Disciplina de Terapia Intensiva apresenta ao aluno panorama completo do serviço de UTI

Prof. Elzo PeixotoMinistrada no 4º e 6º anos do curso de Medicina, a disciplina de Terapia Intensiva aborda as situações que envolvem o paciente grave ou de risco, possibilitando ao aluno o reconhecimento dos sinais de gravidade da doença e o desenvolvimento da avaliação crítica na indicação da internação em UTI.

De acordo com Elzo Peixoto, professor instrutor da disciplina de Medicina Intensiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, no 4º ano da graduação, a área tem como finalidade proporcionar ao aluno noções básicas do comprometimento clínico dos pacientes gravemente enfermos e de risco, incluindo avaliação de indicação para a internação em unidade de terapia intensiva e investigação diagnóstica.

“É uma abordagem mais teórica, porém alguns aspectos como reanimação cardiopulmonar, ventilação mecânica e monitorização multiparamétrica são realizados em manequins ou equipamentos específicos”, diz.

Já no 6º ano, o aluno recebe noções teóricas sobre assistências ventilatória, nutricional, hemodinâmica e áreas específicas, além de atividades práticas com manequins de reanimação cardiopulmonar e vias aéreas, em curso introdutório às atividades em terapia intensiva. Em seguida, o aluno é incorporado à equipe da Unidade e participa do atendimento aos doentes internados, sempre com supervisão dos residentes e assistentes médicos do serviço. O objetivo é estabelecer o contato direto com o doente grave, buscando a experiência prática no desenvolvimento da prescrição de fármacos e de outras terapias como a renal substitutiva, técnicas de monitorização e de suporte à vida. Ainda segundo o professor, também há a discussão de casos e artigos científicos no incremento do conhecimento na área.

“A disciplina coloca o estudante em contato com o arsenal tecnológico disponível no serviço, como ventiladores mecânicos, monitores multi-paramétricos, cardioversores, marca-passo cardíaco, hemodialisador, entre outros. Promove também o conhecimento da sistemática de funcionamento da unidade, como admissão e alta de pacientes, visitas de equipes externas e de familiares, e noções de índices prognósticos nos doentes de terapia intensiva”, conta.

Para o professor, o mercado de trabalho para este nicho está aquecido, resultado do movimento natural que ocasiona o aumento do número de leitos em terapia intensiva. “O aluno que objetivar esta carreira tem grande chance de se colocar na área assim que terminada a especialização”, analisa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 27, em 1º/10/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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