Fonoaudiologia da FCMSCSP completa 15 anos

15-anos-fonoaudiologia-faculdade-santa-casaO curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciou sua primeira turma em 2002, sob a direção da Prof.ª Dra. Katia de Almeida, com o objetivo de formar profissionais capazes de atuar na prevenção, avaliação e diagnóstico, habilitação e reabilitação dos indivíduos portadores de distúrbios da comunicação humana. Nestes 15 anos de existência, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP já formou 226 fonoaudiólogos, dos quais cerca de 90% se mantêm atuantes no mercado de trabalho, com boa inserção em diferentes áreas da especialidade.

Segundo a Prof.ª Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP desde 2008, um dos pontos fortes do curso está no corpo docente, composto por profissionais com experiência e destaque nacional nos diversos campos de atuação na Fonoaudiologia. “Dentre os docentes do curso, existem editores de periódicos científicos da área, participantes em conselhos editoriais de periódicos, diretorias e conselhos de sociedades científicas, bancas, comissões de avaliação e premiação de mérito científico”, afirma.

“O nosso curso foi o primeiro do Brasil a contratar uma professora surda para ministrar a disciplina de Libras que passou a ser uma exigência para diversos cursos de graduação. Desde 2006, a Prof.ª Sylvia Lia integra o quadro de docentes da FCMSCSP, agora ministrando também aulas para a Enfermagem e a Medicina”, acrescenta a Prof.ª Katia de Almeida, vice-diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP.

Os projetos de extensão também têm sido uma característica marcante do curso ao longo desses 15 anos. A participação dos alunos nas ações de extensão se intensifica a cada ano, com o desenvolvimento de atividades por meio de parcerias e ações conjuntas com instituições governamentais e organizações do terceiro setor. “Nos últimos anos, pudemos contar com a colaboração dos alunos em ações como o Encontro de Atenção à síndrome de Down, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, Feira da Saúde, Dia Mundial da Voz, Virada Educação, Caminhada do Silêncio pelo Dia Nacional do Surdo, Saúde em Libras para o Surdo (SALIS) e Programa Expedições Científicas e Assistenciais (PECA). Esse envolvimento em ações de extensão promove a formação de profissionais fortemente engajados nas causas sociais relacionadas à saúde da comunicação humana”, conta a Dra. Ana Luiza Navas.

Além do envolvimento do ensino da graduação, os docentes do curso ministram aulas em programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, como é o caso do Programa de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da FCMSCSP, que tem como objetivo principal preparar fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde ou da educação, interessados nos processos e distúrbios da comunicação humana, para a utilização da investigação científica como recurso para o aprimoramento do trabalho. “A implantação do programa justificou-se pela tradição e características assistenciais da instituição, além da ampla inserção no Sistema Único de Saúde com ambientes favoráveis para formação, capacitação e pesquisa na área. O desenvolvimento de pesquisas pode ser constatado pela alta taxa de auxílios à pesquisa com recursos financeiros de agências de fomento (Fapesp, CNPq), bolsas de iniciação cientifica e participação de nossos docentes e alunos em eventos científicos nacionais e internacionais da área e correlatos”, conta a Prof.ª Dra. Katia de Almeida, que também é coordenadora do Mestrado Profissional.

Em comemoração aos 15 anos do curso, foi criada uma agenda com ações especiais, além de um selo comemorativo, que representa a consolidação da fase inicial de construção do curso e celebra a maturidade da formação de ensino, pesquisa e extensão de qualidade e responsabilidade social. “Fica evidente a intrínseca relação do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP com a assistência promovida nos diversos setores e departamentos da ISCMSP. Para comemorar a data, preparamos eventos especiais e esperamos contar com a presença de parceiros e colaboradores, e, sobretudo, de nossos ex-alunos, com quem sempre mantemos contato”, finaliza a Dra. Ana Luiza Navas.

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Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 107, em 28/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Fonoaudiologia nas escolas

A Fonoaudiologia Educacional é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, apesar de o trabalho desse profissional no ambiente de ensino ser bastante antigo. O trabalho do fonoaudiólogo educacional consiste em assessorar e complementar o trabalho dos professores, propondo estratégias e compondo, assim, uma equipe multidisciplinar que atua tanto na educação regular quanto na educação especial inclusiva.

