FCMSCSP é eleita a melhor faculdade de medicina particular do Brasil, segundo RUF 2017

FCMSCSP-mantém-1º-lugar-no-ranking-de-instituição-privada-em-medicina_FACEBOOKMantendo a tradição de mais de 50 anos, a Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo foi eleita a melhor faculdade de medicina particular do País, segundo o Ranking Universitário Folha 2017 (RUF). Na classificação geral do curso, a Faculdade conquistou o nono lugar.

A FCMSCSP também foi reconhecida como a faculdade com melhor custo benefício na área da medicina, com mensalidade abaixo da média do mercado. “O curso de Medicina da FCMSCSP aposta na renovação dos conteúdos e em uma formação mais humanizada. Além disso, conta com o suporte dos hospitais da Santa Casa de São Paulo para atividades práticas dos estudantes”, afirma o professor doutor Paulo Carrara de Castro, diretor da FCMSCSP.

O cálculo das notas do ranking é feito a partir de avaliadores do Ministério da Educação (MEC), nota no Enade, número de professores mestres ou doutores, além de levar em consideração a opinião de profissionais de Recursos Humanos.

A FCMSCSP está com as inscrições abertas para o novo vestibular até o dia 16 de outubro para os cursos de Graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia, pela Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br).

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FCMSCSP abre inscrições do Vestibular 2018

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A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) comunica a abertura das inscrições para seleção de alunos das turmas 2018 dos cursos de Graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia, pela Fundação Vunesp.

Os candidatos podem se inscrever entre os dias 4 de setembro e 16 de outubro no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br). A taxa de inscrição é de R$ 60,00 para os cursos de Graduação em Fonoaudiologia e em Enfermagem e de R$ 250,00 para o curso de Graduação em Medicina.

O Vestibular 2018 para Medicina da FCMSCSP, pela Vunesp, será realizado nos dias 2 e 3 de novembro, às 14h. Já as provas para Fonoaudiologia e Enfermagem, pela mesma organizadora, ocorrem em 2 de novembro, também às 14h00.

A FCMSCSP oferece 120 vagas para Medicina, em período integral; 40 para Enfermagem, em período matutino; e 50 para Fonoaudiologia, também no matutino.

Reconhecimento nacional e mundial

“A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo tem compromisso com a sociedade, sua saúde e bem-estar, e seus cursos propiciam formação humanística e excelência profissional”, afirma o Prof. Dr. Paulo Carrara, diretor da FCMSCSP.

“Além disso, é presença constante em rankings internacionais e nacionais, que atestam a excelência do ensino e dos trabalhos de alto impacto científico”, complementa Shenjiro Kinukawa, superintendente da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, entidade mantenedora da Faculdade.

A FCMSCSP figura na 639ª posição entre 5.117 instituições do mundo, de acordo com a SCMAGO Institutions Rankings 2016 (em 2009, era 848ª). Nacionalmente, a Graduação em Medicina da FCMSCSP, em específico, é a 9ª colocada no Ranking Universitário da Folha (RUF) 2016, sendo a Faculdade a primeira entre as instituições privadas brasileiras neste curso.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 118, em 12/9/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Medicina: 1º lugar no Ranking Universitário Folha (RUF 2016) do país, dentre as instituições particulares

Omedicina_santa_casa_ranking_universitario_folha_2016 curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP obteve o 1º lugar no Ranking Universitário Folha (RUF 2016), dentre as instituições de ensino superior (IES) particulares do Brasil. O programa ocupou, ainda, a 9ª posição dentre todas as IES – privadas e públicas – do país, subindo mais uma posição em relação a 2015.

Em “Qualidade de Ensino”, um dos critérios do estudo, o curso de Medicina da FCMSCSP também está entre os 10 melhores do país, sendo o 1º dentre as particulares. No critério “Avaliação do Mercado”, o estudo destaca a ascensão da Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em mais 5 posições em relação à edição anterior do ranking.

