Alunos e professores da FCMSCSP realizam mutirão diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista em Limeira (SP)

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No dia 20 de maio, sábado, foi realizado um mutirão diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Limeira, interior de São Paulo (SP). O projeto foi organizado pela Prof.ª Rosane Lowenthal, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Sâo Paulo e pela IFMSA – Santa Casa, em parceria com a Secretaria de Saúde de Limeira.

O mutirão envolveu membros da equipe multiprofissional da Unidade de Referência em Autismo da Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo, residentes em Psiquiatria, alunos dos cursos de Graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da FCMSCSP, além das professoras Dra. Noemi Takiuchi e Dra. Byanka Cagnacci do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP e da Prof.ª Dra. Rosane Lowenthal, coordenadora do evento.

Foram avaliadas 30 crianças, entre 3 e 7 anos, da lista de espera da cidade para investigação diagnóstica com suspeita de autismo. O processo de avaliação contou com anamnese, avaliação clínica multiprofissional, aplicação de escalas diagnósticas para autismo e triagem auditiva. Profissionais da Rede de Atenção Psicossocial de Limeira também participaram como observadores, para capacitação em avaliação e diagnóstico em TEA.

Alunos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP apresentam trabalhos em congressos internacionais

Igor-e-Luca-Medicina-Faculdade-Santa-CasaNo início de 2017, estudantes do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram do “Pesquisadores do Futuro”, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP.

Dentre os participantes, estão os alunos Igor Prado Generoso, do 2º ano, e Luca Fasciolo Maschião, do 3º ano, que passaram três meses na University of California, em São Francisco (EUA). Na oportunidade, os estudantes desenvolveram dois projetos, sob a orientação da Dra. Maria Amélia Veras, professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP.

Igor abordou o tema “Prevalência de sífilis e HIV entre homens que fazem sexo com homens de São Paulo”, comparando dados de 2011 com 2016: “Quase não existem dados nacionais sobre sífilis entre esse público; com a comparação de dados de 2011, pudemos observar como essas doenças estão se comportando nessa população, se há um aumento ou queda nas infecções”, afirma o aluno.

Luca, por sua vez, tratou do tema “Uso de hormônio e acesso a esse serviço entre mulheres trans de São Paulo”. O projeto tem como objetivo caracterizar os fatores associados com o uso de hormônios sem prescrição por mulheres transexuais e travestis no estado de São Paulo. “Sabemos que a hormonoterapia é uma das maiores demandas dessa população, que, por diversos mecanismos, não tem acesso a serviços de saúde capacitados. Isso frequentemente leva ao uso sem prescrição ou supervisão médica, o que pode acarretar em diversas complicações de saúde”, conta o estudante.

Segundo os estudantes, o envolvimento no Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT (NUDHES), coordenado pela Dra. Prof.ª Maria Amélia Veras, foi a principal motivação para desenvolverem essas pesquisas.

“Pelo grupo, tive oportunidade de entrar em contato com a realidade das mulheres transexuais e travestis, observando a precariedade de sua condição social, mas também admirando sua resiliência e orgulho por suas identidades, lutando num mundo que as discrimina e as marginaliza sistematicamente. A pesquisa foi o caminho que encontrei para contribuir com essa luta”, comenta Luca.

“No grupo, quando estudamos doenças, nossas pesquisas são sempre voltadas para aspectos sociais, vulnerabilidades e prevenção. No momento que iniciei a pesquisa, muito se falava de sífilis na população geral, portanto achei que seria interessante trazer essa discussão para a população de homens que fazem sexo com homens também”, afirma Igor.

Reconhecimento
Entre os dias 23 e 26 de julho, Luca apresentará seu trabalho na 9ª IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), a maior conferência científica de Aids, HIV e temas relacionados, que acontecerá em Paris. Igor, por sua vez, terá seu trabalho apresentado na World STI and HIV Conference, conferência internacional organizada pela ISSTDR (International Society for Sexually Transmitted Diseases Research), que ocorre de dois em dois anos em diversos países. Neste ano, a conferência será realizada no Rio de Janeiro e acontecerá juntamente com o congresso da Sociedade Brasileira de Aids.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 110, em 9/5/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Febre amarela: conheça os sintomas da doença

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Dra. Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP 

A febre amarela possui dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos, silvestre e urbano, e tem grande importância em saúde pública por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas. Até 5 de abril deste ano, foram confirmados 586 casos de febre amarela no Brasil nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Pará. Esse é o maior surto da doença no país, desde 1980, segundo o Ministério da Saúde.

