Dr. Maffei é homenageado por sua contribuição acadêmica à Faculdade Santa Casa de São Paulo

Como forma de agradecer ao saudoso Professor Doutor Walter Edgard Maffei (1905-1991) por sua contribuição acadêmica à Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, será realizado o evento “Última Aula do Prof. Maffei no Juqueri – Uma homenagem de seus alunos”, no dia 3 de julho, das 17h30 às 19h, nos Auditórios Emilio Athié e Paulo Augusto Ayrosa Galvão.

O encontro integra o calendário das atividades comemorativas do cinquentenário da Faculdade e contará com a apresentação de um vídeo da última aula proferida pelo acadêmico, além de um espaço para debate. O Dr. Maffei foi o fundador do departamento de Patologia da Faculdade Santa Casa de São Paulo e do Serviço de Anatomia Patológica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

 Dra. Carmen Lucia Penteado Lancellotti

Segundo a Dra. Carmen Lucia Penteado Lancellotti, ex-aluna do Dr. Maffei e coordenadora do evento, uma das principais contribuições do professor foi compartilhar todo o seu conhecimento com a Instituição de ensino. “O Dr. Maffei era um profundo conhecedor da Medicina, sendo um profissional muito estudioso, humilde e de grande dedicação à Santa Casa e à Faculdade Santa Casa de São Paulo. Prova disso, é que não tinha consultório e não cobrava por consultas”, afirma.

Dra. Carmen ainda explica que o Dr. Maffei tinha um arquivo de slides com todos os casos de necropsia e de patologia cirúrgica com o objetivo de dividir todas as informações adquiridas. “Ele fotografava e depois datilografava pessoalmente, com a máquina de escrever que hoje está no Museu da Santa Casa, as fichas dos casos arquivados para repassar o conhecimento aos alunos. Quando chegava de manhã bem cedo ao departamento de Patologia, o professor colocava o avental e descia ao necrotério para ver as necropsias. Para ele, é no necrotério que se aprende Medicina”, diz.

Aos que não tiveram a oportunidade de conhecer o acadêmico, a professora deixa uma frase que sempre era pronunciada por ele: “Não existe sentido em se guardar o conhecimento só para si. Ele sempre precisará ser repassado a outros, senão não terá qualquer valor”, narra.

Leia o texto que a Dra. Carmen escreveu sobre sua convivência profissional de 20 anos ao lado do Dr. Maffei. Clique aqui.

Serviço
Evento: “Última Aula do Prof. Maffei no Juqueri – Uma homenagem de seus alunos”
Local: Auditórios Emilio Athié e Paulo A. Ayrosa Galvão
Data: 3/7/2013, quarta-feira
Horário: das 17h30 às 19h00

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 20, em 25/6/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Se não tratado, glaucoma pode levar à cegueira irreversível

Dr. José Ricardo ReggiDados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 1 a 2% da população acima de 40 anos é portadora de algum tipo de glaucoma, o que representa a segunda causa de cegueira no mundo. De acordo com o Dr. José Ricardo Reggi, professor instrutor de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o paciente com glaucoma raramente apresenta sintomas. Isso acontece pelo fato da doença acometer inicialmente a parte periférica da visão. Nas fases mais adiantadas, quando a região central fica comprometida, o paciente começa a sentir a diminuição visual. “O glaucoma pode levar à cegueira permanente. Nos países desenvolvidos, é a principal causa de perda total da visão nos indivíduos acima de 50 anos”, diz.

Dr. Reggi explica que a única maneira de prevenir a doença é realizar a consulta anual com um oftalmologista. Por meio do exame de fundo de olho, o profissional avaliará o nervo óptico e medirá a pressão intraocular. Esse procedimento diagnosticará se a pessoa apresenta a doença. “Estudo realizado com os colaboradores da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) revelou que 2% dos funcionários acima de 35 anos têm glaucoma”, aponta.

