Doença de Lyme: professora da FCMSCSP explica a patologia que acometeu a cantora Avril Lavigne

Dra. Marinella Della Negra

Dra. Marinella Della Negra

Pouco conhecida no nosso meio, a Doença de Lyme ganhou evidência na mídia nacional e internacional nos últimos dias, após revelação da cantora e compositora canadense, Avril Lavigne, de 30 anos, que declarou à revista “People” que sofre da patologia. “A doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi e é transmitida para os seres humanos por meio de carrapatos”, explica a Dra. Marinella Della Negra, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especialista em doenças infecciosas e parasitárias.

De acordo com a professora, a doença não é comum no Brasil: “Houve alguns casos em São Paulo, por exemplo, mas o agente da doença de Lyme no país é diferente do agente americano”, completa a especialista.  Não é à toa que a doença recebeu esse nome por conta dos diversos casos que ocorreram, em 1997, na cidade de Lyme, em Connecticut (EUA). Na época, era confundida com artrite, pois os principais sintomas eram o inchaço e a dor nas articulações, porém, como os sintomas desapareciam e apareciam novamente, e afetavam apenas adolescentes, foi descoberta a nova patologia. Hoje, já se sabe que ela é mais comum nos Estados Unidos e também em algumas regiões – central e leste – da Europa.

Uma das maiores preocupações é em relação à dificuldade de se fazer um diagnóstico precoce, de acordo com a Dra. Marinella. Isso ocorre, pois a doença apresenta um quadro inicial semelhante aode outras doenças infecciosas. “Os principais sintomas são febre, calafrios, dores no corpo e eritema migratório que aparecem e somem do corpo. Em alguns casos, ocorre dor nas articulações e inchaço”, detalha.

No caso de Avril Lavigne, os médicos não demoraram para diagnosticar a doença, que se manifestou em outubro de 2014;  no entanto, ela precisou ficar em repouso por cinco meses.  Já, em outro caso, a cantora norte-americana Kathleen Hanna foi diagnosticada, em 2010, apesar de sofrer da doença desde 2005, e luta contra a doença até hoje.

O não-tratamento da doença de Lyme, ainda de acordo com a Dra. Marinella, pode acarretar em problemas neurológicos como paralisia facial. “Normalmente a doença apresenta a fase aguda, depois uma segunda fase que é o reaparecimento da doença e uma terceira que pode vir a ser a neurológica”, explica a médica e professora da FCMSCSP. O tratamento,  complementa,é feito à base de antibióticos e é indicado repouso, pois a pessoa não consegue executar suas atividades normalmente. “Em casos de sintomas semelhantes, procure um infectologista; a doença tem cura e o diagnóstico precoce ajuda a minimizar o risco de sequelas”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 68, em 30/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Dengue: especialista explica como reconhecer a doença

Dra Marinella _ dengueSão Paulo e outras cidades do país vivem um momento de extrema atenção em relação ao surto de casos de dengue. Febre, vômitos, dor nas articulações e nos olhos são alguns dos principais sintomas.

Nesta reportagem ao Portal R7, Dra. Marinella Della Negra, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, explica que a dengue pode até ser fatal.

A Grande Beleza: debate aberto promovido pela Liga de Neurociências da FCMSCSP

Liga de Neurociências da FCMSCSP debate o filme Grande BelezaA Liga de Neurociências da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo debate no próximo dia 15/10, quarta-feira, a partir das 17h30, o filme “A Grande Beleza”. O encontro é aberto e será realizado no Anfiteatro Paulo A. Ayrosa Galvão, na Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP).

Estarão presentes os professores Dr. Antonio João Tedesco Marchese, Dr. Daniele Riva, Dra. Marinella Della Negra e Dra. Carmen Lúcia Penteado Lancellotti.

Descuidos na praia podem oferecer riscos à saúde

A temporada de verão resulta em praias lotadas, ainda mais no Brasil, com seu extenso litoral. Porém, alguns cuidados devem ser tomados para evitar sérios problemas de saúde. De acordo com a Dra. Marinella Della Negra, responsável pela disciplina de Moléstias Infecciosas Parasitárias da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, os principais danos ocorrem na pele, causados por fungos e bactérias, além de infecções por ingestão de alimentos contaminados.

“Entre as principais doenças de pele que podem ser contraídas na praia estão: micoses (frieiras) e larva migrans, conhecida também como bicho geográfico. Muitas pessoas costumam ir às praias e piscinas e não tirar o maiô, biquíni ou sunga molhados, depois que voltam para casa, o que facilita a proliferação de fungos e pode causar candidíase. Outra séria doença é a hepatite A, que pode ser adquirida pela ingestão de água contaminada”, afirma.

Segundo a especialista, o ambiente de praia é um facilitador para a proliferação de fungos e bactérias pelo alto calor e umidade. Outro fator de risco está na areia, que pode conter sujeira e fezes de animais.

“Ingerir alimentos na praia também pode ser muito perigoso. O calor compromete a conservação da comida, que fica mais propensa a estar infectada, podendo causar diarreia e até infecções mais sérias. O ideal é comer fora da praia, em lugares apropriados e que ofereçam segurança”, explica.

Para evitar esses problemas, a Dra. Marinella cita algumas recomendações:
– Não andar descalço na areia
– Não sentar no chão e em cadeiras de praia sem proteção
– Evitar ingerir água do mar
– Não comer alimentos na praia
– Não compartilhar objetos pessoais, como toalhas
– Procurar levar seus próprios objetos, como esteiras e cadeiras
– Após sair do mar, tomar banho com água limpa e secar o corpo, inclusive entre os dedos dos pés
– Não permanecer com as roupas molhadas
– Não frequentar praias, caso esteja com cortes na pele

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 33, em 28/1/2014. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Especialidade de Infectologia acompanha os desdobramentos da saúde pública no país e no mundo

Prof.ª Dra. Marinella Della NegraA Infectologia estuda as doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e fungos. De acordo com a Prof.ª Dra. Marinella Della Negra, responsável pela disciplina de Moléstias Infecciosas Parasitárias da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a área tem grande importância para a saúde pública, visto que trata de epidemias e transita por todas as especialidades.

“Todo médico, independente de ser infectologista, é um termômetro da saúde pública. Quando o mesmo atende uma repetição de casos clínicos iguais, trata-se, com toda certeza, de uma doença infecciosa. Quem percebeu que estava iniciando uma epidemia de HIV na cidade de São Francisco (EUA) foram os profissionais do pronto-atendimento, que começaram a atender pacientes com os mesmos sintomas”, afirma.

A Dra. Marinella explica que todos os hospitais têm infectologistas, para atendimento de infecções hospitalares. Além desse segmento, ela comenta que a área apresenta várias facetas.

“Há especialistas em infectologia que atuam em frentes como ortopedia, transplante e medicina do viajante, essa última serve aos indivíduos que vão viajar e tem a finalidade de prevenir doenças existentes nos locais visitados, por meio de vacinações e orientações”, enfatiza.

Segundo a especialista, a disciplina é ministrada no quarto ano do curso de Medicina, no qual são apresentados os agentes responsáveis pelas doenças infecciosas, como o indivíduo responde a essas infecções e qual o papel delas na saúde pública do Brasil e do mundo.

No internato há também a parte prática, em que os alunos acompanham as crianças internadas com doenças infecciosas. Eles observam, ainda, os adultos em consultas e na UTI. Além disso, às sextas-feiras, integram a equipe do ambulatório para atender pacientes com doenças infecciosas.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 23, em 6/8/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.