Pesquisadores do Futuro: imersão em busca da expansão de conhecimentos

Stéfany Franhan Barbosa de Souza

Stéfany Franhan Barbosa de Souza

Embarcar para um país desconhecido, vivenciar uma cultura diferente e aperfeiçoar o idioma são os motivos que instigam os que desejam fazer um intercâmbio. Para a aluna Stéfany Franhan Barbosa de Souza, do 4º ano de Graduação em Medicina da FCMSCSP, não foi diferente. A futura médica se candidatou a uma vaga no Pesquisadores do Futuro 2014/2015, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI), e conseguiu colocar em prática essa nova vivência no Institut de Prestacions D’Assistència al Personal (Pamem); Parc Sanitari pere Virgili de Barcelona e Consorci Sanitari del Maresme, ambos em Barcelona, na Espanha. Confira um bate-papo com a aluna que conta como o Programa contribui para o seu crescimento pessoal e profissional.

Conectar: O que a motivou a pleitear a bolsa?
Stéfany: Foi a possibilidade de conhecer outras instituições de saúde, descobrir como trabalham e como lidam com os problemas de saúde em seus países; como planejam e como implantaram um sistema público de qualidade em que a atenção primária é fundamental na atenção dos usuários.

Conectar: Pode nos contar, brevemente, como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Stéfany: A experiência superou minhas expectativas. Encontrei um modelo de saúde muito organizado que consegue atender de forma, no mínimo, satisfatória aos seus usuários. Ainda tive a oportunidade de estar em contato com outras culturas e aperfeiçoar um terceiro idioma (espanhol) e começar a entender um quarto (catalão). Encontrei pessoas muito amáveis e que fizeram de nosso aprendizado um prazer.

Conectar: Qual foi o maior desafio que enfrentou durante o tempo do Programa? Como você lidou com ele?
Stéfany: O idioma falado em Barcelona é o catalão. Apesar de a população também falar o espanhol, muitos dos atendimentos eram feitos na língua mais confortável para o paciente. Mas, apesar disso, em poucos dias, foi possível compreender o que era dito de forma satisfatória. Praticamente todos os médicos explicavam o que havia sido dito quando eu não era capaz de compreender.

Conectar: Como você definiria o Programa Pesquisadores do Futuro?
Stéfany: É uma ótima oportunidade para o aluno aprender novos temas, lidar com desafios e ganhar independência de forma muito produtiva.

Conectar: O que você recomendaria a seus colegas que venham a passar por essa experiência?
Stéfany: Recomendo que estejam preparados para lidar com situações difíceis, a pedirem ajuda sempre que sentir dificuldade. As pessoas que trabalharão com eles sabem das possíveis dificuldades que podem surgir. Ainda, que conheçam muito bem a instituição para a qual está indo; que programem a viagem com antecedência e busquem o máximo de informações a respeito da cidade em que estará. Isso facilitará muito a locomoção e a organização, principalmente nos primeiros dias. Aproveitem as oportunidades que aparecerão.

No próximo boletim

Conheça a experiência da aluna do 3º ano de Medicina, Mayara Gomes Rangel, que teve a oportunidade de estudar na Arizona State University, nos EUA.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 70, em 28/7/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Pesquisadores do Futuro: a palavra de quem vivenciou o programa

Daniel-Teixeira-Bussius

Daniel Teixeira Bussius

Em busca de experimentar um ambiente de pesquisa diferente, o aluno do 4º ano de Medicina, Daniel Teixeira Bussius, se inscreveu para o Programa Pesquisadores do Futuro – 2014/2015 administrado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Após ser selecionado, Daniel seguiu para uma das melhores instituições públicas do mundo, a University of California, em Berkeley, nos EUA.

“A experiência foi muito proveitosa, proporcionou a vivência de um laboratório de biologia molecular em pleno funcionamento. Acrescentou muito à proficiência do inglês médico e pude fazer contatos locais que podem vir a ser úteis”, comenta o futuro médico quanto à vivência internacional.

Para Daniel, durante os meses que ficou fora do país, não houve grandes desafios nos quesitos adaptação, comunicação, orientadores e acomodações financiadas pelo Programa: “a região é muito acolhedora e os profissionais do laboratório estavam dispostos a ajudar quando possível”, explica.

Quanto ao programa Pesquisadores do Futuro, ele acrescenta que é um projeto com potencial impressionante para a formação dos alunos e para a projeção internacional da Faculdade. “Além disso, o processo de preparação proporcionado pelo professor Wagner Ricardo Montor foi muito interessante para o fluxo do intercâmbio”.

E, por fim, para os alunos que venham a passar por essa experiência, ele recomenda: “Não fiquem restritos ao trabalho durante o intercâmbio. Socializar com aqueles que trabalham no local é fundamental para realmente conhecer a fundo o ambiente em que se encontra”.

