Crianças expostas ao fumo passivo apresentam diminuição no processamento auditivo

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Dra. Alessandra Spada Durante e Dra. Cristiane Lopes, professoras da FCMSCSP

No dia 29 de agosto, segunda-feira, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo no Brasil. Para ressaltar a importância da data, o Boletim Conectar relembra os resultados da pesquisa “Emissões Otoacústicas em escolares expostos ao fumo”, realizada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O estudo, que aborda os impactos da fumaça do cigarro na audição e no processamento auditivo de crianças em idade escolar, foi conduzido pelas professoras Dra. Alessandra Durante, do curso de Graduação em Fonoaudiologia, e Dra. Cristiane Lopes, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP, com 145 estudantes, de 8 a 10 anos, em uma escola da capital paulista. “A exposição ao fumo sofrida por crianças pode variar muito dependendo dos hábitos de fumo dos pais e familiares. Para ter uma análise objetiva do quanto a criança foi exposta ao fumo, foi feita uma avaliação de um metabólico de nicotina na urina, a cotinina”, explica a Prof.ª Dra. Cristiane Lopes. Dos estudantes participantes da pesquisa, 41% haviam sido expostos ao fumo passivo de forma significativa.

Para analisar os efeitos do tabagismo passivo na capacidade de desenvolver a audição e sua compreensão, foi avaliada a função coclear (um dos órgãos responsáveis pela audição). Para isso, foi colocada uma sonda que emite sons na orelha da criança. A resposta da cóclea é coletada por um microfone no aparelho e processada por um programa de computador. As professoras descobriram, então, que a capacidade de compreensão de informações verbais das crianças que foram expostas ao fumo passivo era menor em relação à das que não tinham qualquer contato com o cigarro.

De acordo com a fonoaudióloga Prof.ª Dra. Alessandra Durante, para os pais foi uma surpresa saber que o fumo passivo causaria danos ao processamento auditivo das crianças, uma vez que tinham apenas noção das questões relacionadas à respiração: “A Dra. Cristiane e eu realizamos uma oficina na escola para falar destes impactos na audição. Mostramos os resultados e conversamos sobre a sensibilização do que é a audição, a importância da audição e o impacto disso, principalmente para a criança que estava em processo de aprendizado, já que mínimas perdas de processo auditivo já causam prejuízo escolar”, afirma. “A exposição à nicotina não é o único fator ambiental a alterar o processamento auditivo, mas é um fator que pode justificar algumas dificuldades escolares das crianças”, ressalta a Dra. Cristiane.

As professoras também coordenaram, em 2011, uma pesquisa que aborda os impactos do tabagismo materno durante a gravidez. O estudo apontou que o fumo teve efeito negativo no processo auditivo do neonato, e alertou para o risco de fumar durante a gestação. A pesquisa, que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), tem sido ampliada por meio de uma nova tecnologia no estudo das emissões otoacústicas pressurizados e imitância acústica com estímulo de banda larga.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 95, em 23/8/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Docente de Fonoaudiologia da FCMSCSP na ABA

A Dra. Alessandra Spada Durante, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP, é a nova vice-presidente da Academia Brasileira de Audiologia (ABA). A posse para o biênio 2015-2017 aconteceu em 9/6.

Na foto (da esq. p/ a dir.): Lilian Ferreira Muniz (UFPE), 2ª secr.; Katia de Freitas Alvarenga (FOB/USP), presidente; Alessandra Spada Durante, vice-presidente; Cristiana Magni (Unicentro), 2ª tesoureira; Maria Francisca C. dos Santos (Unicamp), 1ª tesoureira; Fátima C. A. B. Barreiro (Univ. Anhanguera), 1ª secretária

Na foto (da esq. p/ a dir.): Lilian Ferreira Muniz (UFPE), 2ª secr.; Katia de Freitas Alvarenga (FOB/USP), presidente; Alessandra Spada Durante, vice-presidente; Cristiana Magni (Unicentro), 2ª tesoureira; Maria Francisca C. dos Santos (Unicamp), 1ª tesoureira; Fátima C. A. B. Barreiro (Univ. Anhanguera), 1ª secretária

Fonoaudiologia: estudo descreve impactos do fumo passivo

A pesquisa  “Emissões Otoacústicas em escolares expostos ao fumo”, realizada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, foi destaque na Revista Saúde é Vital (Editora Abril), publicada em janeiro de 2014. Reproduzimos a reportagem, assinada por Gabriela Queiroz, com a entrevista da Dra. Alessandra Spada Durante, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade Santa Casa de São Paulo.

Reportagem da Revista Saúde é Vital,_pág, 66, publicada em 1º/1/2014