Medicina: 1º lugar no Ranking Universitário Folha (RUF 2016) do país, dentre as instituições particulares

Omedicina_santa_casa_ranking_universitario_folha_2016 curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP obteve o 1º lugar no Ranking Universitário Folha (RUF 2016), dentre as instituições de ensino superior (IES) particulares do Brasil. O programa ocupou, ainda, a 9ª posição dentre todas as IES – privadas e públicas – do país, subindo mais uma posição em relação a 2015.

Em “Qualidade de Ensino”, um dos critérios do estudo, o curso de Medicina da FCMSCSP também está entre os 10 melhores do país, sendo o 1º dentre as particulares. No critério “Avaliação do Mercado”, o estudo destaca a ascensão da Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em mais 5 posições em relação à edição anterior do ranking.

Para conferir os detalhes do estudo, acesse o link da RUF Folha – Edição 2016. Saiba mais sobre o curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Conheça os sintomas da infecção urinária

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Dra. Yvoty Alves dos Santos Sens, professora de Pós-Graduação da FCMSCSP

A infecção do trato urinário (ITU) ou infecção urinária, como é popularmente conhecida, é a doença infecciosa bacteriana mais comum na população geral. Mais frequente em mulheres jovens, a recorrência e gravidade da infecção urinária estão associadas a fatores hormonais, genéticos e comportamentais. Também é comum o relato de histórico familiar de cistite de repetição.

De acordo com a Dra. Yvoty Alves dos Santos Sens, professora de Pós-Graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, pelo menos metade das mulheres apresentará um episódio de infecção urinária durante a vida: “Isso acontece porque o sistema urinário feminino está próximo à genitália e é mais vulnerável à contaminação e proliferação bacteriana”, explica.

O tipo mais comum de infecção urinária em indivíduos saudáveis, especialmente em mulheres a partir da adolescência e na fase adulta é a chamada cistite. “Não é comum em homens que não apresentam alterações estruturais do trato urinário, e se ocorrer deve ser investigada. Os sintomas são de ardência ao urinar, urgência para urinar e dificuldade de segurar a urina, vontade de urinar mesmo com a bexiga vazia, dor suprapúbica e ocasionalmente sangue na urina. Sintomas como febre e calafrio são incomuns. Devem-se observar as características da urina, o odor forte, o aspecto avermelhado ou turvo”, afirma a Dra. Yvoty.

O diagnóstico da cistite, segundo a professora, é na maioria das vezes clínico, mas também pode ser obtido por meio de exame de urina. O tratamento deve ser feito com antimicrobianos por via oral e quase sempre dispensam a realização de outros exames laboratoriais.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 93, em 26/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ex-Santa conta sobre a carreira de Medicina e o lançamento de seu novo livro

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Dr. José Maria Orlando, formado pela 12ª turma de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. José Maria Orlando é formado pela 12ª turma de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Com título de especialista em Medicina Intensiva, foi presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), entidade que congrega os profissionais de saúde atuantes nas unidades de terapia intensiva do país. Exerceu ainda o cargo de secretário municipal de Saúde adjunto do Município de São Paulo, entre os anos de 2009 e 2012. Em entrevista ao Boletim Conectar, o ex-Santa falou sobre o que o motivou a escolher o curso de Graduação em Medicina e do lançamento de seu novo livro “Vencendo a Morte”, que tem lançamento nesta terça-feira, 31 de maio.

 

Conectar: Como o senhor decidiu seguir a carreira na área médica? E quais os motivos o levaram a estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
José Maria Orlando: O encantamento com a ciência e a arte médica foi emoldurando minhas expectativas e sonhos, principalmente durante os anos de estudos e práticas na própria Faculdade, quando se torna, de fato, possível entender melhor a opção feita para o concurso vestibular. A Santa, desde sempre, reservava ainda outra característica especial em seu currículo acadêmico. Diferentemente da maioria das escolas médicas do país, estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo significava acrescentar mais um ingrediente decisivo para testar a real aptidão dos jovens estudantes com respeito à arte médica. Assim, logo no primeiro ano tínhamos de encarar nosso destino irrefutável e iniciar precocemente o rito fundamental da Medicina: o relacionamento direto com os pacientes. Dessa forma, caso ainda houvesse algum risco de que nossa escolha pela carreira médica tivesse sido, eventualmente, equivocada, ela não resistiria à prova definitiva do contato precoce com os doentes nas enfermarias do hospital.

