Confira o raio-X do cigarro no mês do Dia Mundial sem Tabaco

O tabagismo com certeza pode ser considerado um dos maiores maus do século XX e XXI. Para se ter uma ideia, calcula-se que 100 milhões de mortes foram causadas pelo tabaco no século XX, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Apesar de um mal conhecido, o cigarro é o único produto legal que causa a morte da metade de seus usuários, ou seja, dos 1,3 bilhão de fumantes regulares no mundo, 650 milhões vão morrer prematuramente por causa do cigarro.

Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de cinco milhões de mortes acontecem todos os anos no mundo devido ao tabagismo. A OMS considera o uso do tabaco uma doença epidêmica e que se assemelha ao uso de drogas como a cocaína, porém, sua comercialização continua sendo amplamente legalizada em todos os lugares do mundo, devido ao tamanho da indústria do cigarro em si e o dinheiro movimentado na plantação e venda do tabaco.

Relacionado a mais de 50 tipos de doenças, o tabagismo provoca uma série de problemas para os usuários, afetando questões físicas, sociais e mentais. No dia 31 de maio, dia em que se celebra o Dia Mundial sem Tabaco, é necessário que profissionais da saúde conscientizem seus pacientes quanto aos atuais números do cigarro: causa 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema e 25% das mortes por derrame cerebral.

Números do tabagismo no Brasil vão na contra mão de dados mundiais

Segundo a OMS, apesar de todos os esforços e desenvolvimento de políticas públicas contra o consumo de tabaco em todo o mundo, o número de fumantes no globo aumentou cerca de 5% nos últimos anos. Já no Brasil os esforços contra a publicidade e as políticas antifumo antifumo instauradas parecem estar dando resultado.

Mesmo com números alarmantes, já que nosso país é o 8° colocado no ranking mundial de fumantes absolutos, o Brasil tem um quadro positivo na análise de estatísticas da área nos últimos 25 anos. Ao longo deste período, a percentagem de fumantes diminuiu de 29% para 12% entre os homens e de 19% para 8% entre as mulheres, o que representou uma queda de quase 40% no número de fumantes totais (dados do INCA).

A queda no consumo do tabaco se deve a um conjunto de fatores e políticas públicas desenvolvidas no setor: impostos mais altos, o que eleva o preço do cigarro e a restrição ao tabaco em lugares fechados (lei antifumo vigente há mais de 6 anos) foram os dois principais fatores que ocasionaram a redução do consumo de tabaco. Além destas duas principais frentes, alertas e informações sobre os efeitos negativos do cigarro em escolas, universidades, jornais, e nos próprios maços de cigarro são ações positivas que melhoraram os números nacionais.

Mais do que números positivos no número total de fumantes, o Brasil está apresentando melhoras no assunto como um todo: houve uma redução de 34% do número de fumantes passivos além do aumento na idade de experimentação do cigarro, que agora é de 16 anos. Apesar de o panorama poder ser considerado ‘bom’, o cigarro ainda é a segunda droga mais vendida no Brasil, perdendo apenas para o álcool.

Phillip Morris, cigarro eletrônico e o fim do cigarro. Qual o futuro da indústria tabagista?

No começo do ano a maior fabricante de cigarros do mundo, a Phillip Morris, anunciou que deixaria de comercializar seu principal produto no Reino Unido. A propaganda da gigante do tabaco assustou o globo, além de derrubar as ações da empresa e deseus concorrentes. Na ocasião, a fabricante do Malrboro deixou claro que seus investimentos passariam a ser em produtos originários do tabaco que causassem menos prejuízos à saúde de seus usuários. Na época, a principal aposta da Phillip Morris eram os cigarros eletrônicos.

