Ex-Santa: da Medicina à arte

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Lívia Castellari Bruchianti, ex-aluna do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP 

Lívia Castellari Bruchianti nunca teve o sonho de ser médica. No curso pré-vestibular na área de Humanas, a estudante apaixonou-se pelas aulas de Biologia e Química e decidiu que a área de Biomedicina a interessava muito. Mudou, então, para as turmas de Biomédicas, em que as aulas eram recheadas de slides de vídeos de cirurgias e casos clínicos. Foi aí que Lívia descobriu, então, que a carreira de Medicina também lhe despertava interesse.

Quando chegou a época de prestar o vestibular, surgiu sua maior dúvida: Bioquímica ou Medicina? Às vésperas da decisão, foi convidada por um amigo, na ocasião residente na Universidade de São Paulo, para assistir a uma cirurgia: “Nesse dia, vestindo jaleco, touca e máscara, dentro da sala do centro cirúrgico da USP, não tive dúvida: era Medicina que eu queria”, conta.

A aprovação na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo veio de surpresa. Lívia já estava em mudança para o interior de São Paulo, a fim de estudar na Faculdade de Medicina de Marília. A matrícula encontrava-se quase fechada e o contrato de seu imóvel na região, prestes a ser assinado. Foi quando Lívia recebeu uma ligação da FCMSCSP: “A minha alegria e de minha mãe era inenarrável. Havia passado na tradicional Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o que me permitiria permanecer em minha cidade. Fizemos as malas e voltamos para realizar a matrícula.”

Lívia ainda relembra do alívio que sentiu quando iniciou as aulas na FCMSCSP: “Na época do vestibular, fiz três anos de cursinho. Muitos dos meus amigos na Faculdade eram daquela turma. Assim, fiquei bem à vontade quando entrei na Faculdade e os vi. Senti-me em casa”.

Formada pela 48ª da turma do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP, Lívia está no segundo ano de residência em Otorrinolaringologia na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. “Minha carreira profissional apenas começou. Aprendo a cada dia com os residentes, chefes, colegas, com as auxiliares e, principalmente, com os pacientes. Procuro seguir à risca a questão humanitária da FCMSCSP, que sempre nos mostrou que há uma diferença enorme entre ‘fazer Medicina’ e ‘ser médico’”.

Paixão pela arte e exposição na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Desde pequena, Lívia sempre gostou de desenhar e foi estimulada pelos pais, que disponibilizaram os mais diversos tipos de materiais artísticos. Na Faculdade, no entanto, o ritmo da pintura diminuiu consideravelmente: “A exigência do curso é enorme e pouco tempo restava para me dedicar à arte. Pintava mais durante as férias e feriados. A pintura, de certa forma, trouxe para mim um equilíbrio frente às grandes exigências do curso de Medicina.”

Com o intuito de mostrar ao público sua arte, a ex-aluna de Medicina da FCMSCSP irá expor suas pinturas a óleo, criadas nos últimos anos, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A exposição intitulada “Lívia Bruchianti: uma década de arte”, acontece entre os dias 15 e 19 de maio, das 8h às 20h, e reúne as obras da artista desde os seus primeiros trabalhos, aos 15 anos, até suas obras mais recentes. “São ao todo 70 obras, entre telas e desenhos em pastel, desde 2005, quando atingi um estilo de pintura que posso chamar de ‘meu’, até 2017. Elas contam um pouco da minha história de vida e traduzem meu estado de espírito em determinados momentos. Deixei um pouco de mim em cada pincelada”, finaliza Lívia.

Serviço
Exposição “Lívia Bruchianti: uma década de arte”
Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – Entrada pelo Hall Monumental
Endereço: 165, Av. Srg. Mario Kozel Filho, 1 – Paraíso, São Paulo (SP)
Data e horário: de 15 a 19 de maio de 2017, das 8h às 20h00
Entrada franca

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 110, em 9/5/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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Ex-Santa lança livros didáticos na área de Psiquiatria

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Dr. Marcos de Jesus Nogueira, ex-aluno do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP

O Dr. Marcos de Jesus Nogueira é formado pela 5ª turma do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Foi professor instrutor do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP até o ano de 1984. Atualmente, é diretor do Instituto Integrado de Psiquiatria e Psicologia de Araraquara (IIPP). No interior de São Paulo, também exerce a profissão em clínica privada.