Conectar: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória acadêmica e profissional.
José Maria Orlando: Ao concluir os dois anos de Residência em Clínica Médica, eu me tornei o primeiro residente da disciplina de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Mas, àquela altura, eu já havia sido “contaminado” de forma irreversível pelo fascínio que a Medicina Intensiva exercia sobre mim. Portanto, deixei de lado a possibilidade concreta de seguir carreira acadêmica e passei a me dedicar full-time ao trabalho em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A partir daquela decisão, meu envolvimento associativo aconteceu naturalmente e, em 1983, eu ingressei no quadro diretivo da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (Sopati). Em 1994, passei a compor a diretoria executiva da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), vindo a presidi-la por duas gestões consecutivas (2004-2005 e 2006-2007). Antes de me aventurar a escrever sobre um tema histórico voltado para o público em geral, eu publiquei dois outros livros técnicos na área de Medicina Intensiva: “UTI – muito além da técnica: a humanização e a arte do intensivismo”, em 2001 e “UTIs Contemporâneas”, em 2008.

Conectar: Alguma lembrança marcante de sua turma?
José Maria Orlando: A Turma 12 de Medicina da FCMSCSP, de 1979, teve o privilégio de conviver com vários excelentes mestres, mas um deles merece especial menção: Prof. Dr. Walter Edgard Maffei. Além de nome muito respeitado na Anatomia Patológica, seus conhecimentos eram vastos sobre Medicina de uma forma geral. Acredito que muitos de seus alunos ficaram marcados por tal ensinamento valioso, não apenas para o desempenho da Medicina, mas como lição de vida. Em meu livro eu rendo uma singela homenagem ao Prof. Dr. Maffei como símbolo de um comportamento crítico que deve estar sempre permeando as atitudes do médico que conduz o tratamento de seus pacientes, sem nunca deixar de questionar mesmo aquilo que, em uma primeira análise superficial, parece ser o mais óbvio.

Conectar: Qual é a proposta do livro “Vencendo a Morte”, de sua autoria?
José Maria Orlando: As guerras estão, invariavelmente, associadas às grandes desgraças da humanidade, por conta de todos os infortúnios que as acompanham. Este livro, no entanto, busca explorar um lado menos visível dessa história, sempre carregada de tantos sofrimentos, dores indizíveis e profundo terror e que vem assombrando os nossos piores pesadelos, ao longo dos séculos. É possível, mesmo contrariando o senso comum, identificar eventuais benefícios para a própria humanidade, como subprodutos insuspeitos e positivos do enorme caos e da tragédia humana provocada pelas guerras. Até pouco mais de cem anos atrás, as guerras matavam mais por conta das infecções que complicavam as feridas, enquanto que as cirurgias eram limitadas por não haver ainda a anestesia. Foi dessa maneira que afloraram algumas novas descobertas científicas em vários campos do conhecimento e, em especial, para a Ciência Médica, como é o caso do aprimoramento de algumas técnicas cirúrgicas, por exemplo. Em muitas outras situações os campos de batalha transformavam-se em imensos laboratórios a céu aberto e, assim, permitiam testar, em grande escala, novos procedimentos e medicamentos.

Conectar: Quais suas motivações para escrever sobre este tema?
José Maria Orlando: Tanto durante o 6º ano da Faculdade, como na Residência em Clínica Médica, eu realizei meus estágios eletivos na UTI da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). No contato diário com nossos preceptores, à época, era frequente ouvirmos menção à importância das guerras para as pesquisas médicas voltadas a alguns dos mais impactantes quadros clínicos e que são, ainda hoje, responsáveis pela internação de muitos pacientes em UTIs. Essa íntima vinculação entre as guerras e algumas das principais entidades clínicas que fazem parte da rotina diária das UTIs despertou em mim a curiosidade por aprofundar minhas pesquisas bibliográficas e, assim, conhecer, em mais detalhes, a evolução histórica dessas doenças.

Serviço
Lançamento do livro “Vencendo a Morte: como as guerras fizeram a Medicina evoluir
Local: Livraria Leitura – Shopping Cidade São Paulo – Avenida Paulista, 1230 – 2º Piso – São Paulo (SP)
Horário: A partir das 19h00.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 89, em 31/5/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: 60 dias imersos em renomados centros de estudo e pesquisa

Giulia Siqueira-Galfano

Giulia Siqueira Galfano

Denominando como: “uma oportunidade incrível” a experiência adquirida nos 60 dias em que conheceu – por meio do Programa Pesquisadores do Futuro da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –, o Dana-Farber Cancer Institute – Harvard Medical School, Giulia Siqueira Galfano, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ainda teve a sorte de ser selecionada com as colegas Livia Maria Gruber Holland (também do 4º ano) e Giuliana D’Amaro (3º ano). “Não tenho do que reclamar; foi bom em todos os aspectos: o curso, as acomodações”, comenta Giulia.

