Como doar seu corpo para a Ciência

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Dra. Mirna Duarte Barros, chefe do Departamento de Morfologia da FCMSCSP

O ato da doação é considerado um gesto nobre. Há quem doe, por exemplo, roupas e alimentos para pessoas necessitadas ou brinquedos para crianças carentes. Mas você já considerou doar seu corpo para a Ciência? Não estamos nos referindo aqui a doações de órgãos, um gesto também reconhecidamente nobre e necessário para o bem de muitas pessoas que aguardam por um transplante. Doar o corpo é diferente. É manifestar, em vida, o seu desejo de contribuir para o avanço da ciência, de forma a beneficiar pesquisadores e alunos em seus estudos na área da saúde.

Embora a doação de corpos para pesquisa já ocorra no Brasil, com todos os procedimentos legais e necessários, a prática ainda é pouco expressiva quando comparada à de países como os Estados Unidos, onde quase todos os corpos usados para fins de estudos médicos em faculdades e universidades são provenientes da cultura de doação já estabelecida ao longo de décadas.

Os procedimentos para que a doação de corpo seja feita são mais simples do que se imagina, segundo a Dra. Mirna Duarte Barros, chefe do Departamento de Morfologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Aqueles que queiram manifestar sua vontade precisam elaborar um documento expressando o desejo de doar o seu corpo após a morte. “Com essa iniciativa, obtém-se o consentimento do doador para que seu corpo seja doado a uma instituição de ensino específica na área de saúde, indicada pela pessoa para fins de ensino e/ou pesquisa”, explica.

A doação, de acordo com a Dra. Mirna, pode ser feita por qualquer pessoa dentro das suas condições normais de saúde, que esteja apta a manifestar seu desejo e que tenha mais de 21 anos: “É necessário também assinar o documento e reconhecer firma”, acrescenta a Dra. Mirna. Além disso, recomenda-se que os familiares estejam cientes da decisão do doador. “Esses familiares precisam ter em mãos uma cópia desse documento. Após o falecimento, o velório pode ser realizado normalmente. O que muda é que ao invés de se dirigir para um cemitério ou crematório, o corpo vai para a instituição de ensino escolhida pelo doador”, conta a chefe do Departamento de Morfologia da FCMSCSP.

Apesar de ser um procedimento bastante simples, a professora esclarece que muitas vezes pela falta de conhecimento ou até por uma questão cultural, grande parte das universidades da área de saúde do Brasil ainda utiliza cadáveres sem identificação ou não reclamados para a realização de estudos, seguindo, claro, os procedimentos legais para esses casos.

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo possui um processo já estabelecido para que as doações de corpos sejam realizadas. “Existe uma legislação, que é seguida pela Instituição, e temos um protocolo. Ao recebermos a documentação necessária do doador, o processo é levado para um cartório, onde o juiz dá ciência que o corpo daquele indivíduo está depositado aqui na FCMSCSP e para um determinado fim: de ensino e/ou pesquisa. Assim, tudo fica muito bem documentado e a responsabilidade de uso e guarda passa a ser da Instituição que responde legalmente”, complementa a Dra. Mirna Barros.

Para formalizar a doação, é necessário baixar os dois modelos de Declaração de Doação de Corpo a seguir:

• Modelo 1
• Modelo 2

Em caso de dúvidas, entre em contato com André Augusto pelo e-mail andre.augusto@fcmsantacasasp.edu.br ou pelo telefone (11) 3367-7818.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 88, em 17/5/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Inscrições abertas para o Building Bridges Medical Education and Anatomical Sciences – Brazil & USA, em São Paulo

Jeffrey Laitman

No dia 7 de novembro, sábado, das 8h às 15h40, acontece na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o “Building Bridges Medical Education & Anatomical Sciences – Brazil & USA”.

Destinado aos profissionais, estudantes da área da saúde e residentes, o evento será realizado no Auditório Dr. Christiano Altenfelder e contará com a participação de Jeffrey Laitman (Icahn School of Medicine at Mount Sinai); Richard Halt Cabral (Sociedade Brasileira de Anatomia – SBA); Valeria Fazan (USP- campus Ribeirão Preto); Luís Garcia Alonso (Unifesp); além dos professores da FCMSCSP: Mirna Duarte Barros; Antonio Cardoso Pinto; Bianca Maria Liquidato; Daniella Franco Curcio; Denival Soares Galdeano; Vivian Alessandra Silva; Wagner Ricardo Montor.

Coordenado pela Prof.ª Dra. Mirna Duarte Barros, do Departamento de Morfologia da FCMSCSP, e realizado pela Liga de Morfologia da FCMSCSP, o encontro possui vagas limitadas.

Inscreva-se agora para a edição São Paulo do Building Bridges.

Novo curso: pós-graduação em Morfologia Humana

Estarão abertas a partir de 16/3, segunda-feira, as inscrições para o curso de especialização em Morfologia Humana da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Este novo programa de pós-graduação lato sensu tem por objetivo dar formação aos profissionais graduados em Medicina para atuarem no ensino de nível superior em cursos da área da saúde.

PÚBLICO-ALVO
Graduados em Medicina, com interesse em seguir carreira acadêmica nas disciplinas morfológicas de Anatomia, Histologia e Embriologia humanas.

DURAÇÃO
O curso será oferecido em regime de 40 horas semanais, totalizando 2.960 horas, distribuídas ao longo de 19 meses. O valor da bolsa será divulgado no Portal FCMSCSP e serão oferecidas duas vagas para este programa que tem como coordenadora a Dra. Mirna de Barros Duarte, chefe do Departamento de Morfologia da FCMSCSP.

Confira mais detalhes no site do curso.

Amor: fenômeno químico?

Página22_edição 91A Dra. Mirna Barros, bióloga e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é uma das entrevistadas na reportagem “Questão de pele”, publicada na revista Página 22 (Edição 91). De acordo com a matéria, assinada por Fábio Rodrigues, o amor, em sua natureza mais fundamental,  não passa de um fenômeno químico.

Na entrevista, a Dra. Mirna, que é chefe do Departamento de Morfologia da FCMSCSP, comenta sobre os feromônios humanos. Para ler a matéria na íntegra, clique na imagem da capa da revista (ao lado). Sobre esse tema, a professora também escreveu, em 2006, um artigo científico para a Revista Arquivos Médicos, em coautoria com Mariana Dalacqua. Clique aqui para conferir.