso, eles não doem e tem a consistência semelhante à de uma borracha.

O linfoma de Hodgkin atinge principalmente jovens de 15 a 35 anos e adultos entre 50 e 70 anos. O tratamento depende da idade do paciente e do estágio do câncer. “Quando ele é localizado em uma região menor, é realizada quimioterapia, radioterapia ou ambas. Quando a doença está mais avançada, o procedimento se dá somente com a quimioterapia”, diz.

O Dr. Chiattone explica que, diferente do que é divulgado, a doença é altamente curável. “Atualmente, as chances de cura chegam a 85%. Já nos casos localizados, a probabilidade é de 90%. Esse é um dos grandes exemplos de sucesso da oncologia”, enfatiza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 26, em 17/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Clínica de Gastroenterologia é a segunda área que mais se aproxima da especialidade Cirúrgica

Dra. Andrea VieiraSegundo a Dra. Andrea Vieira, professora instrutora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe da Clínica de Gastroenterologia do Departamento de Medicina, a especialidade é dedicada ao estudo do sistema digestivo e engloba os seguintes órgãos: esôfago, estômago, fígado, vias biliares, pâncreas, intestino delgado, intestino grosso, cólon e reto.

“Muitas pessoas acreditam que a área abrange somente o estômago, porém envolve muitas doenças e inúmeras especialidades. Depois da Oncologia, é a disciplina que mais se aproxima da Cirurgia. Nós trabalhamos diretamente com os cirurgiões”, afirma.

A importância da área é materializada na prevalência de doenças como gastrite, refluxo, hepatite, cirrose e inflamações intestinais, pancreatite; entre outras. “A gastrite é muito comum pelo uso frequente de fármacos que agridem o trato digestório, como anti-inflamatórios não hormonais, pela prevalência da bactéria Helicobacter Pylori, pelo consumo de alimentos considerados agressores e pelo stress, explica a professora.

Durante a graduação em Medicina, a Gastroenterologia é apresentada no quarto ano. As aulas teóricas contemplam vários temas como conceito, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento relativos às diversas afecções gastroenterológicas.

“Na parte prática, nós realizamos discussões de casos clínicos. Os alunos vão até a enfermaria, identificam algum caso, fazem a história clínica completa, exame físico e levam para debate na sala de aula”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 25, em 4/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Anemia e suas implicações

Dr. Rodolfo Cançado
Em entrevista veiculada no Portal Exame.com em 13/8/2013, Dr. Rodolfo Cançado, professor adjunto da disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, esclarece dúvidas sobre a anemia, suas causas e consequências.

Confira, a seguir, a íntegra da reportagem, também disponível neste link.

Conheça mais sobre a anemia, que pode acometer qualquer um

A falta de ferro pode ser causada por uma dieta pobre, pela falta de absorção do ferro pelo organismo e perda de sangue

São Paulo – Uma das causas mais frequentes da anemia é a deficiência de ferro, que pode acometer qualquer pessoa, sobretudo crianças menores de três anos de idade, mulheres e gestantes. A falta da substância pode ser causada por uma dieta pobre, pela falta de absorção do ferro pelo organismo e perda de sangue, como mulheres que têm menstruação excessiva, ou pessoas acometidas por tumores no tubo digestivo.

“O ferro está presente no interior dos glóbulos vermelhos – células sanguíneas responsáveis por levar o oxigênio às demais do organismo -, sendo parte integrante de uma proteína chamada hemoglobina”, explica Rodolfo Cançado, professor adjunto da disciplina de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Segundo o acadêmico, pessoas com deficiência de ferro podem apresentar cansaço constante e sem motivo aparente, dor de cabeça, tontura, irritabilidade e falta de atenção. As crianças podem ter dificuldade de aprendizagem, infecções frequentes e atraso de crescimento.

Já os adultos ficam menos tolerantes aos exercícios, têm menor rendimento no trabalho, além de outros sintomas como palpitação, falta de ar, desânimo, queda de cabelos e enfraquecimento das unhas.

“Os pacientes com este problema manifestam apetite por substâncias não alimentares como terra, gelo, macarrão cru, limão e giz. Estima-se que a ausência de ferro esteja presente em um terço da população mundial, o que representa cerca de 2 bilhões de pessoas”, afirma.

De acordo com o médico Rodolfo, uma dieta que contém ferro inclui carnes em geral, que são ricas em ferro heme, como as vísceras, fígado, coração, peixe (sardinha em lata) e frango. Já o não heme, presente no feijão, lentilha, verduras escuras (couve, brócolis, agrião, rúcula, espinafre e beterraba) é menos absorvido que o das carnes, mas também é importante.

Para enriquecer e melhorar a absorção da substância, o professor indica cozinhar os alimentos em panela de ferro e tomar um copo de suco de frutas cítricas (laranja, limão ou acerola) antes ou durante a alimentação.

“A vitamina C contribui para o aumento da absorção do ferro não-heme e reduz o efeito de fatores inibidores. A adição de 50 mg dessa vitamina é capaz de dobrar a absorção de ferro não-heme presente na mesma refeição”, diz.

O especialista explica que o leite de vaca não é fonte de ferro e até prejudica sua absorção, a não ser que seja o materno ou fortificado industrialmente. “O fitato, fosfato e a gema de ovo diminuem a absorção e devem ser evitados. É indicada também a redução do consumo de chá, café e refrigerantes”, fala.

O tratamento com medicamentos à base de ferro compreende sais ferrosos, como o sulfato ferroso e os sais férricos. “A duração é de, pelo menos, 90 dias, podendo se estender até seis meses. Algumas pessoas que apresentam melhora dos sintomas, param de tomar o remédio após 20 ou 30 dias, e a anemia volta logo depois. Para estabilizar a doença são necessárias de quatro a seis semanas e para elevar os estoques de ferro no organismo mais dois ou três meses”, finaliza.