A futura médica ainda menciona que estava bem amparada, não somente pelos recursos que o programa Pesquisadores do Futuro ofereceu à aluna e às colegas de curso, mas também pelos orientadores, sem contar a experiência adquirida no trabalho realizado no renomado instituto americano de pesquisa e tratamento de câncer.

“O Dana-Farber é um instituto de Câncer ligado ao Boston Children’s Hospital. Lá pudemos observar na prática a integração da pesquisa com a clínica. Os médicos estavam sempre atualizados e aplicando os mais novos tratamentos. Consegui perceber na prática a importância da pesquisa clínica, não só para o meio acadêmico, mas também para os pacientes. Destaco a importância do intercâmbio de conhecimento entre diferentes centros ao redor do mundo”, finaliza a futura médica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 79, em 2/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Aluna do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP conquista bolsa para realização de pesquisa

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Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora da FCMSCSP e orientadora do trabalho

Dedicar-se à pesquisa não é uma tarefa fácil​; são necessários interesse, empenho e muito estudo. Foi assim que Lívia Tomazin Maebuti, aluna do 2º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, conseguiu, já no início de sua vida universitária, uma bolsa pela F​​undação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo​ (Fapesp)​ com o projeto: “Avaliação de marcadores epigenéticos em nevos melanocíticos e no melanoma acral lentiginoso localizados na região acral”.

“Para o desenvolvimento de uma pesquisa deve haver comprometimento, ainda mais pelo fato de que a carga horária exige bastante dos alunos de Medicina. Mas a Lívia é superdedicada, escreve bem e eu tenho o maior orgulho dela. Esse projeto, inclusive, é original​. Não há nada na literatura sobre o assunto”, ressalta a Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP e orientadora do trabalho.

De acordo com a Dra. Fabiana, o trabalho surgiu após receber o aconselhamento do Prof. Dr. Osmar Monte, vice-diretor da FCMSCSP,  para conversar com o Dr. Marcus Antonio Maia de Oliva Ferreira, dermatologista e professor da FCMSCSP. “Tenho um aluno de Mestrado e fui conversar com o Dr. Marcus para fazer uma colaboração e fiquei sabendo que ele queria ​realizar um trabalho sobre melanoma acral lentiginoso”, explica a Dra. Fabiana.

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Lívia Tomazin Maebuti

A partir daí, a professora apresentou a ideia aos alunos de Iniciação Científica da FCMSCSP, que se dispuseram a desenvolver a pesquisa: “A Lívia é a autora e o Gabriel Roberti de Oliveira, também aluno do 2º ano do curso de Graduação em Medicina, é colaborador nesse trabalho. Ao buscarmos na literatura algo sobre o melanoma acral lentiginoso, notamos que há trabalhos relatando a existência de mutações em genes ​– alteração genética associada ao desenvolvimento do melanoma ​– importante para o controle do ciclo celular, porém os resultados não são conclusivos”, esclarece.

Como no Pós-doutorado a Dra. Fabiana estudou o papel dos mecanismos epigenéticos no desenvolvimento do melanoma, notou ali uma oportunidade, pois em vários tumores, inclusive no melanoma, já foram descritas inúmeras alterações genéticas ou mutações que estão associadas ao seu desenvolvimento. E não há nada, de acordo com a professora, que relacione a ocorrência de modificações epigenéticas e o desenvolvimento do melanoma acral lentiginoso.

O que é melanoma
É um tipo de câncer que aparece na pele, no couro cabeludo e, no caso do superficial, acomete pessoas de pele clara e está associado à exposição à luz ultravioleta. A diferença é que o melanoma acral lentiginoso ocorre em regiões que não estão expostas ao sol, como a palma da mão e a planta do pé. “Ele é um tipo mais raro, mas é um câncer de pele agressivo, causa metástase e mata”, explica a Dra. Fabiana.