Transmitida pela picada de mosquitos transmissores infectados, no ciclo urbano a transmissão ocorre através do Aedes aegypti infectado e, no ciclo silvestre no Brasil, o principal mosquito é o Haemagogus janthinomys. “No ciclo da febre amarela silvestre, os principais hospedeiros são os macacos e o homem torna-se um hospedeiro acidental. Já no ciclo urbano, os homens são os únicos hospedeiros do vírus”, afirma a Dra. Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Após a picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela, demora, em geral, de 3 a 6 dias para iniciarem os primeiros sintomas, podendo chegar até a 15 dias. “São considerados suspeitos de febre amarela indivíduos com quadro febril agudo, com até 7 dias, de início súbito, acompanhado de icterícia – condição que causa uma coloração amarelada da pele – e manifestações hemorrágicas; além de residentes de áreas de risco para febre amarela, de locais com ocorrência de doenças em macacos ou isolamento de vírus em vetores nos últimos 15 dias e não vacinados contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado”, esclarece.

Quando esses sintomas são apresentados, a Dra. Ione explica que é fundamental procurar um médico que pedirá exames laboratoriais específicos, para confirmar ou não o caso, e exames complementares para iniciar o tratamento clínico. “O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que deve ser hospitalizado e permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.”

Como forma de evitar a doença, além das medidas para eliminação de criadouros de mosquitos nas cidades, individualmente, pode-se utilizar repelentes, telas – mesmas medidas para evitar dengue, chikungunya e zika. De acordo com a Dra Ione, a vacinação na febre amarela é uma grande arma para o controle da doença. “A vacina contra febre amarela faz parte do calendário vacinal para os habitantes de grande parte das regiões do país. Para as áreas indenes, a vacina é recomendada para aquelas pessoas que pretendem viajar para regiões onde há risco de transmissão da doença”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Vacinação e ações simples podem evitar doenças de inverno e até a Influenza A (H1N1)

Dr. José Cassio de MoraisO verão está chegando ao fim e a mudança climática para o outono e inverno tende a ocasionar diversos problemas de saúde como asma, otite, bronquite, pneumonia, sinusite e resfriado. Contudo, a vacinação e a alteração dos hábitos cotidianos podem prevenir tais doenças e até aquelas mais sérias como a Influenza A (H1N1), é o que explica o Dr. José Cassio de Moraes, professor adjunto do departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

“No mês de abril, o Ministério da Saúde começa a distribuir a vacina contra a Influenza A e o vírus B, que causa a gripe. A composição se baseia na circulação dos vírus no Hemisfério Sul, identificados no ano anterior”, diz.

De acordo com o Dr. Moraes, a vacina é distribuída gratuitamente para crianças menores de 24 meses, idosos com mais de 60 anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde, população privada de liberdade e pessoas com comorbidades (diabético, com doenças de coração, do pulmão, entre outras). O professor recomenda para os demais, que possam desembolsar o valor da vacina, que também se protejam.

“A gravidade com que o vírus acomete o indivíduo depende de características, como a idade. Em grupos de risco, a doença pode vir mais forte. O quadro da gripe H1N1 pode se agravar especialmente em crianças, pacientes crônicos e idosos, além de causar a morte, sobretudo, de quem tem outros problemas como diabetes, asma e angina”, afirma.

Além da vacina, algumas ações podem prevenir as doenças de inverno tais como: evitar aglomerações, ingerir bastante líquido, não compartilhar objetos pessoais, lavar bem as mãos e evitar levá-las ao rosto, manter uma alimentação saudável e cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar.

“É difícil evitar lugares com muita gente, principalmente quem utiliza o transporte público. No inverno, devido ao frio, as janelas costumam ficar fechadas. Dessa forma, o melhor é tentar deixar o ambiente ventilado. Já na alimentação, quanto melhor a dieta e mais saudável a pessoa for, mais fortalecida contra os vírus ela estará”, explica.

