Síndrome do Túnel do Carpo em gestantes

Young pregnant woman holds her hands on her swollen belly. LoveCaracterizada por dormência e formigamento na mão e no braço causados por um nervo no punho, a Síndrome do Túnel do Carpo é comum em 35% das gestantes. Essa é a segunda neuropatia mais comum entre as grávidas, perdendo somente para a dor lombar.

Para falar sobre o assunto, o Dr. Antonio Carlos da Costa, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe do Grupo de Cirurgia da Mão e Microcirurgia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Irmandade de Misericórdia da Santa Casa de São Paulo concedeu uma entrevista ao Portal Clickbebê.

Clique aqui e confira a matéria na íntegra.

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A fertilização in vitro (FIV) pode ser uma alternativa para casais com dificuldades de engravidar

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Dr. Newton Eduardo Busso, coordenador da especialização em Infertilidade Conjugal e Reprodução Humana Assistida da FCMSCSP

Desejo de muitos casais, homens e mulheres podem encontrar dificuldades para conceber um filho. De acordo a organização Mundial de Saúde, a infertilidade é determinada quando não há concepção após um ano de tentativas sem a utilização de métodos contraceptivos, afetando de 8 a 15% dos casais em idade reprodutiva.

Nesses casos, a fertilização in vitro (FIV) pode ser uma das opções para o casal. O Dr. Newton Eduardo Busso, professor e coordenador do curso de Pós-graduação em Infertilidade Conjugal e Reprodução Humana Assistida da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, comenta o procedimento em entrevista ao Boletim Conectar.

Conectar: Como funciona a fertilização in vitro (FIV)?
Dr. Newton: A fertilização in vitro é procedimento que visa unir óvulos e espermatozoides para formar embriões e transferi-los ao útero, para possibilitar a gestação em pessoas que não conseguem naturalmente.

Conectar: Quais exames devem ser feitos antes da FIV?
Dr. Newton: São necessários exames clínicos e laboratoriais para rastrear doenças infecto-contagiosas, além de espermograma para confirmar a existência de espermatozoides na ejaculação.

Conectar: A FIV pode ser feita na menopausa?
Dr. Newton: Pode ser feita na menopausa desde que seja com a doação de óvulos, pois a menopausa acontece pelo esgotamento da reserva ovariana.

Conectar: Quais são os efeitos colaterais do procedimento?
Dr. Newton: Os riscos são inerentes à utilização de drogas para estimular a ovulação e ligados ao procedimento de punção ovariana para a obtenção de óvulos.

Conectar: Quais são as chances de gravidez, após a realização da FIV?
Dr. Newton: As chances de gestação estão atreladas principalmente à idade da mulher e ao diagnóstico da causa de infertilidade, na média podemos chegar a 35% de gravidez por ciclo de tratamento.

Conectar: Quanto tempo pode durar o tratamento?
Dr. Newton: O tratamento dura um ciclo menstrual desde o ínicio até o diagnóstico da eventual gravidez.

Conectar: O procedimento pode ser realizado por mulheres de qualquer idade?
Dr. Newton: Não há limite estabelecido para o tratamento, mas é importante realizar a avaliação clínica e laboratorial da mulher antes do tratamento.

Conectar: Quais os riscos essa técnica pode trazer?
Dr. Newton: Os maiores riscos estão ligados à Síndrome de Hiperestímulo Ovariano e os riscos de gemelaridade.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 106, em 14/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

 

 

Professor da Faculdade Santa Casa de São Paulo apresenta orientações para mulheres com dificuldades em engravidar

Dr. Newton Eduardo BussoAtualmente, muitas mulheres optam por adiar a maternidade em função de projetos pessoais como carreira, viagens, estudos, entre outros. “Contudo, é importante que fiquem atentas à idade para não terem complicações no futuro. Uma das soluções, para aquelas que desejam postergar a gravidez, é congelar os óvulos, lembrando que, quanto mais cedo decidirem por essa estratégia, melhor será a qualidade destes óvulos”, afirma o Dr. Newton Eduardo Busso, professor assistente de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Outra dica importante dada pelo médico está relacionada aos cuidados com a saúde, pois também interferem no processo da gravidez. “É fundamental que, desde cedo, a mulher tenha uma dieta equilibrada, mantenha o peso dentro da normalidade, não fume e não abuse do álcool”, declara o Dr. Busso.

O professor ainda destaca que, caso a mulher não consiga engravidar dentro de um ano, deve buscar as causas dessa dificuldade. “É recomendado obter o diagnóstico precocemente, assim, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor. Afinal, um dos fatores que mais impactam na infertilidade feminina está relacionado à anatomia, como o funcionamento das trompas que, por algum motivo, pode estar comprometido por um processo infeccioso, como no caso da endometriose, ou por uma cicatriz cirúrgica”, explica o especialista.

A segunda causa mais frequente, segundo o Dr. Busso, é quando a mulher não ovula, como no caso da síndrome de ovário policístico. Já quando a trompa está totalmente obstruída e sem chances de reconstrução, a solução é a fertilização in vitro.

Infertilidade nos homens

Entre as causas masculinas de infertilidade a mais comum é a varicocele, caracterizada por uma dilatação das veias dos testículos que compromete a posição dos espermatozoides. “Alguns homens podem apresentar a produção do que chamamos de sêmen ruim”, enfatiza o médico. Diferentemente da mulher, que precisa avaliar uma série de possíveis problemas, no homem é mais fácil, pois basta fazer um espermograma para verificar se há ou não alguma alteração.

Também existem as causas de natureza infecciosa. “Por exemplo, a mais conhecida é a caxumba, que pode levar a infecção dos testículos e prejudicar a fertilidade do homem”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 48, em 26/8/2014. Assine nossa newsletter:
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O uso da pílula do dia seguinte

Dr. José Mendes AldrighiCom o início da vida sexual ocorrendo cada vez mais cedo, tem sido mais frequente que os jovens deixem de se preocupar com os procedimentos contraceptivos necessários. Nesta entrevista do Dr. José Mendes Aldrighi, professor titular do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ao Dr. Drauzio Varella, o médico esclarece o assunto e fala sobre o uso da pílula do dia seguinte, a qual deveria ser usada em situações extremas e não como rotina para se evitar a gravidez. Clique aqui para conferir.