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Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP

De acordo com a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ter um fonoaudiólogo trabalhando por perto na educação é um benefício muito grande para todo o processo de aprendizagem das crianças já que esse profissional contribui não só no momento da alfabetização, mas em todo o desenvolvimento de linguagem, fator essencial para que essa criança consiga evoluir mais e em todos os níveis educacionais: “O fonoaudiólogo educacional tem um papel muito importante nos primeiros anos da educação. Sabemos que na escola também se forma o desenvolvimento da linguagem, a fala, a audição. Mas, em todos os níveis do ensino, o fonoaudiólogo pode ter uma atuação importante, inclusive no ensino superior”, explica.

Quando falamos de educação especial inclusiva, o trabalho do fonoaudiólogo educacional também é fundamental. Afinal, é quem orienta e recomenda aos educadores o que pode e deve ser feito com uma criança com necessidades especiais de comunicação. “Muitas vezes, no caso da síndrome de Down, por exemplo, a criança vai precisar de uma terapia especializada fora do ambiente escolar, mas se a escola tiver um fonoaudiólogo que olhe para todo esse processo, inclusive ao fazer contato com a terapeuta da criança, facilita esse percurso dentro da escola”, conta a fonoaudióloga.

O fonoaudiólogo educacional atua ainda em casos de crianças com transtornos de aprendizagem, deficiência visual, auditiva, autismo, deficiência intelectual, síndromes que resultam em uma deficiência intelectual (como a de Down), crianças com superdotação e altas habilidades, e nas deficiências físicas. “Em alguns casos, como por exemplo, nas paralisias cerebrais, como a crianças têm dificuldades na fala, na coordenação motora e na alimentação, o fonoaudiólogo tem um papel importante orientando os cuidadores – especialmente na alimentação – para que não haja nenhum problema”, comenta a Dra. Ana Luiza.

Outra área de atuação dos fonoaudiólogos dentro das escolas é auxiliar os professores em relação aos cuidados com a voz: “Os problemas de voz dos educadores são um dos principais motivos de afastamento nas escolas. O fonoaudiólogo educacional pode auxiliar, promovendo programas, oficinas que ajudem nesse sentido”, esclarece.

14ª Jornada de Fonoaudiologia da FCMSCSP
A Fonoaudiologia Educacional será um dos temas discutidos na 14ª Jornada Acadêmica do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP. No evento, que acontece nos dias 8 e 9 de setembro de 2016, quinta e sexta-feira, também serão abordados temas como Audiologia, Disfagia, Motricidade oro facial, Saúde coletiva, Voz, entre outros. Neste ano, além de resumos para Apresentação de Pôsteres, será possível submeter resumos para Apresentação Oral. As submissões de trabalhos poderão ser realizadas até 15/7, sexta-feira. Os trabalhos aceitos serão publicados no suplemento da Revista Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Para conferir as normas para envio dos resumos e realizar sua inscrição, acesse o site oficial da 14ª Jornada Acadêmica do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 91, em 28/6/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Fonoaudiologia: ​qual ​área a seguir dentro da ​ carreira?

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade Santa Casa de São Paulo

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade Santa Casa de São Paulo

Para esclarecer os pontos mais comuns sobre a carreira de Fonoaudiologia, confira esta entrevista com a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do ​curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.​

Conectar: Quais são as áreas de especialização em Fonoaudiologia?
Dra. Ana Luiza: As áreas reconhecidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia são Voz, Linguagem, Audição, Saúde Coletiva, Motricidade Orofacial – tudo que tem a ver com a parte motora da fala; Disfagia, Fonoaudiologia Educacional, Fonoaudiologia do Trabalho, Gerontologia, Neuropsicologia e Fonoaudiologia Neurofuncional.

Conectar: Como ​podemos definir o mercado ​d​e trabalho para um ​fonoaudiólogo?
Dra. Ana Luiza: O mercado de trabalho da Fonoaudiologia é muito amplo, porque as áreas são muito diversas. Temos grande contingente trabalhando na área da saúde, no serviço público ou em clínicas particulares​,  mas existe o fonoaudiólogo que trabalha  ​no ambiente corporativo  ou  ​no setor educacional, dando consultoria tanto em escolas públicas ​quanto  nas p​articulares.