O professor ressalta que, caso o indivíduo sinta algum sintoma dessas doenças, o indicado é sempre procurar o serviço médico.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 36, em 11/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Edição 2014 do PECA leva serviços de saúde gratuitos à cidade de São Sebastião (SP)

Com o objetivo de promover ações de atenção à saúde em municípios do Estado de São Paulo, a 10ª edição do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), organizada pelos alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, volta à cidade de São Sebastião, no litoral paulista. A iniciativa acontecerá de 22 a 29 de janeiro, na Escola Municipal do Bairro da Topolândia.

O PECA teve início em 2004 e é fruto de parcerias estabelecidas entre a Instituição de ensino e a prefeitura da cidade. Em média, a equipe envolvida no projeto é composta por 250 pessoas, contando com alunos e professores da Faculdade Santa Casa de São Paulo, dos cursos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia, além de médicos e de outros profissionais da área saúde da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Pelo segundo ano consecutivo no município, os participantes estruturam um ambulatório na cidade, em que os pacientes passam por uma triagem para avaliação dos sinais vitais como pressão arterial, temperatura e peso, além de teste de diabetes. Os moradores da região apresentam suas queixas e são examinados. A partir do quadro clínico definido, a equipe decide para qual área serão encaminhados.

Além de consultas em diversas especialidades, o projeto engloba a realização de cirurgias, a disposição de medicamentos receitados no local de atendimento, o encaminhamento de pacientes com doenças de maior complexidade, palestras e oficinas sobre temas diversos.

Imagem: PECA 2013

Desenvolvimento do sistema de saúde local

Os alunos participantes também estudam as condições de saúde da população atendida. Há um trabalho de investigação sobre a realidade sanitária do local, diferenças sociais, econômicas e culturais, e a influência no processo saúde-doença. Outra vertente do PECA é o estímulo à produção de trabalhos científicos com temas relacionados à experiência vivida, assim como a entrega de um relatório à prefeitura para contribuir com o sistema de saúde local.

“Como já estivemos lá, a ideia é rever a maior parte das pessoas que foram atendidas na edição passada e verificar se houve alguma evolução e como está contexto atual dessa população”, afirma o Dr. Paulo Carrara, chefe do departamento de Medicina Social da Faculdade Santa Casa de São Paulo e orientador do PECA.

De acordo com Dov Lagus Rosemberg, tesoureiro do PECA 2014 e aluno do curso de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo, além de levar cuidados com a saúde para a população, a iniciativa agrega conhecimento aos alunos, pois é possível acompanhar o processo completo de atendimento ao paciente. “Podemos conhecer a realidade dessas pessoas fora do ambiente hospitalar, o que, com certeza, é uma experiência engrandecedora”, diz

A edição 2014 do PECA tem o patrocínio da Associação Paulista de Medicina (APM), Biosat, Endocardio, Hospital Samaritano, Instituto do Sono e da Pfizer. O evento é apoiado pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Samsung, Prefeitura de São Sebastião e Urubupungá e conta com a colaboração da Wickbold.

 Com informações da Fran Press Assessoria de Imprensa

Dia de Atenção ao Trauma chega à sua 10ª edição

No dia 6 de novembro aconteceu a 10ª edição do Dia de Atenção ao Trauma – Dia T, evento realizado anualmente pelo Avisa (Núcleo de Acidentes e Violência da Santa Casa de São Paulo). O evento contou com a presença de profissionais da área da saúde, alunos da FCMSCSP e de outras Instituições. Foram 18 cursos, com 3 convidados internacionais, 90 convidados nacionais e mais de 1600 participantes. O encontro fez parte da Semana do Trauma, iniciativa inédita com objetivo de englobar todos os aspectos relacionados à temática do evento, apresentando perspectivas das diferentes profissões e especialidades que atendem as vítimas de trauma.

De acordo com Renato Pescarolo Zan, professor do departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e presidente do Avisa, o Dia de Atenção ao Trauma pautou a implantação do Sistema de Trauma, o atendimento à Catástrofes e Múltiplas Vítimas, o Ensino ao traumatizado no país, as formas de atuação, além de abordar o problema no contexto mundial.