Passados quatro meses do anúncio, parece que as previsões da empresa não estavam tão certas assim. De acordo com comunicado divulgado pela empresa no mês passado, a adesão de fumantes a dispositivos alternativos ao cigarro foi menor do que o esperado, o que irá demandar uma revisão nos planos. O erro de cálculo e a postura ‘politicamente correta’ da Philip Morris custou caro, as ações da empresa caíram 15,6% no dia do anúncio, o que representou uma perda de US$ 24,5 bilhões de seu valor de mercado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 126, em 11/5/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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Envelhecimento da população exige preparação de instituições de ensino em saúde

É fato que o crescimento da população idosa no Brasil começa a impactar o mercado de saúde nacional. O aumento na qualidade e expectativa de vida dos brasileiros está aumentando a quantidade de habitantes idosos de maneira exponencial, o que exige conhecimento, formação e preparação dos profissionais que atuam com a saúde e tratamento dessas pessoas.

De acordo com matéria publicada no jornal o Estado de São Paulo, que contou com participação dos professores e alunos da FCMSCSP, apenas 42% das instituições de ensino em medicina oferecem algum conteúdo voltado ao estudo da geriatria. Na mesma matéria, o jornal mostra alguns números do IBGE, afirmando que no ano de 2050, cerca de 30% da população terá mais de 60 anos, o que mostra uma discrepância entre esses números.

Diferentemente de outras instituições, a FCMSCSP oferece disciplinas eletivas e obrigatórias que contemplam a geriatria e saúde dos idosos em todos os seus cursos. Além das disciplinas propriamente ditas, que trabalham o lado pedagógico e aprendizagem técnica dos alunos, a Faculdade tem uma série de iniciativas que coloca esse ensino em prática, atividades como a Caravana da Saúde e participação na Feira da Saúde, são exemplos de como colocar os alunos de todos os cursos de graduação em contato com o público idoso.

Para explicar os cuidados educacionais que cada área está tendo com a 3ª Idade, o Conectar convidou alguns docentes da FCMSCSP para contar um pouco do trabalho com os alunos nesta área e como a instituição está preparando os futuros profissionais da saúde para essa demanda cada vez mais crescente.

Enfermagem

Hoje o curso de Graduação em Enfermagem trabalha de maneira integrada e por isso o conteúdo de saúde do idoso permeia várias disciplinas do curso, desde o início da formação dos alunos de Enfermagem até sua formação e pós-graduação.

Segundo a professora Rosemeire dos Santos Vieira, especialista em assuntos ligados à saúde do idoso, ‘no primeiro semestre o aluno cursa a disciplina “Fundamentos em Saúde Coletiva”, na qual são abordadas as principais demandas e vulnerabilidades da população em geral, inclusive dos idosos. Em Semiologia e Semiotécnica, as especificidades dos idosos também são consideradas’.

De acordo com a professora, além das matérias que trabalham o assunto de maneira integrada, a graduação em Enfermagem hoje oferece disciplinas específicas nesta área, como as disciplinas de Enfermagem Médico-Cirúrgica na Saúde do Adulto/Idoso, Enfermagem em Centro Cirúrgico e Centro de Material, Enfermagem em Doenças Transmissíveis e Enfermagem Psiquiátrica na Saúde do Adulto/Idoso, Nutrição Aplicada à Saúde do Adulto e Idoso. Todas essas disciplinas são obrigatórias no currículo dos graduandos em enfermagem.

Fonoaudiologia

No curso de Graduação em Fonoaudiologia, os princípios são os mesmos. Atualmente durante a graduação, há uma disciplina específica coordenada por um médico geriatra que trata de questões abrangentes da gerontologia e geriatria.

Além desse conteúdo voltado exclusivamente aos idosos, de acordo com a Professora Cristiane Messas, especialista no assunto, durante o curso de Fonoaudiologia as especificidades relacionadas aos idosos são tratadas em cada módulo individualmente, por exemplo: na disciplina que trata de distúrbios da comunicação são dedicadas aulas específicas para tratar das questões peculiares dos idosos neste tema, assim acontece com as outras temáticas do Curso (voz, motricidade oral, audição, e outras).