Além de conquistar a bolsa Fapesp, Lívia Tomazin Maebuti obteve uma verba da Sociedade Brasileira de Dermatologia a fim de financiar o material necessário para a realização do projeto. ​A futura médica conta que já vinha procurando algo que estivesse relacionado a câncer. “Gosto muito do que faço​; então para mim é por prazer mesmo. Não acho que teria feito tudo o que fiz se não tivesse o apoio da professora Fabiana, que estava ali para tudo que eu precisasse, assim como os outros professores também. Aliás, aqui na Faculdade há muitos pesquisadores renomados e sempre todos muito acessíveis, o que me inspira bastante”, agradece a estudante.

A pesquisa prevê resultados de estudos sobre cinco casos de nevos e cinco de melanomas acrais. “​Há muita coisa que contribui para o desenvolvimento do câncer​. Vamos ter de colher dados como a idade​ e a ocupação do paciente e tomar cuidado com os parâmetros para não perdermos resultados. A bolsa da Lívia é de um ano, renovável. ​Esperamos que​,​ dentro desse período​,​ tenhamos muitos pacientes, já que o hospital da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo recebe pessoas vindas de diversos lugares para atendimento, em que pode haver um grande número de casos de melanoma​”, finaliza a professora.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Medicina: chegou a hora de escolher a residência médica

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Dr. José Eduardo Lutaif Dolci

Nesta edição, o Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor do Curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, esclarece algumas das principais dúvidas sobre a residência médica. Confira!

Conectar: Qual o papel do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)?
Dr. Dolci: Trata-se de uma prova obrigatória para todo egresso de Medicina do estado de São Paulo, temos hoje no estado mais de 50 escolas de Medicina. Então, todo o aluno formado em qualquer escola precisa prestar essa prova. Ao realizar essa avaliação, o futuro médico não é impedido de exercer a Medicina se ele não passar. Entretanto, ele é obrigado a fazer a prova, do contrário, ele não teria um registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). O objetivo dessa prova é avaliar as escolas que oferecem a Graduação em Medicina, como o aluno está sendo formado nas escolas. O Cremesp envia para as escolas o resultado das provas, notificando o desempenho dos alunos nas diversas áreas da Medicina, apresentando um panorama do ensino.

Conectar: E se o residente vier de outro estado ou for de outro estado precisa fazer o exame?
Dr. Dolci: Mesmo que seja de outro Estado, é necessário prestar a prova do Cremesp, para ter o registro no CRM. A avaliação acontece sempre no final de outubro. A pessoa que não faz a prova recebe um registro provisório, mas precisa justificar o porquê não a realizou e, no ano seguinte, precisa fazer.

Conectar: E se egresso de Medicina não tem o CRM ele pode fazer a residência?
Dr. Dolci: Todas as residências oficiais no estado de São Paulo estão exigindo o registro no CRM. Esta foi uma proposta implantada há 10 anos, não era obrigatória, mas tornou-se há três anos. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo sempre mandou um número muito grande de alunos para o exame e sempre foi muito bem nas provas.

Conectar: Como é a preparação para o exame de residência?
Dr. Dolci: Existem cursinhos preparatórios, porém a vivência e a experiência no internato são muito mais importantes. A prova é um teste e o aluno precisa saber a teoria e a prática, por isso toda prova de residência precisa ter teste teórico e prático para mensurar como foi o internato deste futuro médico. Na Faculdade Santa Casa de São Paulo insistimos para que os alunos aproveitem o 5º e 6º anos, os plantões voluntários e os plantões obrigatórios para atividades complementares, pois isso tem um peso e faz uma diferença muito grande.

Conectar: A maioria dos alunos chega no 6º ano sabendo em qual área seguirá?
Dr. Dolci: Isso sempre foi um dilema, muitas vezes, eles chegam ao 6º ano e não sabem o que fazer, e na medida em que vão passando nas especialidades eles vão se apaixonando.É hilário, por exemplo, passam na Dermatologia e decidem, na sequência passam na Oftalmologia e acham que é aquilo. Por isso, o eletivo ajuda, pois são  sete semanas dentro de uma especialidade ou área.

Conectar: Como funciona a residência?
Dr. Dolci: Cada hospital, principalmente os universitários, costuma ter todas  residências em todas as  especialidades. A residência é regulamentada Conselho Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação (MEC). Por exemplo, a residência em otorrinolaringologia inscrita no MEC tem que cumprir um programa, com um número de professores, carga horária, apresentando quais são os direitos e as obrigações dos residentes, o conteúdo teórico e pratico a ser cumprido (cirurgia, procedimentos, entre outras). Tem prova para passar de ano na residência. Na especialidade de otorrinolaringologia tem prova todo mês, além da nota de conceito mensal. No final do ano, o médico possui 24 notas e, para passar, a média dele tem de ser sete.

