Pesquisa de Mestrado realizada na FCMSCSP desenvolve protótipo de aplicativo para cuidados vocais

A evolução tecnológica na área da saúde, caracterizada pelo desenvolvimento constante de novas técnicas e produtos, reflete no aumento da qualidade de vida da população. Mais especificamente, a tecnologia móvel apresenta um aumento de recursos para os profissionais da saúde e para os pacientes.

Paula Lavaisséri

Paula Lavaisséri

Aplicativos podem representar mudanças de comportamento, promovendo o bem-estar e facilitando o controle de doenças. Por essa razão, a pesquisadora Paula Lavaissiéri desenvolveu o aplicativo Q-Voz, fruto de sua dissertação de Mestrado “Cuidados vocais: protótipo de aplicativo para dispositivos móveis”, orientada pelo Prof. Dr. Paulo Eduardo Damasceno Melo, no Programa de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

“A tecnologia móvel é atrativa e presente em tempo quase integral na rotina de grande parte da população. Por isso, consideramos que um aplicativo como instrumento para o processo de terapia fonoaudiológica vocal, que envolve técnicas para adequação do sistema vocal e mudanças relacionadas aos fatores que causam e contribuem para a manutenção da disfonia, possa facilitar as escolhas saudáveis relacionadas à voz por parte do paciente”, afirma a mestra Paula Lavaissiéri.

O aplicativo Q-Voz oferece ferramentas para a organização pessoal, gerenciamento da reabilitação vocal e material informativo sobre os cuidados relacionados: agenda de técnicas e hábitos vocais, gravador de voz, câmera de vídeo, temporizador, bloco de anotações, gráficos e premiações virtuais pelo desempenho, informativo sobre cuidados vocais e manual de instruções. O app deve ser instalado no smartphone do paciente e configurado pelo fonoaudiólogo nas sessões terapêuticas, com base em suas necessidades pessoais.

Q-Voz App“Nós desenvolvemos o protótipo do aplicativo Q-Voz para teste por profissionais da área. Até o momento, o produto não está disponível para ser baixado para os pacientes, mas daremos continuidade ao estudo para disponibilizá-lo como ferramenta auxiliar ao processo terapêutico de pacientes disfônicos”, finaliza a pesquisadora.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 81, em 26/1/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Vista Azul pelo Autismo

No dia 1º/4, a Dra. Noemi Takiuchi foi uma das entrevistadas do programa Gente que Fala, da Rádio Trianon, transmitido também pela web (All TV). Na oportunidade, a professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo contou sobre a iniciativa Vista Azul pelo Autismo e o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril.

Para acompanhar a íntegra do programa, acesse este link.

TV Brasil
A passagem da data foi também destaque no programa Repórter Brasil. Clique na imagem abaixo para conferir esta reportagem que tem a participação da Dra. Rosane Lowenthal, coordenadora da Unidade de Tratamento do Autismo da Santa Casa de São Paulo, e da Dra. Noemi Takiuchi.

Repórter Brasil_Autismo 02042015

Rede Vida
A iniciativa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo no Dia Mundial de Conscientização do Autismo ganhou ainda destaque no Jornal da Vida, exibido pela Rede Vida de Televisão. Para conferir, clique na imagem a seguir:

Dia Mundial do Autismo 2015_Rede Vida

 

Hospitais Brasil
Com destaque para a ação que envolveu professores, alunos e colaboradores, a Revista Hospitais Brasil registrou em seu site a iniciativa Vista Azul pelo Autismo. Confira neste link.

 

Terapia fonoaudiológica contribui para melhora da qualidade de vida do paciente com Mal de Parkinson

O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso central, inibindo a produção de dopamina. Com isso, as células situadas na região do cérebro são afetadas, danificando diretamente o sistema motor do paciente, o que causa tremores, lentidão nos movimentos, rigidez muscular, e alterações na fala e na escrita. Segundo estimativa da Associação Brasil Parkinson, o Parkinson acomete entre 200 e 400 mil brasileiros.

Dra Michele DevidoA doença não é fatal, nem contagiosa e não diminui a capacidade intelectual do indivíduo. Contudo, apesar de avanços no tratamento, não há cura. “Dificuldades na capacidade verbal e no processo de deglutição podem ser sequelas comuns apresentadas pelos pacientes. Com isso, surge o risco de algum alimento, ao ser ingerido, ir para o pulmão e causar uma pneumonia aspirativa”, afirma a Dra. Michele Devido dos Santos, professora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Com a progressão do Mal de Parkinson, a articulação do paciente fica comprometida, o que prejudica sua comunicação, e também pode haver alteração da intensidade da voz, deixando-a mais baixa. Para conseguir melhorar sua qualidade de vida, a consulta ao fonoaudiólogo é importante para o processo de reabilitação, pois ele será o responsável pela avaliação e análise da terapia a ser utilizada.

“Quanto mais cedo a terapia for iniciada, mais duradouro será o resultado e menores serão os riscos de um agravamento clínico por uma broncoaspiração por exemplo. O objetivo principal do trabalho junto ao fonoaudiólogo é melhorar a qualidade de vida destes pacientes em relação à comunicação e ensinar técnicas e manobras adequadas para engolir os alimentos de forma mais segura”, explica a Dra. Michele.

A professora destaca que, para atuar na área de Fonoaudiologia, o profissional precisa ter aptidão para compreender de forma abrangente os aspectos neurológicos. “É fundamental entender sobre a doença e as limitações do paciente. O tratamento fonoaudiológico engloba as áreas de fala, voz e disfagia”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 47, em 12/8/2014. Assine nossa newsletter:
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Programa Expedições Científicas e Assistenciais – PECA 2014

No início de 2014, alunos dos cursos de Graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram das atividades da 10ª edição do Programa Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), realizado em São Sebastião (SP). Trata-se de uma iniciativa voluntária dos estudantes da FCMSCSP para promover a atenção básica à saúde em seus aspectos curativo e preventivo, a toda a comunidade do município visitado.

Confira no vídeo institucional, a seguir, um resumo do encontro deste ano:

FCMSCSP recebe visita de fonoaudiólogo de Portugal para aula sobre eletroestimulação

João Carlos Torgal BatistaCom o objetivo de promover a troca de experiências e expandir ainda mais o conhecimento acadêmico, a Faculdade de Ciência Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu a visita do fonoaudiólogo português João Carlos Torgal Batista. Durante sua passagem pelo Brasil, o profissional ministrou uma aula para os alunos da Faculdade sobre eletroestimulação em terapias da fonoaudiologia, além de conhecer a estrutura e o curso da Instituição.

“No ano passado, em um congresso no Brasil, conheci o Dr. Paulo Eduardo Damasceno Melo, professor da Faculdade Santa Casa de São Paulo. A partir desse contato, surgiu a oportunidade de visitar a Instituição”, diz.

De acordo com Batista, a aplicação da eletroestimulação nas terapias da fonoaudiologia é uma técnica recente tanto em Portugal quanto no Brasil. “A vantagem dessa visita é ter a chance de realizar um intercâmbio de ideias e formas de como trabalhamos e realizamos os tratamentos. Tem sido uma experiência muito positiva para mim. Espero, no futuro, repetir este tipo de iniciativa”, afirma.

Para a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e membro do Núcleo de Relações Internacionais da Faculdade, é importante compartilhar informações, não somente de conhecimentos científicos, mas também da atuação do fonoaudiólogo em outros países. “Nessa área, o Brasil tem ocupado um papel de liderança na América Latina. Sobretudo, esses intercâmbios enriquecem ainda mais nossa formação profissional”, explica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 26, em 17/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.