Com o objetivo de tornar a literatura médica mais didática, escreveu três livros na área de Psiquiatria. Em entrevista ao Boletim Conectar, o ex-Santa falou sobre o que o motivou a escolher o curso de Medicina da FCMSCSP e sobre suas obras.

Boletim Conectar: Como o senhor decidiu seguir a carreira na área médica? E quais os motivos o levaram a estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
Dr. Nogueira: As pessoas mais realizadas são aquelas que ajudam os outros, principalmente na saúde. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, além de ser muito prestigiada, tinha em seu curso a proposta pioneira de contato direto com os pacientes desde a primeira aula.

Boletim Conectar: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória acadêmica e profissional.
Dr. Nogueira: Ingressei na residência em Psiquiatria na própria Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, logo após, ocupei a função de Professor Instrutor do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP com a coordenação do Prof. Enzo Azzi durante seis anos. Em seguida, me mudei para o interior paulista trabalhando em clínica privada, com a finalidade de criar meus filhos fora de São Paulo, por razões de saúde.

Boletim Conectar: Alguma lembrança marcante de sua turma?
Dr. Nogueira: O espírito de união e a dedicação que o grupo vivia.

Boletim Conectar: Comente sobre suas três obras: “O Uso de Psicofármacos – um guia”, “Diagnóstico Psiquiátrico – um guia” e “Exame das Funções Mentais – um guia”.
Dr. Nogueira: São obras que abordam de maneira completa e essencial todo o conteúdo conceitual atualizado da psicopatologia, diagnóstico e da psicofarmacologia de forma a servir ao estudante e ao médico clínico em suas atividades diárias no estudo e no trabalho.

Boletim Conectar: Quais suas motivações para escrever sobre os temas abordados em seus livros?
Dr. Nogueira: Quando precisamos consultar a literatura de nossa especialidade, nem sempre é uma tarefa fácil e rápida para fazê-lo e, a maioria das vezes, o texto trabalhoso é pouco atrativo para realizar esta busca. Nestes livros, é possível encontrar este conteúdo de forma agradável, organizada, pedagógica e até mesmo divertida pelas técnicas de comunicação gráfica e pelos cartuns utilizados.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Para compreender eletrocardiograma

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Dr. Pedro Veronese, Ex-Santa e médico assistente na ISCMSP

Formado pela 37ª Turma do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o Dr. Pedro Veronese, que sempre teve interesse pelo tema de eletrocardiograma, se tornou referência para alunos e residentes na discussão do método. Decidiu, então, criar, na própria Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, um curso que abordasse as práticas da área, intitulado “Descomplicando ECG”. O Ex-Santa especializou-se em cardiologia, arritmia clínica e eletrofisiologia no Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde hoje faz doutorado, e atua há 10 anos como médico assistente do Serviço de Emergência do Hospital Central da ISCMSP. “Sempre fui cobrado para estruturar um curso de eletrocardiograma. Da união do meu amor pelo tema com a cobrança dos alunos e residentes, nasceu esse curso”, afirma o Dr. Pedro Veronese.

O curso é voltado para alunos do 1º ao 6º ano do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP, para residentes de clínica médica e outros profissionais, como enfermeiros e fisioterapeutas, e aborda as práticas do eletrocardiograma desde os conceitos mais básicos até o nível avançado. “Serão 12 aulas com 2 horas de duração cada, que serão ministradas em seis sábados pela manhã (2 aulas por sábado), com duração de quase 2 meses”, explica o professor.

O curso terá início no próximo dia 10 de dezembro e, além das aulas presenciais, os alunos poderão rever as aulas no formato online, com acesso aos principais tópicos de cada aula e exercícios para fixação do conhecimento, que será disponibilizado no site oficial do curso. Ao final do programa, os alunos que cumprirem todos os requisitos ganharão um certificado: “Pela primeira vez na minha vida, estou montando um projeto meu, com a parceria da Dra. Michelle Ugolini, chefe de plantão do Pronto-Socorro Central da ISCMSP”, conta.

