Atuação profissional em Serviço de Emergência requer conhecimentos sólidos e raciocínio rápido

Quase todos já precisaram, algum dia, dos serviços da emergência médica. A área recebe desde simples ferimentos até problemas mais graves que necessitam de atendimento imediato

Prof.ª Dra. Sandra Regina S. SprovieriDe acordo com Prof.ª Dra. Sandra Regina S. Sprovieri, coordenadora da disciplina de Emergências em Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a especialidade é apresentada no quinto e sexto anos do curso de Medicina. “No quinto ano, os alunos participam de plantões noturnos e conhecem na prática os atendimentos, sempre monitorados por preceptores. No sexto ano, os alunos participam da prática com grupo de preceptores da horizontal e nas aulas teóricas, são apresentados os mais variados temas dentro da emergência, em frentes como pneumologia, neurologia, psiquiatria, endocrinologia, nefrologia, cardiologia e infectologia”, entre outros, afirma.

Segundo a professora, na emergência clínica, os profissionais não dependem da presença do especialista para o adequado e pronto atendimento médico, pois todos os preceptores possuem formação geral e são capazes de discutir qualquer tema. “Quem trabalha na emergência deve possuir raciocínio muito rápido, pois a decisão tem que ser imediata frente ao quadro crítico do paciente. Nós já reconhecemos os alunos que contam com esse perfil, uma vez que muitos deles concluem o curso gostando realmente da área”, enfatiza a professora.

A Dra. Sandra afirma ainda que o campo de atuação é bastante amplo e recebe tanto profissionais recém-formados quanto os mais experientes, como o Professor Valdir Golin, pioneiro nesta longa jornada, hoje diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que com toda sua experiência e sabedoria proporciona aos mais jovens o privilégio de participar semanalmente de visitas aos pacientes do Serviço de Emergência à beira do leito.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 24, em 20/8/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Especialidade de Infectologia acompanha os desdobramentos da saúde pública no país e no mundo

Prof.ª Dra. Marinella Della NegraA Infectologia estuda as doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e fungos. De acordo com a Prof.ª Dra. Marinella Della Negra, responsável pela disciplina de Moléstias Infecciosas Parasitárias da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a área tem grande importância para a saúde pública, visto que trata de epidemias e transita por todas as especialidades.

“Todo médico, independente de ser infectologista, é um termômetro da saúde pública. Quando o mesmo atende uma repetição de casos clínicos iguais, trata-se, com toda certeza, de uma doença infecciosa. Quem percebeu que estava iniciando uma epidemia de HIV na cidade de São Francisco (EUA) foram os profissionais do pronto-atendimento, que começaram a atender pacientes com os mesmos sintomas”, afirma.

A Dra. Marinella explica que todos os hospitais têm infectologistas, para atendimento de infecções hospitalares. Além desse segmento, ela comenta que a área apresenta várias facetas.

“Há especialistas em infectologia que atuam em frentes como ortopedia, transplante e medicina do viajante, essa última serve aos indivíduos que vão viajar e tem a finalidade de prevenir doenças existentes nos locais visitados, por meio de vacinações e orientações”, enfatiza.

Segundo a especialista, a disciplina é ministrada no quarto ano do curso de Medicina, no qual são apresentados os agentes responsáveis pelas doenças infecciosas, como o indivíduo responde a essas infecções e qual o papel delas na saúde pública do Brasil e do mundo.

No internato há também a parte prática, em que os alunos acompanham as crianças internadas com doenças infecciosas. Eles observam, ainda, os adultos em consultas e na UTI. Além disso, às sextas-feiras, integram a equipe do ambulatório para atender pacientes com doenças infecciosas.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 23, em 6/8/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.