Conectar:
Quanto à área educacional, ​esse trabalho  ​seria aquele desenvolvido com crianças?
Dra. Ana Luiza: Existe sempre a imagem que o ​fonoaudiólogo só trabalha com crianças que possuem alguma dificuldade, porém ess​e profissional já vem trabalhan​do​, ​por exemplo, ​na área de Educação, na formação e capacitação de professores para o desenvolvimento de audição, linguagem e fala. ​Nesse caso, o  fonoaudiólogo atende professores prestando assessoria para o aprimoramento da comunicação expressão des​se​s​  profissiona​is, bem como pode fazer parte da equipe educacional visando a melhoria do processo de aprendizagem das crianças.

Conectar: E com as crianças, como é a atuação?
Dra. Ana Luiza: Os profissionais da ​Fonoaudiologia podem prestar orientações para o desenvolvimento de todos os alunos, e não somente ​àqueles que possuem alguma dificuldade. Eles atuam no ensino regular, com ​estudantes que não têm nenhuma dificuldade de alfabetização, para melhorar a habilidade de comunicação dessas crianças. Mas há também na Educação Especial, área inclusão, profissionais que auxiliam no processo de aprendizagem e comunicação de crianças com transtornos como a síndrome de Down, dislexia, déficit de atenção, ou com deficiências como a auditiva, prestando orientações e acompanhamentos específicos.

Conectar: Quais outros setores ​em que  o fonoaudiólogo pode atuar?
Dra. Ana Luiza: O ​fonoaudiólogo pode trabalhar com empresários, para melhorar a expressividade e comunicação oral; em veículos de comunicação com jornalistas, radialistas; e com outras várias instituições e pessoas que precisam fazer o aprimoramento da comunicação, não somente com cantor e ator, mas, por exemplo, com pessoas que precisam dar entrevistas frequentemente: técnicos de futebol, políticos e outros.

Conectar: Ao se formar,o fonoaudiólogo precisa de um registro para trabalhar?
Dra. Ana Luiza: Sim. Quando o aluno se forma, após a colação de grau, ele precisa solicitar um registro profissional no Conselho Regional de Fonoaudiologia de sua região; no caso de São Paulo, ​trata-se da 2ª Região.

Conectar: E quanto aos egressos que optem por seguir diretamente para o mercado de trabalho?
Dra. Ana Luiza: A grande maioria dos alunos que se formam tem plena condição de ingressar diretamente no mercado de trabalho sem precisar fazer especialização. E há empresas que ​já os ​contratam​ ao término do curso, pois ​reconhecem a ​formação​ de qualidade oferecida pela​ Faculdade ​Santa Casa​ de São Paulo. Há algumas áreas ​em ​que a especialização ou aprimoramento são necessárias e recomendadas, principalmente ​quando ​os egressos ​irão prestar concurso público que tem essa exigência em seu edital.

Conectar: Há um número grande de fonoaudiólogos que seguem para a área acadêmica?
Dra. Ana Luiza: ​Muitos d​os alunos ​da FCMSCSP ​têm procurado complementar sua formação em programas de pós-graduação, como mestrado e doutorado, tanto ​aqui ​quanto em outras instituições​. ​A Faculdade ​de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ​oferece o Mestrado ​Profissional em Saúde da​ Comunicação Humana, dedicado principalmente ao ex-aluno que já teve uma experiência de mercado de trabalho e sentiu a necessidade de melhorar a sua prática profissional, fundamentar​-se​ melhor em termos científicos, desenvolver estratégias terapêuticas, manuais e guias de orientação.

Conectar: Para finalizar, como a FCMSCSP auxilia os alunos no término da Graduação?

Dra. Ana Luiza: A formação teórica e, principalmente, a prática deste ensino, bem como a carga horária e diversidade dos estágios supervisionados, que envolvem tanto a Clínica Escola de Fonoaudiologia, vários setores do hospital ​da ​ISCMSP, as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Creches e Escolas faz com que os alunos saiam ​muito bem​ preparados. Além disso, ao longo do 4º ano, há uma tutoria, na qual professores orientam os alunos em encontros mensais sobre o que é pós-graduação, especialização, aprimoramento, gestão entre outros temas para que eles estejam ainda mais preparados para planejar suas carreiras.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Diretora do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP recebe homenagem

Ana Luiza Navas - Homenagem

Dra. Ana Luiza Navas

Entre os dias 14 e 16 de outubro, aconteceu o 23º Congresso Brasileiro e 9º Congresso Internacional de Fonoaudiologia, em Salvador (BA). Na ocasião, que reuniu mais de 900 fonoaudiólogos e estudantes do Brasil e de países como Chile, Argentina e Espanha, a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu uma homenagem.

