Cuidados Paliativos: prezando pela vida

Eliane-Marques-da-Silva

Eliane Marques da Silva

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) os Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar que busca trazer a melhoria na qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares diante de uma doença que ameace a vida. São os cuidados assistenciais oferecidos visando prevenir a dor, o estresse e os sintomas físicos e emocionais, até a fase do luto.

Os Cuidados Paliativos buscam valorizar a vida, disponibilizando todas as medidas necessárias para o conforto da pessoa. Muitas vezes, podem ser confundidos com os “hospices”, entretanto, segundo a professora Eliane Marques da Silva, do curso de Pós-Graduação em Cuidados Paliativos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo o “hospice não é apenas um lugar, é uma filosofia. Ele significa uma filosofia de como cuidar, não visando apenas o tratamento para a melhora, há a busca de se evitar a dor em pacientes com doenças sem possibilidade de cura, de fazer com que esse paciente viva o melhor possível até o final de sua vida junto com a sua família, por que ela também é afetada”.

Para a professora, observar os Cuidados Paliativos como Ciência exige muito estudo, pois é preciso saber dar uma má notícia e lidar com o óbito, como também avisar uma mãe, por exemplo, que seu filho não irá receber mais alimentação pela boca ou explicar para um adolescente com fibrose cística, que está com a função pulmonar alterada, que se ele não se cuidar poderá ser internado ou vir a óbito.

No Brasil, já existem alguns centros de Cuidados Paliativos, porém são poucos polos, havendo, portanto, uma limitação de atendimento. A professora Eliane Marques da Silva afirma que para a realização de um atendimento, com uma equipe mínima, são necessários quatro profissionais de áreas distintas: o médico, o enfermeiro, o assistente social e o psicólogo. “Em uma equipe ideal, além dos quatro profissionais, precisamos de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, farmacêuticos e fonoaudiólogos. Todas as áreas da saúde são envolvidas quando pensamos na qualidade de vida e controle de sintomas.

Nos Cuidados Paliativos, não há um profissional central, mas sim uma equipe multiprofissional com uma atuação interdisciplinar, precisa ser uma equipe, cuja atitudes possuam “horizontalidade”, tenham o mesmo discurso; porque não visamos só o atendimento humanizado, mas também o vemos de forma individualizada percebendo todas as dimensões de um ser humano, ou seja,  físicas, psíquica, social, espiritual não só do paciente, mas da família também”, finaliza a professora Eliane Marques.

 

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 79, em 2/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Anúncios

“Meu maior desafio é retribuir para a Faculdade Santa Casa de SP tudo o que dela recebi”

Dr. José Mendes AldrighiFormado em Medicina, em 1971, pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o Dr. José Mendes Aldrighi, atualmente Chefe e Professor Titular do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo, dá um panorama sobre suas experiências durante a graduação na Instituição de ensino e como o curso contribuiu para a evolução de sua carreira.

Boletim Conectar – Há algum fato curioso que aconteceu na época em que era aluno da Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Aldrighi – Gostaria de destacar meu trabalho como bolsista dentro da Instituição, pois antes de optar pela Medicina, um dos meus sonhos era ser arquiteto. Minha bolsa incluía um contrato para atuar no Atelier da Faculdade, junto com meu colega de turma Edgard Bolanho, exímio desenhista. Foi exatamente nesse trabalho com meu amigo Bolanho, que tive a oportunidade de desenhar pranchas de anatomia e embriologia, resgatando de uma certa forma o que gostava, desenhar. Outro fato gratificante foi conhecer minha colega de turma Jorginha, com quem me casei e formei minha família.

Boletim Conectar – Como era a sua rotina durante a graduação?
Dr. Aldrighi – Trabalhava no Atelier na hora do almoço e fora da Santa Casa após o expediente para custear meus estudos. Portanto, a rotina incluía o trabalho, a faculdade e, no tempo disponível, que era restrito, o contato com a família.

Boletim Conectar – O que motivou esta escolha?
Dr. Aldrighi – A escolha para ser médico já vinha desde a infância. Tive contato apenas com um médico que atendia minha nona e eu ficava fascinado com a postura dele no diálogo e no exame clínico que fazia. Certamente, foi aí que tudo começou.

Boletim Conectar – De que maneira o curso contribuiu para o seu fortalecimento profissional?
Dr. Aldrighi – O curso na Faculdade Santa Casa de São Paulo foi decisivo. O contato precoce com os pacientes nas aulas de propedêutica, nas enfermarias, nos centros cirúrgicos, no pronto-socorro, conjuntamente com os professores competentes e envolvidos, bem como com os residentes que me antecederam que contribuíram decisivamente para o meu fortalecimento profissional.

Boletim Conectar – Quais são os desafios que o senhor enfrenta atualmente na carreira e que consegue aplicar na prática o que foi aprendido na Faculdade?
Dr. Aldrighi – Meu maior desafio é retribuir para Faculdade Santa Casa de São Paulo tudo aquilo que dela recebi. E, foi tudo para mim. Hoje, meu desafio é continuar me doando ao ensino que me encanta, à assistência que me gratifica e à pesquisa que valoriza a instituição Santa Casa e o Departamento de Obstetrícia e Ginecologia (DOGI).

Boletim Conectar – Quais dicas o senhor pode dar aos pretendentes ao ingresso no curso de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Aldrighi – Estudem e não desistam! Insistam para serem mais um dos privilegiados de adentrar ao “Palácio do Conhecimento Médico”, que é a nossa inigualável Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 15, em 16/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.