Tempo seco: os cuidados com a saúde das crianças

Doenças RespiratóriasCom a chegada do inverno e a falta de chuvas, a umidade relativa do ar pode cair ainda mais, o que requer atenção com a saúde da família em locais onde o tempo está muito seco. São muitas as consequências por esse fato: ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz e, principalmente, doenças respiratórias. Confira mais detalhes na reportagem da Revista Crescer, com a participação de Cid Pinheiro, professor assistente do Departamento de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: clique aqui.

Vacinação e ações simples podem evitar doenças de inverno e até a Influenza A (H1N1)

Dr. José Cassio de MoraisO verão está chegando ao fim e a mudança climática para o outono e inverno tende a ocasionar diversos problemas de saúde como asma, otite, bronquite, pneumonia, sinusite e resfriado. Contudo, a vacinação e a alteração dos hábitos cotidianos podem prevenir tais doenças e até aquelas mais sérias como a Influenza A (H1N1), é o que explica o Dr. José Cassio de Moraes, professor adjunto do departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

“No mês de abril, o Ministério da Saúde começa a distribuir a vacina contra a Influenza A e o vírus B, que causa a gripe. A composição se baseia na circulação dos vírus no Hemisfério Sul, identificados no ano anterior”, diz.

De acordo com o Dr. Moraes, a vacina é distribuída gratuitamente para crianças menores de 24 meses, idosos com mais de 60 anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde, população privada de liberdade e pessoas com comorbidades (diabético, com doenças de coração, do pulmão, entre outras). O professor recomenda para os demais, que possam desembolsar o valor da vacina, que também se protejam.

“A gravidade com que o vírus acomete o indivíduo depende de características, como a idade. Em grupos de risco, a doença pode vir mais forte. O quadro da gripe H1N1 pode se agravar especialmente em crianças, pacientes crônicos e idosos, além de causar a morte, sobretudo, de quem tem outros problemas como diabetes, asma e angina”, afirma.

Além da vacina, algumas ações podem prevenir as doenças de inverno tais como: evitar aglomerações, ingerir bastante líquido, não compartilhar objetos pessoais, lavar bem as mãos e evitar levá-las ao rosto, manter uma alimentação saudável e cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar.

“É difícil evitar lugares com muita gente, principalmente quem utiliza o transporte público. No inverno, devido ao frio, as janelas costumam ficar fechadas. Dessa forma, o melhor é tentar deixar o ambiente ventilado. Já na alimentação, quanto melhor a dieta e mais saudável a pessoa for, mais fortalecida contra os vírus ela estará”, explica.

O professor ressalta que, caso o indivíduo sinta algum sintoma dessas doenças, o indicado é sempre procurar o serviço médico.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 36, em 11/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Gripes e pneumonias também podem surgir nos dias mais quentes do ano

Doenças respiratórias no verãoNo verão, acredita-se que é menor a probabilidade de se contrair gripes, resfriados e pneumonia, doenças consideradas típicas do inverno, o que não é verdade. As enfermidades pneumocócicas ameaçam a saúde em qualquer época do ano.

Na reportagem “Saiba como prevenir problemas respiratórios no verão“, publicada pelo jornal Zero Hora (RS) em 6/1/2014, o Dr. Mauro Gomes, professor de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo,  um dos entrevistados, explica que a maioria dos casos de pneumonia é causada por bactérias, mas também pode ser ocasionada por vírus, como aqueles que provocam a gripe.

Confira a íntegra da matéria, neste link.

Vacina contra H1N1 protege grupo de risco e previne disseminação da doença

Anualmente, a gripe H1N1 atinge de 5% a 15% da população mundial, o equivalente a mais de 600 milhões de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O vírus circula o ano inteiro, sendo transmitido facilmente, o que resulta em cerca de três a cinco milhões de casos graves e em 250 mil a 500 mil mortes, sobretudo, de idosos e portadores de doenças crônicas.

Dr. José Cassio de Moraes“O quadro da gripe H1N1 pode se agravar especialmente em crianças, pacientes crônicos e idosos, além de causar a morte, sobretudo, de quem tem outras doenças como diabetes, asma e angina”, afirma o Dr. José Cassio de Moraes, professor-adjunto do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Em 2012, o vírus H1N1 provocou 2.614 internações no Brasil, contra 181 registradas ao longo de 2011. Os estados mais afetados foram Santa Catarina (743), Paraná (621), Rio Grande do Sul (520), São Paulo (370), Minas Gerais (134), Mato Grosso do Sul (60) e Ceará (53). De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as internações por essa cepa representaram 65,5% das 4.016, causadas pela gripe.

Por indicação da OMS, a versão 2013 da vacina contra a gripe irá proteger as pessoas das duas cepas do vírus influenza A (H1N1 e H3N2) como também de uma cepa do vírus influenza B.

“A vacina reduz em 48% o risco de problemas cardiovasculares e ainda protege o bebê dentro da barriga da mãe. A imunização é importante para diminuir a ocorrência da doença e proteger a todos, inclusive, os que estão no grupo de risco”, conclui o professor.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 14, em 2/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Gripe é tema de evento realizado pela Faculdade Santa Casa de São Paulo

Confira reportagem apresentada pela TV Brasil sobre as consequências da gripe H1N1. Tema foi debatido em evento promovido pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em parceria com a Sanofi Pasteur.