Retribuição
Bolsista na FCMSCSP durante os seis anos da graduação, o Dr. Pedro Veronese irá retribuir o investimento da Instituição em seus estudos oferecendo algumas bolsas integrais do curso Descomplicando ECG para alunos que já sejam bolsistas da Faculdade. “Nós iremos fazer uma consulta a esses estudantes sobre o interesse pelo curso e entre os interessados, realizaremos um sorteio. A ideia é oferecer sempre algumas bolsas integrais em todas as edições do curso”, explica o ex-Santa.

Os demais interessados podem se inscrever para o programa a partir de 1º/12 diretamente no site do curso “Descomplicando ECG”, mantido pelo Dr. Veronese.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 101, em 22/11/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Areguá! O reencontro emocionante da Turma I de Medicina da FCMSCSP

i_turma_medicina_fcmscspSábado, 15/10, foi um dia de muita emoção. Nessa data, em que também se celebra o Dia do Professor, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu verdadeiros mestres, egressos ilustres que tiveram o privilégio de ver nascer o curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP. Adjetivos para descrever o momento desse encontro não faltariam. E a principal certeza que pudemos ter é que a Turma I continua assim: alegre, espontânea e saudosa. Afinal, a cada abraço, um sentimento indescritível de uma saudade que já durava 48 anos revelando o desejo de relembrar fatos marcantes da época de estudantes e de colocar a conversa em dia.

Seria impossível resumir a trajetória de cada ex-aluno aqui. Afinal, os egressos da Turma I continuam sempre por perto atuando, por exemplo, como professores na FCMSCSP e em outras instituições por todo o país, como é o caso da Dra. Tomie Umeda, ginecologista, que veio de Carajás, no Pará, para o encontro com os ex-colegas e que comemora a evolução vista na Faculdade: “Eu levei cinco horas para chegar em São Paulo, mas valeu muito a pena por ver os antigos colegas e a nova Faculdade, que não via desde a minha formação. Nós vemos como a tecnologia e o tempo mudam tudo, hoje as salas são completamente diferentes e bem mais bonitas. Mas, acima de tudo, é muito bom poder matar a saudade dos colegas.”

De acordo com o Dr. Wanderley Tadeu Sokolowski, que atua como pediatra, o reencontro causa uma sensação única. “Nós temos muita satisfação em encontrar pessoas que fizeram parte da nossa juventude, com quem convivemos durante seis anos. Nós passamos uma parte importante da nossa vida aqui, fizemos grandes amizades e é muito gostoso rever isso e ver que estão todos muito bem”, comemora.

Para o Dr. Luiz Gastão Mange Rosenfeld, especialista em hematologia e em patologia clínica e presidente do Centro de Hematologia de São Paulo (CHSP), para os que estão atuando em outras instituições, é muito bom estar de volta à Faculdade. “É extremamente importante e satisfatória a sensação de reencontrar os colegas”, conta.

encontro_02O Prof. Dr. Roberto Mitiaki Endo, que também passou a maior parte de sua vida entre a FCMSCSP e a ISCMSP, relembra os bons momentos no tempo da Graduação: “A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo quebrou muitos tabus. Nós fomos pioneiros em muitas coisas. A estrutura que nós tínhamos aqui era sonhada pelas outras faculdades e nós continuamos sendo modelo para outras Instituições”.

Segundo a Prof.ª Dra. Lygia Silveira, ex-aluna e professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP, que já completou 53 anos – desde que se formou – na Faculdade e na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), o afeto e o carinho criados pela Instituição sempre foram mais fortes, principalmente por fazer parte da primeira turma do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP: “Eu sempre estive aqui e nunca quis sair. Isso eu aprendi com uma colega que me dizia ‘vista a camisa e não tire’. É uma delícia ver todo mundo reunido, ver o carinho que as pessoas têm umas pelas outras. Isso é peculiar de pessoas da nossa idade e da nossa profissão, que é muito humanista. Essa Instituição cria na gente um sentimento que é difícil de expressar, quem está aqui dentro sabe”, declara a professora.

