Dores nas costas podem ser escoliose

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Dr. Robert Meves, professor da FCMSCSP

Alteração no alinhamento da coluna, que muitas vezes tem formato de “S”, a escoliose pode causar desnivelamento dos ombros, assimetria das mamas ou tórax ou presença de um calombo nas costas, que podem causar dores musculares. A escoliose pode ser diagnosticada por meio de exame físico ou até mesmo por observação dos familiares.

De acordo com o Dr. Robert Meves, ortopedista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a deformidade pode estar presente em qualquer fase da vida, mas a incidência e prevalência maior são nos adolescentes, em especial do sexo feminino, e também pode ter causa genética. “Há hipóteses de algum tipo de herança genética, considerando que ela é mais frequente em certas populações e irmãos geneticamente idênticos, no entanto, ainda não foi determinado um padrão para isto”, esclarece.

Existem dois tipos de escolioses: a secundária e a idiopática, como explica o ortopedista: “Há causas secundárias, como as doenças neuromusculares, discrepância dos membros (uma perna maior do que a outra) ou psicológicas; no entanto, a mais frequente é a idiopática, ou seja, aquela que não tem causa estabelecida.”

Na escoliose de causa secundária, a forma de tratamento irá depender da doença de base. Já na idiopática, o tratamento pode ser feito de acordo com a gravidade da escoliose. Em casos leves, descreve-se a observação periódica, principalmente em crianças e adolescentes que estão na fase de crescimento. O uso de colete para ajuste da coluna é recomendado nos casos moderados, e a cirurgia apenas nos casos graves. “Quando existe grande chance de crescimento, podemos atuar para estabilizar o crescimento da curva por meio de coletes entre 20 e 40 graus. Acima de 40 graus e em casos em que documentamos a progressão radiográfica, a correção está indicada de forma cirúrgica”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 105, em 2/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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Escoliose afeta até 4% da população mundial, segundo a OMS

Dr. Osmar Avanzi, professor Titular de Ortopedia na FCMSCSP

Dr. Osmar Avanzi, professor Titular de Ortopedia na FCMSCSP

Dor lombar, dor nas costas e “mal da coluna torta” são alguns dos problemas mais comuns no mundo todo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população terá alguma crise de dor nas costas, pelo menos, duas vezes na vida.

Um dos principais motivos é a escoliose, que afeta de 2% a 4% da população mundial, segundo a OMS. A enfermidade se divide em três tipos: a congênita, a neuromuscular e, a mais frequente, a idiopática. “A última se apresenta como um desvio da coluna lateral e sua causa ainda é desconhecida. Ela geralmente ocorre na adolescência, predominantemente em mulheres, quase numa proporção de três para um homem”, explica o Dr. Osmar Avanzi, professor Titular de Ortopedia na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A evolução da escoliose ocorre na fase de puberdade e o tratamento é feito pela observação da curvatura da coluna. Para as curvas com até 20 graus, a análise é feita por meio de radiografias. Nas curvaturas entre 20 e 40 graus, recomenda-se o uso de coletes ortopédicos para atuar na correção e na postura. Já nos casos acima de 40 graus, são indicadas abordagens cirúrgicas. Na fase adulta, em ambiente de trabalho, este mal está ligado a diversos pedidos de licenças trabalhistas. “A coluna vertebral pode ser sensível sim, pelo histórico físico de cada pessoa ou até com desgastes em função do tempo. Mas, para evitar isso, caímos no ponto de proteger-se. Você deve se cuidar”, analisa Dr. Osmar Avanzi.

Para o professor, o tratamento fisioterápico não atua diretamente na correção da escoliose, mas pode auxiliar na postura e na melhoria da qualidade de vida.

Confira algumas dicas de como manter uma boa postura no geral:

Tratamentos fisioterápicos – Uma boa opção é a Reeducação Postura Global (RPG), que ajuda a restabelecer a funcionalidade e flexibilidade da coluna.

Focos pessoais – É sempre importante manter uma alimentação saudável, evitando o acúmulo de gordura no corpo.

Cuidados no ambiente de trabalho – É necessário uma atenção especial neste caso. As escolhas aos tipos de cadeira, apoios da cadeira, altura da mesa, do computador e do monitor devem ser adequadas a cada pessoa.

Ioga e Pilates – Por conta dos alongamentos, de melhorar a flexibilidade e até a musculatura, essas atividades são importantes na manutenção da boa postura e condicionamento físico.

Meditação – Também pode ser uma grande aliada, principalmente antes de iniciar atividades como o ioga e o pilates, pois está ligada ao relaxamento mental.

Exercícios físicos – Devem ser periódicos, constantes e com práticas saudáveis. Nas academias, é sempre importante ter a orientação de personal trainers ou profissionais graduados em Educação Física. Bons métodos para manter uma boa postura, são os alongamentos ou exercícios que envolvam tronco e abdômen, tudo sendo feito sem exageros ou sobrepesos.

 Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 66, em 2/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.