Princípios Metodológicos e Aplicabilidade Clínica do NGS

flavia-piazzonNo dia 1º de setembro, sexta-feira, das 9h às 10h30, será realizada a aula de encerramento da disciplina de Medicina Molecular, coordenada pelo Prof. Dr. Carlos Longui, do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP. A aula que tem como tema “Princípios Metodológicos e Aplicabilidade Clínica do NGS”, contará com a presença da Dra. Flavia Piazzon, doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e Geneticista da Mendelics Análise Genômica.

O encontro acontece nos auditórios Prof. Dr. Paulo Ayrosa e Prof. Dr. Emilio Athié, rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP) e é destinado aos alunos e professores do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Hipotireoidismo: doença autoimune está relacionada com fatores genéticos

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Dr. Osmar Monte, endocrinologista, professor titular e vice-diretor da FCMSCSP

O hipotireoidismo é uma deficiência na produção de um hormônio da tireoide, chamado tiroxina, que tem como principal função regular a velocidade do metabolismo energético, e na criança também controla o crescimento. A causa mais frequente do hipotireoidismo é a doença tireoidiana autoimune, conhecida como tireoidite de Hashimoto, uma inflamação da tireoide causada por um erro do sistema imune.

Apesar dos sintomas conhecidos, como o ganho de peso e a queda dos cabelos, segundo o Dr. Osmar Monte, endocrinologista, professor titular e vice-diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o hipotireoidismo é uma doença de insidiosa, com início muito lento, por isso, quando na fase inicial, a pessoa praticamente é assintomática, o que é um alerta para ter os exames em dia. “Os sintomas iniciais não são sugestivos. A pessoa pode sentir um pouco de sonolência, indisposição, o que são sintomas que várias situações podem acarretar”, explica.

A patologia é geralmente mais comum em mulheres e tende ser mais frequente à medida que as pessoas envelhecem. Além disso, de acordo com o Dr. Osmar Monte, existe outro grupo de risco para o hipotireoidismo. “Por se tratar de uma doença autoimune, existe herança familiar. Quem tem familiares com hipotireoidismo tem risco maior de desenvolver a deficiência”, afirma.

O diagnóstico do hipotireoidismo é feito pela história clínica, exame físico e a confirmação pelo exame laboratorial com a medida do TSH, seguida da medida do T4 livre. “Para se achar a etiologia, ou seja, a causa do hipotireoidismo, devemos também medir os anticorpos contra tireoide”, conta o endocrinologista. O tratamento da patologia é feito por meio da reposição da tiroxina. “O paciente diariamente toma uma dose de tiroxina de tal modo a se manter a função da tireoide em valores normais para sua faixa etária”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 97, em 20/9/2016. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.