Quem compartilha desta paixão pela FCMSCSP é o Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, membro da Diretoria da FCMSCSP: “Esse reencontro nos traz conforto pelas realizações de todos esses anos e reforça o amor por essa Instituição. Tudo isso aqui faz parte da nossa vida. Eu me sinto aqui melhor do que eu me sentiria em qualquer outro lugar do mundo. Esse é o lugar onde nós nos realizamos e todos nós compartilhamos do mesmo desejo, que é ver essa Instituição progredindo sempre e alargando continuamente o seu prestígio”, afirma.

Para o Prof. Dr. Moacyr Fucs, também professor da FCMSCSP, reencontrar esses colegas e poder apresentar a eles a Faculdade de hoje, é um sentimento muito forte: “Estou encontrando aqui colegas que eu não via há 48 anos, desde que nós nos formamos. O comparecimento foi muito grande e nós já estamos inclusive programando a nossa festa de formatura de 50 anos, em 2018”, comenta o professor

Confira alguns momentos desse encontro neste álbum da Turma I, em fotos registradas no dia 15/10.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 99, em 18/10/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ex-Santa conta sobre a carreira de Medicina e o lançamento de seu novo livro

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Dr. José Maria Orlando, formado pela 12ª turma de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. José Maria Orlando é formado pela 12ª turma de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Com título de especialista em Medicina Intensiva, foi presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), entidade que congrega os profissionais de saúde atuantes nas unidades de terapia intensiva do país. Exerceu ainda o cargo de secretário municipal de Saúde adjunto do Município de São Paulo, entre os anos de 2009 e 2012. Em entrevista ao Boletim Conectar, o ex-Santa falou sobre o que o motivou a escolher o curso de Graduação em Medicina e do lançamento de seu novo livro “Vencendo a Morte”, que tem lançamento nesta terça-feira, 31 de maio.

 

Conectar: Como o senhor decidiu seguir a carreira na área médica? E quais os motivos o levaram a estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
José Maria Orlando: O encantamento com a ciência e a arte médica foi emoldurando minhas expectativas e sonhos, principalmente durante os anos de estudos e práticas na própria Faculdade, quando se torna, de fato, possível entender melhor a opção feita para o concurso vestibular. A Santa, desde sempre, reservava ainda outra característica especial em seu currículo acadêmico. Diferentemente da maioria das escolas médicas do país, estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo significava acrescentar mais um ingrediente decisivo para testar a real aptidão dos jovens estudantes com respeito à arte médica. Assim, logo no primeiro ano tínhamos de encarar nosso destino irrefutável e iniciar precocemente o rito fundamental da Medicina: o relacionamento direto com os pacientes. Dessa forma, caso ainda houvesse algum risco de que nossa escolha pela carreira médica tivesse sido, eventualmente, equivocada, ela não resistiria à prova definitiva do contato precoce com os doentes nas enfermarias do hospital.

Conectar: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória acadêmica e profissional.
José Maria Orlando: Ao concluir os dois anos de Residência em Clínica Médica, eu me tornei o primeiro residente da disciplina de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Mas, àquela altura, eu já havia sido “contaminado” de forma irreversível pelo fascínio que a Medicina Intensiva exercia sobre mim. Portanto, deixei de lado a possibilidade concreta de seguir carreira acadêmica e passei a me dedicar full-time ao trabalho em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A partir daquela decisão, meu envolvimento associativo aconteceu naturalmente e, em 1983, eu ingressei no quadro diretivo da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (Sopati). Em 1994, passei a compor a diretoria executiva da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), vindo a presidi-la por duas gestões consecutivas (2004-2005 e 2006-2007). Antes de me aventurar a escrever sobre um tema histórico voltado para o público em geral, eu publiquei dois outros livros técnicos na área de Medicina Intensiva: “UTI – muito além da técnica: a humanização e a arte do intensivismo”, em 2001 e “UTIs Contemporâneas”, em 2008.

Conectar: Alguma lembrança marcante de sua turma?
José Maria Orlando: A Turma 12 de Medicina da FCMSCSP, de 1979, teve o privilégio de conviver com vários excelentes mestres, mas um deles merece especial menção: Prof. Dr. Walter Edgard Maffei. Além de nome muito respeitado na Anatomia Patológica, seus conhecimentos eram vastos sobre Medicina de uma forma geral. Acredito que muitos de seus alunos ficaram marcados por tal ensinamento valioso, não apenas para o desempenho da Medicina, mas como lição de vida. Em meu livro eu rendo uma singela homenagem ao Prof. Dr. Maffei como símbolo de um comportamento crítico que deve estar sempre permeando as atitudes do médico que conduz o tratamento de seus pacientes, sem nunca deixar de questionar mesmo aquilo que, em uma primeira análise superficial, parece ser o mais óbvio.