Para conferir os detalhes do estudo, acesse o link da RUF Folha – Edição 2016. Saiba mais sobre o curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ex-Santa conta sobre a carreira de Medicina e o lançamento de seu novo livro

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Dr. José Maria Orlando, formado pela 12ª turma de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. José Maria Orlando é formado pela 12ª turma de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Com título de especialista em Medicina Intensiva, foi presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), entidade que congrega os profissionais de saúde atuantes nas unidades de terapia intensiva do país. Exerceu ainda o cargo de secretário municipal de Saúde adjunto do Município de São Paulo, entre os anos de 2009 e 2012. Em entrevista ao Boletim Conectar, o ex-Santa falou sobre o que o motivou a escolher o curso de Graduação em Medicina e do lançamento de seu novo livro “Vencendo a Morte”, que tem lançamento nesta terça-feira, 31 de maio.

 

Conectar: Como o senhor decidiu seguir a carreira na área médica? E quais os motivos o levaram a estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
José Maria Orlando: O encantamento com a ciência e a arte médica foi emoldurando minhas expectativas e sonhos, principalmente durante os anos de estudos e práticas na própria Faculdade, quando se torna, de fato, possível entender melhor a opção feita para o concurso vestibular. A Santa, desde sempre, reservava ainda outra característica especial em seu currículo acadêmico. Diferentemente da maioria das escolas médicas do país, estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo significava acrescentar mais um ingrediente decisivo para testar a real aptidão dos jovens estudantes com respeito à arte médica. Assim, logo no primeiro ano tínhamos de encarar nosso destino irrefutável e iniciar precocemente o rito fundamental da Medicina: o relacionamento direto com os pacientes. Dessa forma, caso ainda houvesse algum risco de que nossa escolha pela carreira médica tivesse sido, eventualmente, equivocada, ela não resistiria à prova definitiva do contato precoce com os doentes nas enfermarias do hospital.

Conectar: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória acadêmica e profissional.
José Maria Orlando: Ao concluir os dois anos de Residência em Clínica Médica, eu me tornei o primeiro residente da disciplina de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Mas, àquela altura, eu já havia sido “contaminado” de forma irreversível pelo fascínio que a Medicina Intensiva exercia sobre mim. Portanto, deixei de lado a possibilidade concreta de seguir carreira acadêmica e passei a me dedicar full-time ao trabalho em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A partir daquela decisão, meu envolvimento associativo aconteceu naturalmente e, em 1983, eu ingressei no quadro diretivo da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (Sopati). Em 1994, passei a compor a diretoria executiva da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), vindo a presidi-la por duas gestões consecutivas (2004-2005 e 2006-2007). Antes de me aventurar a escrever sobre um tema histórico voltado para o público em geral, eu publiquei dois outros livros técnicos na área de Medicina Intensiva: “UTI – muito além da técnica: a humanização e a arte do intensivismo”, em 2001 e “UTIs Contemporâneas”, em 2008.

Conectar: Alguma lembrança marcante de sua turma?
José Maria Orlando: A Turma 12 de Medicina da FCMSCSP, de 1979, teve o privilégio de conviver com vários excelentes mestres, mas um deles merece especial menção: Prof. Dr. Walter Edgard Maffei. Além de nome muito respeitado na Anatomia Patológica, seus conhecimentos eram vastos sobre Medicina de uma forma geral. Acredito que muitos de seus alunos ficaram marcados por tal ensinamento valioso, não apenas para o desempenho da Medicina, mas como lição de vida. Em meu livro eu rendo uma singela homenagem ao Prof. Dr. Maffei como símbolo de um comportamento crítico que deve estar sempre permeando as atitudes do médico que conduz o tratamento de seus pacientes, sem nunca deixar de questionar mesmo aquilo que, em uma primeira análise superficial, parece ser o mais óbvio.

Conectar: Qual é a proposta do livro “Vencendo a Morte”, de sua autoria?
José Maria Orlando: As guerras estão, invariavelmente, associadas às grandes desgraças da humanidade, por conta de todos os infortúnios que as acompanham. Este livro, no entanto, busca explorar um lado menos visível dessa história, sempre carregada de tantos sofrimentos, dores indizíveis e profundo terror e que vem assombrando os nossos piores pesadelos, ao longo dos séculos. É possível, mesmo contrariando o senso comum, identificar eventuais benefícios para a própria humanidade, como subprodutos insuspeitos e positivos do enorme caos e da tragédia humana provocada pelas guerras. Até pouco mais de cem anos atrás, as guerras matavam mais por conta das infecções que complicavam as feridas, enquanto que as cirurgias eram limitadas por não haver ainda a anestesia. Foi dessa maneira que afloraram algumas novas descobertas científicas em vários campos do conhecimento e, em especial, para a Ciência Médica, como é o caso do aprimoramento de algumas técnicas cirúrgicas, por exemplo. Em muitas outras situações os campos de batalha transformavam-se em imensos laboratórios a céu aberto e, assim, permitiam testar, em grande escala, novos procedimentos e medicamentos.