“Recebi, no ano passado, o prêmio como destaque do Departamento de Linguagem, uma das áreas da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). E, neste ano, os anfiteatros e salas do Congresso receberam os nomes de quem foi escolhido como destaque. Para mim, foi uma emoção muito grande. Quando me pediram para enviar uma foto imaginei, mas quando vi o totem e as pessoas fazendo fotos ao lado da minha foto foi muito emocionante. É a primeira vez que recebo uma homenagem deste tipo. E a SBFa é a maior associação científica que congrega os fonoaudiólogos do Brasil”, explica a Dra. Ana Luiza.

A dirDra-Ana-Luiza---prof---alunosetora do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP ainda contou com uma plateia especial composta por alunos do 2º, 3º e 4º anos e professores, ambos do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP. “Tínhamos um grupo de cerca de 30 alunos participando e, durante a cerimônia de abertura, eles estavam todos lá me aplaudindo de pé. Isso sem contar as professoras: Adriana Rahal Rebouças de Carvalho, Katia de Almeida, Marina Padovani, Marta A. de Andrada e Silva e Noemi Takiuchi que ministraram palestras”, detalha.

Na cerimônia de abertura do evento, os homenageados receberam uma chave simbólica e, durante os quatro dias de Congresso, em frente de cada sala, havia um totem com uma foto e um minicurrículo da Dra. Ana Luiza. “Ali constava Professora Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Acho que para nós, professores, é gratificante, pois os alunos têm orgulho de falar ‘é minha professora’ e isso foi muito gostoso. É ótimo recebermos o reconhecimento, mas é mais importante ainda para os nossos alunos saberem que o que fazemos é reconhecido”, finaliza.

A Dra Ana Luiza participou da mesa “Fonoaudiologia Educacional, Linguagem e Saúde Coletiva – limites e atribuições”, para tratar da importância da estimulação da linguagem em crianças. Além disso, como Editora Chefe da Revista CoDAS, participou em mesas temáticas relacionadas à publicação científica e de discussão sobre os Periódicos em Fonoaudiologia.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Evento organizado pelo curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP integra professores e alunos

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Professoras do curso de Graduação em Fonoaudiologia

Entre os dias 9 e 11 de setembro de 2015, foi realizada a 13ª Jornada Acadêmica do Curso de Fonoaudiologia e o 2º Encontro do Mestrado Profissional de Saúde da Comunicação Humana da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O evento, organizado em torno de palestras, oficinas e mesas-redondas, tratou de temas relacionados à linguagem e envelhecimento; o uso da voz na dramaturgia; a atuação fonoaudiológica na neonatologia; a Fonoaudiologia nos processos cicatriciais; empregabilidade na Saúde Coletiva, entre outras abordagens. “A cada jornada tentamos nos aproximar mais dos alunos para escolhermos temas que sejam atuais e que mostrem em perspectiva as áreas de atuação da Fonoaudiologia. Acredito que, nesta jornada, cumprimos mais uma vez o nosso papel, começando pela palestra com a Dra. Kátia de Almeida, vice-diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia e coordenadora do Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da FCMSCSP, que apresentou um panorama da carreira no Brasil e no mundo”, ressalta a Dra. Alessandra Spada Durante, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia e uma das coordenadoras do evento.

Nesta edição, oficinas foram ministradas por especialistas sob a coordenação de professores do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP. Para a Dra. Alessandra, elas merecem destaque, pois receberam um grande número de participantes. “O que possibilitou até que a organização cogite, para o ano seguinte, acrescentar mais oficinas até o último dia do evento. Ressalto que a programação científica como um todo foi um ponto alto. A palestra do Dr. Adrián Fuente, da Universidad de Chile, por meio de uma videoconferência, merece destaque também“, completa.

De acordo com a Dra. Alessandra, os professores da FCMSCSP já estão se preparando para a próxima Jornada. “Teremos uma reunião de fechamento e na sequência nos encontraremos com a comissão de alunos de graduação e pós-graduação para começarmos a pensar em novos assuntos para serem abordados e discutidos. Esta é a primeira possibilidade de percepção do que é um congresso para os futuros fonoaudiólogos, além de ser uma oportunidade para o aluno se aproximar do que há de mais atual e compreender as temáticas discutidas nas apresentações de palestrantes de renomadas instituições”, finaliza a professora.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 74, em 22/9/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Dislexia: condição especial que precisa de atenção durante toda a vida