Conectar: Qual é a proposta do livro “Vencendo a Morte”, de sua autoria?
José Maria Orlando: As guerras estão, invariavelmente, associadas às grandes desgraças da humanidade, por conta de todos os infortúnios que as acompanham. Este livro, no entanto, busca explorar um lado menos visível dessa história, sempre carregada de tantos sofrimentos, dores indizíveis e profundo terror e que vem assombrando os nossos piores pesadelos, ao longo dos séculos. É possível, mesmo contrariando o senso comum, identificar eventuais benefícios para a própria humanidade, como subprodutos insuspeitos e positivos do enorme caos e da tragédia humana provocada pelas guerras. Até pouco mais de cem anos atrás, as guerras matavam mais por conta das infecções que complicavam as feridas, enquanto que as cirurgias eram limitadas por não haver ainda a anestesia. Foi dessa maneira que afloraram algumas novas descobertas científicas em vários campos do conhecimento e, em especial, para a Ciência Médica, como é o caso do aprimoramento de algumas técnicas cirúrgicas, por exemplo. Em muitas outras situações os campos de batalha transformavam-se em imensos laboratórios a céu aberto e, assim, permitiam testar, em grande escala, novos procedimentos e medicamentos.

Conectar: Quais suas motivações para escrever sobre este tema?
José Maria Orlando: Tanto durante o 6º ano da Faculdade, como na Residência em Clínica Médica, eu realizei meus estágios eletivos na UTI da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). No contato diário com nossos preceptores, à época, era frequente ouvirmos menção à importância das guerras para as pesquisas médicas voltadas a alguns dos mais impactantes quadros clínicos e que são, ainda hoje, responsáveis pela internação de muitos pacientes em UTIs. Essa íntima vinculação entre as guerras e algumas das principais entidades clínicas que fazem parte da rotina diária das UTIs despertou em mim a curiosidade por aprofundar minhas pesquisas bibliográficas e, assim, conhecer, em mais detalhes, a evolução histórica dessas doenças.

Serviço
Lançamento do livro “Vencendo a Morte: como as guerras fizeram a Medicina evoluir
Local: Livraria Leitura – Shopping Cidade São Paulo – Avenida Paulista, 1230 – 2º Piso – São Paulo (SP)
Horário: A partir das 19h00.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 89, em 31/5/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

FCMSCSP: tradição, corpo docente e qualidade que fazem a diferença

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Érica de Cássia Ferraz

Graduada, no ano de 2005, em Fonoaudiologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Érica de Cássia Ferraz, especializada em Linguagem e Mestra em Saúde da Comunicação Humana, ambas pela FCMSCSP, a egressa é responsável pela revista Audiology – Communication Research (ACR), da Academia Brasileira de Audiologia (ABA) e acaba de ser agraciada com o 2º lugar no prêmio da Associação Brasileira de Editores Científicos. Em entrevista ao Conectar, a fonoaudióloga fala sobre a conquista e sobre os tempos como aluna da FCMSCSP.

Conectar: Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da FCMSCSP?
Érica: Tínhamos aulas de manhã e, a partir do 3º ano, alguns estágios à tarde. Fomos as primeiras a utilizar a clínica de Fonoaudiologia. A Faculdade me proporcionou não só aprendizado técnico, mas me ensinou a lidar com pessoas, expectativas e incertezas. Mais do que isso, me ensinou a valorizar aquilo que tenho. Tive o privilégio de ser aluna da primeira turma, de ter aulas com ótimos professores e de conhecer pessoas incríveis. Fiz grandes amizades, que espero conservar para sempre. A Santa Casa sempre fez eu me sentir “em casa”.

