Envelhecimento da população exige preparação de instituições de ensino em saúde

É fato que o crescimento da população idosa no Brasil começa a impactar o mercado de saúde nacional. O aumento na qualidade e expectativa de vida dos brasileiros está aumentando a quantidade de habitantes idosos de maneira exponencial, o que exige conhecimento, formação e preparação dos profissionais que atuam com a saúde e tratamento dessas pessoas.

De acordo com matéria publicada no jornal o Estado de São Paulo, que contou com participação dos professores e alunos da FCMSCSP, apenas 42% das instituições de ensino em medicina oferecem algum conteúdo voltado ao estudo da geriatria. Na mesma matéria, o jornal mostra alguns números do IBGE, afirmando que no ano de 2050, cerca de 30% da população terá mais de 60 anos, o que mostra uma discrepância entre esses números.

Diferentemente de outras instituições, a FCMSCSP oferece disciplinas eletivas e obrigatórias que contemplam a geriatria e saúde dos idosos em todos os seus cursos. Além das disciplinas propriamente ditas, que trabalham o lado pedagógico e aprendizagem técnica dos alunos, a Faculdade tem uma série de iniciativas que coloca esse ensino em prática, atividades como a Caravana da Saúde e participação na Feira da Saúde, são exemplos de como colocar os alunos de todos os cursos de graduação em contato com o público idoso.

Para explicar os cuidados educacionais que cada área está tendo com a 3ª Idade, o Conectar convidou alguns docentes da FCMSCSP para contar um pouco do trabalho com os alunos nesta área e como a instituição está preparando os futuros profissionais da saúde para essa demanda cada vez mais crescente.

Enfermagem

Hoje o curso de Graduação em Enfermagem trabalha de maneira integrada e por isso o conteúdo de saúde do idoso permeia várias disciplinas do curso, desde o início da formação dos alunos de Enfermagem até sua formação e pós-graduação.

Segundo a professora Rosemeire dos Santos Vieira, especialista em assuntos ligados à saúde do idoso, ‘no primeiro semestre o aluno cursa a disciplina “Fundamentos em Saúde Coletiva”, na qual são abordadas as principais demandas e vulnerabilidades da população em geral, inclusive dos idosos. Em Semiologia e Semiotécnica, as especificidades dos idosos também são consideradas’.

De acordo com a professora, além das matérias que trabalham o assunto de maneira integrada, a graduação em Enfermagem hoje oferece disciplinas específicas nesta área, como as disciplinas de Enfermagem Médico-Cirúrgica na Saúde do Adulto/Idoso, Enfermagem em Centro Cirúrgico e Centro de Material, Enfermagem em Doenças Transmissíveis e Enfermagem Psiquiátrica na Saúde do Adulto/Idoso, Nutrição Aplicada à Saúde do Adulto e Idoso. Todas essas disciplinas são obrigatórias no currículo dos graduandos em enfermagem.

Fonoaudiologia

No curso de Graduação em Fonoaudiologia, os princípios são os mesmos. Atualmente durante a graduação, há uma disciplina específica coordenada por um médico geriatra que trata de questões abrangentes da gerontologia e geriatria.

Além desse conteúdo voltado exclusivamente aos idosos, de acordo com a Professora Cristiane Messas, especialista no assunto, durante o curso de Fonoaudiologia as especificidades relacionadas aos idosos são tratadas em cada módulo individualmente, por exemplo: na disciplina que trata de distúrbios da comunicação são dedicadas aulas específicas para tratar das questões peculiares dos idosos neste tema, assim acontece com as outras temáticas do Curso (voz, motricidade oral, audição, e outras).

Para a Prof.ª Cristiane, os obstáculos vão além das disciplinas em si: ‘na minha visão, o desafio é fazer os graduandos pensarem no envelhecimento como uma fase natural da vida. Transformações clínicas e psicológicas são normais, por isso, o aluno deve entender que essas mudanças não são doenças, embora muitas vezes exijam atenções de profissionais de saúde.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 125, em 13/4/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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Perspectiva na Luta Antimanicomial: os desafios na contemporaneidade

O curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em parceria com o DEPSM-ABEn-SP e o Caps Itapeva, realiza no dia 5 de maio de 2018, sábado, das 8h às 12h, o evento “Perspectiva na Luta Antimanicomial: os desafios na contemporaneidade”.

O encontro é voltado a estudantes, docentes, profissionais da área da saúde e interessados no tema. Vagas limitadas. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas neste link.

 

Comemoração do Dia do Enfermeiro – 2018

Em comemoração ao dia mundial do Enfermeiro celebrado em 12 de maio, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e o curso de Graduação em Enfermagem  realizam no dia 9 de maio, quarta-feira, das 7h às 13h, evento que irá abordar “A Centralidade da Enfermagem nas Dimensões do Cuidar“. A organização do encontro tem participação das professoras, Maria Lucia Alves de Sousa Costa, Maria Angela Reppetto, Maria do Carmo Querido Avelar, Samara Macedo Cordeiro e Adriana Maria da Silva Felix.