Conectar: Quais suas motivações para escrever sobre este tema?
José Maria Orlando: Tanto durante o 6º ano da Faculdade, como na Residência em Clínica Médica, eu realizei meus estágios eletivos na UTI da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). No contato diário com nossos preceptores, à época, era frequente ouvirmos menção à importância das guerras para as pesquisas médicas voltadas a alguns dos mais impactantes quadros clínicos e que são, ainda hoje, responsáveis pela internação de muitos pacientes em UTIs. Essa íntima vinculação entre as guerras e algumas das principais entidades clínicas que fazem parte da rotina diária das UTIs despertou em mim a curiosidade por aprofundar minhas pesquisas bibliográficas e, assim, conhecer, em mais detalhes, a evolução histórica dessas doenças.

Serviço
Lançamento do livro “Vencendo a Morte: como as guerras fizeram a Medicina evoluir
Local: Livraria Leitura – Shopping Cidade São Paulo – Avenida Paulista, 1230 – 2º Piso – São Paulo (SP)
Horário: A partir das 19h00.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 89, em 31/5/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Ainda caloura, Giuliana Olivi Tanaka, hoje aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, se encantou com a oportunidade de conseguir um intercâmbio e pelo desejo de experimentar o que seria uma pesquisa em uma instituição no exterior. E, por meio do Pesquisadores do Futuro 2014/2015, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP, a estudante teve a oportunidade de conhecer outra cultura, pessoas novas, aprender e vivenciar uma nova rotina durante o período que estudou, com a colega de graduação, Stéfany Franhan Barbosa de Souza, no Institut de Prestacions D’Assistència al Personal (Pamem); Parc Sanitari pere Virgili de Barcelona e Consorci Sanitari del Maresme, ambos em Barcelona, na Espanha.

Conectar: Pode nos contar, brevemente, como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Giuliana: O programa é uma verdadeira experiência de vida. É maravilhoso de todas as formas possíveis. Viver essa conquista nos oferece a oportunidade de crescer, não apenas no conhecimento na área de pesquisa e no meio médico. Mas crescer como pessoa. Conviver com uma cultura diversa e nova rotina, um modo novo de agir diante do que sempre se está acostumado. É incrível como conseguimos absorver um aprendizado, literalmente, que se leva para vida. Você muda, passa a perceber seu modo de pensar e agir diferente. Vê novos caminhos para trilhar, pessoal e profissionalmente. E ainda mais, enxerga a possibilidade de trazer o melhor que viu para si, que pode se estender para seu meio de trabalho, para as pessoas com quem convive, com desejo de trazer novos desenvolvimentos para a área profissional.

Conectar: Durante os meses em que ficou no programa, qual foi o maior desafio que enfrentou? Como você lidou com ele?
Giuliana: O estágio foi um desafio como um todo. Depois da euforia de conseguir a vaga tão desejada, começou a preocupação com a ideia de viajar pela primeira vez por um período longo, sob minha própria responsabilidade. O conhecimento de representar a Faculdade perante outra instituição e o desafio de ter que tomar a decisão na escolha da hospedagem, na passagem e no cuidado com si próprio. A impressão era: “sou a maior protagonista pelas minhas escolhas, pela responsabilidade e suas consequências”. É um desafio abrir-se ao “novo”, aceitar conhecê-lo e entendê-lo. Outro ponto é a língua. Quando estamos acostumados com a língua do país de origem, os desafios diários são outros. Quando se experimenta, de repente, uma língua diversa da sua, que agora é o meio que deve se expressar corriqueiramente, isso exige um esforço próprio maior, principalmente no início. Mas, com o tempo, você descobre o quanto é capaz de aprender e fazer novas conquistas.