Dra. Ana Luiza Navas

Dra. Ana Luiza Navas

Albert Einstein, Orlando Bloom, Pablo Picasso, Steve Jobs, Steven Spielberg, Tom Cruise, Walt Disney, Will Smith e Whoopi Goldberg são alguns exemplos de personalidades diagnosticadas com dislexia. “Sendo um transtorno genético e hereditário de linguagem, a dislexia atinge, cerca de 4% da população mundial. Possivelmente, mais de 50% da população disléxica não foi diagnosticada. Muitos pais trazem os filhos para avaliação e começam a se identificar ao perceber o desempenho dos filhos nos testes fonoaudiológicos. E essa é uma condição que acompanha a pessoa por toda a sua vida. A terapia fonoaudiológica e o acompanhamento psicológico ajudam muito, mas é necessário criar estratégias para lidar com ela”, explica a Dra. Ana Luiza Navas, diretora e professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e membro do Núcleo de Acessibilidade Institucional (NAI) da Faculdade.

Núcleo de Acessibilidade Institucional (NAI)
O Núcleo, constituído por uma comissão coordenada pela Dra. Wilze Laura Bruscato, psicóloga e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, assiste alunos com mobilidade reduzida, deficiências visuais, auditivas e condições como a dislexia, que se enquadra na mesma categoria dos Transtornos Específicos de Aprendizagem, Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), entre outros. “O núcleo analisa, atende e encaminha para diagnósticos os alunos que precisam de adaptações especiais para fazer o curso. É uma determinação do Ministério da Educação (MEC) que as Instituições de Ensino Superior tenham um núcleo, mas cada faculdade decide como vai receber e aplicar a assistência aos alunos, e quais serão contemplados”, completa a Dra. Ana Luiza.

Processo seletivo
Na FCMSCSP, ao se candidatar a um processo seletivo há como mencionar a necessidade de realizar a prova de acordo com a condição do candidato. “Por exemplo, em caso de dislexia, a prova pode ser realizada de forma oral ou o aluno pode solicitar o auxílio de um ledor para ler as questões da prova, além disso, esse aluno tem um tempo extra, em geral 25% a mais que o tempo normal, para fazer a prova e redação”, esclarece a Dra. Ana Luiza.
Para o processo seletivo do curso de Graduação em Medicina, realizado pela Fuvest, os candidatos recebem a mesma opção para fazer a prova. “No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), também existe essa possibilidade. Esse método se faz necessário, pois a dificuldade na leitura é parte do quadro clínico dos disléxicos, logo, eles têm certa desvantagem em perguntas, por exemplo, com um enunciado muito grande. Tivemos uma aluna que declarou o problema e contou com o auxílio de um ledor e na redação ela obteve mais tempo para redigir. Não é que não tenham conhecimento para responder, mas demoram mais tempo para ler”, complementa a Dra. Ana Luiza.

Acompanhamento durante o ano letivo
A Dra. Ana Luiza ressalta ainda que muitos alunos nem sabem que possuem dislexia. Há casos na Faculdade em que o aluno só soube de sua condição após enfrentar dificuldades para acompanhar o ritmo das aulas. Outros sabem e não mencionam por medo da reação das pessoas. “Em geral as pessoas disléxicas precisam de mais acompanhamento para a compreensão da leitura e escrita. No Ensino Superior, a demanda de leitura aumenta, por isso a taxa de evasão é grande quando não há o apoio institucional. Em alguns casos, a questão emocional interfere, podendo causar problemas de baixa autoestima. Quando a pessoa já vem de um ensino com acompanhamento realizado por um profissional, ela aprende a estabelecer estratégias de estudo e de armazenamento, o que ajuda, e muito, ao encarar uma faculdade”, detalha.

Quanto à adaptação para avaliações, segundo a professora, depende de cada prova, aluno, matéria e professor. “Apresentamos aos professores o diagnóstico e deixamos em aberto para que o aluno solicite, de acordo com sua necessidade, se precisará de prova oral ou mais tempo para fazer provas, gravar as aulas, receber o conteúdo antes da aula. Para os docentes, orientamos que eles não se apeguem aos erros ortográficos, se o conteúdo for contemplado, pois esse é um dos sinais da dislexia. A cada mudança de professores, nos preocupamos em passar as mesmas informações”, elucida a professora.

Confira mais informações sobre a vida profissional de uma pessoa com dislexia.

 

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 73, em 9/9/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.