Ex-aluna do curso de Fonoaudiologia relata o porquê da escolha da área

Liliane Laviano

Liliane Laviano

Liliane Laviano ingressou no curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP, trancou a Faculdade por um ano e foi em busca do sonho de residir fora do país. Trabalhou como voluntária, cuidando de jovens e adultos com necessidades especiais, e retornou para o Brasil com a certeza de que a sua escolha pela Fonoaudiologia estava certa. Formada desde 2009, a Ex-Santa fez Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, também na FCMSCSP, e conta ao Conectar sua trajetória acadêmica e profissional.

Conectar: Por que optou cursar Fonoaudiologia?
Liliane: Ao terminar o ensino médio, a única certeza que tinha era a de que queria uma profissão por meio da qual eu pudesse ajudar pessoas. Fiquei em dúvida entre os cursos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia. Marquei algumas conversas com profissionais das áreas mencionadas e cheguei à conclusão que seria fonoaudióloga. Mas a grande certeza de que estava no caminho certo só veio mesmo após o contato com pessoas especiais em minha vivência no exterior.

Conectar: Quais critérios lhe ajudaram a escolher a FCMSCSP?
Liliane: A qualidade do corpo docente composto por professores doutores que contribuem ativamente para o desenvolvimento da Fonoaudiologia. E o universo Santa Casa que me possibilitaria estar dentro de um hospital escola e vivenciar todas as possibilidades de atuação da Fonoaudiologia.

Conectar: Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da FCMSCSP? Como era a sua rotina?
Liliane: Minha rotina como aluna era bastante corrida, pois junto com os estudos eu também dava aulas de inglês, organizava festas infantis e fazia baby-sitting. Mas apesar da correria, conseguia participar dos eventos organizados pela Faculdade e fiz uma Iniciação Científica, pois acredito que ambos complementam a formação e nos aproximam de profissionais conceituados.

Conectar: De que maneira o curso de graduação em Fonoaudiologia contribuiu para o seu crescimento profissional?
Liliane: Além de toda a excelência de conteúdo, o curso me ensinou a enxergar cada paciente como um ser único em suas dificuldades e habilidades, o que é um diferencial que reflete diariamente na minha prática profissional. Reconheço também que o curso me proporcionou clareza e objetividade para a atuação clínica, além do fato de que a base que recebi me permitiu obter recursos e conteúdos para trabalhar com a promoção de saúde da comunicação por meio de programas de formação de professores. Participei de cursos de curta duração principalmente na área de linguagem, trabalhei em projetos de pesquisa juntamente com a Prof.ª Dra Noemi Takiuchi e me dediquei à implantação e estruturação do Serviço de Fonoaudiologia das Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo de São Paulo onde atuo com muita alegria e orgulho desde 2010, além de atender em consultório particular.

Conectar: Existem desafios que você enfrenta ou enfrentou na carreira que lhe permitem aplicar, na prática, o que aprendeu na Faculdade?
Liliane: Como em todas as profissões, conquistar espaço no mercado de trabalho é sempre um desafio para os recém-formados, leva tempo e necessita de atenção e manutenção constantes. Aplico os conteúdos aprendidos tanto na Graduação quanto no Mestrado, e procuro sempre me manter atualizada e em contato com os professores para poder atender a demanda específica de cada paciente, de pais e de professores.

Conectar: O que recomendaria para os que desejam cursar Fonoaudiologia?
Liliane: Busque conhecer todas as áreas de atuação da Fonoaudiologia; compartilhe conhecimentos e experiências com os professores; participe de eventos científicos; participe de eventos sociais; faça uma Iniciação Científica e aproveite muito todos os momentos que os quatro anos de faculdade podem oferecer.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 69, em 14/7/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Faculdade Santa Casa de SP participa do II Fórum Mundial de Dislexia

O II Fórum Mundial de Dislexia, realizado em agosto, em Belo Horizonte (MG), teve como objetivo promover a discussão sobre o atual panorama do distúrbio no mundo. O evento contou com a presença de 500 participantes, de 25 palestrantes internacionais e de 15 palestrantes nacionais. O encontro também recebeu docentes, alunos de pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, além de contar com a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia, como membro da comissão organizadora do evento.

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

“Podemos considerar o Fórum um marco para o Brasil, afinal representou um momento importante para a troca de experiências entre os pesquisadores líderes mundiais na área e os participantes. Identificamos, como principal consenso do encontro, a necessidade de aprovação de políticas públicas voltadas para o suporte da criança com dislexia, o que envolve desde a detecção do distúrbio até o seu atendimento e acompanhamento. Esse cenário contribui para a baixa qualidade de ensino no país”, avalia a Dra. Ana Luiza.

Segundo a especialista, no Brasil, a dislexia afeta de 3% a 6% da população de crianças e jovens e é um dos principais fatores responsáveis pela dificuldade de aprendizado nas escolas. “Além das discussões, o Fórum resultou em muitos desdobramentos. Entre eles, estamos produzindo um relatório que será encaminhado às autoridades educacionais brasileiras, como uma forma de manifesto, para que seja destinada mais atenção ao público que sofre com a dislexia”, afirma a professora.

Dentro da programação do Fórum, a Dra. Ana Luiza foi responsável pelo debate “Como a ciência e a tecnologia estão impulsionando o ensino inovador”. Para contribuir com a discussão do tema, foram ministradas palestras pelas especialistas Marialuisa Martelli, da Universidade italiana La Sapienza, e por Teija Kujala, professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Helsinki, na Finlândia.

A Dra. Noemi Takiuchi, professora da FCMSCSP, e as alunas do Mestrado Profissional da Faculdade Santa Casa de São Paulo, Camila B. Andrade e Liliane Laviano apresentaram trabalhos científicos e participaram das discussões. Uma terceira edição do Fórum Mundial de Dislexia está prevista para ser realizada, nas Ilhas Maurício, em 2016.

Fonoaudiologia da FCMSCSP realiza Jornada Acadêmica

Alunos, professores e colaboradores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo estiveram juntos na realização da 12ª Jornada Acadêmica do Curso de Fonoaudiologia – 1º Encontro do Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da FCMSCSP – Da Ciência Básica à Clínica Fonoaudiológica. O encontro aconteceu nos dias 3, 4 e 5 de setembro e contou com mesas redondas, conferência internacional, exposição de pôsteres e workshops, e teve participação recorde em relação às edições anteriores. Confira o depoimento das professoras Dra. Alessandra Spada Durante e Dra. Ana Luiza Navas e suas impressões sobre esta Jornada. Clique aqui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 49, em 9/9/2014. Assine nossa newsletter:
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