Voltado para docentes e discentes do curso de graduação em Enfermagem da FCMSCSP, o evento será realizado no Novo Prédio da FCMSCSP, Auditório Dr. Christiano Altenfelder, 4º andar, rua Dr. Cesário Motta Junior, 112, Vila Buarque, São Paulo. Confira a programação completa disponível neste link.

Temas:

  • Enfermagem em cuidados paliativos e dor em adulto
  • Enfermagem em cuidados paliativos da criança e adolescente
  • Trabalho de Enfermagem em Angola
  • Atuação do Enfermeiro no esporte
  • Amenidades

 

Comemoração do Dia do Enfermeiro “A Centralidade da Enfermagem nas Dimensões do Cuidar”
Data:
 9 de maio de 2018, quarta-feira
Horário: das 7h às 13h00
Local: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 – Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio da FCMSCSP).

Vestibular 2018/2: Enfermagem

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo comunica a abertura de seu Vestibular 2018 – 2º Semestre para o preenchimento nas modalidades de Ampla Concorrência e Cota Social no curso de Graduação em Enfermagem.
As inscrições devem ser realizadas entre os dias 16 de abril e 8 de junho no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br). A taxa de inscrição é de R$ 60,00. Os candidatos poderão obter a confirmação sobre a efetivação de suas inscrições no portal da Fundação Vunesp, na área do candidato, depois de 2 dias úteis após o pagamento do boleto bancário. Caso constate algum problema deverá contatar o Disque Vunesp, em dias úteis, das 8h às 20h, pelo telefone (11) 3874-6300.
  • Vagas Ampla Concorrência: 35
  • Vagas Cota Social (Bolsa de Estudo): 20

ORIENTAÇÕES PARA COTA SOCIAL

A Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por meio da Central de Bolsas de Estudo, disponibiliza o Edital de Bolsas de Estudo para os ingressantes de 2018/2

 

  • Os CANDIDATOS APROVADOS no Vestibular 2018/2 após realização da prova e redação, devem comprovar a situação de carência socieconômica com a apresentação da documentação que deverá ser entregue, protocolada, preenchida e assinada até o dia 13 de julho de 2018, sexta-feira, pessoalmente na Central de Bolsas de Estudo, na Rua Dr. Cesário Motta Junior, 61, 13º andar, Vila Buarque, São Paulo (SP). A não apresentação da documentação no prazo implicará a perda da vaga pelo candidato que venha a ser aprovado;
  • Os documentos e formulários necessários estão disponíveis no Edital de Bolsas de Estudo para os ingressantes de 2018/2. Recomendamos a leitura completa.
  • Em caso de dúvidas sobre a concessão de bolsas, entre em contato pelo tel. (11) 3367-7898. Apenas os candidatos aprovados devem realizar a entrega da documentação. Confira abaixo se você está apto para se inscrever na modalidade de Cota Social.

 

CALENDÁRIO – VESTIBULAR VUNESP 2018/2 (ENFERMAGEM)

ETAPAS

  • Taxa de inscrição: 60 reais
  • Inscrição: até 8 de junho, sexta-feira, pelo site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br)
  • Realização de Prova de Conhecimentos Gerais e Redação: 24 de junho, domingo, das 14h às 18h00

1ª CHAMADA

  • 6/7/2018, sexta-feira: divulgação dos resultados e da lista de convocados para matrícula, a partir das 15 horas;
  • 10/7/2018, terça-feira: matrícula das 10h às 16h00.

2ª CHAMADA

  • 11/7/2018, quarta-feira: divulgação da lista de convocados a partir das 15 horas;
  • 12/7/2018, quinta-feira: matrícula das 10h às 16h00.
EDITAIS
 
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
Clique sobre o nome do curso:
  • Graduação Enfermagem
  • Mensalidades: valor de Referência 2018: R$ 1.315,00
  • Duração do curso: 8 semestres
  • Turno: Matutino
  • Vagas 2018 – 2º semestre: 55 vagas

Comemoração do Dia Internacional da Mulher

O curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza no dia 28 de março de 2018, quarta-feira, das 7h30 às 12h, o evento de Comemoração do Dia Internacional da Mulher.

O encontro é voltado a alunos do 5º e 6º semestres do curso de Graduação em Enfermagem e docentes de Enfermagem. As inscrições são gratuitas e serão realizadas no local do evento.

Clique aqui para conferir a programação completa do evento.

Como o sistema de saúde pode ajudar na luta contra a violência a mulher

Prof.ª Dra. Maria Fernanda Terra, professora instrutora do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Falta de dados sobre casos de violência e a não aplicação da legislação podem ser principais causas para aumento do Feminicídio no Brasil.

Ontem foi celebrado mais um Dia Internacional da Mulher, data em que mulheres de todo o mundo se unem com o objetivo de fortalecer a luta por conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, religiosas e culturais.

