Pesquisadores do Futuro: oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Giuliana Olivi Tanaka, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Ainda caloura, Giuliana Olivi Tanaka, hoje aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, se encantou com a oportunidade de conseguir um intercâmbio e pelo desejo de experimentar o que seria uma pesquisa em uma instituição no exterior. E, por meio do Pesquisadores do Futuro 2014/2015, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP, a estudante teve a oportunidade de conhecer outra cultura, pessoas novas, aprender e vivenciar uma nova rotina durante o período que estudou, com a colega de graduação, Stéfany Franhan Barbosa de Souza, no Institut de Prestacions D’Assistència al Personal (Pamem); Parc Sanitari pere Virgili de Barcelona e Consorci Sanitari del Maresme, ambos em Barcelona, na Espanha.

Conectar: Pode nos contar, brevemente, como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Giuliana: O programa é uma verdadeira experiência de vida. É maravilhoso de todas as formas possíveis. Viver essa conquista nos oferece a oportunidade de crescer, não apenas no conhecimento na área de pesquisa e no meio médico. Mas crescer como pessoa. Conviver com uma cultura diversa e nova rotina, um modo novo de agir diante do que sempre se está acostumado. É incrível como conseguimos absorver um aprendizado, literalmente, que se leva para vida. Você muda, passa a perceber seu modo de pensar e agir diferente. Vê novos caminhos para trilhar, pessoal e profissionalmente. E ainda mais, enxerga a possibilidade de trazer o melhor que viu para si, que pode se estender para seu meio de trabalho, para as pessoas com quem convive, com desejo de trazer novos desenvolvimentos para a área profissional.

Conectar: Durante os meses em que ficou no programa, qual foi o maior desafio que enfrentou? Como você lidou com ele?
Giuliana: O estágio foi um desafio como um todo. Depois da euforia de conseguir a vaga tão desejada, começou a preocupação com a ideia de viajar pela primeira vez por um período longo, sob minha própria responsabilidade. O conhecimento de representar a Faculdade perante outra instituição e o desafio de ter que tomar a decisão na escolha da hospedagem, na passagem e no cuidado com si próprio. A impressão era: “sou a maior protagonista pelas minhas escolhas, pela responsabilidade e suas consequências”. É um desafio abrir-se ao “novo”, aceitar conhecê-lo e entendê-lo. Outro ponto é a língua. Quando estamos acostumados com a língua do país de origem, os desafios diários são outros. Quando se experimenta, de repente, uma língua diversa da sua, que agora é o meio que deve se expressar corriqueiramente, isso exige um esforço próprio maior, principalmente no início. Mas, com o tempo, você descobre o quanto é capaz de aprender e fazer novas conquistas.

Conectar: Como você definiria o programa Pesquisadores do Futuro?
Giuliana: A iniciativa, antes de tudo, é uma imensa oportunidade. E é um grande privilégio para aqueles, que assim como eu, puderam experimentar a maravilha que é a troca de experiências e o aprendizado, que se leva para a vida. Aumenta-se o networking, constroem-se novas pontes entre as pessoas que conhece, compartilha-se aprendizado. Você passa a entender, literalmente, o que significa “voltar diferente”. Não apenas expande sua visão sobre a área de estudo, mas enriquece seu conhecimento sobre diversos campos, inclusive da vida pessoal.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomendaria a esses colegas?
Giuliana: Aconselharia: mantenha-se sempre aberto a novas descobertas; conheça pessoas novas e suas formas de pensar e agir. Pois, acredito que essa é a possibilidade de criar relações saudáveis, que te ajudam a crescer e expandir sua visão como estudante e futuro profissional. Aceite que descobrir o “novo e diferente” é a melhor forma de reter novos aprendizados. Não tenha medo de querer saber mais, de se abrir ao diferente. Quando estamos em um meio diverso do nosso, as oportunidades estão por todo lado e o aprendizado também.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Giuliana: Gostaria de deixar uma mensagem à Comissão organizadora do programa e, depois, aos estudantes que planejam pleitear a bolsa e têm desejo de vivenciar o intercâmbio. Gostaria de agradecer imensamente a oportunidade que tive, pelos vários motivos que já mencionei anteriormente. Se não fosse pela visão altruísta e verdadeira dos professores que organizam e se preocupam em manter a iniciativa para garantir a sua manutenção, não teríamos a oportunidade de crescermos com essa experiência incrível, e compartilhá-la posteriormente, com quem convive conosco, e para com o desenvolvimento de nossa profissão.

Também quero dividir com os estudantes a minha visão sobre os momentos de tensão e expectativa que se criam quando se está pleiteando a bolsa. Não há regra nem modelo a seguir para conquistar a vaga para o intercâmbio. O mais importante para mim foi o desejo verdadeiro de conhecer a pesquisa no exterior dentro da área que busquei o estágio. O envolvimento com a pesquisa dentro da própria Santa Casa de São Paulo é essencial para o amadurecimento em entender o que significa, na prática, estar envolvido em um projeto de pesquisa. Tenha confiança em si e acredite na possibilidade de conquistar, com desejo verdadeiro, essa oportunidade maravilhosa. E boa sorte!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 80, em 16/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: 60 dias imersos em renomados centros de estudo e pesquisa

Giulia Siqueira-Galfano

Giulia Siqueira Galfano

Denominando como: “uma oportunidade incrível” a experiência adquirida nos 60 dias em que conheceu – por meio do Programa Pesquisadores do Futuro da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –, o Dana-Farber Cancer Institute – Harvard Medical School, Giulia Siqueira Galfano, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ainda teve a sorte de ser selecionada com as colegas Livia Maria Gruber Holland (também do 4º ano) e Giuliana D’Amaro (3º ano). “Não tenho do que reclamar; foi bom em todos os aspectos: o curso, as acomodações”, comenta Giulia.

A futura médica ainda menciona que estava bem amparada, não somente pelos recursos que o programa Pesquisadores do Futuro ofereceu à aluna e às colegas de curso, mas também pelos orientadores, sem contar a experiência adquirida no trabalho realizado no renomado instituto americano de pesquisa e tratamento de câncer.

“O Dana-Farber é um instituto de Câncer ligado ao Boston Children’s Hospital. Lá pudemos observar na prática a integração da pesquisa com a clínica. Os médicos estavam sempre atualizados e aplicando os mais novos tratamentos. Consegui perceber na prática a importância da pesquisa clínica, não só para o meio acadêmico, mas também para os pacientes. Destaco a importância do intercâmbio de conhecimento entre diferentes centros ao redor do mundo”, finaliza a futura médica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 79, em 2/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.