Enfermagem FCMSCSP: ensino de qualidade e desenvolvimento

Natália-Sarracceni-Tedesco

Natália Sarracceni Tedesco

Formada no ano de 2007, no curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Natália Sarracceni Tedesco é pós-graduada em Enfermagem na Assistência ao Adulto em Unidade de Terapia Intensiva, pela FCMSCSP, e em Enfermagem do Trabalho pela Faculdade São Luís de Jaboticabal. Natália já fez parte da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Vila Alpina, da UTI do Hospital Central da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da UTI do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e da UTI do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. “No ano de 2012, recebi o convite para ocupar o cargo de enfermeira da Educação Continuada no Hospital Santa Isabel, administrado pela ISCMSP”, completa a enfermeira que também ocupa o cargo de analista de desenvolvimento humano, da área de Educação Corporativa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e ministra aulas para cursos de pós-graduação lato sensu na Universidade de Guarulhos. Confira mais informações sobre os tempos em que a egressa era aluna da FCMSCSP.

Conectar – Por que optou por Enfermagem? 
Natália – Após o término do ensino médio, eu sabia muito bem quais cursos não realizar. Nunca tive afinidade com números e fórmulas; a área de exatas estava fora de cogitação! Mas não fazia ideia de qual curso seguir. A escolha pela faculdade de enfermagem sofreu a influência direta da minha mãe, que sempre dizia que caso não tivesse cursado a faculdade de psicologia, teria optado pela enfermagem. Assim, apenas após iniciar o curso é que tive a certeza de que a enfermagem seria a minha área de atuação profissional.

Conectar – E quando decidiu que faria o curso na FCMSCSP? Quais critérios lhe ajudaram na escolha?
Natália – Quando prestei o vestibular da Fuvest era possível escolher a primeira e a segunda opção de faculdade. Pelo fato de ser particular, a FCMSCSP era a minha segunda opção. Após saber o resultado do vestibular, ainda antes da matrícula, pesquisei melhor sobre a FCMSCSP e observei que se tratava de uma faculdade conceituada na área médica, reconhecida como o primeiro local do estado de São Paulo a formar médicos e cirurgiões, sendo o berço dos cursos de medicina da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de São Paulo. Com tamanha expertise e tradição na formação médica, iniciei o curso de Graduação em Enfermagem com a certeza de ter feito a escolha pela faculdade certa.

Conectar – Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da FCMSCSP?
Natália – 
Bastou o início das aulas para que eu tivesse a certeza de que havia realizado a escolha certa, pois a FCMSCSP conciliava a tradição de uma instituição reconhecida nacionalmente pelo ensino de qualidade e o desenvolvimento de pesquisas, somado à filantropia e à realização de projetos sociais, caracteríscos das Santas Casas. Como aluna, procurei participar de todas as oportunidades de ensino que a Faculdade poderia me proporcionar; assim, fui monitora de algumas disciplinas, como Pediatria e Antropologia Filosófica. Dessa forma, eu cursava a graduação no período matutino e ocupava as minhas tardes estudando na biblioteca ou desenvolvendo as atividades de monitoria.

Conectar – De que maneira o curso contribuiu para o seu crescimento profissional?
Natália – Antes da faculdade, eu nunca havia entrado em um hospital. Tudo que aprendi na FCMSCSP e nos corredores e unidades da Santa Casa constituíram o alicerce de minha formação acadêmica e trajetória profissional bem-sucedida. Além da qualidade do ensino e da notoriedade no desenvolvimento de pesquisas científicas, o caráter ético, humanitário e social, impressos na formação dos profissionais formados pela FCMSCSP, constituem um diferencial no mercado de trabalho.

Conectar – Existem desafios que você enfrenta na carreira e que consegue aplicar na prática o que foi aprendido na Faculdade?
Natália – A formação ética que desenvolvi durante os anos de graduação na FCMSCSP, sem dúvida me auxiliou no manejo de desafios importantes frequentemente presenciados na prática assistencial.
 
Conectar – Hoje em dia qual a sua relação com a Faculdade?
Natália – Pelo vínculo que criei com alguns professores e também por atuar na área da educação, esporadicamente, sou convidada para ministrar aulas na disciplina não obrigatória de pacientes críticos do curso de Graduação em Enfermagem.

Conectar – Que dicas você dá para quem deseja cursar Enfermagem?
Natália – A enfermagem é uma profissão encantadora. E não é preciso iniciar um curso de graduação para perceber isso: todos nós já precisamos ou conhecemos alguém que necessitou dos serviços prestados por um enfermeiro. Como é bom sentir-se respeitado e seguro durante o atendimento de um profissional que se dedicou por anos simplesmente pela satisfação em cuidar do próximo. Hoje, eu não me enxergaria realizada atuando em outra área. A formação na área da enfermagem proporciona oportunidades de trabalho que vão além dos muros do hospital: atuação no segmento de saúde ocupacional em empresas diversas, cuidado domiciliar, participação em programas governamentais de vigilância sanitária, atuação na área de ensino e pesquisa, entre outras. Fico grata pelo convite em participar da entrevista e em poder compartilhar minhas experiências e (boas) recordações do período em que fui aluna da FCMSCSP. É sempre com grande satisfação e orgulho que digo e repito: sou filha da Santa Casa de São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Aulas práticas, integração entre cursos e atividades extras contribuem para a formação do profissional de Enfermagem, destaca Ex-Santa

Juliana SchunckSua trajetória profissional de sucesso e as principais dicas para estudantes que pretendem atuar como enfermeiros foram alguns dos assuntos compartilhados ao Conectar durante entrevista concedida por Juliana Schunck, graduada na quinta turma de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Atualmente, ela é coordenadora administrativa e de enfermagem no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

Conectar – Como foi a sua trajetória durante a graduação?

