Esquizofrenia e esclerose lateral amiotrófica é tema de pesquisa conduzida por docente da FCMSCSP

Tatiana Rosado Rosenstock

Dra. Tatiana Rosado Rosenstock, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A Dra. Tatiana Rosado Rosenstock, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, acaba de ter um projeto aprovado (Projeto Jovem Pesquisador) pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A intenção do estudo, explica a docente, é buscar correlacionar alterações de transcrição gênica e a função mitocondrial em modelos de esquizofrenia e esclerose lateral amiotrófica para encontrar mecanismos pra impedir que neurônios ou astrócitos fiquem disfuncionais e morram: “O meu projeto visa não apenas entender o mecanismo pelo qual essas células morrem, mas também tentar impedir esse processo através de modificações gênicas que possam levar ao aumento da produção de energia pelas mitocôndrias. De uma maneira bem linear seria: gene – mitocôndria – energia – sobrevivência neural”, esclarece.

Mesmo sendo a esquizofrenia uma doença psiquiátrica, ela também pode, muitas vezes, ser “encarada” como uma doença neurodegenerativa, e a intenção, com o projeto, é justamente buscar uma forma de impedir que o neurônio fique disfuncional e consequentemente degenere. “De uma forma geral, o neurônio que não funciona bem tem maior probabilidade de morrer. Pensando na clínica, um paciente não tratado ao longo de 10 anos de crises sucessivas terá maior processo degenerativo do que um indivíduo que teve apenas um surto psicótico. Por isso, o ‘tratar’ a disfunção celular inicial é tão importante”, relata a Dra. Tatiana.

Além de colaborações internas, como a do Prof. Dr. Hudson Buck, chefe do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP e de alunos da Instituição (IC ou pós-graduandos), o projeto conta com colaborações de docentes dos departamentos de Bioquímica e Farmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do Centro de Desenvolvimento de Modelos Experimentais para Biologia e Medicina (Cedeme, Unifesp) e da Universidade de São Paulo (USP). “Quando eu escrevi o projeto, estava em fase de transição, por isso preferi ter uma rede de boas colaborações. Isso me assegura que todos os experimentos propostos possam ser realizados, aqui na Faculdade, ou em outro lugar. Sempre falo que ciência não se faz sozinho, por isso, procuro me cercar de bons profissionais e lugares de excelência para a pesquisa”, conclui a Dra. Tatiana Rosado Rosenstock.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 85, em 5/4/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.

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