Alunos da Faculdade Santa Casa de SP contam suas experiências nos intercâmbios realizados em universidades do exterior

Com o objetivo de promover junto aos alunos a troca de experiências e expandir ainda mais o conhecimento acadêmico, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por meio do Núcleo de Relações Internacionais, estrutura continuamente parcerias com conceituadas universidades do mundo, em países como Estados Unidos, Espanha, Alemanha e Itália.

Entre os meses de janeiro e fevereiro de 2013, a norte-americana Brown University, localizada na cidade de Providence, recebeu Arthur Lyra, do 3º ano do curso de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo. Ele afirma ter aprendido novos métodos de trabalho, além de conhecer profissionais com ideias inovadoras.

“Foi uma experiência muito construtiva. Participei de um projeto sobre biologia molecular, com equipamentos modernos e professores atenciosos. Acabei sendo coordenado por um professor de Bangladesh, o que favoreceu muito meu aprendizado”, diz.

Ricardo Faé de Moura, terceiro anista do curso de Medicina, também foi para Brown University. O estudante conta que teve contato com especialidades ligadas a métodos moleculares, engenharia genética e biotecnologia, além de acompanhar a dinâmica de um laboratório de uma universidade reconhecida mundialmente.

“Participei de um experimento científico que está em andamento. Foi uma vivência muito enriquecedora, pois abriu os meus horizontes sobre a área da Medicina e sobre o que está acontecendo no mundo. Dessa forma, posso pensar de uma forma mais ampla minha carreira. Por outro lado, também tive a experiência pessoal de viver em outro país e sentir o clima de uma instituição de ensino americana”, conta.

No início de 2013, Raquel Ataíde, aluna do 3º ano do curso de Medicina, ficou durante dois meses no Dana-Farber Cancer Institute, um hospital e instituto de pesquisa filiado à Harvard Medical School, em Boston, nos EUA. De acordo com ela, a instituição é um grande centro de pesquisa tecnológico, em que diversos hospitais integram esse núcleo.

“Considero esta experiência multidimensional e que me fez crescer como pessoa, pois pude morar sozinha. O conhecimento profissional é inquestionável, afinal eu estava em um centro de pesquisa de destaque internacional. Foi muito válido acompanhar como os estudos são realizados e de que forma posso aplicar o que aprendi nos projetos com os quais estou envolvida na Faculdade Santa Casa de São Paulo”, declara.

Marina Gagliardi de Assumpção, também do 3º ano de Medicina, foi para a University of California – Berkeley, nos Estados Unidos. Na instituição, ela esteve um laboratório de epidemiologia molecular, além de assistir seminários e usufruir dos recursos que a universidade oferecia.

“Foi muito positivo e interessante, pois pude me aprofundar na área molecular. Os alunos que realizam esse tipo de intercâmbio ganham muito. Afinal, é um desafio que te faz crescer pessoal e profissionalmente”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 28, em 18/10/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Faculdade participa de Seminário nos Estados Unidos

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo foi uma das treze instituições de ensino superior (IES) convidadas para o 1º Seminário Internacional Ciência Sem Fronteiras-Cooperação Acadêmica, que aconteceu nos dias 23 e 24 de outubro, na Universidade Harvard (EUA). O evento teve como objetivo estimular o intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores entre universidades brasileiras e instituições americanas de excelência.

O seminário contou com a participação do presidente da Capes, Jorge Guimarães, professores e representantes das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras e seis universidades americanas (Harvard, Stanford, Columbia, Yale, Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign e Universidade da California, em Los Angeles).

No encontro, os representantes das IES brasileiras puderam conhecer as oportunidades disponíveis para seus alunos e pesquisadores nos EUA. Já os americanos terão a oportunidade de assistir apresentações das escolas e departamentos das universidades brasileiras, com ênfase em temas como estrutura curricular, principais áreas de pesquisa e oportunidades de parcerias. Engenharia e Ciências Biomédicas e da Saúde foram as áreas do conhecimento priorizadas na ocasião, por serem consideradas áreas fundamentais no Programa.

Com esse evento, a Capes e a Fundação Lemann promoveram uma aproximação entre acadêmicos brasileiros e acadêmicos das universidades americanas buscando resultar em um maior intercâmbio de alunos e conhecimento entre as instituições, aproveitando as oportunidades abertas pelo programa Ciência Sem Fronteiras.

O seminário foi fruto de uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Fundação Lemann.

Ciência sem Fronteiras
Lançado em dezembro de 2011, o Programa Ciência sem Fronteiras já concedeu cerca de 17 mil bolsas. A meta do programa é oferecer 101 mil bolsas até 2015. Serão 75 mil por parte do governo federal e o restante com ajuda da iniciativa privada. A expectativa até o fim deste ano é chegar a 20 mil bolsas, com investimento aproximado de R$ 1,12 bilhão. Os editais lançados até o momento selecionaram bolsistas para intercâmbio nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal, Austrália e Coréia do Sul.

Pelo programa, estudantes de graduação e de pós-graduação podem fazer estágio no exterior para manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, o Programa Ciência sem Fronteiras tenta atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar, por tempo determinado, no Brasil.