Infecções por HPV acometem cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil

Dra. Luisa Lina VilaO HPV (Papilomavírus Humano) provoca, em média, 250 mil mortes por câncer de colo do útero a cada ano no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Dra. Luisa Lina Villa, professora-adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV, a doença também pode causar câncer no pescoço, vagina, pênis e ânus. A Dra. afirma que: “Informações do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, e projeções de estudos epidemiológicos, apontam que no Brasil há cerca de 30 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Por ano, surgem 20 mil novos casos de câncer do colo de útero, causando a morte de oito mil mulheres, pois elas são diagnosticadas tardiamente”.

O vírus é causador de tumores benignos e malignos e pode ser transmitido pelo contato, sendo a relação sexual a principal forma de transmissão. As áreas mais atingidas são: o colo do útero, ânus, pênis, vulva, paredes internas da vagina, além da cavidade oral e orofaringe. Nas mulheres, além das verrugas genitais – que também acometem os homens –, é o causador de diversos graus de neoplasia no colo do útero, responsável pelo câncer do colo uterino.

De acordo com a Dra. Luisa, o uso do preservativo não protege o indivíduo totalmente, pois outras partes do corpo ficam expostas. Ela destaca, ainda que: “a melhor forma de prevenção é se vacinar. A droga protege a pessoa do vírus que causa a maioria das verrugas e também 70% dos cânceres de colo de útero, 50% de pênis e vulva e quase 80% da doença no ânus”.

Sobre os sintomas, a professora explica que, em algumas semanas após contrair o vírus, poderão surgir papilomas ou verrugas, que apesar de benignas são altamente contagiosas. “Além disso, sinais como o prurido nas áreas genital ou anal, dor na relação sexual e sangramento devem levar o indivíduo a se consultar com um médico. Porém, às vezes, não há nenhum indício, então, as pessoas continuam transmitindo o vírus”, comenta.

Dra. Luisa afirma que, de acordo com estudos científicos, está comprovado que homens e mulheres, de nove a 26 anos, devem tomar a vacina. Não há tratamento para o HPV, o indivíduo deve observar as infecções, sendo que, mais de 80% delas, são eliminadas espontaneamente. “Muitas pessoas estão infectadas e não vão apresentar doença alguma. Já outras podem desenvolver algum tipo de tumor maligno ao longo de vários anos. As visitas regulares ao médico são uma ótima forma de saber se o HPV adquirido causou algum problema. Caso apareça alguma verruga ou tumor, há tratamentos que geram grande possibilidade de cura, desde que a detecção seja precoce. A melhor forma de prevenção é a informação”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 10, em 7/2/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br

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Inauguração do Instituto de Pesquisa da Santa Casa

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo inauguraram nesta segunda, dia 26, o Instituto de Pesquisa da Santa Casa, localizado na Vila Buarque, em São Paulo. Na ocasião, estiveram presentes o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, a vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antônio, e Luciana Temer, representando o vice-presidente da República, Michel Temer, entre diversas outras autoridades.

O provedor da Irmandade, Dr. Kalil Rocha Abdalla, descreveu a importância do Instituto para a evolução das pesquisas na área de saúde, que resultará em benefícios à sociedade como um todo. Já a Dra. Luisa Lina Villa agradeceu o apoio de entidades como CNPq e Fapesp que acreditaram no projeto desde o início, financiando boa parte do Instituto, por meio de recursos cedidos pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

O evento contou também com a presença dos diretores da Faculdade e Irmandade, além dos grandes veículos de comunicação do país que cobriram o evento.

O Instituto visa centralizar as pesquisas existentes nos departamentos do Hospital Central da Santa Casa, viabilizar novos projetos e agilizar os processos administrativos para aquisição de apoio e patrocínio às pesquisas, além de melhorar ainda mais a assistência médica dentro da Instituição.

Infraestrutura do Instituto
O novo prédio que abrigará o Instituto possui seis andares, sendo três só de laboratórios e um andar de suporte técnico de pesquisa. Ainda há um anfiteatro e um andar administrativo.

O Instituto é composto por três setores:
•    Núcleo Metodológico: coordenado pelo Prof. Dr. Hudson Buck.
Possibilita centralização de equipamentos e pessoal especializado, permitindo oferecer suporte técnico à pesquisa Institucional. Também é função do Núcleo criar um centro de referência e viabilizar logística de coleta, recepção, transporte e armazenamento de amostras específicas das linhas de pesquisa apoiadas pelo Instituto.

•    Instituto de Pesquisa Clínica: coordenado pela Dra. Vera Lúcia Alves.
Oferecerá agilidade, centralizando e facilitando a logística para o desenvolvimento de projetos, bem como o suporte administrativo, essencial para o crescimento da pesquisa clínica institucional.

•    Instituto do HPV: coordenado pela Profª. Dra. Luisa Lina Villa.
O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV (INCT-HPV) tem como missão o estabelecimento de um ambiente para a pesquisa em todos os níveis de atuação relacionados à infecção por HPV e doenças associadas. Ele conta com o apoio do CNPq e da Fapesp, cujos recursos vêm sendo utilizados tanto para a montagem de laboratórios de última geração na sede do Instituto de Pesquisas da Santa Casa, quanto para a compra de equipamentos e material de consumo utilizado em diversas linhas de pesquisa em andamento.