Conectar: Por que optou por Fonoaudiologia?
Érica: Nunca tive dúvidas sobre que profissão eu gostaria de seguir. Pesquisei bastante sobre a prática profissional antes do vestibular. A Fonoaudiologia sempre me encantou por ser uma profissão da área da saúde que possibilita atuar em diversas áreas (linguagem, voz, audiologia…), desde a prevenção, passando pelo aperfeiçoamento da comunicação e pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, até a reabilitação de alguns distúrbios. Desde o início, sempre tive uma tendência muito forte a trabalhar com leitura e escrita.

Conectar: Quando, como e por que decidiu que faria na FCMSCSP?
Érica: Na época, o curso estava começando e ainda não tinha o reconhecimento e respeito que tem hoje. Entretanto, a instituição já tinha enorme tradição. O fato de ter um corpo docente experiente e conceituado e a possibilidade de aprender em um hospital de referência foram aspectos decisivos para a minha escolha. Tive certeza de que eu teria uma formação de qualidade.

Conectar: De que maneira o curso contribuiu para o seu crescimento profissional?
Érica: Tive aulas com professores experientes, qualificados e muito bem sucedidos na profissão. A maioria deles, além da atividade acadêmica, também exerce atividade clínica. Isso sempre trouxe muita riqueza para as discussões. Tivemos acesso a conteúdos atualizados e fomos incentivadas a participar de atividades sociais, assistenciais, culturais e acadêmicas. Esse conjunto todo contribuiu para o meu amadurecimento profissional.

Conectar: Hoje em dia qual a sua relação com a FCMSCSP?
Érica: A Faculdade é um porto seguro. Um local em que me sinto acolhida e sei que posso contar sempre. Quando posso faço uma visita para rever as pessoas. Gosto de ver o entusiasmo dos alunos e as melhorias das instalações e da infraestrutura. Estou sempre atenta aos cursos e eventos que acontecem para poder voltar e participar. Sinto como se eu nunca fosse me desligar totalmente da Faculdade, mesmo se passar algum tempo afastada.
 
Conectar: Quais dicas você daria para quem deseja cursar Fonoaudiologia?
Érica: Ter uma boa formação é essencial em qualquer profissão. Investir em um curso reconhecido e de qualidade é o primeiro passo. Para ser Fonoaudiólogo não basta gostar de lidar com pessoas, de diversas idades e com diferentes queixas de comunicação. É importante lembrar que, muitas vezes, atuamos de forma interdisciplinar, em parceria com outras áreas. As dificuldades e desafios existem em todas as profissões, mas trabalhar com aquilo que nos identificamos faz a diferença para buscar soluções para os problemas e seguir em frente.

Conectar: Você acabou de receber o 2º lugar no Prêmio da Associação Brasileira de Editores Científicos. Como foi a sua participação e como foi receber o prêmio?
Érica: A Associação Brasileira de Editores Científicos é a instituição de referência em relação à editoração científica no Brasil. Fornece informações atualizadas e tendências internacionais na área de publicação científica. Promove anualmente um prêmio para incentivar aqueles que se dedicam à área editorial. Os candidatos precisam apresentar suas ações de destaque que contribuíram para a melhoria de seus periódicos. Foi muito gratificante esse segundo lugar, pois é uma forma de reconhecimento de muito trabalho e dedicação. Fiquei extremamente feliz por essa conquista e agradecida a todos que colaboraram para que eu pudesse alcançá-la.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 78, em 24/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Fonoaudiologia FCMSCSP: optar pela instituição certa faz toda a diferença

Andrea-Caruso-Leone

Andrea Caruso Leone

Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em 2005, Andrea Caruso Leone é especializada em Audiologia Clínica pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e atualmente faz extensão no departamento de Otorrinolaringologia, “centrinho”, da Santa Casa na área de implante coclear. No comando de sua própria clínica, a Fono Alpha, a egressa conta ao Boletim Conectar como se apaixonou pela área de Fonoaudiologia e descreve os motivos que a levaram optar pela FCMSCSP. Confira!

Conectar – Por que optou por Fonoaudiologia? 
Andrea – Sou comunicativa e ao mesmo tempo sempre quis trabalhar na área da saúde. A ideia de poder oferecer melhor qualidade de vida às pessoas sempre me encantou. Vi no curso de Fonoaudiologia a oportunidade de unir uma característica forte da minha personalidade, a comunicação, com a vontade de ajudar as pessoas com alguma dificuldade.