Para a Prof.ª Cristiane, os obstáculos vão além das disciplinas em si: ‘na minha visão, o desafio é fazer os graduandos pensarem no envelhecimento como uma fase natural da vida. Transformações clínicas e psicológicas são normais, por isso, o aluno deve entender que essas mudanças não são doenças, embora muitas vezes exijam atenções de profissionais de saúde.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 125, em 13/4/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Precisamos falar sobre o Autismo

Prof.ª Dra. Noemi Takiuchi, professora do curso de graduação em Fonoaudiologia

O dia 2 de abril foi instituído pela ONU como Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, como forma de ampliar a visibilidade e a discussão na sociedade sobre esta condição que afeta 1% da população no mundo. Somente no Brasil são mais de 2 milhões de pessoas com autismo de acordo com a Organização Mundial da Saúde, sendo que a maioria ainda é diagnosticada somente após os quatro anos de idade.

Apesar dessa alta prevalência, o autismo é um transtorno relativamente novo para a sociedade, tendo sido descrito pela primeira vez em 1947. Desde então, muito se avançou no conhecimento sobre diagnóstico e intervenção em autismo. Uma mudança importante refere-se ao conceito de espectro do autismo, que envolve a compreensão de uma variação nas manifestações tanto em relação à diversidade quanto em relação à intensidade dos sintomas. No DSM-5, esse conhecimento levou à proposta de mudança da nomenclatura para Transtorno do espectro do autismo (TEA), incluindo os quadros anteriormente nomeados como síndrome de Asperger, Autismo infantil e Autismo atípico.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que se caracteriza por dificuldades persistentes na comunicação social e nas interações, por padrões restritos e repetitivos de comportamentos, atividades e interesses, além de particularidades no processamento sensorial. Manifesta-se na infância, mas os sintomas podem ser mais notados somente quando a demanda social aumenta, e a condição mantém-se ao longo da vida, explica a Profa. Dra. Rosane Lowenthal do Departamento de Saúde Mental da FCMSCSP.

A professora do Curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP, Noemi Takiuchi, destaca o papel do fonoaudiólogo no processo de diagnóstico e na intervenção em TEA: “As alterações de comunicação constituem critério diagnóstico para o quadro e podemos contribuir para a identificação dessas alterações em toda a diversidade de manifestações. Além disso, outros quadros podem ser confundidos com o TEA e o diagnóstico diferencial deve ser feito entre TEA e transtorno do desenvolvimento da linguagem, apraxia de fala, surdez, transtorno da comunicação social, mutismo seletivo, TDAH”.

O diagnóstico do TEA deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar e a capacitação de profissionais da saúde para a avaliação deve acontecer já na graduação, considerando a alta prevalência dessa condição. Segundo a professora Rosane Lowenthal, na FCMSCSP, o conteúdo sobre TEA é oferecido em disciplinas curriculares dos cursos de Medicina, Fonoaudiologia e Enfermagem. Além disso, há uma disciplina optativa de aprofundamento em Autismo, a Liga de Autismo e ações de extensão visando ampliar as oportunidades de formação dos nossos alunos em TEA.

Compreender as dificuldades que as pessoas com TEA apresentam é de extrema relevância, assim como conhecer as práticas baseadas em evidências. Nas propostas desenvolvimentistas de intervenção em autismo, é essencial a identificação e intervenção precoces, assim como um trabalho em parceria com as famílias para potencializar as oportunidades de desenvolvimento das habilidades de atenção compartilhada, simbolismo e representação, regulação emocional e engajamento social em um contexto naturalístico.

Ainda não há nenhum medicamento para o TEA. Alguns sintomas podem ser tratados com medicação, mas a principal intervenção com evidência de resultados acontece nas terapias que promovem o desenvolvimento dessas crianças, envolvendo fonoaudiólogo, psicólogo e terapeuta ocupacional.

A inclusão educacional também é fundamental, em parceria com a equipe clínica e com a família. Promover as ações e adaptações necessárias para que as pessoas com TEA participem ativamente da vida escolar, possam aprender e desenvolver seu potencial, possibilitará a participação social plena e em igualdade com os demais estudantes.

