Curso de Utilização de Testes Moleculares em Oncologia

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciará no próximo mês o curso “Utilização de Testes Moleculares em Oncologia”. O programa é dirigido a alunos de graduação e pós-graduação nas diferentes áreas de saúde. Entre os temas abordados, estão:

  • HPV e Câncer;
  • Câncer do colo do útero;
  • Marcadores genéticos no câncer familial;
  • Testes moleculares infecciosos em banco de sangue;
  • Testes moleculares para HPV;
  • Outros marcadores – Perspectivas futuras.

O curso contemplará aula prática de genotipagem para HPV.

Conheça os professores:

Dra. Luisa Lina Villa, coordenadora do Instituto do HPV, e uma das professoras do curso

Dra. Luisa Lina Villa, coordenadora do Instituto do HPV e uma das professoras do curso

  • Dra. Luisa Lina Villa e Dra. Lara Termini – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)
  • Dra. Laura Sichero – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
  • Dr. José Eduardo Levi – Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP)
  • Maria Antonieta Avilla Andreoli – especialista em Técnicas FCMSCSP

Utilização de Testes Moleculares em Oncologia” será ministrado no Instituto de Pesquisa da Santa Casa / INCT-HPV, na rua Marquês de Itu, 381, na Vila Buarque, em São Paulo (SP), nos dias 16, 18, 23 e 25 de setembro (terças e quintas-feiras) e 2 de outubro de 2014 (quinta-feira), das 17h às 20h00. O investimento é de 30 reais e as inscrições já estão abertas no site www.fcmsantacasasp.edu.br.


Programação sujeita a alterações, sem prévio aviso.

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Infecções por HPV acometem cerca de 30 milhões de pessoas no Brasil

Dra. Luisa Lina VilaO HPV (Papilomavírus Humano) provoca, em média, 250 mil mortes por câncer de colo do útero a cada ano no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Dra. Luisa Lina Villa, professora-adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV, a doença também pode causar câncer no pescoço, vagina, pênis e ânus. A Dra. afirma que: “Informações do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, e projeções de estudos epidemiológicos, apontam que no Brasil há cerca de 30 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Por ano, surgem 20 mil novos casos de câncer do colo de útero, causando a morte de oito mil mulheres, pois elas são diagnosticadas tardiamente”.

O vírus é causador de tumores benignos e malignos e pode ser transmitido pelo contato, sendo a relação sexual a principal forma de transmissão. As áreas mais atingidas são: o colo do útero, ânus, pênis, vulva, paredes internas da vagina, além da cavidade oral e orofaringe. Nas mulheres, além das verrugas genitais – que também acometem os homens –, é o causador de diversos graus de neoplasia no colo do útero, responsável pelo câncer do colo uterino.

De acordo com a Dra. Luisa, o uso do preservativo não protege o indivíduo totalmente, pois outras partes do corpo ficam expostas. Ela destaca, ainda que: “a melhor forma de prevenção é se vacinar. A droga protege a pessoa do vírus que causa a maioria das verrugas e também 70% dos cânceres de colo de útero, 50% de pênis e vulva e quase 80% da doença no ânus”.

Sobre os sintomas, a professora explica que, em algumas semanas após contrair o vírus, poderão surgir papilomas ou verrugas, que apesar de benignas são altamente contagiosas. “Além disso, sinais como o prurido nas áreas genital ou anal, dor na relação sexual e sangramento devem levar o indivíduo a se consultar com um médico. Porém, às vezes, não há nenhum indício, então, as pessoas continuam transmitindo o vírus”, comenta.

Dra. Luisa afirma que, de acordo com estudos científicos, está comprovado que homens e mulheres, de nove a 26 anos, devem tomar a vacina. Não há tratamento para o HPV, o indivíduo deve observar as infecções, sendo que, mais de 80% delas, são eliminadas espontaneamente. “Muitas pessoas estão infectadas e não vão apresentar doença alguma. Já outras podem desenvolver algum tipo de tumor maligno ao longo de vários anos. As visitas regulares ao médico são uma ótima forma de saber se o HPV adquirido causou algum problema. Caso apareça alguma verruga ou tumor, há tratamentos que geram grande possibilidade de cura, desde que a detecção seja precoce. A melhor forma de prevenção é a informação”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 10, em 7/2/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br