Conectar: Como você definiria o programa Pesquisadores do Futuro?
Giuliana: A iniciativa, antes de tudo, é uma imensa oportunidade. E é um grande privilégio para aqueles, que assim como eu, puderam experimentar a maravilha que é a troca de experiências e o aprendizado, que se leva para a vida. Aumenta-se o networking, constroem-se novas pontes entre as pessoas que conhece, compartilha-se aprendizado. Você passa a entender, literalmente, o que significa “voltar diferente”. Não apenas expande sua visão sobre a área de estudo, mas enriquece seu conhecimento sobre diversos campos, inclusive da vida pessoal.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomendaria a esses colegas?
Giuliana: Aconselharia: mantenha-se sempre aberto a novas descobertas; conheça pessoas novas e suas formas de pensar e agir. Pois, acredito que essa é a possibilidade de criar relações saudáveis, que te ajudam a crescer e expandir sua visão como estudante e futuro profissional. Aceite que descobrir o “novo e diferente” é a melhor forma de reter novos aprendizados. Não tenha medo de querer saber mais, de se abrir ao diferente. Quando estamos em um meio diverso do nosso, as oportunidades estão por todo lado e o aprendizado também.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Giuliana: Gostaria de deixar uma mensagem à Comissão organizadora do programa e, depois, aos estudantes que planejam pleitear a bolsa e têm desejo de vivenciar o intercâmbio. Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade que tive, pelos vários motivos que já mencionei anteriormente. Se não fosse pela visão altruísta e verdadeira dos professores que organizam e se preocupam em manter a iniciativa para garantir a sua manutenção, não teríamos a oportunidade de crescermos com essa experiência incrível, e compartilhá-la posteriormente, com quem convive conosco, e para com o desenvolvimento de nossa profissão.

Também quero dividir com os estudantes a minha visão sobre os momentos de tensão e expectativa que se criam quando se está pleiteando a bolsa. Não há regra nem modelo a seguir para conquistar a vaga para o intercâmbio. O mais importante para mim foi o desejo verdadeiro de conhecer a pesquisa no exterior dentro da área que busquei o estágio. O envolvimento com a pesquisa dentro da própria Santa Casa de São Paulo é essencial para o amadurecimento em entender o que significa, na prática, estar envolvido em um projeto de pesquisa. Tenha confiança em si e acredite na possibilidade de conquistar, com desejo verdadeiro, essa oportunidade maravilhosa. E boa sorte!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 80, em 16/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: 60 dias imersos em renomados centros de estudo e pesquisa

Giulia Siqueira-Galfano

Giulia Siqueira Galfano

Denominando como: “uma oportunidade incrível” a experiência adquirida nos 60 dias em que conheceu – por meio do Programa Pesquisadores do Futuro da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –, o Dana-Farber Cancer Institute – Harvard Medical School, Giulia Siqueira Galfano, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ainda teve a sorte de ser selecionada com as colegas Livia Maria Gruber Holland (também do 4º ano) e Giuliana D’Amaro (3º ano). “Não tenho do que reclamar; foi bom em todos os aspectos: o curso, as acomodações”, comenta Giulia.

A futura médica ainda menciona que estava bem amparada, não somente pelos recursos que o programa Pesquisadores do Futuro ofereceu à aluna e às colegas de curso, mas também pelos orientadores, sem contar a experiência adquirida no trabalho realizado no renomado instituto americano de pesquisa e tratamento de câncer.

“O Dana-Farber é um instituto de Câncer ligado ao Boston Children’s Hospital. Lá pudemos observar na prática a integração da pesquisa com a clínica. Os médicos estavam sempre atualizados e aplicando os mais novos tratamentos. Consegui perceber na prática a importância da pesquisa clínica, não só para o meio acadêmico, mas também para os pacientes. Destaco a importância do intercâmbio de conhecimento entre diferentes centros ao redor do mundo”, finaliza a futura médica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 79, em 2/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

“A Santa Casa sempre foi a minha casa”

Dr.-Arthur-Tykocinski

Dr. Arthur Tykocinski

Conheça a trajetória de Arthur Tykocinski, ex-Santa do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Formado em 1989, Arthur é dermatologista e o primeiro médico não norte-americano eleito a presidir a tesouraria da International Society of Hair Restoration Surgery – ISHRS, associação internacional sem fins lucrativos que é referência no tratamento de queda e transplante capilar.