Pessoas com histórico familiar, principalmente irmãos, têm mais chances de desenvolver a doença. Segundo o especialista, o tratamento é realizado com medicamentos para diminuir a pressão intraocular. “É importante que as pessoas com mais de 40 anos façam uma consulta regular com seu oftalmologista. Ele é o único profissional capacitado para diagnosticar a doença no começo”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 18, em 28/5/2013. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

PECA: exposição e apresentação de resultados

A Comissão Organizadora do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA 2013) realizou, em 23/5, uma exposição de fotos das atividades desenvolvidas nesta 9ª edição, no município de São Sebastião (SP), e a apresentação dos resultados obtidos com essa iniciativa. O evento contou com a participação de diretores e professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, além de patrocinadores, colaboradores, alunos, autoridades e convidados do município visitado pelos discentes no mês de janeiro.

O PECA tem como principal objetivo oferecer assistência à saúde para a população local, estudar as condições de saúde da comunidade de uma determinada região, considerando a realidade sanitária e a prevalência das doenças durante o período do Projeto, e proporcionar atendimento médico à população.

Trata-se de um projeto voluntário promovido pelos estudantes da Faculdade para promover a atenção básica à saúde em seus aspectos curativo e preventivo, a toda a comunidade do município visitado. Participam regularmente do PECA os alunos dos cursos de Graduação em Medicina, em Enfermagem e em Fonoaudiologia da FCMSCSP, com o fundamental apoio de parceiros institucionais que viabilizam a realização das expedições anuais. Para assistir ao compacto das atividades desta 9ª edição do Projeto, clique aqui.

PECA 2013

“Vivemos as alegrias de todas as inaugurações”

Dr. Osmar CamargoEssa é a declaração do Dr. Osmar Camargo, aluno da primeira turma do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que fala ao Conectar, em mais uma entrevista especial comemorativa aos 50 anos de existência da Instituição. O médico, que atua como ortopedista do Pavilhão Fernandinho Simonsen, no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, conta sobre o início das atividades da Faculdade, em 1963.

Conectar – O que o senhor pode destacar sobre a primeira turma da FCMSCSP?
Dr. Osmar Camargo – Durante os seis anos da graduação, acompanhamos a evolução da Instituição. Quando eu ingressei no curso, a Faculdade Santa Casa de São Paulo estava instalando suas salas e auditórios. Vimos a confecção do projeto arquitetônico para o recebimento dos alunos. Vivemos as alegrias de todas as inaugurações, do surgimento e contratação dos nossos professores, e, principalmente, acompanhamos a evolução da Instituição até os dias de hoje, o que foi ótimo também para enriquecer a nossa bagagem acadêmica e o orgulho de nos transformarmos em docentes.

Conectar – Quais foram as experiências adquiridas nessa fase inicial da Instituição?
Dr. Osmar Camargo – Tinha uma pressão positiva, por sermos uma nova Faculdade, na qual um sistema educacional de Medicina diferenciado foi implantado, à época, caracterizado principalmente pelo aprendizado prático associado à teoria. Aprendemos dentro de um hospital-escola desde o primeiro ano. Isso nos diferenciou das outras Instituições daquele período, inclusive serviu de modelo para as demais.

Conectar – O que influenciou o senhor na escolha pela Medicina?
Dr. Osmar Camargo – Eu optei pela Medicina quando estava terminando o colegial e foi por influência de alguns parentes, que também são médicos. Eles me mostraram o valor da área médica dos pontos de vista social e assistencial. Assim, eu senti que era uma ótima opção de carreira.

Conectar – Quais são os principais desafios enfrentados na área da ortopedia?
Dr. Osmar Camargo – Um dos desafios de qualquer segmento médico é manter-se atualizado, em função da forte carga de trabalho e da falta tempo para fazer uma leitura contínua de novas informações científicas. Cursos de reciclagem também são extremamente necessários.

Conectar – O que deve ser avaliado antes de ingressar na Medicina?
Dr. Osmar Camargo – Perceber se há vocação para se dedicar a um curso que tem duração mínima de seis anos. A pessoa precisa ter aptidão a abraçar uma grande quantidade de conhecimento e também desenvolver uma visão humanística de servir ao próximo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 14, em 2/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.