Conectar – E quando decidiu que faria o curso na FCMSCSP? Quais critérios lhe ajudaram na escolha?
Andrea – Sou nascida e criada no interior e queria fazer o melhor curso de Fonoaudiologia. Para isso pesquisei onde teriam os melhores e vim para São Paulo prestar vestibulares. Passei em outras instituições renomadas, mas quando fui chamada na Faculdade Santa Casa de São Paulo e me deparei com um hospital que ajuda milhões de pessoas, não tive dúvidas que ali poderia realizar meu sonho. A arquitetura daquela construção, sua imponência e, ao mesmo tempo, sua simplicidade me passaram uma energia que me fez ter a certeza de que ali era meu lugar. Mesmo sendo o primeiro ano do curso, não tive dúvidas que toda aquela estrutura faria da Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo um dos melhores cursos do mercado.

Conectar – Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da FCMSCSP?
Viver de perto a rotina de um grande hospital supervisionada pelos melhores professores nos fez aprender muito. Não somente sobre a fonoaudiologia, mas a lidar com a dura realidade da saúde brasileira. O horário de aula compacto, das 7h às 13h, tem uma carga suficiente para oferecer conteúdo de qualidade e excelência, e ao mesmo tempo por ter a tarde livre, permite que os alunos invistam em grupos de estudos, estágios, dá a possibilidade de dedicarmo-nos às pesquisas e até mesmo para quem precisasse complementar a renda, poderia trabalhar.

Conectar – De que maneira o curso contribuiu para o seu crescimento profissional?
Andrea- Aprender com os melhores professores da área fez toda a diferença. Ali não aprendemos apenas sobre Fonoaudiologia; aprendemos a ser humanos. Não trabalhamos com a doença e sim com o indivíduo como ser único, que precisa de nós, profissionais, por inteiro. Ter, durante o aprendizado, um hospital desse porte e uma clínica à nossa disposição nos deu oportunidade de viver experiências até então vistas apenas em livros.

Conectar – Existem desafios na carreira que enfrenta e consegue aplicar na prática o que foi aprendido na Faculdade?
Andrea – Acredito que o grande desafio de todos, hoje em dia, é o ser humano. As cobranças e a correria do dia a dia, a agenda lotada, a insana luta em conciliar o trabalho com a família, por vezes nos faz escorregar na profissão. E quando essa rotina quer se instalar na nossa clínica, me lembro do que aprendi na e com a Santa Casa e, logo, relembro a equipe. A convivência com a realidade brasileira que é atendida na Instituição, nos faz lembrar que um simples sorriso ao receber o paciente faz a grande diferença. Cada um tem seu tempo e sua necessidade, olhar o paciente como um todo e dar sua devida atenção e importância, como se aquele fosse seu único, primeiro e último paciente é o diferencial no sucesso do tratamento.

Conectar – Hoje, qual a sua relação com a Faculdade?
Andrea – Vejo a Faculdade como uma grande “mãe”, que me acolheu, cuidou e orientou, tornando-me uma pessoa mais forte e preparada para enfrentar novos desafios.  Na época em que cursava a Faculdade Santa Casa de São Paulo, tive um problema muito sério de saúde e não tive dúvidas em fazer meu tratamento no próprio hospital Santa Casa. Precisei, por duas vezes, ficar internada por um longo período onde os professores e amigos me deram um apoio inexplicável, que fez toda a diferença no meu tratamento e cura. Hoje, ao lembrar daquela fase, me emociono,  pois ali conheci o melhor de cada um, vi a competência dos profissionais envolvidos. Fiz amigos que levo e levarei por toda a vida. Sou imensamente grata por poder viver a Santa Casa.

Conectar – Quais dicas dá para quem deseja cursar Fonoaudiologia?

Andrea- É uma área apaixonante. Invista nos estudos e escolha a instituição certa, pois isso faz toda a diferença. Mas a principal dica para qualquer um que estiver em busca de uma carreira, é escolher algo que te dê prazer. Trabalhar com amor traz, além da recompensa pessoal, o sucesso profissional e o retorno financeiro desejado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 75, em 6/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.