Apesar das muitas conquistas ao longo dos dois últimos séculos, a violência contra a mulher no Brasil e no mundo continua a crescer. Mesmo contando com o amparo de leis específicas, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, a cada 7.2 segundos* uma mulher é vítima de violência física no Brasil. Mas, se nossa legislação é reconhecida internacionalmente, o que falta para o nosso país enfrentar esse problema?

Uma das dificuldades encontrada pela nossa legislação é a falta de preparo de alguns agentes da lei. Atualmente não sabemos se as ocorrências de violência contra a mulher estão sendo enquadradas de acordo com o tipo penal adequado e precisamos refletir se queremos uma legislação que apenas mude o nome dos crimes ou se esperamos que o peso político dessa categoria contribua para refletir as mortes violentas praticadas em razão de gênero.

Segundo o “Raio-X do Feminicídio em São Paulo’’, estudo divulgado no começo do mês de Março de 2018?, mais da metade das mortes de mulheres no estado aconteceu dentro de casa (66%). Em 75% desses casos a vítima tinha laço afetivo com o agressor, ou seja, era casada ou namorava. De acordo com Mariana Venturini, vice-presidente nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM) em entrevista para o jornal Brasil de Fato, ‘essa pesquisa, infelizmente, revela que a casa ainda é o lugar mais perigoso para as mulheres’.

Agentes de Saúde na luta contra a violência a mulher 

Se os números apresentados em São Paulo refletem o restante do país, como tratar esse problema que parece ‘caseiro’ em instituições de saúde e hospitais? Para a Professora Maria Fernanda Terra, Doutora em Medicina preventiva e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ‘é de fundamental importância que os agentes de saúde visibilizem e incorporem o problema como parte da responsabilidade do setor saúde não ‘medicalizando’ o problema’. Para a professora, a violência contra a mulher é um problema social que deve ser combatido com ações que não vitimizem ou naturalizem a violência nos espaços assistenciais. E que a assistência às mulheres seja intersetorial.

Na visão de Maria Fernanda, é obrigação dos agentes de saúde estarem preparados para trabalhar o problema da violência junto das mulheres, o que envolve conhecer e articular o cuidado com diferentes setores como a defensoria pública, Centros de Defesa da Mulher (CDCM) e outros serviços de referência.

Outro ponto importante a ser tratado no sistema de saúde brasileiro é a questão da geração de dados da violência contra a mulher. Hoje, o país ainda não tem uma boa parametrização de situações, o que acaba prejudicando a avaliação e o funcionamento de medidas legislativas que protegem a população feminina.

A Lei Maria da Penha, compreendida como lei afirmativa, mecanismo de defesa mais conhecido pelas mulheres, é uma das leis mais prejudicadas pela falta de dados disponíveis no Brasil. Na Lei Maria da Penha, a produção de dados pode ser descrita como um quarto eixo de medidas a serem adotadas juntamente com as medidas de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência doméstica e familiar. Esses dados poderiam mostrar ao Estado onde a atual legislação realmente funciona e quais melhorias precisariam ser feitas.

De olho nessa lacuna, promotores envolvidos no desenvolvimento da Lei Maria da Penha criaram em meados de 2009 o Cadastro Nacional da Violência Doméstica e Familiar. Essa iniciativa, como o próprio nome já diz, lançou uma base de dados nacional em que todos os Estados são capazes de lançar ocorrências de violência doméstica e familiar, aglutinando os dados em um só lugar.

Depois de uma série de dificuldades de implementação, o Cadastro Nacional voltou a ganhar força em 2016, a partir de uma recomendação do Conselho Nacional do Ministério Público. Com a recomendação do MP, a maioria dos estados brasileiros buscaram se adequar às exigências, com adesão de 21 unidades federativas. Os estados que não aderiram a campanha alegaram problemas de infraestrutura, que normalmente envolvem falta de pessoal para cadastro de informações, dificuldade de adaptação de sistema informatizado e o alto volume de informações a serem registradas.

Apesar de o Cadastro Nacional ser uma medida que irá ajudar na parametrização de dados da violência doméstica e familiar, é de fundamental importância que agentes de saúde de todo o Brasil se conscientizem do papel social que exercem ao atender mulheres em situação de risco ou com traumas estabelecidos: o Cadastro irá contabilizar apenas casos registrados em ocorrências médicas e policiais, portanto, será a orientação e acompanhamento de médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da saúde que irão inserir essas mulheres no radar do Estado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 124, em 9/3/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Oficina de Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem

O curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza no dia 4 de abril de 2018, quarta-feira, das 14h às 18h, a Oficina de Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem.

O encontro é voltado a alunos do 7º e 8º semestres do curso de Graduação em Enfermagem e enfermeiros interessados no tema. As inscrições são gratuitas e serão realizadas no local do evento.

Clique aqui para conferir a programação completa do evento.