Juliana Schunck – Saí do interior de Minas Gerais, de Monte Sião, para cursar Enfermagem em São Paulo. Quando prestei o vestibular, fui aprovada também em universidades públicas mineiras. Por conta das opções de estágios, achei melhor me mudar para a capital paulista e, quando conheci o campus da Faculdade Santa Casa de São Paulo, fiquei encantada com o prédio e com a grande quantidade de pessoas circulando.

Apesar de ter morado em São Paulo na infância, voltar com 17 anos, sozinha e ter que me adaptar com essa nova rotina, não foi tão fácil quanto esperava. Mas, o fato de permanecer o dia todo na Faculdade me ajudou muito, pois além da graduação, sempre fazia as atividades extras. É interessante que até hoje eu participo de alguns grupos de ex-alunos em redes sociais. A gente não se desliga, prova que ainda temos informações do que acontece atualmente na Instituição.

Conectar – Como era sua rotina na graduação?

Juliana Schunck – No começo tínhamos aulas de segunda a sábado, divididas entre o prédio da Faculdade e os laboratórios dentro do Hospital da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Já à tarde e à noite, como atividades extracurriculares, tínhamos diversas ligas, cursos e palestras multidisciplinares, o que permitia fazer contato e trocar experiências com os alunos de Medicina e Fonoaudiologia. Os cursos extras organizados pela Instituição ajudavam a agregar conhecimento ao conteúdo padronizado da grade curricular.

Participei também de projetos de voluntariado realizados pelos alunos, como o Santa Maluquice, o qual era voltado à humanização das crianças hospitalizadas e de seus familiares, na Pediatria da Santa Casa. A Faculdade estimulava essa iniciativa. Atuei ainda em outras ações sociais como o Programa de Saúde da Família.

Conectar – O que motivou a escolha pela Enfermagem?

Juliana Schunck – Quando eu era adolescente e por ter sido criada em uma cidade pequena e tradicionalmente católica, tinha em mente que seria freira missionária e que iria fazer trabalhos em regiões carentes do Brasil ou da África. Então, decidi me formar em Enfermagem para poder auxiliar as pessoas na carência por saúde e cuidados sanitários.

Bom, o resultado foi: percebi que não tinha o dom para a vida religiosa e que a graduação nessa área era muito além do que eu imaginava (risos).

No curso fui apresentada às diversas áreas em que o enfermeiro pode atuar, que se estende desde assistência e pesquisa até a área administrativa.

Quando concluí a graduação, como tive mais afinidade, comecei a atuar na UTI da Santa Casa. Por conta dessa atividade, fiz minha especialização nessa área, também na FCMSCSP, pelo rico campo de estágio.

Atuei em UTI por quatro anos em instituições públicas e privadas. Durante esse tempo, também fui docente no curso de Auxiliar e Técnico de Enfermagem da Santa Casa.

Depois, optei pelo desafio da área administrativa, na qual estou até hoje. Ainda me perguntam a minha preferência, porém, não há comparações. São funções completamente diferentes, apesar de serem complementares, com responsabilidades particulares onde há prós e contras. O conhecimento assistencial contribui muito para a tomada de decisão de hoje. Afinal, a administração hospitalar não se desvincula do paciente. Ambas as experiências são enriquecedoras.

Avancei nos estudos e fiz um MBA em Administração Hospitalar e de Serviços de Saúde (CEAHS) pela Fundação Getúlio Vargas, o qual concluí em junho do ano passado. Esse curso me mostrou que dentro deste setor, também há um leque imenso de atuação e que o administrar está desvinculado da graduação.

O curso superior na área da saúde auxilia nesse mercado, mas são necessários muitos outros requisitos para atuar na área administrativa.

Conectar – Quais dicas você pode dar para quem pretende cursar Enfermagem?

Juliana Schunck – Primeiramente, pesquisar sobre o curso e sua amplitude e, se possível, conversar com um recém-formado e com um enfermeiro que já atua há algum tempo no mercado, para que eles possam passar suas percepções sobre a profissão. O interessante na Enfermagem é que ela está em constante crescimento. Obviamente, depende da dedicação de cada um. A cultura hospitalar vem sendo aperfeiçoada no decorrer dos anos e alguns mitos estão sendo quebrados, como experiência pessoal, hoje, por exemplo, atuo em uma área que antes era ocupada por um médico. Isso só é possível, pela capacitação buscada pelos enfermeiros.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 37, em 25/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.