Conectar: Como foi sua experiência como aluno da FCMSCSP?
Dr. Arthur:  Vivi imerso por anos na Santa Casa, foi uma experiência incrível. Os amigos e a dinâmica são espetaculares. Todo mundo que passou pelo curso de Graduação na FCMSCSP tem um carinho especial porque é incrível o que se aprende. É uma lição de vida em todos os sentidos.  Fiz um ano de residência em Clínica Médica e dois anos de Dermatologia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Continuei por três anos como voluntário na parte de cirurgia dermatológica com o Prof. Dr. Marcus Antonio Maia de Oliva Ferreira.  

Conectar: Por que optou pelo curso de Graduação em Medicina?
Dr. Arthur: O curioso é que antes de sonhar em fazer Medicina, eu pensava em ser fotógrafo. Desde os 13 anos, eu revelava filmes em casa, mas não tive muito incentivo e talvez ainda não tivesse percebido o meu lado meio nerd, meio cientista.  Optar por Medicina foi uma escolha mais ou menos por exclusão: não era bom em matemática, embora fosse em química, física e biologia, entendia que a área médica tinha um campo mais aberto e misturava tudo isso.

Conectar: Como decidiu que faria na FCMSCSP?
Dr. Arthur: A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo era uma escolha óbvia. Meus pais tinham a impressão de que era um local incrível. Na época, prestei USP e FCMSCSP. A Santa Casa estava localizada no bairro onde eu morava e, depois de matriculado, eu me mudei para uma quadra de distância da Faculdade. Eu praticamente estava em casa, então, a Santa Casa sempre foi a minha casa.

Conectar: Quando você decidiu que a sua área de especialização seria a dermatológica?
Dr. Arthur: Nunca pensei em ser cirurgião, achava que era uma coisa muito técnica, mas acabei virando cirurgião, pois eu adorei quando passei pela cirurgia, no 5º ano do curso. Quando passei na Cirurgia Geral da Santa Casa de São Paulo eu pensei em fazer, mas como eu também gostava da área de estética acabei mudando e fui para Dermatologia, pois gostava da parte de pele. Como a Dermatologia acabava misturando clínica com cirurgia, achei que era um balanço das coisas que eu gostava de fazer.

Conectar: Quais dicas você daria para quem deseja cursar Medicina?
Dr. Arthur: Olha, vou cair no clichê: vai ser necessário estudar muito e a vida inteira. Você vai ter uma profissão fascinante, mas que vai demandar muito de seu tempo sempre. Você vai ter que se envolver com o paciente, pois Medicina são as pessoas, isso é a base. Outro ponto é que a responsabilidade também é muito grande, temos pessoas em nossas mãos. Embora sejamos humanos e infelizmente falhamos, precisamos ter uma tremenda vontade de não errar e de fazer de tudo para acertar sempre. A Medicina começa ao saber se relacionar, você precisa estabelecer uma relação com os pacientes, precisa saber ouvi-lo, pois se você não conseguir estabelecer uma conexão não irá ter uma relação médico e paciente como deve ser. Medicina é vida, você precisa entender e ter experiência de vida, quanto mais você tiver isso, melhor médico será.

Conectar: Quais são os desafios que enfrenta atualmente na carreira?
Dr. Arthur: Hoje, vivo um desafio relacionado à revolução tecnológica com a cirurgia robótica no transplante capilar. Acabei comprando um robô, ele é uma ferramenta válida, porém ainda não está no nível da qualidade do ser humano. Quem sabe com o tempo? Eu queria conhecer e ver de perto tudo isso.

Conectar: Atualmente, qual é a sua relação com a FCMSCSP?
Dr. Arthur: Meu vínculo com a Faculdade se dá pela relação com os pacientes, professores, colegas da Dermatologia e até de outras áreas. Como trabalho muito tempo no consultório, meus transplantes demoram cerca de 8 horas, somado à rotina de atendimento, acabo trabalhando 12 ou 14 horas por dia, tenho pouca mobilidade. Gostaria de participar mais da vida acadêmica da Faculdade porque tenho muito carinho e uma lembrança muito especial.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.