No próximo boletim

Confira uma entrevista com a aluna do 4º ano de Medicina, Stéfany  Franhan Barbosa de Souza, que fala sobre a experiência no Institut de Prestacions D’Assistència al Personal (Pamem); Parc Sanitari pere Virgili de Barcelona e Consorci Sanitari del Maresme, ambos em Barcelona na Espanha.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 69, em 14/7/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Conhecimento e aprendizado no exterior

Giuliana D’Amaro

Giuliana D’Amaro

“Uma oportunidade para se adquirir uma perspectiva diferente sobre o que é – e como – ‘fazer ciência’”. Essa é a definição da aluna Giuliana D’Amaro do 3º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para a sua participação na Edição 2014-2015 do programa Pesquisadores do Futuro. A estudante revela, na entrevista a seguir, mais detalhes dessa experiência, no Instituto de Câncer Dana-Farber – Harvard Medical School.

Conectar – O que a motivou a participar do programa?
Giuliana – A oportunidade de estudar em uma instituição de ensino de renome foi um dos motivos que me levou a pleitear a bolsa para o Pesquisadores do Futuro. Almejei especificamente o estágio no Instituto de Câncer Dana-Farber, voltado para a área de oncologia pediátrica, pois pretendo especializar-me em pediatria. Para mim, seria de grande valor ter alguma experiência em pesquisa nesta área. Além disso, sempre desejei conhecer culturas e pessoas de outros países, e esta foi minha primeira oportunidade.

Conectar – Pode nos contar, brevemente, como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Giuliana – Foi seguramente uma experiência inigualável, não restrita somente às atividades acadêmicas: além do treinamento em pesquisa clínica, pude acompanhar um pouco do cotidiano dos profissionais de saúde do instituto, participar de reuniões e palestras, visitar a clínica de oncologia pediátrica etc. Tive a oportunidade de conhecer uma cultura e um povo diferente, o que por si só foi maravilhoso. Além disso, foi realmente único e enriquecedor conviver em um ambiente de trabalho internacional, ao lado de pessoas oriundas de vários países.
Acredito que tudo o que vivi nestes dois meses de intercâmbio – em um país tal qual os Estados Unidos e em uma instituição como o Dana-Farber Cancer Institute – me conferiu um olhar diferente para a realidade do meu próprio país, pois enxergo de modo diferente algumas de suas qualidades e deficiências.

Conectar – Durante os meses dedicados ao programa, qual foi o maior desafio que enfrentou? Como você lidou com ele?
Giuliana – Acredito que o maior desafio foi desenvolver a segurança no discurso em inglês, no contexto acadêmico: apresentando um trabalho durante uma reunião, discutindo o projeto de pesquisa com o orientador etc. Penso que esta é uma questão que se resolve com o tempo, quando nos acostumamos ao seu novo ambiente.

Conectar – Como você definiria o programa Pesquisadores do Futuro?
Giuliana – Diria que é uma oportunidade para se adquirir uma perspectiva diferente sobre o que é – e como –“fazer ciência”. No meu caso e no de outros colegas, também foi uma oportunidade para observar a prática da medicina em um contexto muito diferente daquele existente no Brasil.

Conectar – Para os que venham a passar por essa experiência, o que você recomendaria a esses alunos?
Giuliana – Procurem aproveitar ao máximo, pois dois meses passam muito rápido. Sejam proativos nos estudos e no trabalho – essa talvez seja uma das atitudes mais importantes para se ter nesse contexto. Se forem para Boston, saibam que a maioria das pessoas, tanto no Instituto como em outros lugares, está acostumada a lidar com estrangeiros; sempre foram muito pacientes e solícitos quando precisei de ajuda.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 68, em 30/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Bem-vindo ao programa Pesquisadores do Futuro

Dra. Maria Amélia Veras, coordenadora do Núcleo de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dra. Maria Amélia Veras, coordenadora do Núcleo de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Estar constantemente atualizado com a produção de conhecimento científico em um mundo cada vez mais globalizado é fundamental para profissionais e estudantes da área da saúde. Por essa razão, o Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo vem administrando há mais de cinco anos o programa de intercâmbio Pesquisadores do Futuro. A iniciativa é responsável por proporcionar a alunos do 2º e 3º anos dos cursos de Graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia uma vivência de aproximadamente 60 dias em instituições e centros de pesquisas que são referência mundial em diversas áreas da saúde. Para isso, os alunos selecionados no programa contam com o auxílio financeiro para passagens aéreas, seguro saúde, moradia e alimentação, possível graças ao fundamental apoio de empresas privadas, como o Itaú, e da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da FCMSCSP. “O objetivo do programa é permitir que os alunos vivenciem uma experiência em polos de produção de conhecimento, que seja um estímulo para uma busca de excelência na sua formação, de modo a se tornarem profissionais qualificados para contribuir com o avanço da pesquisa no Brasil”, acrescenta a Dra. Maria Amélia Veras, coordenadora do Núcleo de Relações Internacionais.