Garantir a inclusão social, por sua vez, envolve também a mobilização de toda a sociedade. Por esse motivo ações como o “Vista Azul pelo Autismo”, desenvolvida na FCMSCSP desde 2011, são importantes e podem contribuir para a conscientização de todos em direção a uma sociedade mais inclusiva e que respeita a diversidade.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 125, em 13/4/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo

No dia 19 de maio, sábado, das 8h às 18h, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e o Departamento de Otorrinolaringologia da ISCMSP realizam o 1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo, no Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio da FCMSCSP). As inscrições vão até o dia 18/5, sexta-feira.

Voltado para alunos de graduação em todas as áreas, profissionais de saúde (otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, professores de canto ou cantores) e demais interessados no tema. O objetivo é oferecer mais informações sobre a importância dos cuidados com a voz para atores, artistas, cantores, professores e demais profissionais que utilizam a voz como meio de comunicação.  O evento é coordenado pela Prof.ª Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, fonoaudióloga e pelo Prof. Dr. André de Campos Duprat, otorrinolaringologista, ambos professores da FCMSCSP e pela Prof.ª Renata Santos Bittencourt Silva, médica do Departamento de Otorrinolaringologia da ISCMSP.

Conheça a programação e inscreva-se no 1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo

1º Simpósio do Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo
Data: 19 de maio de 2018, sábado
Horário: das 8h às 18h00
Local: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 – Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio da FCMSCSP).

Nossa voz de cada dia! Confira como profissionais que dependem da fala podem manter sua saúde

Será comemorado no dia 16 de abril o Dia Mundial da Voz. A data tem como principal objetivo chamar a atenção da população em geral para os cuidados de preservação da voz, ficando alerta às alterações e problemas da fala, que podem ser sinal de doenças.

Independente da profissão de cada indivíduo, a voz é parte fundamental no dia a dia profissional e pessoal da população. Apesar de ser inerente a quase todas as profissões do mundo, alguns trabalhadores dependem da voz para garantir o sustento de sua família e, no caso de artistas e cantores, para se destacar no mercado de trabalho.

Tendo em vista o uso da voz, os profissionais mais afetados por problemas de saúde ligados a essa área são professores, artistas e cantores que fazem uso diário da fala para o trabalho. Em pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Professores de São Paulo em parceria com o Centro de Estudos da Voz e a University of Utah (EUA), vimos que 60% dos professores paulistas tem alguma patologia referente a sua voz.

Quando falamos de artistas e cantores, o problema também não é menos grave. Apesar de não se ter um número oficial, já que os músicos e artistas em sua maioria fazem parte de um mercado de trabalho informal, rouquidão e outras lesões são comuns a esses profissionais.

Para se ter uma ideia, a cantora Adele, ícone da música pop na última década e famosa mundialmente, teve dois shows cancelados em junho de 2017 por conta de problemas vocais. Se uma artista com tanto renome e recurso enfrenta um problema assim, podemos imaginar qual a situação dos músicos com menor expressão no cenário mercadológico.

Confira algumas situações que o Conectar separou dentro das profissões mais afetadas pelos problemas da voz:

Professores

Quem nunca ouviu aquela famosa frase, ‘Silêncio, turma!’, do seu professor? Apesar de parecer apenas uma bronca para que os alunos prestem atenção, o pedido muitas vezes pode ser quase um socorro! Atualmente, devido ao alto número de alunos por sala de aula e a conversa entre os alunos, professores de todos os níveis acabam tendo problemas na voz devido ao alto volume que se exige em suas explicações.

Além da quantidade de pessoas e do alto ruído que atrapalha as rotinas diárias dos docentes e prejudica sua saúde vocal, temos outros fatores que prejudicam esses profissionais: a utilização de lousas com giz, que pode desencadear um processo alérgico e prejudicar a voz. A falta de valorização profissional, que obriga os professores a trabalharem de 2 a 3 turnos diariamente, inviabilizando uma boa saúde na fala e por fim, mas não menos importante, a falta de treinamento vocal e competência comunicativa desenvolvida.