Conectar: O residente é remunerado?
Dr. Dolci: Ele recebe uma bolsa cujo recurso vem do MEC ou da Secretaria da Saúde do Estado, cerca de 60% dos residentes na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo recebem bolsas do MEC ou da Secretaria da Saúde e o restante é pago pela Santa Casa.

Conectar: E quem não passa como residente há outra escolha?
Dr. Dolci: Há o curso de especialização, que também é registrado e reconhecido pelo MEC. Para isso, ele presta outra prova. Passando, ele tem a mesma formação do residente, mas não recebe por isso.

Conectar: E para os que não desejam fazer residência?
Dr. Dolci: Não precisa fazer, mas a partir de 2018, com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), todos os médicos deverão fazer residência. Hoje, quem não faz pode exercer a medicina como clinico ou ainda pode seguir na medicina da família, que é muito necessária à população brasileira.

Conectar: E quanto à obrigatoriedade, como será? Com esse novo formato, quanto tempo levará a residência?
Dr. Dolci: A proposta da nova Diretriz Curricular para os Cursos de Medicina é a residência para 100% dos formandos em medicina a partir de 2018. Todo médico que se formar deverá ficar um ano em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Sobre o tempo de residência, depende da especialização, se optar, por otorrinolaringologia, por exemplo, ele segue um ano na UBS e mais três em residência na área de otorrinolaringologia. No caso de uma especialidade como cirurgia vascular, por exemplo, deverá fazer um ano na UBS, mais dois de cirurgia geral e só depois disto poderá fazer a área específica, que é a vascular, por mais dois ou três anos.

Conectar: O que a Faculdade faz para auxiliar o futuro médico?
Dr. Dolci: Na FCMSCSP, nós preparamos o aluno de Graduação de maneira global. Desde o primeiro ano, nos preocupamos com a humanização, o aluno é inserido em um hospital desde o primeiro dia de aula. Desde  o início ele tem aulas de propedêutica, de cuidados de enfermagem , de psicologia  e contato com os pacientes. Levamos  isso muito a   sério  procuramos não perder este referencial desde 1963, ano da abertura da nossa escola. É o nosso  diferencial. Tenho a convicção de que ao terminar o curso, o aluno passa do status de estudante para médico e de jovem para homem ou mulher maduros, pois procuramos dar uma série de exemplos para que ele se transforme em um bom médico e entenda o sentido da profissão que escolheu.

No próximo boletim:

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em ‪‎Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, falará sobre as possibilidades para a carreira de um fonoaudiólogo. Acompanhe!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Medicina FCMSCSP: Estão abertas as inscrições para a Fuvest

vestibular-graduacao-Medicina-2016-FCMSCSPForam abertas, nesta sexta-feira, dia 21 de agosto, as inscrições para o vestibular do curso de Graduação em Medicina da  Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O processo seletivo é realizado pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest 2016), para os candidatos que desejam concorrer a uma das 120 vagas oferecidas pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Os interessados devem se cadastrar no site www.fuvest.com.br e efetuar, até 10 de setembro, o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 145,00. Feito isso o candidato receberá um número de inscrição que permitirá consultar no site o local onde realizará as provas que acontecem:

1ª fase: Dia 29 de novembro de 2015, domingo, com início às 13h00. Prova com duração de 5 horas que apresenta 90 questões, com cinco alternativas cada, sobre português, história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês;

2ª fase: Três provas discursivas com 4 horas de duração cada:

Dia 10 de janeiro de 2016, domingo, com início às 13h00. Prova com dez questões de Português e Redação;

Dia 11 de janeiro de 2016, segunda-feira, com início às 13h00. Prova com 16 questões sobre história, geografia, matemática, física, química, biologia, inglês.

Dia 12 de janeiro de 2016, terça-feira, com início às 13h00. Prova com 12 questões sobre disciplinas que vão de acordo com a carreira escolhida.

O período de inscrição se encerra em 9 de setembro, quarta-feira, e a primeira lista de aprovados será divulgada em 2 de fevereiro de 2016 no site www.fuvest.br.

Esclareça as suas dúvidas de como ingressar no curso de medicina da FCMSCSP.