“Essa temática é de interesse para todos os profissionais que, de alguma forma, atuam na emergência e no pronto atendimento. Em 2010, aconteceram, no Brasil, 145 mil mortes decorrentes de trauma. Foram 390 ocorrências por dia e 16 por hora. Para cada morte, há 4 sequelados e dezenas de internações. No evento, focamos a qualidade do atendimento, reforçando que o melhor tratamento é a prevenção”, diz.

Segundo o professor, as apresentações contaram com profissionais de áreas como: cirurgia, ortopedia, terapia intensiva, neurocirurgia, pediatria, geriatria, e de especialistas em acidentes do trabalho e traumas da face. São consideradas traumas lesões internas decorrentes da troca de energia entre o meio externo e o corpo. As causas mais frequentes são os acidentes de tráfego, quedas e a violência interpessoal, apresentando características próprias, acometendo vários órgãos, o trauma está presente em todas as idades e diferentes níveis de gravidade.

Em 2013, ao lado da data memorável dos 50 anos da fundação da FCMSCSP, acrescenta-se mais uma década de atividades do Avisa. O núcleo conta com o apoio da FCMSCSP e da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e realiza reuniões, publicações, congressos e parcerias com instituições privadas e públicas.

“A nossa missão está embasada em congregar os profissionais e serviços de saúde da Santa Casa de São Paulo e instituições afins, promover e manter a disseminação de ações de prevenção, diagnósticos, terapêutica, reabilitação e de reinserção social das vítimas. Além disso, queremos desenvolver a adoção de comportamentos e de ambientes seguros e saudáveis com mobilização da sociedade e da mídia, monitorar a ocorrência de acidentes e violências e apoiar as atividades científicas”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 30, em 13/11/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Prevalência de HIV: necessidade de ações de prevenção dirigidas ao grupo HSH

Pesquisa aponta que 15% dos homens que fazem sexo com homens (HSH) e frequentam a região central da cidade São Paulo estão infectados pelo vírus HIV. O estudo é resultado de parceria entre a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, e foi realizado entre novembro de 2011 e janeiro de 2012, com o objetivo de traçar um breve perfil da epidemia na população HSH que frequenta essa região.

Foram entrevistadas 1.217 pessoas, das quais 776 concordaram em coletar uma amostra de sangue para análise. Observou-se que 7,4% das pessoas de 18 a 24 anos são soropositivas, entre 25 e 34 anos a prevalência de infectados é de 14%, de 35 a 49 anos o número chega a 27% e soma 18,3% nos entrevistados de 50 a 77 anos.

maria ameliaDe acordo com a Dra. Maria Amélia Veras, professora da Faculdade Santa Casa de São Paulo e uma das coordenadoras da pesquisa, essa prevalência é bastante alta e se compara aos níveis encontrados em países da Europa, da América Latina e Estados Unidos, em que há epidemias concentradas em alguns grupos populacionais.

“Não é correto dizer que o homem que faz sexo com outro homem está em um grupo de risco. Todas as pessoas são suscetíveis à contaminação pelo vírus, porém alguns grupos populacionais apresentam riscos mais elevados, devido a questões comportamentais, culturais, sociais”, diz a especialista.

As entrevistas foram realizadas em 92 espaços previamente selecionados nos distritos da Consolação e República, como bares, casas noturnas, saunas e cinemas.

Para a professora, pessoas que não conviveram com a doença na década de 1980 não têm ciência de que a AIDS era sinônimo de morte, e não entendem a gravidade do problema. “É preciso que o contexto social reforce a mudança no comportamento coletivo”, complementa.

Segundo a Dra. Maria Amélia, são necessárias ações de prevenção dirigidas a esse grupo, com uma linguagem mais próxima a dessas pessoas. “Dos entrevistados, 564 disseram buscar informações sobre a doença na internet. Dessa forma, tem de existir um diálogo com o jovem, utilizando o computador e o celular, por exemplo. Outro fator que é pouco divulgado é a profilaxia pós-exposição que, se tomada em até 72 horas após a relação sexual, torna o risco de infecção bem menor. Esse medicamento está disponível na rede de saúde do SUS no Brasil e poucas pessoas sabem disso”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 23, em 6/8/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.