O programa
Para concorrer a uma bolsa e participar do Pesquisadores do Futuro, o aluno da FCMSCSP deve ter proficiência no idioma exigido pela instituição do destino; comprovar participação em atividades de pesquisa como iniciação científica com ou sem bolsa; ter aproveitamento acadêmico satisfatório; e participar de reuniões e treinamentos específicos promovidos pelo NRI antes de viajar.

“Possuindo todos os requisitos, o aluno passa por uma prova de redação em língua estrangeira e por uma entrevista para demonstração da capacidade de expressão e compreensão no idioma exigido para a instituição de destino. Além de uma análise do currículo e avaliação das atividades de Iniciação Científica, busca-se identificar maturidade dos candidatos, seu interesse e autonomia para as atividades a serem desenvolvidas durante o programa”, conclui a coordenadora do Núcleo de Relações Internacionais.

Jornada de Intercâmbios
Com o objetivo de esclarecer aos estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo as diversas modalidades de intercâmbio oferecidas pela Instituição durante a graduação, dentre as quais o Pesquisadores do Futuro, será realizada na quarta-feira, dia 24/6, das 17h às 20h, a 3ª Jornada de Intercâmbios da FCMSCSP. Local: Auditórios Emílio Athié e Paulo Augusto Ayrosa Galvão.
Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 67, em 16/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Selecionados com Bolsas de Estudo Tide Setúbal 2014-2015

Pesquisadores do Futuro 2014-2015A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por intermédio do Núcleo de Relações Internacionais, divulga nesta data o  resultado do processo seletivo do Projeto Pesquisadores do Futuro (Bolsas de Estudo Tide Setúbal), edição 2014/2015, para estágios nas universidades e centros de pesquisa:

  • Harvard University
  • University of California – Berkeley
  • Arizona State University
  • International Agency for Research on Cancer (IARC)
  • University of Minnesota
  • Institut de Prestacions D’Assistencia Al Personal (PAMEM); Parc Sanitari Pere Virgili de Barcelona e Consorci Sanitari Del Maresme
  • Yale University

Para conferir a relação dos alunos aprovados e suplentes, clique aqui.

 

Estudantes de Harvard participam de atividades de intercâmbio em São Paulo

Alunos de Harvard visitam cracolândia, em São Paulo. Atividade integra curso de intercâmbio. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Alunos de Harvard visitam cracolândia, em São Paulo. Atividade integra curso de intercâmbio. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Sob a coordenação da Dra. Maria Amélia Veras, professora de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, alunos de graduação e pós-graduação em saúde pública da Universidade de Harvard (EUA) visitaram na quarta-feira, dia 15/1, a cracolândia, na região central de São Paulo. A atividade faz parte de um curso de intercâmbio de três semanas desenvolvido pela FCMSCSP, com a participação da Faculdade de Medicina da USP, em que estão previstas aulas sobre saúde mental e visitas a hospitais.

Confira neste link, a reportagem publicada nesta data pela Folha de S. Paulo.

FCMSCSP recebe visita de fonoaudiólogo de Portugal para aula sobre eletroestimulação

João Carlos Torgal BatistaCom o objetivo de promover a troca de experiências e expandir ainda mais o conhecimento acadêmico, a Faculdade de Ciência Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu a visita do fonoaudiólogo português João Carlos Torgal Batista. Durante sua passagem pelo Brasil, o profissional ministrou uma aula para os alunos da Faculdade sobre eletroestimulação em terapias da fonoaudiologia, além de conhecer a estrutura e o curso da Instituição.

“No ano passado, em um congresso no Brasil, conheci o Dr. Paulo Eduardo Damasceno Melo, professor da Faculdade Santa Casa de São Paulo. A partir desse contato, surgiu a oportunidade de visitar a Instituição”, diz.

De acordo com Batista, a aplicação da eletroestimulação nas terapias da fonoaudiologia é uma técnica recente tanto em Portugal quanto no Brasil. “A vantagem dessa visita é ter a chance de realizar um intercâmbio de ideias e formas de como trabalhamos e realizamos os tratamentos. Tem sido uma experiência muito positiva para mim. Espero, no futuro, repetir este tipo de iniciativa”, afirma.

Para a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e membro do Núcleo de Relações Internacionais da Faculdade, é importante compartilhar informações, não somente de conhecimentos científicos, mas também da atuação do fonoaudiólogo em outros países. “Nessa área, o Brasil tem ocupado um papel de liderança na América Latina. Sobretudo, esses intercâmbios enriquecem ainda mais nossa formação profissional”, explica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 26, em 17/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.