Na maioria dos casos, esses fatores levam os professores a terem uma série de problemas, como dor ou sensação de aperto na região do pescoço, piora vocal ao longo do dia, rouquidão e falhas na voz.

Caso esses sintomas não sejam tratados adequadamente, este paciente pode ter complicações no funcionamento das pregas vocais, o que pode levar ao desenvolvimento de lesões como nódulos e pólipos de pregas vocais. Outra preocupação é quando ocorre a associação com outros fatores, como o refluxo gastroesofágico e o tabagismo, que acabam causando outras lesões, como úlceras de contato, a leucoplasias e edemas de Reinke. Quando um profissional tem a voz atingida, isso interfere em sua qualidade de vida e motivação para trabalhar, o que é considerado um problema de saúde grave.

Para evitar esse tipo de problema, o que é aconselhado pelos especialistas é o investimento em treinamento vocal e competência comunicativa. Esses dois fatores devem ser iniciados ainda na graduação dos futuros professores de forma que se construa uma cultura de cuidados com a voz, garantindo a saúde desses profissionais.

Além dessa conscientização, o investimento em infraestrutura adequada, que inclua a amplificação sonora para cada sala de aula, sistemas de ventilação silenciosos com higienização regular e mobiliário adequado para professores e alunos são fatores que podem ajudar na prevenção de problemas.

Artistas e Cantores

Se no caso dos professores as condições de trabalho influencia muito nas doenças relacionadas à voz, no caso de cantores e artistas o cenário não é diferente, envolvendo mais um fator, o estilo de vida e canto de cada um.

Diferentemente dos professores, que muitas vezes podem tentar poupar sua voz durante suas aulas, artistas e cantores acabam realizando a ação inversa, forçando cada vez mais sua voz para atingir patamares de notas ou som que se adequem ao seu estilo. Porém, nossas cordas vocais muitas vezes não estão preparadas para tanto esforço e tampouco entendem ‘estilos musicais’, tendo sérias complicações ao passar dos anos. Um bom exemplo deste fato é o cantor Axel Rose, que após muitos anos de carreira fazendo um ‘agudo’ forte, hoje quase está sem voz.

Outro fato que chamou a atenção da comunidade médica foi o da cantora Adele, que em junho do ano passado foi obrigada a cancelar uma série de shows devido a problemas na voz. Na época a cantora realizou uma cirurgia de laringe com o famoso médico Steven Zeitels. Após o procedimento, o médico afirmou que o trabalho excessivo foi a maior causa do problema de Adele.

Além do nível, notas musicais e afins, outro problema que afeta esta classe de trabalhadores é o estilo de vida. Segundo alguns especialistas em fonoaudiologia, o consumo excessivo de álcool, drogas e alimentos gordurosos pode prejudicar as cordas vocais, já que esse tipo de bebida/alimento pode afetar outras atividades do corpo que prejudicam a voz, como refluxo, entre outros problemas gástricos.

Atualmente, o caminho mais procurado para a solução de problemas dessa classe é o modo cirúrgico, que nada mais é que uma ‘reconstrução’ das cordas vocais. Para quem não quer um método que pode ser considerado invasivo, o auxilio de um profissional fonoaudiólogo pode ser a solução, trabalhando por meio de exercícios e testes específicos para evitar possíveis problemas com a voz!

Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo

Para prestar atendimento a artistas que não tem condições de pagar pelo tratamento, a Santa Casa de São Paulo em parceria como a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, fundou o Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo.

O ambulatório, que é coordenado pela Prof.ª Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, fonoaudióloga e docente da FCMSCSP, e pelo Prof. Dr. André Duprat, otorrinolaringologista, oferece consultas, exames e acompanhamento otorrinolaringológico aliado à orientação e terapia fonoaudiológica, tudo direcionado e específico para cantores e atores profissionais.

O ambulatório também promove palestras, oficinas e workshops para os pacientes. Essas atividades são gratuitas e abertas ao público de interesse, sempre contando com a participação de pessoas que atuam em áreas especificas e que voluntariamente se dispuseram a dar a sua contribuição esse atendimento.

Segundo a Prof.ª Marta, ‘hoje muitos pacientes que foram atendidos no ambulatório voltam e ministram palestras e workshops para que possam ajudar outros artistas’.

Além do serviço social prestado a esses artistas, o ambulatório também serve de referência para os alunos da Graduação em Fonoaudiologia, já que são os discentes da FCMSCSP que realizam uma série de testes e parametrizações durante o atendimento, tendo a oportunidade de trabalhar com um tema importante e atual.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 125, em 13/4/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Dia 20 de março – Dia de Atenção à Disfagia

A Disfagia é identificada pela dificuldade apresentada ao realizar funções simples, como a deglutição. Dentre os principais sintomas, estão: sensação de algo parado na garganta, tosses ou engasgos frequentes, cansaço, febre, rouquidão.
Para conscientizar a população sobre as consequências destas alterações, o Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia realiza no dia 20 de março, a campanha de conscientização sobre o Dia de Atenção à Disfagia.

Tendo em vista a importância desta data, os SIGs (Special Interest Groups, ou Grupos de Interesses Especiais), da Rede Universitária de Telemedicina – RUTE, montou um calendário de eventos sobre Deglutição e Disfagia. O primeiro tema a ser abordado será “Disfagia na Esclerose Múltipla” e será apresentado hoje, dia 20/3.

Para acompanhar a Agenda completa, clique aqui.

Instituto Yiesia Cultura e Educação Extracurricular firma parceria com o curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP

O curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo firma parceria com o Instituto Yiesia Cultura e Educação Extracurricular para realização de uma assessoria fonoaudiológica aos refugiados de diversos países que fazem parte do Projeto Caleidoscópio. O projeto busca a capacitação e adaptação destes profissionais ao mercado de trabalho brasileiro. A proposta da atuação fonoaudiológica é possibilitar para esses refugiados um conhecimento de como acontecem às relações de comunicação em nossa sociedade. Explorar as questões da expressividade relacionadas à comunicação não verbal e verbal nos aspectos específicos do português brasileiro e dessa forma refletir sobre a situação de entrevista de emprego e da comunicação em geral no meio corporativo. Essa parceria é coordenada pelas Prof.ª Dra. Marina Padovani e Prof.ª Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, docentes do curso de Graduação em Fonoaudiologia, além dos alunos do 3º e 4º ano do curso de Fonoaudiologia da Instituição. Futuramente, a intenção é criar um programa de extensão e envolver os demais cursos de graduação da instituição.

“Fiquei muito interessada em colaborar com o Projeto Caleidoscópio por acreditar no poder transformador da Comunicação, que é competência essencial para o sucesso na vida pessoal e profissional. Como fonoaudióloga, especialista em voz, percebo diariamente o quanto qualquer dificuldade de comunicação pode s

er aprimorada ou adaptada e impactar na qualidade de vida de quem sofre disto. Espero que com o trabalho de competência comunicativa, oferecido pelo curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP, os participantes do projeto Caleidoscópio tenham a comunicação como um diferencial favorável para a recolocação no mercado de trabalho”, explica a Prof.ª Dra. Marina Martins Pereira Padovani.

Segundo a Prof.ª Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, o interesse pela parceria com o Yiesia no Projeto Caleidoscópio surgiu por conta da possibilidade de realizar um trabalho com essa população de refugiados que tanto precisa encontrar um espaço de identidade em uma nova sociedade. “Sabemos que a comunicação é essencial para nos sentirmos inseridos em um espaço e o trabalho que propomos, por meio do conhecimento dos sinais e signos da língua portuguesa, é o de abrir um caminho para essa apropriação.”

Prof.ª Dra. Marina Padovani e Prof.ª Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, docentes do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP e participantes.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 121, em 8/12/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.